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Política

Brasil é país em que ‘cada um quer derrubar o outro’, diz Temer

A declaração ocorre no dia seguinte à conclusão de um inquérito da PF, que relaciona ao Presidente a associação.

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Entrevista para a agência Reuters - 08

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta terça-feira (12), sem citar nomes, que o Brasil é um país em que “cada um quer derrubar o outro” durante discurso em evento no Palácio do Planalto com ministros, empresários e representantes sindicalistas.

A declaração ocorre no dia seguinte à conclusão de um inquérito da Polícia Federal, enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), afirmar que o presidente tinha o comando de uma organização criminosa formada por integrantes do PMDB da Câmara.

Segundo o relatório, Temer se usava de terceiros para executar tarefas e recebeu pelo menos R$ 31,5 milhões. O parecer poderá servir de base para a nova denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ainda nesta semana.

Na fala, Michel Temer disse que “não conseguem” atrapalhar o governo porque o Brasil “não para”. Segundo ele, o povo consegue encarar os problemas, que nem sempre seriam verdadeiros.

“É uma coisa [diálogo] muito importante no país em que cada um quer derrubar o outro, cada um quer derrotar o outro, cada um que encontrar o caminho para verificar como é que atrapalha o outro. Não conseguem, porque o Brasil não para. O povo brasileiro é maior do que toda e qualquer crise. O povo brasileiro é capaz de encarar os problemas, muitas vezes artificialmente criados, e dizer eu não vou no artifício, eu vou na realidade. A realidade é o crescimento do país”, declarou.

Após o evento, o ministro da Secretaria-Geral da República, Moreira Franco, não quis comentar o relatório da PF quando questionado pela imprensa e saiu do salão sem conceder entrevistas.

Ele é um dos alvos do relatório da PF junto ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, os ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Eduardo Alves (RN), além do ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA). Os três últimos estão presos em decorrência da Operação Lava Jato.

“Facínoras roubam do país a verdade”

Em nota da Presidência da República divulgada mais cedo, o Planalto disse que “facínoras roubam do país a verdade” e vazamentos resultam em conclusões que transformam em crime ações respaldadas em lei, novamente sem citar nomes. O texto afirma também que se tenta condenar pessoas sem sequer ouvi-las e sem verificar a existência de provas reais.

Para a Presidência, mesmo quando há testemunhos, prefere-se ignorar “toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes”.

“Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões ‘por ouvir dizer’ a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas”, afirma a nota assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, ao acrescentar que “muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos”.

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Cotidiano

Em comício, Obama diz que Casa Branca errou na gestão da pandemia

“Essa pandemia teria sido difícil para qualquer presidente administrar”, mas “a ideia de que, de alguma forma, a Casa Branca fez algo além de arruinar tudo é tola”, continuou.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

(Foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, atacou neste sábado (24) o atual presidente Donald Trump por sua gestão da pandemia da covid-19, durante um evento de campanha em apoio ao candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden.

“Oito meses após o início desta pandemia, o número de novos casos continua batendo recordes”, disse o ex-presidente durante um comício democrata realizado em Miami, na Flórida, dez dias antes das eleições de 3 de novembro.

“Essa pandemia teria sido difícil para qualquer presidente administrar”, mas “a ideia de que, de alguma forma, a Casa Branca fez algo além de arruinar tudo é tola”, continuou.

Diante de um público que chegou de carro para um comício realizado na modalidade “drive-in”, Obama, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, criticou Trump por não ter um plano de combate à pandemia.

“Donald Trump não vai nos proteger agora, de improviso. Ele sequer é capaz de tomar as precauções mais elementares para se proteger”, disse ironicamente, três semanas após a hospitalização do presidente republicano, que contraiu o vírus.

“Ele sequer reconhece que há um problema”, continuou Obama, em resposta às declarações feitas neste sábado por Trump, que durante um comício na Carolina do Norte previu que, no dia seguinte à eleição, não se falará mais sobre a pandemia.

Este é o segundo ato em poucos dias em que Obama participa em apoio ao seu ex-vice-presidente.

Em Miami, Obama pediu a mobilização massiva do eleitorado democrata da Flórida, um estado-chave que o apoiou em 2008 e 2012, mas no qual Trump venceu em 2016.

“Você me escolheu duas vezes, Flórida. Agora peço que escolha Joe”, concluiu.

*Com informações AFP

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Brasil

Polícia Federal usará drones para flagrar crimes de boca de urna nas eleições municipais de 2020

Marcelo Passos

Publicado

Urnas eletrônicas - (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)

Urnas eletrônicas – (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)

Nas eleições municipais de novembro, a Polícia Federal (PF) deverá usar drones para prevenção e repressão de crimes eleitorais como boca de urna e transporte irregular de eleitores.

De acordo com o órgão, mais de 100 aeronaves pilotadas remotamente deverão ser alocadas em municípios considerados estratégicos, em todos os estados. A intenção é que os equipamentos sobrevoem as zonas eleitorais de modo a inibir e flagrar a prática de condutas vedadas nos dias de votação.

Segundo a PF, os drones possuem câmeras capazes de realizar zoom suficiente para identificar suspeitos, placas de veículos, entregas de santinhos e situações de compra de votos, com imagens de alta nitidez.

Imagens

As imagens capturadas – Polícia Federal usará drones para flagrar crimes – serão transmitidas a uma equipe da PF que estará preparada para monitorar todas a eleição em todo território nacional, determinando a adoção as medidas cabíveis diante de atividades suspeitas, informou o órgão.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. O horário de votação será sempre das 7h às 17h, no horário local.

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Política

Eleições 2020 – TSE lança tira-dúvidas no WhatsApp

O tira-dúvidas funciona por meio de um chatbot ou bot (assistente virtual)

Marcelo Passos

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Para ajudar a tirar dúvidas dos eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou um assistente virtual que funciona pelo aplicativo do WhatsApp. Chamado de “Tira-Dúvidas Eleitoral no WhatsApp”, o recurso foi lançado com o objetivo de facilitar o acesso do eleitor a informações relevantes sobre as eleições municipais de 2020 e reforçar o combate à desinformação durante o período eleitoral.

O tira-dúvidas funciona por meio de um chatbot ou bot (assistente virtual), como também é chamado, que traz informações sobre diferentes temas de interesse do eleitor, desde cuidados com a saúde para votar, informações sobre dia, horário e local de votação até dicas para mesários e informações sobre candidatura, entre outros temas.

Para interagir com o assistente virtual, basta acessar a câmera do seu celular e apontá-la para o QR Code, ou adicionar o telefone +55 61 9637-1078 à sua lista de contatos, ou por meio do link wa.me/556196371078.

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