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Política

‘Clã Sarney’ tenta retomar poder e diz que desgaste no Maranhão diminuiu

A mudança criou expectativa sobre sua atuação na campanha de 2018…

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Herdeiros do ex-presidente José Sarney (MDB), 88, vão enfrentar as urnas em um ano marcado pela rejeição à classe política e envolvimento na Lava Jato reconhecendo as dificuldades impostas pelo sobrenome.

“O mais importante agora vão ser as pessoas, não os partidos e não os sobrenomes. A história política que vai contar”, afirma o deputado federal Sarney Filho (PV), o Zequinha, filho do ex-presidente, que pretende disputar uma vaga no Senado.

Em busca de se reeleger deputado estadual, seu filho Adriano Sarney (PV), 37, afirmou que “gosta de ver o lado positivo, daqueles que apoiam [a família], mas há o negativo, daqueles que têm esse preconceito muito grande”.

Em 2014, quando o governador Flávio Dino (PC do B) se elegeu, interrompendo um ciclo de quase 50 anos de influência de Sarney na política maranhense, a onda por renovação, como apelidou Adriano, o prejudicou.

“Na última eleição, posso te dizer que essa balança estava pendente para o lado negativo, foi mais difícil para mim. Nessa próxima, acho que vai ser melhor ter esse sobrenome do que não ter”, afirmou Adriano.
Filha do ex-presidente e ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB) garante que tentará voltar ao Palácio dos Leões, mas as especulações sobre sua disposição não cessam em meio ao cenário adverso.

“Não sei dizer sinceramente [se ela vai até o fim], porque é uma decisão muito dela, não sei o que o seu coração está falando”, disse o sobrinho.
Consenso entre os familiares é que ela não queria, mas se viu obrigada a salvar o legado do pai.

“Tiraram o pijama de Roseana. Disseram: vai se vestir e vamos embora para a luta. Ela está aceitando ser candidata, não está se lançando”, afirmou o irmão Sarney Filho.

Em entrevista à rádio do Grupo Mirante, de propriedade da família, há alguns dias, Roseana tentou minimizar a impressão de que está indisposta a disputar uma nova eleição.


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“Eu vou ao supermercado, eu vou à farmácia, eu ando de sandália japonesa. Eu sou humana, eu sofro, eu choro, tenho os meus momentos tristes, mas tenho meus momentos alegres, tenho meus momentos corajosos, mas também tenho minhas fraquezas”, reconheceu. “Mas quando eu entro é para valer.”

Em fevereiro, José Sarney transferiu o domicílio eleitoral de volta ao Maranhão depois de quase 30 anos votando e se elegendo no Amapá, onde foi senador.

A mudança criou expectativa sobre sua atuação na campanha de 2018.Segundo a família, foi pressão da ex-primeira-dama, Marly.

“A mudança de domicílio de papai tem muito mais a ver com mamãe do que com outra coisa qualquer. Estavam forçando a barra para ele ser candidato ao Senado lá [no Amapá] e mamãe estava muito apavorada. Praticamente fez uma chantagem emocional para ele votar nos seus filhos”, afirmou Zequinha.

Mas a incisividade que José Sarney passou a adotar em sua coluna semanal no jornal da família, O Estado do Maranhão, mostrou ao oponente Flavio Dino que o patriarca tinha vontade de derrotá-lo.

Embarcando no discurso de que o governador promove uma perseguição de caráter stalinista, depois de tirar o Sarney do nome de cem edifícios públicos, entre outras medidas, o ex-presidente carregou a tinta.

“Disseram-me até que estavam tentando organizar um Bloco dos Perseguidos, mas chegaram à conclusão de que eram tantos que não caberiam em um só bloco, mas ocupariam todo o estado”, escreveu o ex-presidente.

Um ofício expedido pela Polícia Militar mandando a corporação monitorar adversários políticos de Dino alimentou a narrativa.

O governador diz que foi “ou um erro, uma imbecilidade, ou armação”. Instaurou sindicância e, enquanto ela corre, afastou três militares de seus postos.Em outra frente, o cenário nacional desafia o clã.

Investigado na Lava Jato, Sarney abriu canal de interlocução com o presidente Michel Temer (MDB).

Os dois lados calculam que Roseana tenha um terço do eleitorado, mas desta vez dificilmente terá um apoio decisivo na campanha, o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a prisão do petista e a impopularidade de Temer, o plano nacional é outro elemento a desfavorecer os Sarney.

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Política

Boulos, candidato à Prefeitura de São Paulo, é diagnosticado com Covid-19

Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário’, diz nota.

PortalPE10 com informações G1

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O candidato Guilherme Boulos (PSOL) informou nesta sexta-feira (27) que deu positivo o exame para Covid-19 que ele fez nesta semana.

O debate da TV Globo entre ele e o candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), está marcado para a noite desta sexta. Segundo a assessoria de Boulos, a campanha do PSOL vai propor a emissora que o confronto seja feito de maneira virtual. A emissora ainda não se manifestou.

A campanha divulgou a seguinte nota:

“Comunicamos que o candidato Guilherme Boulos testou positivo para Covid-19 na tarde desta sexta-feira, mesmo sem apresentar qualquer sintoma da doença.
Na segunda-feira, a campanha foi informada de que a deputada Sâmia Bonfim, do PSOL, que esteve em uma agenda pública da campanha na sexta-feira passada, havia testado positivo. No encontro, Boulos e Sâmia seguiram todas as medidas sanitárias recomendadas, como uso de máscaras e álcool em gel.

Seguindo as orientações do Ministério da Saúde, Guilherme Boulos suspendeu as atividades de rua, dedicou-se a agendas em locais reservados e com público restrito, sempre resguardando as recomendações sanitárias, e fez o teste RT-PCR.
Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário. Toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testado a partir de agora.
O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas
A campanha seguirá atuante nesta reta final para apresentar o projeto de mudança que São Paulo precisa e fazer a esperança que a gente vê nas ruas desaguar numa vitória no próximo domingo.”

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Brasil

Bolsonaro diz que dorme armado até no Palácio da Alvorada

“Pessoa armada é respeitada”, completou Bolsonaro.

PortalPE10 com informações UOL

Publicado

Presidente Jair Bolsonaro com indios durante cerimonia de hastiamento da bandeira nacional em frente | Sérgio Lima/Poder360 18.02.2020

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que dorme armado até mesmo no Palácio da Alvorada, sua residência oficial e, provavelmente, um dos lugares mais seguros e vigiados do País. Em conversa com um apoiador sobre o assunto, o presidente citou, sem detalhar, ações do governo para facilitar o uso de armamentos pela população, apesar de restrições da legislação vigente

“Fizemos decreto, instrução normativa. Mas o decreto não pode ir além da lei. Uma arma legal dá tranquilidade. Eu mesmo aqui, com segurança, eu durmo armado. Quando não era presidente, também dormia armado”, disse. “Pessoal fala que mata, (mas) salva vidas. Pessoa armada é respeitada”, completou Bolsonaro.

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Brasil

Falta de justificativa por não votar impede expedição de documentos

O voto é obrigatório para pessoas com mais de 18 anos e menos de 70.

Lucas Passos

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(Foto: Marcelo Passos/PortalPE10)

O cidadão que não votar neste domingo (29), no segundo turno das eleições municipais, deverá justificar a ausência no pleito em até 60 dia na Justiça Eleitoral. A apresentação de justificativa de ausência em cada turno de votação deve ser feita separadamente. O voto é obrigatório para pessoas com mais de 18 anos e menos de 70.

Também é possível apresentar requerimento para a justificativa em qualquer zona eleitoral ou enviar a justificativa por via postal ao juiz da zona eleitoral em que está inscrito. O termo deve ser acompanhado de documento que comprove a ausência.

Não votar e não justificar a ausência na eleição podem criar uma série de dificuldades no dia a dia dos eleitores. De acordo com o Código Eleitoral, o cidadão não consegue tirar segunda via da carteira de identidade e nem expedir passaporte.

Se for funcionário público ou empregado de estatal, poderá ficar sem receber o pagamento do salário. Também não poderá obter empréstimos em bancos oficiais e nem receber benefícios previdenciários.

A lei impede a matrícula em estabelecimento de ensino público, a inscrição em concurso público e ser investido de cargo ou função pública. A lei ainda proíbe a participação em concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal, dos municípios.

Saiba mais sobre as consequências de não apresentar a justificativa no site do Tribunal Superior Eleitoral.

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