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156 países aderem à iniciativa para universalizar vacina, diz OMS

Marcos Philipe Passos

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156 países aderem à iniciativa para universalizar vacina contra covid-19, diz OMS - Foto: Rodrigo Nunes/MS

156 países aderem à iniciativa para universalizar vacina contra covid-19, diz OMS – Foto: Rodrigo Nunes/MS

Estados Unidos, China e Rússia estão entre os países que não fazem parte da lista de membros.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 21, que 156 países aderiram oficialmente à Covax, aliança global que visa acelerar o desenvolvimento de vacinas contra à covid -19 e fazer uma distribuição equitativa do imunizante.

“Mais de 156 economias trabalharão juntas para garantir a vacina por meio da Covax”, disse Seth Berkley, CEO da Vaccine Alliance, órgão que colidera a iniciativa junto com a OMS. O número é menor do que havia sido anunciado no início do mês, quando 165 nações tinham interesse de participar da aliança.

Berkley ainda informou que nos próximos dias os países membros assinarão os termos do acordo e que outras 38 nações confirmarão se vão aderir à Covax. “Em seguida (aos acordos assinados com os países), na próxima fase dos trabalhos, começaremos a assinar os acordos formais com os produtores e desenvolvedores das vacinas”, complementou.

Estados Unidos, China e Rússia estão entre os países que não fazem parte da lista de membros. Já o Brasil aparece na relação dos que manifestaram interesse de participar da iniciativa.

Durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ainda lembrou que a Covax é um mecanismo que garantirá uma coalizão global e cobrou por mais cooperação política e financeira.

“Uma vacina ajudará a controlar a pandemia, a salvar vidas e a garantir a verdadeira retomada econômica. Isso (a cooperação financeira) não é caridade, é uma ação que representa o melhor interesse para todos os países. Nós precisamos de um fortalecimento expressivo do compromisso político e financeiro dos países. Não é apenas a coisa certa a ser feita, é a opção mais inteligente a ser tomada”, falou.

Ele também informou que a organização já conseguiu US$ 3 bilhões para o Acelerador de Acesso às Ferramentas (ACT) por meio de parcerias com governos e instituições privadas, mas ressaltou que a entidade ainda precisa de R$ 15 bilhões “imediatamente” para iniciar os trabalhos da Covax nos próximos dias. Esses US$ 15 bilhões seriam usados para “cumprir com nossos prazos ambiciosos”, disse o diretor-geral.

Em relação à vacina, a OMS reafirmou nesta segunda que a meta é ter 2 bilhões de doses para serem distribuídas até o fim de 2021. A diretora do Departamento de Imunização e Vacina da entidade, Kate O´Brien, explicou que essa “quantidade se baseia em vacinas que precisam de duas doses”, mas ponderou que ainda não há um número exato de doses que serão compradas, já que é preciso ter certeza de quantos países irão aderir ao mecanismo Covax. Segundo a OMS, a Covax tem 9 vacinas no portfólio.

Com Informações do Notícias ao Minuto.

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Brasil

Médico preso por abuso sexual de pacientes em São Paulo é investigado por mais cinco estupros em Pernambuco

José Adagmar Pereira de Moraes tem processos nos dois estados, pelo mesmo tipo de crime. Segundo as denúncias, abusos eram cometidos durante consultas.

PortalPE10 com informações G1

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Médico ginecologista José Adagmar Pereira de Moraes preso em Suzano por suspeita de estupro — Foto: Reprodução/TV Diário

O médico preso por abuso sexual em Suzano, em São Paulo, responde por pelo menos outros cinco estupros, em Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, no Recife, há quatro inquéritos contra José Adagmar Pereira de Moraes, de 41 anos. Esses procedimentos são referentes a cinco mulheres que, em 2018, denunciaram ter sido vítimas do mesmo homem

O ginecologista e obstetra José Adagmar foi preso no dia 5 de outubro, em Suzano. Denúncias apontam que ele cometia os crimes dentro do consultório.

Na capital pernambucana, ele chegou a atuar no Serviço de Apoio à Mulher Vítima de Violência Wilma Lessa, no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), Zona Norte, onde ocorreram alguns dos abusos.

Segundo a polícia pernambucana, os inquéritos foram remetidos à Justiça em 2018. Na época, os casos estavam com a delegada Ana Elisa Sobreira. Ela atuava como delegada na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Santo Amaro, no Centro da cidade.

Nos procedimentos citados, o homem foi indiciado por violação sexual mediante fraude. Esse tipo de crime ocorre quando alguém pratica um ato libidinoso com alguém por algum meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. Nos casos citados, isso ocorria devido à condição de médico do acusado, que utilizava a profissão para cometer os abusos.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco afirmou que um dos processos contra José Adagmar Pereira de Moraes tramita na 12ª Vara Criminal da Capital, mas não soube informar o andamento dele nem dos outros que correm no Judiciário.

O tribunal informou, também, que é possível que as outras ações judiciais corram em segredo de justiça, o que impede a divulgação de dados. A reportagem também pediu informações sobre o processo ao Ministério Público de Pernambuco, que não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Histórico

De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), José Adagmar passou em um concurso público para a rede estadual e foi lotado no Hospital Agamenon Magalhães em agosto de 2015, atuando como obstetra na maternidade. Numa seleção interna, ele foi transferido para o Serviço de Apoio à Mulher Vítima de Violência Wilma Lessa, vinculado à unidade, em 2017.

Sem dar qualquer explicação à direção do hospital, o médico, já denunciado pelas cinco mulheres na capital pernambucana, deixou de comparecer ao serviço em janeiro de 2019. Foi instaurado, então, um processo administrativo contra o servidor, por abandono de cargo. Esse processo segue em andamento.

Depois disso, o médico viajou para São Paulo, onde fez um novo cadastro no Conselho Regional de Medicina (CRM), entrou para a lista de conveniados de um plano de saúde, e seguiu atendendo pacientes em Suzano e na capital paulista.

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Brasil

Butantan quer vacina chinesa no SUS com ou sem ajuda do governo federal

Covas lembrou que 40 milhões das 46 milhões de doses da Coronavac que o Butantan quer comprar serão produzidas nos laboratórios do próprio instituto

Lucas Passos

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Foto: Chaideer Mahyuddin/AFP

Apesar da recusa do presidente Jair Bolsonaro em usar recursos do governo federal para comprar 46 milhões de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac, o presidente do centro de pesquisas, Dimas Covas, garantiu que vai buscar outras fontes de financiamento que viabilizem a aquisição do imunizante e a sua distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta quarta-feira (21), Covas disse que o Butantan fará de tudo para incorporar a Coronavac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, caso a vacina receba um certificado internacional de eficácia e o seu registro seja aceito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com ou sem o auxílio de Bolsonaro.

“Estamos trabalhando dia e noite para que essa vacina chegue o mais rapidamente possível. Esperamos que essa vacina seja receptada pelo PNI. Nesse momento, discutimos financiamento. Se não tivermos um financiamento oficial, certamente o Butantan vai procurar financiamentos alternativos para oferecer essa vacina ao nosso PNI”, garantiu o presidente do Butantan, durante entrevista coletiva.

Covas lembrou que 40 milhões das 46 milhões de doses da Coronavac que o Butantan quer comprar serão produzidas nos laboratórios do próprio instituto. “Essa vacina terá a marca e o rótulo do Butantan e será destinada a vacinar os brasileiros. Todas as vacinas que nós produzimos no Butantan dão suporte ao PNI. Elas atingem todos os municípios do Brasil. Neste ano, um em cada três brasileiros tomou uma vacina da gripe produzida no Butantan”, destacou.

A estimativa de Covas é de que a substância tenha o aval de autoridades sanitárias para ser aplicada à população até dezembro deste ano. “Se acontecer a incorporação ao PNI, essas vacinas estarão já prontas para serem distribuídas por todo o país. Se isso não acontecer,elas estarão também disponíveis. A questão é o financiamento. E, nesse momento, essa é uma questão crítica porque, obviamente, essas vacinas têm custo. Então, as vacinas serão produzidas e estarão disponíveis para o Brasil no final desse ano. Resta saber quem é que vai financiar as vacinas”, reforçou.

Registro
O presidente do Butantan disse que os ensaios clínicos da Coronavac estão na última fase de testes e já alcançaram mais de 9 mil pessoas. Ele explicou que para garantir o registro do imunizante junto à Anvisa o instituto ainda precisa analisar a real eficácia da vacina.

Para isso, de acordo com Covas, falta cumprir uma das etapas do estudo clínico que demanda que 61 voluntários apresentem diagnóstico positivo para Covid-19. “Quando isso acontecer, nós podemos abrir o estudo saber qual e a eficácia do estudo. E, com esses dados, já é um componente importante para o dossiê de registro”, detalhou.

“A outra parte é a produção. A produção já está com a linha certificada do Butantan, e estamos simplesmente aguardando o início da produção dessas 46 milhões de doses. Lá no final, os dois processos se encontram e você tem o dossiê completo. Então, a partir desse momento é que a Anvisa tem os seus prazos regulamentares para deferir o registro”, acrescentou Covas.

Fonte: Correio Braziliense

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Brasil

Bolsonaro sabia da compra de vacinas, mas recuou após pressão de apoiadores em redes sociais

Presidente inicialmente não se opôs à iniciativa, mas mudou de posição após reação, dizem assessores

Marcelo Passos

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O presidente Jair Bolsonaro foi informado no último final de semana da intenção da compra, pelo Ministério da Saúde, de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac com o Instituto Butantan.

Segundo assessores tanto do Palácio do Planalto como do Ministério da Saúde, Bolsonaro, inicialmente, não se opôs à iniciativa, mas mudou de posição no final da tarde da terça-feira (20), após repercussão negativa de seus apoiadores nas redes sociais.

Desde o anúncio feito pelo ministro Eduardo Pazuello, em reunião virtual com governadores, eleitores bolsonaristas iniciaram campanha nas redes contra o que chamam de “vacina chinesa”.

As críticas chegaram ao perfil oficial do presidente, que decidiu adotar um recuo estratégico. Na própria terça-feira (20), segundo relato feito à Folha, ele telefonou a Pazuello para informar que se posicionaria contra o anúncio.

Nesta quarta (21), Bolsonaro e Pazuello se falaram por telefone para ajustar a mudança de discurso e combinar a divulgação de uma nota pública, na qual alegaram que houve “interpretação equivocada”.

Como lembraram auxiliares palacianos, Pazuello costuma informar todas as iniciativas de sua pasta a Bolsonaro e não faz nada sem o conhecimento do chefe do Executivo, o que não foi diferente neste episódio.

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