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Política

Armas, radares e Previdência. Veja como foi a entrevista de Bolsonaro a Silvio Santos

Em entrevista com tom bem-humorado, presidente imitou o humorista Sérgio Mallandro e afirmou que maioria do Congresso já se convenceu sobre necessidade de aprovar reforma da Previdência

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, na noite deste domingo (5), a aprovação da reforma da Previdência como maneira de tirar União, estados e municípios de uma situação financeira crítica. 

Numa entrevista com tom bem-humorado ao apresentador Silvio Santos, do SBT/Alterosa, o presidente afirmou que o Brasil não tem dinheiro para obras públicas, como duplicação de rodovias, e defendeu o aumento no limite tolerado de pontos na carteira de motorista e a retirada de radares das rodovias federais. 

“Temos um gasto de R$ 750 bilhões por ano com o pagamento de aposentadorias e a diferença aumenta cada vez mais, porque nós estamos vivendo mais. Temos alguns estados em que falta dinheiro para pagar os servidores ativos. No Rio de Janeiro, por exemplo, faltou dinheiro para pagar o 13º salário, e nos municípios a situação é crítica também”, disse o presidente. 

Bolsonaro falou sobre demandas apresentadas pelos estados, como a obra na rodovia 163, que, na região do Amazonas, está em péssimas condições, e que não podem ser atendidas pelo governo federal em função da falta de recursos. 

“O pessoal cobra muito que a estrada tal tem que ser duplicada ou recapeada. Por exemplo, temos aí a BR-163. Mas não tem dinheiro e não dá para fazer milagre”, admitiu o presidente. 

Segundo ele, a aprovação de medidas para aumentar a liberdade econômica pode atrair investimentos, mas o cenário hoje do país é de grande burocracia para os investidores. 

No início da entrevista, Silvio Santos mostrou um vídeo em que o presidente, ainda candidato, participava de uma apresentação ao lado do humorista Sérgio Mallandro e imitava uma frase dele para ter sorte na corrida eleitoral. “Um colega meu, não sei por que razão, mostrou um vídeo seu, e agora quero te mostrar aqui. Você fez o rá, yeah yeah, glu glu e foi eleito presidente”, brincou o apresentador. 

“Faroeste” e caça-níquel 

Silvio Santos questionou a liberação do posse de armas no Brasil e avaliou que a medida pode criar um cenário de faroeste no país. “Mas olhe o exemplo dos Estados Unidos, lá o porte é liberado”, respondeu o presidente. “Só que lá é outra coisa. Lá, quando um cara faz um negócio errado, ele vai para a cadeia e fica. Aqui no Brasil, não”, rebateu Silvio Santos. 

Bolsonaro explicou que o decreto regulamentando a posse já foi assinado, mas ressaltou a diferença para a liberação do porte, que cabe ao Congresso avaliar. 

O presidente criticou ainda o excesso de radares nas rodovias brasileiras e classificou os aparelhos como “caça-níqueis para tirar dinheiro da população”. “Qualquer lugar a que você vai está cheio de radar. Com objetivo de aumentar a arrecadação. Tinha 8 mil pedidos para novos radares quando cheguei (ao governo) e não deixamos nenhum ser autorizado. E, nas rodovias federais, quando expirarem os contratos dos radares que aí estão, não vamos renovar nenhum”, anunciou Bolsonarno. 

Ao defender a retirada dos radares, o presidente citou a redução nos números de acidentes no feriado da Semana Santa. “Neste feriado, o número de acidentes caiu em 11% e, com certeza, também diminuiu o número de mortos. Se tivesse aumentado, a imprensa falaria que foi culpa minha. Mas estamos no caminho certo. Quero que o povo tenha prazer em dirigir”, disse. 

Bolsonaro defendeu também o aumento do limite de pontos que os motoristas podem perder na carteira de motorista e disse ter recebido “sinal verde” do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), para que a proposta seja apresentada por meio de medida provisória. “Hoje você pode perder 20 pontos com muita facilidade. A intenção é aumentar para 40 pontos”, disse.

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Política

Eleitor que não votou no primeiro turno tem até quinta-feira para justificar voto

Justificativa para não votar deve ser feita pelo aplicativo e-Título. Para quem faltou no segundo turno, prazo vence em 28 de janeiro.

PortalPE10 com informações G1

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(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

Os eleitores que não votaram no primeiro turno das Eleições 2020 têm até 14 de janeiro para justificar a ausência para a Justiça Eleitoral.

Neste ano, por conta da pandemia, a justificativa deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou por meio do Sistema Justifica. No caso de ausência no segundo turno, o prazo expira em 28 de janeiro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o eleitor não tenha smartphone ou acesso à internet, o processo pode ser feito, excepcionalmente, em qualquer seção eleitoral.

É possível justificar ausência em qualquer local de votação do país no dia da eleição e em postos da Justiça Eleitoral até 60 dias após cada turno. Caso o eleitor esteja fora do país, o cidadão tem até 30 dias contados da data de retorno ao Brasil.

A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu. Assim, se ele deixou de votar no 1º e no 2º turno, terá que justificar a ausência em ambos, separadamente.

Prazos para justificativa

1º turno: 14 de janeiro.
2º turno: 28 de janeiro.
Download do e-Título
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Multa e consequências

O eleitor que não justificar a ausência dentro do prazo estipulado pelo TSE terá que pagar multa para regularizar a situação. A multa é de R$ 3,50 por turno.

Enquanto estiver em débito com a Justiça Eleitoral, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo – entre outras consequências.

Aquele eleitor que não votar por três eleições seguidas, não justificar nem quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada. A regra não vale para eleitores que não são obrigados a votar, como analfabetos, maiores de 16 e menores de 18, e maiores de 70 anos.

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Entretenimento

Carlos Villagrán, o “Kiko” de Chaves, se candidata a governador no México

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local.

Redação PortalPE10

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Carlos Villagrán (Foto: Reprodução)

O ator Carlos Villagrán, mais conhecido como o Kiko, do seriado Chaves, anunciou sua tentativa de entrar no mundo da política, tornando-se pré-candidato a governador e também à prefeitura em Querétaro, no México.

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local, variando de quantidade de acordo com cada estado. O Partido Querétaro Independiente, ao qual Villagrán se filiou, deve decidir os candidatos finais até o próximo dia 8 de fevereiro.

“Depois de 50 anos fazendo as pessoas rirem, me encontro em outra plataforma, que me traz uma tremenda honra”, afirmou o ator durante coletiva de imprensa, segundo edição local da Forbes.

Em entrevista ao site ADN Informativo no último dia 8 de janeiro Connie Herrera Martínez, presidente do partido, comentou a candidatura de Kiko.

“Alguns tem lhe criticado muito por ser um ator, porém o homem é um extraordinário estudioso, comprometido, e sua profissão não implica que não tenha um conhecimento sólido a respeito das necessidades”, avaliou.

Recentemente, no último mês de abril, Carlos Villagrán chamou atenção por um discurso conspiracionista dado em entrevista à TV mexicana, em que chegou a alegar que “a covid-19 não existe”.

*Com informações Exame.

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Brasil

Ex-prefeita de Novo Lino é acusada de calote milionário em aposentados

Redação PortalPE10

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A Procuradoria-Geral de Justiça acatou a denúncia de um suposto calote milionário aos cofres do Fundo de Aposentados e Pensões da cidade de Novo Lino.

A denúncia foi publicada na manhã desta quarta-feira (06/01) no Diário Oficial do Ministério Público de Alagoas (MP-AL). De acordo com o documento, o dossiê encaminhado a PG está sendo analisado.

Trata-se de uma denúncia contra a ex-prefeita do município, Luciene Maria Ferreira (PSDB-AL), a Lucia de Vasco, que não realizava os repasses previdenciários mensalmente, como é exigido por lei.

Os levantamentos descritos na denúncia mostram que, apenas em 2017, o rombo aos cofres ocasionados pela falta do repasse dos valores chegou a R$ 771.966,92, e os números só cresceram desde então.

Em 2018, por exemplo, o valor chegou a R$ 865.963,09. e em 2019, R$ 278.827,03. Já no ano passado, o salto total do devedor chegou a R$ 977.570,62. O débito chega a mais de R$ 2,8 milhões.

Início da gestão:

A gestão de Lucia de Vasco teve início conturbado devido à oposição apresentar um documento pedindo que sua candidatura fosse inelegível apontando que ela (Lucia) seria analfabeta.

Na época, a prefeita eleita no município foi submetida a um teste de escolaridade, que mesmo com os resultados considerados “péssimos”, conseguiu comprovar que sabia ler e escrever.

Os resultados do exame fiz com que o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) optasse por manter seu mandato como prefeita da cidade de Novo Lino.

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