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Com diferença de 8 votos, eleição de prefeito em Água Branca (PI) pode ser anulada por suspeita de fraude

PortalPE10 com informações UOL

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Vencida por uma diferença de 8 votos, a eleição para a prefeitura de Água Branca (PI) pode ser anulada, por suspeita de fraude. A candidata Margareth do Zito (Republicanos), derrotada por Júnior Ribeiro (PSD), pediu à Justiça Eleitoral a anulação dos votos de uma das seções do município. Ela também solicitou a realização de auditoria na urna e a recontagem dos votos.

O recurso tem como base uma certidão do Cartório da 52ª Zona Eleitoral do Piauí. O jornal Correio Braziliense teve acesso a uma cópia do documento, que alerta para a ausência de duas vias do Boletim de Urna entre os materiais enviados pelo presidente da seção à Junta Apuradora.

No último domingo (15), segundo o resultado oficial, Júnior Ribeiro recebeu 6.104 votos (49,71%), e Margareth do Zito, 6.096 (49,65%). Como Água Branca tem menos de 200 mil eleitores, não realiza segundo turno de votação.

Conforme o Artigo 179 do Código Eleitoral brasileiro, a apresentação do Boletim de Urna é indispensável para a validade dos votos de uma seção eleitoral. Esse documento é um relatório impresso por equipamento acoplado à parte interna da urna.

O boletim contém dados como: data da eleição; identificação do município e da zona e seção eleitorais; data e horário de início e encerramento da votação; código de identificação da urna; número de eleitores aptos a votar; número de votantes na seção; a votação individual de cada candidato; os votos para cada legenda partidária; os votos nulos; os votos em branco; a soma geral dos votos.

Certidão
Após o encerramento da votação de domingo, a seção eleitoral nº 108 encaminhou as mídias para a Junta Eleitoral da 52ª Zona Eleitoral, que, posteriormente, expediu certidão informando a inexistência de documentos essenciais, entre os quais o Boletim de Urna.

“Certifico, para os devidos fins, que as vias obrigatórias do boletim de urna da seção nº 108 do município de Água Branca – PI não constam dentre os materiais enviados pelo(a) Presidente para a Junta Apuradora em 15/11/2020, por ocasião das eleições municipais 2020”, diz certidão expedida por Stallone Lima Vasconcelos, chefe do Cartório 52ª Zona Eleitoral do Piauí, na segunda-feira (16).

Segundo o Artigo 221 do Código Eleitoral, a votação de determinada seção eleitoral deve ser anulada “quando houver extravio de documento reputado essencial”. Já o artigo 313 tipifica como crime a não expedição do Boletim de Urna imediatamente após a apuração de cada urna. Estão sujeitos a uma pena de 90 a 120 dias-multa o juiz, os membros da junta eleitoral, o presidente da seção e os mesários que descumprirem essa determinação.

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Brasil

Médico de 28 anos morto por Covid ficou quase um mês internado; ‘Lutou até o final’, diz irmã

PortalPE10 com informações G1

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Médico de 28 anos morreu após complicações de Covid-19 — Foto: Reprodução/Facebook

Médico de 28 anos morreu após complicações de Covid-19 — Foto: Reprodução/Facebook

O médico Gillian Vitor Reis, que morreu aos 28 anos por Covid-19 em São José do Rio Preto (SP), ficou internado por quase um mês em um hospital da cidade até não resistir às complicações que a doença causou nos pulmões, segundo afirmou a irmã Giovana Reis.

Segundo a jovem, ele deixou de ter melhoras após ter pneumonia e precisou ser entubado.

“Teve pneumonia e, de lá para cá, não teve melhora. Ele lutou até o final para não precisar ir para a UTI e ser entubado, pois sabia de todos os procedimentos que passaria. Mas não teve jeito, os pulmões não respondiam ao tratamento”, conta.
De acordo com a irmã, Gillian se formou em 2018 e trabalhou na região noroeste paulista nas cidades de Auriflama, Pereira Barreto Murutinga do Sul e Sud Mennucci. Em outubro de 2019, ele passou a morar em Salvador (BA), onde trabalhava na UTI para pacientes com Covid.

“Desde o começo da pandemia ele trabalhava na UTI da Covid. No começo, acho que todos ficaram com medo do desconhecido, mas ele sempre dizia que, se ele como médico não enfrentasse, quem iria?”, afirma.

A irmã conta que em 13 de dezembro o médico foi se encontrar com a família em Bandeirantes d’Oeste, distrito de Sud Mennucci. Cinco dias depois, em 18 de dezembro, ele fez uma tomografia após sentir falta de ar e constatou que os pulmões estavam comprometidos. Em seguida, já foi internado.

“Foi um susto. Aliás, está sendo. Ele era muito querido por todos. O apelido dele era ‘doutor anjo’. Recebi muitas mensagens e orações de pessoas que nunca vi na vida e de outros lugares durante os 25 dias internado até o falecimento dele.”

 

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Brasil

Caminhões com oxigênio venezuelano chegam a Manaus

Doação acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro

Redação PortalPE10

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Cinco caminhões com oxigênio na noite desta terça-feira (19) para abastecer a demanda em Manaus, atingida por uma grave crise sanitária – (Foto: Marcio James/AFP)

Cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram na noite desta terça-feira (19) para abastecer a demanda em Manaus, atingida por uma grave crise sanitária durante a segunda onda de contaminação da pandemia.

Oriundo do estado de Bolívar, no sul da Venezuela, o comboio carregando 107.000 m³ de oxigênio partiu no fim de semana e percorreu pouco mais de 1.500 km rumo à capital do Amazonas.

A carga deve ajudar a aliviar a grave situação na região, que atravessa um aumento exponencial de casos de Covid-19 em um momento em que o sistema de saúde está colapsado.

Desde da última quinta-feira, dezenas de pessoas morreram asfixiadas devido à falta de oxigênio em centros de saúde, uma situação que levou a população local ao desespero.

Centenas de cidadãos na capital amazonense peregrinaram em busca de oxigênio para tratar os familiares em casa diante da situação calamitosa dos hospitais, alguns dos quais pararam de receber novos pacientes.

A demanda diária do Amazonas atualmente gira em torno de 76.000 m³ de oxigênio, enquanto que as empresas provedoras não conseguem produzir mais de 28.200 m³ por dia.

A doação de oxigênio acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro, a quem chama de “ditador”.

Maduro disse no domingo que a situação em Manaus era um “escândalo” e que “a Venezuela estendeu sua mão solidária ao povo amazonense”.

Bolsonaro ironizou o envio de oxigênio, mas não rejeitou a ajuda.

“Se o Maduro quiser fornecer oxigênio para nós, vamos receber sem problema nenhum. Agora, ele poderia dar auxílio emergencial para o seu povo também. O salário mínimo lá não compra meio quilo de arroz”, disse o presidente a apoiadores em Brasília na segunda-feira.

A Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história contemporânea, com hiperinflação e sete anos de recessão, o que afetou seu próprio sistema de saúde, atingido pela escassez de suprimentos médicos e material de proteção para Covid-19.

*Com informações AFP

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Cidade no interior do AM registra 7 mortes por falta de oxigênio

PortalPE10 com informações G1

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Urnas funerárias em frente ao Hospital Regional de Coari — Foto: Severo Júnior/Arquivo Pessoal

A prefeitura de Coari, distante 450 km de Manaus pela via fluvial, divulgou uma nota em que afirma que sete pacientes internados com Covid-19 no Hospital Regional da cidade morreram por falta de oxigênio, nesta terça-feira (19). Segundo o texto, Coari deveria ter recebido 40 cilindros de oxigênio na segunda-feira (18), mas a aeronave que levaria os tanques acabou viajando para Tefé (AM) e ficou impossibilitada de retornar, pois o aeroporto não aceita voos noturnos.

O texto culpa falhas de planejamento da Secretaria de Saúde do Amazonas pela falta do insumo, o que prejudicaria as medidas de combate à Covid-19 no município. Segundo a nota, 200 cilindros do Hospital Regional de Coari estão retidos pela Secretaria da Saúde — e parte deles estaria aguardando o abastecimento. A prefeitura acusa a o governo de distribuir a outra parte a Unidades Básicas de Saúde ou (UBS de Manaus.

Após as mortes, uma multidão foi até a porta do hospital para protestar contra as mortes.

Protesto em Coari, após a morte dos pacientes — Foto: Severo Junior/Arquivo Pessoal

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