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Butantan quer vacina chinesa no SUS com ou sem ajuda do governo federal

Covas lembrou que 40 milhões das 46 milhões de doses da Coronavac que o Butantan quer comprar serão produzidas nos laboratórios do próprio instituto

Lucas Passos

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Foto: Chaideer Mahyuddin/AFP

Apesar da recusa do presidente Jair Bolsonaro em usar recursos do governo federal para comprar 46 milhões de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac, o presidente do centro de pesquisas, Dimas Covas, garantiu que vai buscar outras fontes de financiamento que viabilizem a aquisição do imunizante e a sua distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta quarta-feira (21), Covas disse que o Butantan fará de tudo para incorporar a Coronavac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, caso a vacina receba um certificado internacional de eficácia e o seu registro seja aceito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com ou sem o auxílio de Bolsonaro.

“Estamos trabalhando dia e noite para que essa vacina chegue o mais rapidamente possível. Esperamos que essa vacina seja receptada pelo PNI. Nesse momento, discutimos financiamento. Se não tivermos um financiamento oficial, certamente o Butantan vai procurar financiamentos alternativos para oferecer essa vacina ao nosso PNI”, garantiu o presidente do Butantan, durante entrevista coletiva.

Covas lembrou que 40 milhões das 46 milhões de doses da Coronavac que o Butantan quer comprar serão produzidas nos laboratórios do próprio instituto. “Essa vacina terá a marca e o rótulo do Butantan e será destinada a vacinar os brasileiros. Todas as vacinas que nós produzimos no Butantan dão suporte ao PNI. Elas atingem todos os municípios do Brasil. Neste ano, um em cada três brasileiros tomou uma vacina da gripe produzida no Butantan”, destacou.

A estimativa de Covas é de que a substância tenha o aval de autoridades sanitárias para ser aplicada à população até dezembro deste ano. “Se acontecer a incorporação ao PNI, essas vacinas estarão já prontas para serem distribuídas por todo o país. Se isso não acontecer,elas estarão também disponíveis. A questão é o financiamento. E, nesse momento, essa é uma questão crítica porque, obviamente, essas vacinas têm custo. Então, as vacinas serão produzidas e estarão disponíveis para o Brasil no final desse ano. Resta saber quem é que vai financiar as vacinas”, reforçou.

Registro
O presidente do Butantan disse que os ensaios clínicos da Coronavac estão na última fase de testes e já alcançaram mais de 9 mil pessoas. Ele explicou que para garantir o registro do imunizante junto à Anvisa o instituto ainda precisa analisar a real eficácia da vacina.

Para isso, de acordo com Covas, falta cumprir uma das etapas do estudo clínico que demanda que 61 voluntários apresentem diagnóstico positivo para Covid-19. “Quando isso acontecer, nós podemos abrir o estudo saber qual e a eficácia do estudo. E, com esses dados, já é um componente importante para o dossiê de registro”, detalhou.

“A outra parte é a produção. A produção já está com a linha certificada do Butantan, e estamos simplesmente aguardando o início da produção dessas 46 milhões de doses. Lá no final, os dois processos se encontram e você tem o dossiê completo. Então, a partir desse momento é que a Anvisa tem os seus prazos regulamentares para deferir o registro”, acrescentou Covas.

Fonte: Correio Braziliense

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Refém morto em assalto no Pará teria corrido

PortalPE10 com informações G1

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Alessandro Moraes, de 25 anos, foi morto durante ação de quadrilha em Cametá. — Foto: Reprodução / TV Liberal

Alessandro de Jesus Lopes Moraes, de 25 anos, foi morto após ser feito refém por uma quadrilha de pelo menos 10 criminosos em Cametá (PA), a 235 km de Belém, que assaltou uma agência do banco do Brasil na madrugada desta quarta (2). Segundo testemunhas, ele tentou fugir do escudo humano antes de ser atingido por tiros.

Ele foi atingido por tiros durante confronto armado entre assaltantes e policiais, e morreu em frente ao Batalhão da PM, que foi totalmente fuzilado. Duas viaturas foram destruídas.

O corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Abaetetuba, distante 236,7 km de Cametá, e ainda não havia retornado para a cidade até às 16h.

Alessandro Moraes trabalhava em uma farmácia no centro de Cametá. Um vídeo que circulou pelas redes sociais mostra o funcionário cantando em frente ao local (veja abaixo).

Funcionários do estabelecimento, familiares e vizinhos preferiram não dar entrevista. A farmácia ficou fechada nesta quarta e um cartaz com homenagem foi colocado na fachada.

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Quadrilha que atacou Cametá errou cofre e não levou nada de banco, diz governador do Pará

Bando explodiu agência do Banco do Brasil no centro da cidade em ação semelhante à ocorrida em Criciúma (SC). Uma pessoa morreu.

PortalPE10 com informações G1

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(Foto: Ascom/Governo do Pará)

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse nesta quarta-feira (2) que a quadrilha que assaltou uma agência do Banco do Brasil em Cametá errou o cofre e não levou nada do banco.

“A quadrilha não obteve êxito. No momento da incursão interna, a quadrilha acabou errando o cofre e não levando nenhum valor da agência bancária”, afirmou o governador.

O ataque teve início pouco antes de 0h desta quarta-feira (2). Ao menos 10 criminosos tomaram as ruas da cidade, que fica a 235 km de Belém, para assaltar a agência, que fica no mesmo prédio da Câmara Municipal da cidade.

A polícia encontrou dois veículos usados na fuga mas, até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência do Banco do Brasil.

Monitoramento da região

A equipe do sistema de segurança do estado, com os batalhões especiais da Polícia Militar, o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil e mais dois helicópteros estão na região para contribuir com as buscas e investigação.

“Temos que estar alertas porque uma quadrilha como esta, quando faz uma operação desta dimensão, isso custa muito dinheiro e nós temos que estar atentos e alertas na região. Todo o sistema de segurança está em alerta, para evitar que porventura eles tentem uma nova ação em outros municípios, em outras unidades bancárias”, afirmou o governador.

De acordo com as informações do governo do estado, durante a fuga os criminosos deixaram uma caminhonete com explosivos no km 15 da estrada que liga Cametá a Tucurí.

Também foram encontradas dinamites no km-40 da BR-422, ainda em Cametá. Mais adiante, no km-80 da mesma rodovia, mas já no município de Baião, um carro suspeito de ter sido usado na fuga foi encontrado dentro do rio Itaperuçu. A Polícia acredita que os suspeitos seguiram pela mata a partir daí.

Uma equipe do Centro de Perícias Científicas vai periciar os veículos encontrados para buscar identificar digitais. As imagens do câmeras de segurança de circuitos de monitoramento próximo também já foram solicitadas.

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Eliane do Globo é presa na Operação ‘Gambito da Rainha’

A empresária foi presa em seu apartamento em Maceió, capital alagoana.

Redação PortalPE10

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Eliane do Globo — © Reprodução

A proprietária do conglomerado “Globo”, Eliane Torres de Omena, foi presa na manhã desta quarta-feira (02/12) na Operação ‘Gambito da Rainha’, desencadeada pelo Ministério Público do Estado (MP-AL) e Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) em Alagoas.

De acordo com as investigações do Gaesf, a empresária faz parte de um esquema criminoso que deu prejuízos na ordem de R$ 30 milhões aos cofres públicos. Eliane é proprietária e sócia de postos de combustíveis e supermercados, localizados em União dos Palmares.

A informação foi confirmada ao BR104 pela assessoria de comunicação do MP-AL. Eliane do Globo, como é conhecida, foi presa na manhã de hoje em Maceió, capital alagoana. Além dela, outras seis pessoas envolvidas no esquema foram presas. Elas não tiveram as identidades reveladas.

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