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Banco do Brasil reduz quadro e fecha 361 unidades

Até setembro de 2020, o BB tinha 12.483 postos de atendimentos próprios, dos quais 4.370 são agências. O banco, no entanto, não informou, nem mesmo aos sindicatos, a localização das 112 agências que serão fechadas porque pretende “fazer uma comunicação específica aos clientes”.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução/Internet)

O Banco do Brasil (BB) anunciou, ontem, o terceiro Programa de Desligamento Voluntário (PDV) em seis anos. O objetivo é conseguir uma adesão de até 5 mil dos atuais 92,1 mil funcionários. Isso representará uma redução de 5,4% do quadro de pessoal e uma economia em torno de R$ 3 bilhões até 2025, se houver adesão total esperada, de acordo com fontes da instituição.

No programa, está prevista uma remuneração incentivada de R$ 10 mil a R$ 450 mil para quem aderir ao Programa de Demissão Extraordinário (PDE), dependendo do perfil de cada trabalhador e do tempo de serviço. O prazo para a adesão vencerá no próximo dia 5 de fevereiro. O BB também lançou um Plano de Adequação de Quadros (PAQ) para remanejamento de pessoal.

Essas medidas fazem parte do plano de reestruturação, que espera ganhos de eficiência e otimização de 870 pontos de atendimento no país. O pacote ainda prevê o fechamento de 112 agências, de sete escritórios e de 242 postos de atendimento, totalizando a desativação de 361 unidades. O objetivo é ampliar a digitalização da instituição, focando mais em agências virtuais e nos serviços pelo aplicativo, que possui 19,4 milhões de usuários –– menos de 30% dos 72,5 milhões de clientes do banco.

O plano propõe, também, a conversão de 243 agências em postos de atendimento e a transformação de 145 unidades de negócios em lojas BB. A economia líquida estimada com essas medidas é de R$ 353 milhões, em 2021, totalizando R$ 2,7 bilhões até 2025, conforme o comunicado da instituição assinado pelo vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Carlos José da Costa André. A economia total com o enxugamento é em torno R$ 5,7 bilhões, em cinco anos.

Até setembro de 2020, o BB tinha 12.483 postos de atendimentos próprios, dos quais 4.370 são agências. O banco, no entanto, não informou, nem mesmo aos sindicatos, a localização das 112 agências que serão fechadas porque pretende “fazer uma comunicação específica aos clientes”.

Críticas

A Associação Nacional de Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), por exemplo, não poupou críticas. “Além de sobrecarregar uma rede na qual os funcionários têm se desdobrado para prestar serviços de qualidade, alcançar metas e suportar severas pressões e cobranças, a medida desconsidera a realidade brasileira, a dimensão geográfica do país e a necessidade de manter atendimento presencial para milhares de brasileiros”, afirmou o presidente da ANABB, Reinaldo Fujimoto, em nota.

O Sindicato dos Bancários de Brasília também alertou que o enxugamento deve gerar mais transtornos aos clientes e usuários. “O funcionalismo do BB, já atônito e aflito no meio de uma pandemia, não aguardava como resposta um ataque direcionado na forma de demissões, política de descenso, diminuição de dotação, extinção de cargos e funções, fechamento de unidades, rebaixamentos, ‘redistribuição” de cargos’”, disse Kleytton Morais, presidente a entidade, em nota postada no site da entidade.

Para a economista Juliana Damasceno, especialista em contas públicas e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), o impacto fiscal de R$ 5,7 bilhões para o programa de reestruturação é baixo. “O governo não consegue privatizar as estatais e, muito menos, realizar um programa bem estruturado para reduzir despesas e incentivar a produtividade dos servidores”, lamentou, criticando, ainda, a falta de detalhamento das agências que serão fechadas.

Diante dos poucos avanços no programa de privatizações do governo Jair Bolsonaro, a frustração neste ano será ser inevitável, na avaliação da economista Elena Landau. “Não sai nem Valec, quanto mais banco público”, lamentou a ex-diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e responsável pelo programa de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso.

O secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, lembrou que o banco precisa se posicionar melhor no mercado para continuar competitivo. “O BB cumpre funções públicas e sociais importantes, mas também é uma entidade financeira que precisa atuar de forma competitiva. A própria pandemia mostrou a necessidade de aprimoramentos operacionais e digitais”, defendeu.

*Com informações Correio Braziliense

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Honda suspende produção em Manaus por pandemia e falta de insumos

Com novo pico de casos de contaminação por Covid-19, Manaus tem vivido um cenário de recorde de hospitalizações e escassez de oxigênio para os internados.

Redação PortalPE10

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Moto da Honda – (Foto: Divulgação)

A Honda Motos anuncia nesta sexta-feira (22) a suspensão de sua linha de produção em Manaus por 10 dias, de 25 de janeiro a 3 de fevereiro. A paralisação ocorre, segundo a empresa, por causa da falta de insumos para a produção e devido ao agravamento da pandemia no estado do Amazonas.

Em comunicado, a montadora afirma que os funcionários das áreas produtivas e administrativas entrarão em férias coletivas neste período. Permanecerá trabalhando um “contigente mínimo” de pessoas para realizar atividades essenciais.

Com novo pico de casos de contaminação por Covid-19, Manaus tem vivido um cenário de recorde de hospitalizações e escassez de oxigênio para os internados.

Em nota, a Honda informou que doou 454 cilindros de oxigênio e 20 mil máscaras para o Estado do Amazonas.

O desabastecimento das cadeias produtivas é um problema que tem afetado a indústria nacional durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com uma Sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizada em outubro, 68% das indústrias consultadas estavam com dificuldades para fazer estoques, obter insumos e matérias-primas.

Segundo o estudo, que ouviu 27 setores das indústrias de transformação e extrativa, 68% das indústrias relataram dificuldades para obter matérias-primas no mercado doméstico enquanto 56% das companhias que utilizam insumos importados com frequência estavam com dificuldades de aquisição no mercado internacional.

A pesquisa mostra, ainda, que 44% das empresas consultadas estavam com problemas para atender aos clientes. As principais razões para a dificuldade de atendimento foram falta de estoques, demanda maior que a capacidade de produção e incapacidade de aumentar a produção.

A interrupção temporária da produção da montadora ocorre 11 dias após a Ford fechar três fábricas no Brasil. Outra baixa sofrida pelo setor automotivo foi o anúncio da paralisação de produção da Mercedes-Benz no Brasil em dezembro.

*Com informações FolhaPress

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À frente do combate à Covid-19, presidente da Vigilância Sanitária morre vítima da doença em Manaus

Desde o início da pandemia, 6.889 pessoas já morreram vítimas da Covid-19 no Amazonas. Em Manaus, 89 pessoas que não resistiram à doença foram enterradas na quinta-feira (21).

Redação PortalPE10

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Diretora-presidente da FSV do Amazonas, Rosemary Costa Pinto – (Foto: Futura Press/Folhapress)

A diretora-presidente da FSV (Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas, Rosemary Costa Pinto, 61, morreu na tarde dessa sexta-feira (22) em Manaus (AM), vítima de complicações da Covid-19.

Ela era farmacêutica bioquímica formada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e especialista em informação e informática em saúde pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas).

Sanitarista e epidemiologista, foi uma das fundadoras da Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas, onde estava havia 25 anos, com farta experiência no enfrentamento a vários tipos de surtos.

Rosemary recebeu o diagnóstico para a doença no dia 5 de janeiro, começou o tratamento em casa, mas precisou ser internada no dia 11. O quadro complicou e ela não resistiu.

Ao longo da pandemia, a profissional era vista como uma “bússola” do Amazonas por causa da capacidade de interpretar os dados do coronavírus, analisar e propor medidas de enfrentamento à pandemia.

“Era a palavra que nos orientava e que tinha o respeito de todos que a ouviam”, disse o governador Wilson Lima (PSC).

“Incansavelmente, esteve reunida, diariamente, com a equipe de linha de frente da instituição, durante toda a pandemia, guiando, estudando e articulando medidas que apontassem o caminho a ser traçado pelo Amazonas no combate à pandemia”, afirma nota divulgada pela FSV.

No final do ano passado, ela recebeu homenagens pelo trabalho. Uma delas foi a medalha da Ordem do Mérito do governo do Amazonas.

O Amazonas decretou luto oficial de três dias no estado. “A mensagem, o compromisso e o respeito ficam. Na luta contra a Covid-19, Rosemary foi incansável, com uma atuação sempre pautada pela busca da melhoria da qualidade de vida da população”, diz nota divulgada pelo governo.

Desde o início da pandemia, 6.889 pessoas já morreram vítimas da Covid-19 no Amazonas. Em Manaus, 89 pessoas que não resistiram à doença foram enterradas na quinta-feira (21).

A região enfrenta o colapso na rede hospitalar e um caos provocado pela falta de oxigênio. A crise começou em Manaus e depois se espalhou para outras cidades do Norte do país.

*Com informações FolhaPress

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Após criticar Coronavac, Secretário de Saúde fura fila no Amapá

O caso entrou para a lista de denúncias de autoridades que furam a fila para receber as primeiras doses em todo o país.

Redação PortalPE10

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Segundo informações do perfil do próprio secretário, ele não é da área de saúde, mas formado em Comunicação e Marketing (Foto: Reprodução)

Circula pelas redes sociais uma foto do secretário de Saúde de Serra do Navio (AP), Randolph Antônio Pinheiro da Silva, se vacinando contra a Covid-19 na primeira fase da campanha de imunização do município. O caso entrou para a lista de denúncias de autoridades que furam a fila para receber as primeiras doses em todo o país.

Conhecido como Randolph Scooth, o secretário recebeu críticas nas redes sociais, uma vez que o primeiro lote de vacinas que chegou à cidade conta com apenas 89 doses, para uma população de 5,4 mil habitantes. Além disso, o político era conhecido por criticar o desenvolvimento da Coronavac publicamente.

“O doente mental quer obrigar nosso povo a usar vacina chinesa”, escreveu na legenda de uma foto em referência ao governador de São Paulo, João Dória (PSDB). Na imagem, há ainda uma crítica ao não uso da cloroquina no tratamento para o novo coronavírus, mesmo que a eficácia do medicamento contra a doença não tenha sido comprovada.

Em outro texto, publicado no mesmo dia, ele argumenta contra o uso da Coronavac: “não somos cobaias”.

Sob investigação

Na quinta-feira (21), o Ministério Público do Amapá (MPAP) abriu inquérito para apurar a responsabilidade de Randolph Scooth no caso. O Plano Nacional de Vacinação prevê que sejam imunizados nesta etapa os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia e os idosos asilados.

“É notória a insuficiência das doses da vacina da Covid- 19 para imunização da população como um todo e por isso as autoridades públicas instituíram a ordem de prioridades. Caso sejam constatados os fatos noticiados, o Ministério Público velará pela restauração da legalidade e responsabilização dos envolvidos”, diz a nota divulgada pela Promotoria de Justiça de Pedra Branca do Amapari.

Pelas redes sociais, Randolph Scooth não se manifestou sobre as críticas em relação à vacinação. A última postagem compartilhada por ele foi na manhã desta sexta-feira (22), com um texto que diz: “Afasta deste lugar toda inveja!”.

O Correio procurou o secretário, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta. O espaço segue aberto, caso ele decida se pronunciar futuramente.

*Com informações Diário de Pernambuco

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