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Cheia dos rios Paraná e Iguaçu causa inundações no nordeste da Argentina

Autoridades de uma província acreditam que três mil pessoas deverão ter que se deslocar

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Rio Paraná  A cheia dos rios Paraná e Iguaçu, como consequência das chuvas que afetam o sul do Brasil, causaram na quarta-feira inundações em províncias do nordeste da Argentina, obrigando o governo a declarar emergência e começar a retirar as pessoas da região.

  Uma das regiões mais afetadas foi o Parque Nacional Iguaçu, na província de Misiones, que registrou recorde histórico, com 46 mil metros cúbicos por segundo, tendo que fechar o acesso ao público.

  A cheia do Paraná em Misiones provocou também problemas em estradas e pontes, deixando isoladas 50 mil pessoas nas localidades de Montecarlo, Puerto Piray e Caraguataí. Ao lado de Misiones, as províncias de Corrientes, Chaco, Santa Fé e Entre Ríos também ficaram prejudicadas pela cheia dos rios.

  O excesso de água do Iguaçu passou para o Rio Paraná que, somado à sua própria cheia pelas chuvas no Brasil, forçou a abertura das comportas da usina hidrelétrica de Yacyretá, localizada na província de Corrientes na fronteira da Argentina com o Paraguai.

O governador de Corrientes, Ricardo Colombi, criticou os diretores da usina, e afirmou que a abertura das comportas foi uma decisão “muito prejudicial” e que “implicará em uma grande inundação”.

Lá, onde o maior pico do Paraná é esperado para o próximo fim de semana, 24 famílias tiveram que ser retiradas da ilha Apipé, perto da usina de Yacyretá.

Já o governo da província de Chaco prevê que cerca de 500 famílias que vivem em regiões ribeirinhas do Paraná deverão ter que ser retiradas.

Cheia  Autoridades dessa província acreditam que três mil pessoas deverão ter que se deslocar de seus assentamentos rumo a lugares mais altos para esperar o rio baixar, um processo que demoraria de 15 a 20 dias.

  Na cidade de Santa Fé, capital da província homônima, foi decretada emergência hídrica depois que o nível de água ultrapassou quatro metros.

  A secretária de Comunicação, Andrea Valsagna, explicou em entrevista à imprensa que a medida tem como objetivo “poder dotar o município de todos os elementos que permitam levar adiante as gestões necessárias para dar a melhor resposta perante a cheia do Rio Paraná”.

  As autoridades locais realizarão um censo das famílias que vivem em zona de risco e começarão com as tarefas de preparação de terrenos para a instalação de alojamentos.

A Direção Hídrica de Entre Ríos calcula que o Rio Paraná alcançará, nos próximos dias, os 5,90 metros de profundidade na capital provincial, quase dois metros a mais da altura atual.

Já o Serviço Meteorológico Nacional emitiu na quarta-feira um alerta de chuvas e tempestades fortes abrangendo as províncias de Misiones, Corrientes, Santa Fé e Entre Ríos.

Fonte: EFE 

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Ala inteira de pacientes morre por falta de oxigênio em hospital de Manaus

Redação PortalPE10

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Durante o colapso em Manaus, a situação mais grave foi registrada no Hospital Universitário, onde pacientes de uma ala inteira morreram asfixiados nesta quinta-feira (14). Igor Spindola, integrante da equipe do Ministério Público Federal (MPF) que atua no combate à pandemia na região, afirmou que, ontem, faltava oxigênio em 200 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“A nossa preocupação, no momento, é buscar oxigênio. A morte de pacientes de toda uma ala ocorreu no Hospital Universitário. Até ontem à noite, foi confirmado o óbito de seis pacientes desta ala. Mas, no meio do dia, e até o final do dia, é possível que tenham ocorrido outras. Eu ainda não consegui falar com o doutor Júlio, responsável pela unidade de saúde, que estava transtornado, pois ainda falta oxigênio e a vida dos pacientes está em risco”, disse.

Até o momento, o Amazonas registra 5,9 mil mortes e 223 mil infectados pelo coronavírus, causador da covid-19. Na quinta, auge da crise, foram registradas 3.816 novos infectados, o maior número em 24 horas desde o começo da pandemia. Também foram contabilizadas 51 novas mortes.

Cerca de 20 mil metros cúbicos/dia de oxigênio estão sendo enviados de balsa de Belém. No entanto, a embarcação demora três dias para chegar a Manaus. A previsão é de que domingo chegue a primeira carga. Nesta sexta-feira (15), devem ser transferidos 130 pacientes para outras unidades da Federação e até 700 no fim do processo.

Igor Spindola disse que, depois de serem apresentadas ações na Justiça contra a omissão do Estado, o governo federal começou a se movimentar para amenizar a situação. “Eu acabei de ser informado de que seis aviões da FAB vão fazer esse transporte todos os dias, para trazer 30 mil metros cúbicos. Ontem à noite chegaram alguns aviões, e hoje devem chegar mais. Se isso acontecer, conseguimos normalizar o suprimento até que a White Martins consiga expandir a produção do oxigênio aqui”, diz.

*Com informações do Correio Braziliense

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Sem oxigênio, Amazonas pede para transferir 60 bebês prematuros a outros estados

Redação PortalPE10

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O Amazonas avisou aos outros estados que precisa transferir pelo menos 60 bebês prematuros. Eles estão internados em Manaus e também correm o risco de ficar sem oxigênio. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu acolher os bebês e fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O pedido para que governadores chequem se há leitos de internação neonatal disponíveis foi feito na manhã desta sexta-feira (15).
O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário de saúde do Maranhão, Carlos Lula confirmou a informação à CNN.

Segundo ele, o Maranhão vai conseguir receber de cinco a dez bebês. A logística para viabilizar a transferência ainda não foi definida. Outros estados ainda verificam quantos prematuros conseguiriam receber.

Manaus sem oxigênio
Desde ontem, a cidade de Manaus está sem oxigênio hospitalar em virtude do aumento da demanda provocado pela explosão de casos de Covid-19. O consumo do gás pelo menos triplicou nos últimos dias e nas últimas 24 horas, a cidade usou o estoque disponível para dez dias.

Diante do caos, o estado começou a transferir pacientes de casos moderados de Covid para outros estados, entre eles o Maranhão, o Piauí e o Distrito Federal. Os primeiros tanques de oxigênio transportados pela FAB começaram a chegar à capital amazonense nesta manhã.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (15) em suas redes sociais que “todos os meios foram disponibilizados” para atender a população do Amazonas. Já o vice-presidente Hamilton Mourão disse que não era possível prever a crise por causa da nova variante do coronavírus descoberta em Manaus.

No fim do ano, o governador do Amazonas, Wilson Lima, tentou decretar lockdown na cidade, mas voltou atrás depois de protestos. Alguns parlamentares bolsonaristas comemoraram a desistência em redes sociais.

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60 bebês prematuros correm risco de ficar sem oxigênio e AM solicita transferência

O pedido para a transferência foi feito nesta sexta-feira (15) e solicita que os estados chequem a disponibilidade de leitos de internação neonatal.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução)

Na manhã desta sexta-feira (15), o Amazonas solicitou para outros estados a transferência de pelo menos 60 bebês que correm risco de ficar sem oxigênio. Eles estão internados em Manaus e são prematuros.

No pedido feito nesta sexta-feira, o Amazonas pede informações sobre os leitos de internação neonatal disponíveis para os bebês prematuros. Segundo a CNN, o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário de saúde do Maranhão, Carlos Lula confirmou as informações.

De acordo com o mesmo, o Maranhão poderá receber de 5 a 10 bebês, e, a logística das transferências ainda não foram informadas. Já outros estados que já receberam o alerta ainda seguem na verificação do número de leitos disponíveis para os bebês, e consequentemente quantos poderão receber.

*Com informações Imediato Online.

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