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Cotidiano

Criança que apanha dos pais desenvolve medos e tem maior tendência a mentir

Com esse ciclo fechado, pais e filhos se afastam e a comunicação, o encontro e o respeito se tornam grande objetivos

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Quando paramos para pensar em como queremos educar nossos filhos, muitos de nós respondem que gostariam de fazer bem diferente do que recebemos quando criança, principalmente no que se refere ao bater. Muitos pais e mães de hoje levaram seus tapas, cintadas e chineladas quando criança e hoje percebem que esse não é um bom caminho. Como pais buscam o diálogo, a aplicação das consequências, escolhas e limites colocados de uma maneira produtiva e respeitosa. 

Mas em algumas situações parece que ficamos sem saber o que fazer e quando saímos do sério, o tapa volta a aparecer. Pais e mães tristes, crianças tristes ou mesmo bravas, é iniciado um ciclo que pode crescer e tomar conta do dia a dia de uma maneira bastante complicada.

Quando batemos em nossos filhos eles aprendem algumas coisas:

– Aprendem a ter medo do mais forte, e isso pode seguir por bastante tempo na vida;Aprendem que é batendo que se resolvem os momentos difíceis, afinal é assim que vê seus pais resolvendo os mesmos momentos;Aprendem que o tapa vale mais do que o diálogo, a conversa.

Quando pais batem em seus filhos, normalmente buscam controlar alguma situação, mas os adultos nessa mesma situação, encontram-se completamente descontrolados. É muito confuso para a criança pensar que esse nosso descontrole que surgiu através do tapa, serve para educar ou controlar algum momento.

Toda essa confusão faz com que a criança não aprenda, afinal ela interrompe o que estava fazendo por conta do susto que leva, do medo que sente. Acontece que dificilmente aprenderá, isso porque não vive o processo natural de que toda ação tem sua consequência. Quando esse processo é interrompido, é como se a reflexão também fosse interrompida.

Essa é a grande armadilha, porque muitos pais pensam que o tapa funciona porque a criança realmente interrompe o que estava fazendo. Mas isso acontece com o susto e não por ganho de consciência. O que vem depois? A atitude se repete e os tapas se tornam mais frequentes. Fora que com o tapa e com essa falta de respeito iniciamos um embate que pode se tornar bastante complexo. Afinal, um ganha e o outro perde e a criança, ao perceber isso, faz também de tudo para vencer esse embate.

 Esse caminho gera medo, distância e muitas vezes até a mentira aparece como sendo a única maneira de evitar esse momento, o tapa. As crianças hoje entram nesse embate porque de alguma maneira, não toleram falta de respeito, mas normalmente sua forma de agir para vencer os embates é através da falta de respeito também.

Com esse ciclo fechado, pais e filhos se afastam e a comunicação, o encontro e o respeito se tornam grande objetivos difíceis de alcançar. Com firmeza amorosa, respeito e aplicando a constância, a coerência na forma de corrigir e a consequência de suas atitudes, o que encontramos são famílias unidas, parceiras e crianças crescendo com amor, respeito, e a real educação. Todos na ação de educar. Educação positiva que gera crescimento para todos. Fazer com que o outro faça algo que você quer não é difícil. O precioso é perceber por que motivo essa pessoa mudou sua atitude. Por medo, por estar sem saída, ou por amor, por ganho de consciência? A paisagem que vemos nessa caminhada depende dos lugares que caminhamos. E nós, os adultos, temos essa escolha.


 Fonte: Minha Vida

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Brasil

Em carta, vizinho pede a jovem para deixar de usar “roupas vulgares”

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução)

Uma jovem de 22 anos recebeu uma carta anônima, escrita à mão por um “pai de família”, pedindo para ela deixar de usar “roupas vulgares” no condomínio onde mora, em Maringá, 428 quilômetros a oeste de Curitiba, no Paraná.

O bilhete foi deixado debaixo da porta de Ana Paula Benatti na sexta-feira (7). A jovem compartilhou o conteúdo da carta em uma rede social. As informações são do Metrópoles.

“Gostaríamos que tivesse o pudor e decência de usar roupas adequadas nas dependências do condomínio. Aqui mora pessoas casadas e de várias religiões, e a senhora não está tendo o respeito usando roupas vulgar [sic]”, diz a carta.

“Não sei de onde veio, mais aqui mora gente de família. Então, por favor, dá-se o respeito, porque eu, como homem e pai de família, fiquei com vergonha de estar com minha filha e a senhora quase nua lá fora [sic]”, prossegue.

Por fim, o remetente avisa que, se Ana Paula não mudar o jeito de se portar, ele irá conversar com a dona do apartamento.

(Foto: Reprodução)

Ao compartilhar o bilhete, a jovem disse se tratar de assédio e injúria. “Crimes morais. Estou totalmente abalada com o ocorrido. Tomarei as providências cabíveis”, assinalou.

Segundo o portal Uol Notícias, o caso foi denunciado nessa terça-feira (11/5) em um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Paraná (PCPR).

Ana Paula afirma não saber com qual roupa especificamente o homem se incomodou, mas acredita que tenha sido um short e uma blusa. “Independentemente do que eu vestir, devo ser respeitada”, disse ao Uol.

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Brasil

Mais 2,4 milhões têm saque da 1ª parcela do auxílio liberado hoje

Nascidos em outubro já podem resgatar valor depositado em conta digital em abril, movimentada por meio do Caixa Tem.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução/PortalPE10)

Mais 2,4 milhões de pessoas terão o saque da primeira parcela do auxílio emergencial liberado a partir desta quinta-feira (13). Os nascidos em outubro, inscritos pelo CadÚnico ou aplicativo da Caixa, que já tiveram o valor depositado no dia 27 de abril em conta digital, num total de R$ 505,8 milhões, vão poder resgatar em espécie ou fazer transferência.

Os saques da primeira parcela seguem até a próxima segunda-feira (17). Já o depósito da segunda parcela começa neste domingo (16), para nascidos em janeiro, e na terça-feira (18), para os inscritos do Bolsa Família. As informações são do R7.

O calendário é dividido em quatro ciclos, de créditos e saques. Primeiro, o valor é creditado e pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem. Pelo sistema, os beneficiários conseguem pagar boletos, comprar pela internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais. Depois, o auxílio é liberado para saque e transferência.

Outra opção é movimentar o dinheiro usando o PIX, sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central. A única exceção às transações se dá para os casos de transferência para conta de mesma titularidade.

A nova rodada do auxílio emergencial tem quatro parcelas, de abril a julho, com valor médio de R$ 250. Mulheres chefes de família receberão R$ 375 e pessoas que vivem sozinhas, R$ 150. A estimativa é de que as quatro cotas cheguem a cerca de 40 milhões de famílias.

Desde 2 de abril, as pessoas que se inscreveram pelos meios digitais da Caixa e os integrantes do Cadastro Único do governo federal podem conferir se têm direito a receber o benefício pelo site www.cidadania.gov.br/auxilio. Para quem teve o cadastro negado nesta data, o prazo para contestar a decisão, no entanto, terminou na semana passada.

As estimativas apontam que os novos pagamentos vão injetar R$ 44 bilhões na economia nacional. Desta vez, no entanto, o impulso para conter um tombo maior da economia em 2020 será usado por 98% dos moradores de favelas no Brasil para a compra de alimentos.

Além de alcançar menos beneficiados, com menor valor das parcelas, a nova rodada de pagamentos não aceita novos cadastros para quem ficou de fora do programa em 2020, mas agora precisaria da ajuda. Estão entre os beneficiados apenas aqueles que já estavam cadastradas pelo Cadastro Único, pelo aplicativo da Caixa ou Bolsa Família.

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Brasil

Menina de 13 anos mata namorado da mãe com facada no pescoço

Mãe diz que filha tem temperamento difícil, comportamento agressivo e que é usuária de drogas; entenda o caso

Redação PortalPE10

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Roupas da vítima com manchas de sangue. – (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Uma menina de 13 anos foi detida após matar o namorado da própria mãe, um homem de 59 anos, com uma facada no pescoço no último domingo, 09, em Rio Verde do Mato Grosso, no norte do Mato Grosso do Sul . Uma mulher de 19 anos foi presa suspeita de participar do crime, que ocorreu na casa da menina. A mãe depôs na polícia na segunda-feira, 10, e afirmou que a filha tinha temperamento difícil, um comportamento agressivo e que era usuária de drogas. As informações são do portal G1.

Na ocorrência policial, a menina disse que havia tomado bebidas alcóolicas e usados drogas e também que o homem ameaçava a sua mãe. A mulher de 19 anos nega ter participado do crime, mesmo com a mãe da menina afirmando que ela é quem teria “enfiado a faca”.

A polícia foi acionada pelo hospital municipal para onde o homem foi socorrido, após ser encontrado na Vila do Catu. Ao chegar ao local, apurou que a menina teria sido incentivada pela jovem de 19 anos. O homem foi atingido com um golpe de faca no pescoço e morreu quase imediatamente.

Durante a apuração dos fatos pela Polícia Civil, um adolescente de 17 anos foi autuado pelo crime de autoacusação falsa, por dizer ser o responsável pelo crime na tentativa de assumir a responsabilidade da menina de 13 anos. Outras pessoas ainda escondido a faca usada e alterado a cena do crime, sob investigação.

Em depoimento à polícia na última segunda-feira, 10, a mãe da menina de 13 anos disse que o namoro dela tinha apenas um mês e negou a versão da filha, dizendo que o homem não fazia ameaças e que também não acreditava que ele poderia ter agredido a menina. A polícia suspeita que o casal possa ter se desentendido no dia do homicídio.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações do caso, Gabriel Cardoso Gonçalves Barroso, as duas tiveram prisão preventiva decretada. Uma medida de internação foi solicitada para a menina.

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