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A dois meses do 1º Enem digital, governo não fechou contrato de aplicação

Técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estão apreensivos com situação.

Redação PortalPE10

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Enem: estudantes têm até 1º de outubro para inserir foto no cadastro - (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A pouco mais de dois meses da primeira edição digital do Enem, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) não fechou contrato para a aplicação em computador. Não estão definidos os custos e detalhes do sistema tecnológico em que os participantes farão a prova.

A demora na definição causa apreensão em técnicos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo exame. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, não tem tido envolvimento também com essa questão.

Ao anunciar o exame digital, em julho de 2019, o governo informou que o projeto-piloto do Enem no computador custaria R$ 20 milhões, para 50 mil candidatos. O Inep aceitou, no entanto, a inscrição de 96.086 pessoas para essa versão, o que deve ampliar os gastos.

Com base na projeção do ano passado, o gasto no Enem digital seria de R$ 400 por inscrito. O valor é quase quatro vezes superior ao custo por estudante na prova em papel (R$ 105,52 em 2019). O governo recebeu 5,8 milhões de inscrições para o exame tradicional.

O projeto-piloto foi mantido mesmo em meio à pandemia de coronavírus, ao adiamento das provas e em cenário de reduções de gastos por parte do MEC.

O Enem ocorreria neste mês caso não tivesse sido adiado para janeiro e fevereiro de 2021 por pressão de secretários e parlamentares, preocupados com o fechamento de escolas na pandemia. As provas digitais estão agendadas para 31 de janeiro e 7 de fevereiro; a versão tradicional ocorre em 17 e 24 de janeiro.

O Inep decidiu que a Fundação Cesgranrio, que aplica o Enem em papel, também será a responsável pelo exame digital. Em resposta a pedido de informação à agência Fiquem Sabendo, via Lei de Acesso à Informação, o Inep declarou que ainda faria um termo aditivo ao contrato vigente com a Cesgranrio –o que não ocorreu até agora.

Questionado pela reportagem, o Inep confirmou que tem a definição de custos da edição digital e que o contrato está em fase de finalização. A própria Cesgranrio desenvolverá software onde os alunos farão a prova, como também informado à Fiquem Sabendo, agência de dados especializada na Lei de Acesso.

O governo tem um contrato de 2017 com a Cesgranrio para a aplicação do Enem, firmado por dispensa de licitação. Esse contrato pode ser renovado anualmente até 2022, o que tem ocorrido até agora, e envolve, por exemplo, toda a logística de coordenação dos locais de prova e contratação de equipes (com exceção de transporte, serviços gráficos e segurança).

Para o Enem em papel, o Inep publicou ainda em julho, no Diário Oficial da União, o extrato do termo de aditamento para a aplicação deste ano, em valor estimado em R$ 559 milhões. Esse contrato não envolve a versão digital e não foi divulgada até agora –a reportagem questionou sobre o documento mas não obteve resposta.

Os desafios da edição digital incluem, entre outras coisas, um sistema tecnológico que seja seguro contra vazamentos, além das condições de infraestrutura para que as provas ocorram em computadores. Não há informações sobre o desenvolvimento dessa tecnologia. O Inep garante que as questões da prova digital já estão garantidas. Itens para esse exame foram pré-testados em computador, ainda no ano passado, para garantir a comparabilidade com o restante do exame.

O Enem é elaborado a partir de um modelo matemático que, em tese, garante o mesmo nível de dificuldade de provas diferentes –por isso, as questões são pré-testadas (um grupo de pessoas responde aos itens). Dessa forma, o governo pode realizar provas diferentes no mesmo processo seletivo e garantir comparabilidade de resultados.

O governo abriu, em agosto, prazo de credenciamento de locais de aplicação digital que previa o cadastro de locais com no mínimo duas salas com dez máquinas cada uma. Não há informações sobre quantos locais foram cadastrados e sob quais condições.

Mesmo quem fizer a prova digital deverá escrever a redação em papel. Os participantes terão que comparecer com máscaras e o Inep promete disponibilizar álcool em gel aos participantes dos dois modelos de prova.

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior público do país. É também usado para acesso ao ProUni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Financiamento Estudantil). A ideia do MEC é abandonar o papel de forma escalonada, migrando o Enem totalmente para o computador em 2026. A exclusão digital da parcela mais pobre da população é vista como entrave para esse processo.

Quase duas (18%) em cada dez escolas públicas de ensino médio do país não têm laboratório de informática. Ao lado de Kosovo e do Marrocos, o Brasil tem a pior proporção de computadores por aluno entre os 79 países e territórios avaliados pelo último Pisa (avaliação internacional).

Quase metade das 141 mil escolas do país não contava com internet banda larga em 2018. A situação é mais precária nas regiões Norte e Nordeste. O governo Bolsonaro ainda patina no apoio à implementação de conexão nas escolas.

Em nota, o Inep afirma que a logística do Enem digital está definida e “não há preocupação com os prazos” para operacionalização das atividades. “O processo [para assinatura do contrato] segue os trâmites e prazos processuais necessários ao pleito”, diz a pasta.

Ainda de acordo com a nota, a solução tecnológica será alinhada aos requisitos estabelecidos pela Diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais do Inep.

*Com informações FolhaPress

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Jogadores e presidente do Palmas-TO morrem após queda de avião

PortalPE10 com informações G1

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Avião ficou completamente destruído após cair em Luzimangues — Foto: Divulgação

Um avião particular caiu momentos após decolar de uma pista de pouso no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional no Tocantis. A aeronave tinha acabado de decolar e acabou atingindo o solo em um matagal logo após a cabeceira da pista.

A assessoria do Palmas Futebol e Regatas informou que o presidente do time, Lucas Meira e quatro jogadores estavam na aeronave. Os atletas são Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari. Há ainda o piloto, identificado apenas como ‘Comandante Wagner’. Não houve sobreviventes.

A equipe enfrentaria o Vila Nova pela Copa Verde em Goiânia. A partida estava programada para esta segunda-feira (25). O Vila Nova emitiu nota lamentando o acidente e informando que vai colaborar para o adiamento da partida.

Imagens feitas no local mostram que a aeronave ficou completamente destruída com o choque. Além do IML e dos Bombeiros, equipes da Polícia Militar estão no local prestando apoio.

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Morre influencer de Juazeiro do Norte Liliane Amorim após realizar lipoaspiração

Redação PortalPE10

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Legenda: Nas sociais,. jovem caririense postava viagens e posts de parceiros comerciais Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora digital Liliane Amorim, que morava em Juazeiro do Norte, morreu após realizar cirurgia de lipoaspiração. Em comunicado, neste domingo (24), o hospital em que a jovem estava internada confirmou o óbito da cearense. Segundo a família, Liliane passou pela cirurgia no dia 9 de janeiro e após a intervenção precisou passar por nova operação. Sendo assim, no dia 15 deste mês, ela foi internada.

“Toda a Equipe de nosso Hospital está de luto em nome dessa moça que foi uma guerreira em todos os momentos durante sua Internação”, declarou a direção da unidade hospitalar em comunicado.

Liliane estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital da Unimed no Centro de Juazeiro do Norte desde o dia 17 deste mês. No entanto, o procedimento estético não foi realizado no local.

Na última sexta-feira (22), o boletim médico informou que a influencer teve uma melhora no quadro, porém no sábado (23) ela piorou e precisou passar por uma cirurgia de emergência.

Perfil do instagram
No perfil do Instagram de Liliane, familiares postavam diariamente o estado de saúde da jovem — além de pedir orações.

 

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Honda suspende produção em Manaus por pandemia e falta de insumos

Com novo pico de casos de contaminação por Covid-19, Manaus tem vivido um cenário de recorde de hospitalizações e escassez de oxigênio para os internados.

Redação PortalPE10

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Moto da Honda – (Foto: Divulgação)

A Honda Motos anuncia nesta sexta-feira (22) a suspensão de sua linha de produção em Manaus por 10 dias, de 25 de janeiro a 3 de fevereiro. A paralisação ocorre, segundo a empresa, por causa da falta de insumos para a produção e devido ao agravamento da pandemia no estado do Amazonas.

Em comunicado, a montadora afirma que os funcionários das áreas produtivas e administrativas entrarão em férias coletivas neste período. Permanecerá trabalhando um “contigente mínimo” de pessoas para realizar atividades essenciais.

Com novo pico de casos de contaminação por Covid-19, Manaus tem vivido um cenário de recorde de hospitalizações e escassez de oxigênio para os internados.

Em nota, a Honda informou que doou 454 cilindros de oxigênio e 20 mil máscaras para o Estado do Amazonas.

O desabastecimento das cadeias produtivas é um problema que tem afetado a indústria nacional durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com uma Sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizada em outubro, 68% das indústrias consultadas estavam com dificuldades para fazer estoques, obter insumos e matérias-primas.

Segundo o estudo, que ouviu 27 setores das indústrias de transformação e extrativa, 68% das indústrias relataram dificuldades para obter matérias-primas no mercado doméstico enquanto 56% das companhias que utilizam insumos importados com frequência estavam com dificuldades de aquisição no mercado internacional.

A pesquisa mostra, ainda, que 44% das empresas consultadas estavam com problemas para atender aos clientes. As principais razões para a dificuldade de atendimento foram falta de estoques, demanda maior que a capacidade de produção e incapacidade de aumentar a produção.

A interrupção temporária da produção da montadora ocorre 11 dias após a Ford fechar três fábricas no Brasil. Outra baixa sofrida pelo setor automotivo foi o anúncio da paralisação de produção da Mercedes-Benz no Brasil em dezembro.

*Com informações FolhaPress

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