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Política

Com aval de Lula e celebridades, Boulos lança pré-candidatura à Presidência

Chapa do PSOL tem a líder indígena Sonia Guajajara como vice; personalidades falaram no evento

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Guilherme Boulos, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), fala em palanque durante evento no Rio em janeiro

Com respaldo de Lula, um potencial rival eleitoral, e de personalidades que outrora orbitaram PT e Marina Silva, o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, lançou neste sábado (3) sua pré-candidatura à presidência, com a líder indígena Sonia Guajajara de vice.

Ele se filiará ao PSOL nos próximos dias, e o partido deve oficializar sua chapa em sua convenção nacional, no dia 10 de março. A mensagem de Lula, transmitida em telão, martelou a ideia de que Boulos é um bom quadro político -para o futuro.

“Você sabe o quanto eu te respeito, o quanto gosto de você pessoalmente e quanto acho você uma pessoa de muito futuro na política. Jamais vou pedir para você não ser candidato”, afirmou o ex-presidente, que depende de decisões judiciais para disputar o Planalto.

O petista definiu o neófito eleitoral como “uma pessoa nova, que tem futuro, que pode se projetar”. Também citou a pré-candidata Manuela D’Ávila (PC do B), mas ignorou Ciro Gomes (PDT), nome esquerdista que melhor pontua em pesquisas de intenção de voto e a quem criticou em entrevista recente à colunista da Folha de S.Paulo, Monica Bergamo.

Com os versos “esse papo já tá qualquer coisa”, de sua popularíssima “Qualquer Coisa”, Caetano Veloso abriu no gogó a Conferência Cidadã, numa casa de eventos na zona oeste paulistana. O músico, contudo, já se disse simpático a outro concorrente do campo progressista, Ciro Gomes (PDT).

Sua mulher, Paula Lavigne, empresária e idealizadora do movimento político #342, é uma das entusiastas da dobradinha Boulos-Guajajara -ela recebeu o líder do MTST em sua casa, point de artistas interessados em causas políticas.

In loco ou por vídeo, em sua defesa saíram artistas como Sonia Braga, que advogou pelo “que é melhor para nós, trabalhadores”, e Wagner Moura, que já declarou votos em Lula (PT) e Marina (Rede) e hoje se diz desgostoso “com a série de retrocessos que o Brasil está passando”.

“Elites brancas”, “presidente golpista” e “chuva de conservadorismo” foram algumas das expressões aplaudidas no evento apoiado por figuras conhecidas da esquerda, como a cartunista Laerte, que atacou um Congresso “lotado de gente que nos odeia”.

O ex-governador gaúcho Tarso Genro, do PT, mandou um recado audiovisual a Boulos: “Tu é um nome para ser pensado no futuro”. O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos escolheu o mesmo formato para fazer seu desagravo à candidatura.

Pastor evangélico de credenciais progressistas, Henrique Vieira exaltou o programa “negro, feminista, LGBT” do PSOL, ao qual é filiado. “Ser religioso é sempre ser conservador? Graças a Deus e aos deuses, não.”Frei Betto enquadrou os tempos atuais numa “democracia mentirosa” e disse que “em breve não poderemos fazer reuniões como esta”.

Finalizou seu discurso com uma sugestão: “Guardemos o pessimismo para dias melhores”. Monica Iozzi previu um ano difícil pela frente. “Mas juntos a gente vai sobreviver ao ataque dos zumbis”, disse a atriz, que em 2017 foi condenada a pagar R$ 30 mil para o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Iozzi o enfureceu ao publicar uma foto de Mendes, que havia autorizado um habeas corpus para o médico condenado por estuprar pacientes Roger Abdelmassih, com uma faixa escrito “Cúmplice?”. A plateia foi povoada por feministas, ativistas negros e LGBTQ, indígenas “e até uns burguesinhos”, como autozombou um militante “branco, hétero, cisgênero” que entoava um bordão caro a movimentos sociais: “Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro”.

Escritor, rapper e poeta, Ferréz sugeriu ao público: “Quando algum jornalista perguntar cadê a periferia, pode dizer que a porra da periferia está aqui”. Engatou com uma poesia que exaltou o “terrorista literário de fuzil, Bic na mão” e “Guilherme Boulos na porra do bagulho”.

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Política

Guilherme Boulos começa a sentir sintomas da Covid-19 e médico é chamado

PortalPE10 com informações UOL

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O candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (PSol) começou a sentir os primeiro sintomas da Covid-19 na manhã deste sábado (28/11). Ele apresentou febre, dores pelo corpo e dificuldade em respirar. A equipe de campanha divulgou, em nota, que um médico vai visitar o candidato na tarde de hoje.

“Na manhã deste sábado (28), o candidato Guilherme Boulos apresentou sintomas da Covid-19. Por medida de precaução, receberá uma visita médica em sua casa por volta das 14h30”, informa a nota da campanha.

Guilherme Boulos foi diagnosticado com Covid-19 na sexta-feira (27/11). Por causa disso, foi cancelado o debate com Bruno Covas (PSDB), que seria transmitido pela TV Globo.

O concorrente do PSol restringiu a agenda na última semana de campanha após a aliada, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP), ter testado positivo para o novo coronavírus na segunda-feira (23/11).

Desde o anúncio de Bomfim, o PSol organizou sete encontros com a presença de Boulos. A equipe do psolista diz que os encontros foram feitos em ambientes controlados, no entanto o Metrópoles presenciou algumas aglomerações, mesmo em encontros a céu aberto. A equipe do ativista chegou a pedir várias vezes por distanciamento, no entanto os pedidos não foram totalmente acatados pelas pessoas presentes.

Aglomerações também ocorreram nas agendas de Bruno Covas (PSDB). O prefeito pegou Covid-19 em junho. Agora em novembro ele minimiza a alta de casos na cidade de São Paulo. “Não vamos fazer discurso alarmista em véspera eleitoral, superestimando esses dados. Também não vamos fazer discurso de que a pandemia acabou”, declarou o prefeito.

 

 

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Brasil

TSE orienta que o eleitor baixe o e-Título até 23h59 deste sábado (28)

Praticidade, facilidade e segurança para o cidadão na hora de votar.

Redação PortalPE10

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E-Título pode ser usado como documento oficial no dia da votação. - (Foto: Reprodução/Gazeta do Povo)

E-Título pode ser usado como documento oficial no dia da votação. – (Foto: Reprodução/Gazeta do Povo)

Não deixe para a última hora para fazer o download gratuito do documento digital que substitui o título eleitoral e dispensa a impressão de uma segunda via: o aplicativo e-Título. O app, desenvolvido pela Justiça Eleitoral, oferece diversas facilidades ao eleitor:

– Acessar local de votação;
– Consultar a situação do eleitor:
– Se identificar na seção (se tiver feito biometria); e
– Justificar a ausência.

O cidadão que quiser baixar a ferramenta para utilizar no segundo turno das Eleições Municipais, dia 29 de novembro, deve fazê-lo o mais rápido possível. A habilitação das funcionalidades da plataforma estará disponível para download até as 23h59 deste sábado (28). A medida visa garantir que o usuário que precisa do serviço no domingo tenha uma melhor experiência.

No domingo (29), só quem já tiver baixado o app poderá utilizar as funcionalidades. Será permitida apenas a atualização da versão. O funcionamento do app volta ao normal a partir de segunda-feira (30).

Atualmente, cerca de 16 milhões de eleitores (mais de 10% do eleitorado) estão cadastrados no e-Título. No primeiro turno das Eleições Municipais de 2020, mais de 2,2 milhões de pessoas justificaram ausência por meio da ferramenta. O Sudeste foi a região onde o app foi mais utilizado: mais de 7,5 milhões de pessoas usaram o aplicativo.

Veja como é fácil utilizar o e-Título.

Utilização e segurança

Para fazer o download gratuito do app, basta acessar as lojas on-line Google Play e App Store no seu smartphone ou tablet. Já para validar o aplicativo, é importante que o eleitor preencha os dados corretamente: se houver o preenchimento de alguma informação em discordância com as do cadastro eleitoral, o sistema não aprovará a solicitação de emissão, e assim, o eleitor não poderá utilizar o app.

O documento digital exigirá a resposta do eleitor a uma série de perguntas. Apenas as pessoas que responderem com sucesso a esse desafio poderão usar o aplicativo e suas funcionalidades. Embora soluções de segurança como essa possam tornar a experiência do usuário menos fluida, elas são relevantes para a proteção dos dados do eleitor. Outra mudança de segurança implementada pela Justiça Eleitoral no e-Título foi a necessidade de criação de senha de acesso do eleitor ao app.

Foto no aplicativo

Caso a sua foto esteja disponível no aplicativo você poderá votar utilizando o e-título.

Local de votação e certidões

O e-Título também informa o endereço do local de votação e fornece informações sobre a situação eleitoral, além de permitir que o eleitor emita as certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais. Essas declarações são emitidas por meio do QR Code do aplicativo, o que possibilita a leitura pelo próprio celular.

Justificativa de ausência

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia da eleição poderão utilizar o e-Título para justificar a ausência, por meio da geolocalização do aplicativo. Ou seja, o app identificará que o eleitor está fora do município no domingo e vai liberar a justificativa sem necessidade de apresentar documentos. Essa funcionalidade estará disponível somente no dia da eleição, das 7h às 17h.

Para fazer a justificativa fora do dia da eleição, o eleitor deverá apresentar documento comprobatório que motivou a ausência. É possível justificar em até 60 dias após cada pleito (considerando cada turno como uma eleição) ou em até 30 dias após o retorno ao Brasil. Essa justificativa pode ser feita pelo e-Título, site do TSE ou cartório eleitoral.

O TSE processará os pedidos de justificativa o mais breve possível, porém o prazo para registro desta modalidade será até 07 de janeiro de 2021, conforme o calendário eleitoral. Se você tem uma justificativa “deferida” ela servirá como prova da sua quitação para o turno correspondente.

ATENÇÃO: Nenhum dos serviços prestados pelo e-Título é exclusivo do aplicativo. Isso significa que as consultas também podem ser obtidas pelo computador ou junto ao cartório eleitoral. Além disso, é possível acessar serviços e informações por meio do chatbot, o Tira-Dúvidas Eleitoral, no Whatsapp. Basta salvar o número: (61) 9637-1078 e iniciar uma conversa.

Com informações do TSE

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Política

Boulos, candidato à Prefeitura de São Paulo, é diagnosticado com Covid-19

Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário’, diz nota.

PortalPE10 com informações G1

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O candidato Guilherme Boulos (PSOL) informou nesta sexta-feira (27) que deu positivo o exame para Covid-19 que ele fez nesta semana.

O debate da TV Globo entre ele e o candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), está marcado para a noite desta sexta. Segundo a assessoria de Boulos, a campanha do PSOL vai propor a emissora que o confronto seja feito de maneira virtual. A emissora ainda não se manifestou.

A campanha divulgou a seguinte nota:

“Comunicamos que o candidato Guilherme Boulos testou positivo para Covid-19 na tarde desta sexta-feira, mesmo sem apresentar qualquer sintoma da doença.
Na segunda-feira, a campanha foi informada de que a deputada Sâmia Bonfim, do PSOL, que esteve em uma agenda pública da campanha na sexta-feira passada, havia testado positivo. No encontro, Boulos e Sâmia seguiram todas as medidas sanitárias recomendadas, como uso de máscaras e álcool em gel.

Seguindo as orientações do Ministério da Saúde, Guilherme Boulos suspendeu as atividades de rua, dedicou-se a agendas em locais reservados e com público restrito, sempre resguardando as recomendações sanitárias, e fez o teste RT-PCR.
Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário. Toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testado a partir de agora.
O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas
A campanha seguirá atuante nesta reta final para apresentar o projeto de mudança que São Paulo precisa e fazer a esperança que a gente vê nas ruas desaguar numa vitória no próximo domingo.”

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