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Cliente pode cancelar serviço de telefone,TV e internet sem passar por atendente

Crédito de celular pré-pago terá que valer por no mínimo 30 dias

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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou hoje o regulamento que permite o cancelamento automático de serviços como telefonia fixa, móvel, internet e TV por assinatura. Além disso, a agência também passa a exigir que os créditos comercializados para celulares pré-pagos tenham prazo de vencimento mínimo de 30 dias.

De acordo com a própria reguladora, as empresas hoje chegam a comercializar algumas opções de recarga para esses aparelhos que expiram em um ou em cinco dias -o que prejudica o consumidor, nem sempre informado ou atento ao prazo no momento da compra. As duas novas regras começam a valer dentro de 120 dias.

Cancelamento 
A opção de cancelamento automático, que foi aprovada, permite ao usuário a opção de ligar para a central de atendimento da empresa e cancelar qualquer serviço apenas selecionando a opção indicada, sem precisar passar por um operador, por um funcionário da companhia. Da mesma forma, o cliente que quiser cancelar o serviço pela internet também terá essa possibilidade. De acordo com o texto aprovado pelo conselho da reguladora fica mantida a regra atual para que a rescisão feita com auxílio de um atendente continue tendo efeito imediato. Há uma diferença, porém, no cancelamento automático.

O relator, Rodrigo Zerbone, disse que, para garantir a segurança do usuário e impedir cancelamentos feitos por engano, a efetivação desse pedido se dará apenas em dois dias úteis. Nesse período, o serviço continuará sendo prestado e o consumidor poderá reavaliar e reverter a decisão. Ou seja, o usuário poderá mudar de ideia e continuar com o serviço ativo. Durante esse prazo de dois dias, como o serviço continuará em funcionamento, todos os gastos feitos pelo usuário poderão ser cobrados pela prestadora. Após os dois dias, quando concluído o cancelamento, nenhuma despesa poderá ser cobrada.

Pré-pago 
O regulamento aprovado hoje cria também uma nova regra para que os usuários de pré-pagos -que representam cerca de 80% das linhas ativas no país- tenham mais facilidade em lidar com prazos de vencimento dos créditos e para que não se enganem no momento da recarga. Pelas normas atuais, as empresas de telefonia tinham de oferecer ao menos dois prazos de vencimento dos créditos: de 90 dias ou 180 dias. Elas ficavam livres, porém, para criar ofertas com prazos maiores e menores. Agora, independentemente da oferta feita, as companhias terão de assegurar a validade do crédito por, pelo menos, 30 dias. As teles também terão de notificar o usuário quando os créditos em uso estiverem prestes a acabar.

Pós-pagos 
Nos serviços pós-pagos, a agência extinguiu uma prática ainda comum em empresas de TV por assinatura, que cobravam o serviço antes de atender o consumidor. Ou seja, cobravam o mês anterior à contratação e nem sempre ofereciam o serviço por 30 dias após o fim do contrato. Com isso, a conta só pode chegar no fim do mês em que o serviço foi prestado. Todas as faturas das empresas reguladas pela Anatel também terão de detalhar os tributos cobrados nos serviços, de forma clara.

As faturas terão de apresentar ainda um campo, chamado “Mensagens Importantes”. Nele, a empresa deverá escrever, por exemplo, quais foram os serviços contratados no período, as promoções a expirar, previsões de reajustes ou a existência de débitos vencidos. “Queremos que isso ajude o consumidor a entender melhor a conta. Das oito milhões de interações que recebemos ao ano no nosso call center identificamos que são casos de dúvidas sobre essas informações que podem vir de forma mais simples na fatura”, explicou Zerbone. A criação deste campo, que deve demandar uma adaptação maior por parte das empresas, terá prazo de 24 meses para ser posta em prática.

Assim como feito no pré-pago, as teles também terão de comunicar ao usuário de pós-pago quando ele estiver se aproximando da franquia contratada naquele mês.

Pós-venda 
Todas as empresas de telefonia ficam obrigadas agora a oferecer serviço de pós-venda, ou seja, resolver as dificuldades dos usuários nas lojas das marcas, como essas que ficam em shoppings e que hoje se limitam basicamente a atender o consumidor no momento da venda dos celulares e dos planos.

Essas lojas ficarão proibidas a direcionar o consumidor que tiver problemas ao atendimento remoto, feito, por exemplo, pelo telefone.

Gravações 
Outra novidade trazida pela agência é a obrigação das empresas do setor de gravar todas as ligações. Não apenas as feitas pelo usuário. Assim, contatos iniciados pelas companhias, para oferecer promoções ou novos serviços, também ficarão disponíveis e poderão ser requeridas pelo consumidor, caso ele queira provar que houve alguma falha na contratação ou prestação do serviço. “Há muitos anos isso é debatido em agências reguladoras.

Como dar a prova para o usuário da contratação que ele fez pela televenda”, disse Zerbone. “A regra anterior punha obrigação de gravação das chamadas que o consumidor faz. Mas quando a prestadora liga e promete uma promoção para ele, essa interação não ficava gravada”, explicou. O canal de call center também terá de retornar a ligação para o cliente caso haja algum problema durante a chamada, ou seja, enquanto estiver em curso a solução de algum problema ou quando o consumidor tira uma dúvida ou faz uma reclamação.

As empresas ficam ainda obrigadas a receber chamadas a partir de telefones fixos e móveis.

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O regulamento aprovado pela Anatel reforça também uma norma, já aprovada pela agência, que garante ao consumidor o direito de não receber mensagens de cunho publicitário caso não autorize expressamente que deseja recebê-los.

Também fica claro que empresas diferentes que ofereçam serviços em parceria, como combos, terão de indicar um canal único para o cliente que contratar o pacote. De forma que ele não tenha de recorrer a várias empresas para resolver um problema daquela contratação.

Fica obrigada ainda a criação de um espaço reservado para o consumidor na página das empresas onde seja possível acessar a cópia do contrato, dos planos de serviços, de documentos de cobrança, o relatório detalhado do uso e a solicitação de gravações do call center, por exemplo. Esse espaço deverá disponibilizado em um prazo máximo de 12 meses.Segundo a Anatel, as regras passam a valer dentro de 120 dias.

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Cotidiano

Mulher vê filme adulto gay e descobre que marido é um dos atores do filme

Segundo a reportagem, na gravação, usando a aliança do casamento, o homem identificado apenas como Brandon fazia cenas quentes com vários outros parceiros.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Uma mulher de 26 anos assistiu a um filme pornô após o marido ir dormir e teve uma surpresa: enquanto escolhia um vídeo entre homens, ela viu o rosto de seu companheiro na tela, de acordo com informações do UOL.

Segundo a reportagem, na gravação, usando a aliança do casamento, o homem — identificado apenas como Brandon — fazia sexo com vários outros parceiros.

Confusa, a mulher que disse ter sempre preferido ver filmes pornôs gays fez um post no Reddit em busca de ajuda. Após a descoberta, os dois passaram a dormir em casas diferentes, e ela se submeteu a exames para detectar possíveis doenças sexualmente transmissíveis.

“Vou tentar não deixar isso muito explícito, mas cliquei em um vídeo aleatório e, definitivamente, era meu marido (na tela). O rosto dele estava plenamente visível, várias tatuagens específicas. Era ele. Eu sabia, sem sombra de dúvidas, que aquilo aconteceu depois de nos casarmos, porque ele estava com a droga da aliança”, escreveu a usuária anônima.

“Eu fiquei furiosa e enojada. Ele fez sexo sem proteção com vários homens. A única coisa em que eu pensava era em DSTs. Eu não consegui dormir à noite. Pedi para sair do meu trabalho também. A primeira coisa que fiz foi procurar uma clínica grátis e passar por exames. Não voltei para casa desde então. Não consigo nem olhar para ele. Estou brava para c…”, concluiu ela em seu desabafo.

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Cotidiano

‘A segunda onda está chegando’, alerta diretor de emergências da OMS

“A segunda onda está chegando”, afirmou Ryan.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Pixabay)

(Foto: Pixabay)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, demonstrou nesta segunda-feira (19) preocupação com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, em especial na Europa e nos Estados Unidos.

“Na sexta-feira, falamos da fase preocupante em que a pandemia da Covid-19 entrou. À medida que o Hemisfério Norte entra no inverno, vemos os casos se acelerarem, principalmente na Europa e na América do Norte”, afirmou Tedros durante coletiva.

O diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, também lembrou da Ásia, onde alguns países têm registrado aumento nas infecções e afirmou que o mundo está entrando em uma segunda onda da pandemia.

“A segunda onda está chegando”, afirmou Ryan.

“Quando vemos a Ásia, vemos que países que foram pouco afetados na primeira onda estão sendo mais afetados agora”, alertou o diretor de emergências da OMS.

A líder técnica, Maria van Kerkhove, afirmou que “não há uma a segunda onda inevitável”, mas lembrou que, neste momento da pandemia, os países e os sistemas de saúde já sabem o que fazer e como achatar a curva de transmissão nas comunidades.

“Este vírus opera em clusters e precisa das pessoas para se propagar”, lembrou van Kerkhove, pedindo que os países evitem eventos coletivos e reuniões presenciais, principalmente em lugares fechados.

“Temos que estar preparados para abrir mão do que gostamos neste momento [para conter a segunda onda]”, completou Ryan.

A OMS reforçou que os sistemas de saúde testem todos os casos suspeitos, rastreiem os contatos e isolem por 14 dias os infectados.

“Temos que rastrear e localizar todos os casos”, afirmou van Kerkhove. “Os indivíduos infectados devem ser quarentenados fora de casa [se vivem com outras pessoas] e por 14 dias. Isso significa não sair de casa, não ir trabalhar, não receber visitas.”

Aliança Covax

Ainda nesta segunda, a OMS informou que 184 países aderiram à aliança internacional Covax, uma iniciativa liderada pela entidade que irá garantir a compra equitativa da futura vacina contra a Covid-19. O último número anunciado havia sido de 171 países. Os últimos países a aderirem, segundo Tedros, foram Uruguai e Equador.

A entidade voltou a afirmar que espera que as vacinas adquiridas pela Covax cheguem aos idosos e demais grupos de risco até o início de 2021.

O Brasil faz parte da iniciativa Covax. No dia 7, o governo federal anunciou que prevê adquirir pela aliança 42 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. A quantidade é suficiente para a cobertura de 10% da população brasileira, o que equivale a cerca de 21 milhões de pessoas (considerando a necessidade de dose dupla).

Mais de 40 milhões de infectados

O mundo alcançou a marca de 40 milhões de casos confirmados de coronavírus, segundo o monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins nesta segunda. O número de mortos pela Covid-19 desde o início da pandemia em todo o planeta passa de 1,1 milhão.

Segundo o levantamento, o país com o maior número absoluto de casos continua sendo os Estados Unidos, com mais de 8,1 milhões. Em seguida, vem a Índia, com mais de 7,5 milhões. O Brasil aparece em terceiro lugar, com mais de 5,4 milhões de registros do coronavírus desde o início da pandemia. Os três países concentram mais da metade dos casos no mundo.

*Com informações G1

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Cotidiano

Bonecas negras representam 6% dos modelos disponíveis no mercado

Movimento chama atenção pra necessidade de diversidade no setor

Lucas Passos

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Boneca – Foto: Agência Educa Mais Brasil

Bonecas negras representam apenas 6% dos modelos fabricados pelas principais marcas que comercializam esses brinquedos no Brasil, de acordo com o levantamento Cadê Nossa Boneca, feito pela organização Avante – Educação e Mobilização Social. O percentual é inferior aos 7% registrados no levantamento feito em 2018.

O levantamento foi feito em agosto deste ano, em sites de comércio virtual de 14 dos 22 fabricantes de brinquedos associados a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Segundo a pesquisa, oito sites estavam em manutenção. Dentre as empresas analisadas, apenas oito possuíam bonecas negras nos respectivos inventários. Em todos eles, segundo o estudo, a proporção de modelos de bonecas negras em relação às bonecas brancas é inferior a 20%.

“Se sair na rua e olhar o comércio, você vai saber”, diz, a psicóloga, consultora associada da Avante e uma das idealizadoras da campanha Ana Marcílio. “Você conta as bonecas na vitrine, conta as lojas com vitrine com bonecas pretas e depois conta o número de bonecas em cada loja, você vai ver que é irrisório”, acrescenta.

O movimento Cadê Nossa Boneca nasceu do sonho de Ana Marcilio, Mylene Alves e Raquel Rocha, de verem vitrines mais diversas e brinquedos que de fato representassem a sociedade brasileira, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem 56,1% da população formada por pessoas negras. O levantamento foi feito em 2016, 2018 e agora, em 2020 e a porcentagem de modelos disponíveis no mercado pouco mudou. Em 2016 era 6,3, passando para 7% e, agora, para 6%.

Ana explica que é na infância que as crianças constroem o imaginário, daí a importância que, em uma sociedade majoritariamente negra, isso seja retratado como algo positivo. Ter apenas referenciais brancos, magros e loiros faz com que se entenda que esse é o referencial de beleza. “O impacto da boneca é esse. Da boneca preta também é esse. Imagina ter rastas, blacks, uma diversidade de cortes e penteados afro descendentes e africanos, diversos tipos de tranças, ter tudo isso em uma vitrine, uma vitrine toda diversificada. A criança vai querer ter aquele cabelo, vai achar aquele cabelo bonito”, diz.

O impacto de crianças, sejam elas brancas ou negras, terem acesso a bonecas de cores diversas pode chegar na fase adulta, ajudando a combater o racismo, de acordo com a psicóloga. “Se a gente não tiver esse imaginário simbólico, como é que a gente vai quebrar o racismo? O racismo se materializa nas mortes que a gente tem, nas inúmeras vidas ceifadas precocemente, seja pela inoperância do sistema público na saúde e educação, seja nas mortes através das polícias e milícias, que têm dizimado as periferias. A construção do imaginário tem tudo a ver com o número de mortes e violência que a gente vive nesse país e no mundo afora”, diz.

Fabricação crescente
De acordo com o presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, há uma demanda crescente e as empresas têm aumentado a produção de bonecas negras. Segundo ele, cinco anos atrás a porcentagem de modelos dessas bonecas era 0,1%. Em 2020, ele diz que essa participação chega a 12%.

Segundo Costa, nem todos os modelos estão disponíveis nos sites, por isso não foram contabilizados no levantamento. Alguns ainda serão lançados. “Isso é maior sucesso de vendas, como nunca teve. Você não tem noção da quantidade de empresas que estão apostando e lançando bonecas negras para este natal”.

As fábricas decidem os modelos com base em pesquisas de mercado, explica, Costa. “Não é a fábrica que define qual boneca [vai produzir]. Os nosso vendedores vão a 15 mil pontos de venda do país e quem define é o lojista, com base no mercado que ele tem”.

Alternativa
Na ausência das grandes, as fabricantes menores conquistam o mercado. É o caso da Amora, que desde 2016 produz bonecas negras e outros brinquedos que levam em consideração questões raciais, como quebra-cabeças e giz de cera com diversos tons de pele. “A demanda existe e a oferta é baixa”, diz Geórgia Nunes, idealizadora da Amora.

A ideia de criar a Amora veio quando, em 2015, Geórgia procurou e não encontrou bonecas negras para levar para uma ação social. Ela decidiu então que ela mesma faria. “A gente fala da criança negra ser representada no brinquedo e a partir desse espelho positivo construir um mundo onde se vê protagonista. Sem referenciais, que as representam positivamente, sem representatividade em um mundo onde maioria das bonecas é branca, com personagens brancos, isso gera ausência. Constrói uma infância de ausência, em que a criança não se vê nos lugares. Cria no imaginário que não pode acessibilizar aqueles lugares”, diz. A cada boneca Amora vendida, um outro brinquedo afirmativo é distribuído gratuitamente para instituições de ensino público.

O retorno vem dos sorrisos, como o do Lucas, 11 anos, filho de Ana. “Quando ele vê o Pantera Negra, quando ele recebeu os bonecos pretos na vida dele, você vê o sorriso brotar numa facilidade enorme, ele dizer ‘parece comigo, mãe’ e começar a colecionar os bonecos”, conta a mãe.

Fonte: Agência Brasil

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