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Crianças podem ficar no fim da fila da vacina de coronavírus

Especialistas ouvidos afirmam que poderá levar meses para que crianças e adolescentes sejam vacinados

Marcelo Passos

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 Crianças foram incluídas há pouco tempo em testes clínicos pontuais (ozgurdonmaz/Getty Images)

Quando uma vacina segura e eficaz contra a Covid-19 estiver disponível à população, é provável que apenas os adultos sejam imunizados primeiro. As crianças, grupo de menor risco para o novo coronavírus, entraram há pouco tempo em testes clínicos pontuais – dos quatro autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apenas um engloba pessoas a partir de 16 anos. Por isso, especialistas ouvidos pelo Estadão afirmam que poderá levar meses para que crianças e adolescentes sejam vacinados. Há quem diga que o imunizante para eles possa chegar somente depois de 2021.

No Brasil, entre os testes clínicos autorizados, o que engloba participantes mais jovens é o produzido pela Pfizer com a BioNTech, que vai avaliar o produto em adolescentes a partir dos 16 anos e adultos. Já a vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca incluiu idosos e crianças de 5 a 12 anos nos testes de fase 2 apenas no Reino Unido. Aqui, a farmacêutica informou que “a prioridade atual é reunir evidências sobre o potencial da vacina para proteger as populações mais vulneráveis a resultados graves”.

“A inscrição de crianças começará assim que dados suficientes forem reunidos em adultos, indicando que a AZD1222 tem potencial para ser segurae protetora em crianças”, disse a empresa. O mesmo caminho vai seguir o Instituto Butantã, que tem feito testes no País de um imunizante da chinesa Sinovac. O centro de pesquisa brasileiro vai aguardar os resultados de estudos clínicos em 552 voluntários saudáveis com idade entre 3 e 17 anos na China, que devem começar este mês. Só depois será definido se e como as crianças serão incluídas aqui.

No caso da vacina produzida pela Johnson&Johnson, também no Brasil, o estudo clínico de fase 3, cujo início foi anunciado quarta-feira, vai avaliar a segurança e a eficácia do produto em cerca de 60 mil adultos com idades acima de 18 anos. Ainda não há informações sobre a inclusão de crianças nos testes.

Pensar em uma vacina para esse público exige certo cuidado, porque crianças não são simplesmente adultos em miniatura. Elas podem ter resposta imunológica diferente dos mais velhos e precisar de doses diferentes também. Especialistas afirmam que, no caso do imunizante contra a covid-19, os dados epidemiológicos e os primeiros achados sobre os impactos da doença nortearam as pesquisas. Desse modo, o foco está nos grupos com mais risco de complicações, situação que não contempla as crianças.

“Em geral, essas fases de pesquisa focam nos grupos mais vulneráveis para determinada doença, mas, para chegar ao grupo, a pesquisa precisa de dados epidemiológicos que vão guiar para faixas etárias. Para covid, epidemiologicamente, são os idosos e profissionais da saúde, mas, na primeira fase, que tem abordagem inicial para avaliar a segurança e eficácia, os voluntários são adultos, jovens e saudáveis”, explica Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Isso não quer dizer, porém, que os estudos com crianças não devam ser realizados. “É importante ter braços de pesquisa que apliquem nas crianças. Esta é uma doença nova. Com o retorno às aulas e a mobilidade, podemos ver o que não vimos com as crianças fora da escola.”

Para Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a imunização das crianças pode demorar. “As crianças não serão prioridade porque não adoecem com mais gravidade do que outros grupos e não transmitem com mais frequência.”

Nota
Em nota, o Ministério da Saúde informou que os grupos prioritários para vacina de coronavírus estão sendo estudados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Anvisa informou que ainda não recebeu pedido de autorização para estudos clínicos em crianças. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil

Médico escolhido para ser primeiro vacinado contra Covid-19 morre horas antes de ser imunizado

Divaldo Brandão morreu na madrugada desta quarta-feira (20), em Mutuípe, dormindo; não há informações sobre a causa do óbito.

PortalPE10 com informações G1

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Médico escolhido para ser primeiro vacinado contra Covid-19 em Mutuípe morre horas antes de ser vacinado — (Foto: Arquivo Pessoal)

Um médico de 95 anos escolhido para ser o primeiro vacinado contra a Covid-19 em Mutuípe, cidade que fica a cerca de 250 km de Salvador, morreu na madrugada desta quarta-feira (20), horas antes de ser imunizado em evento que aconteceria pela manhã.

Segundo informações do prefeito de Mutuípe, Digão (MDB), Divaldo Brandão, que foi o primeiro médico da cidade, morreu dormindo. Ainda não há informações sobre a causa do óbito.

O velório de Divaldo Brandão ocorreu na manhã desta quarta-feira na Câmara de Vereadores da cidade. Em seguida, o corpo do médico foi levado para Salvador, onde vai ser sepultado.

Divaldo Brandão chegou em Mutuípe em 1952 durante o surto de febre tifoide na região. O médico atendia as áreas de clínica médica geral e ginecologia.

“Ele foi o primeiro médico de Mutuípe, ele trabalhou aqui a sua vida profissional toda. Então, trabalhou no hospital por muitos anos, no posto de saúde do município”, disse o prefeito Digão.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Mutuípe publicou uma nota de homenagem ao médico e disse que ele deixou um “legado de alegrias com seu sorriso sempre contagiante”. Confira a nota:

“É com pesar que a Prefeitura Municipal de Mutuípe, comunica o falecimento do servidor Divaldo Brandão (20/01/21). A passagem de Dr° Divaldo, um verdadeiro líder, um exemplo ativo na construção de Mutuípe, um homem que se dedicou por muitos anos a salvar vidas, deixa um legado de alegrias com seu sorriso sempre contagiante. Um profissional de excelência. Aos familiares e amigos os nossos profundos sentimentos e o desejo de que seus bons exemplos estejam sempre vivos em nossa memória”.

Vacinação em Mutuípe

Com a morte do médico Divaldo Brandão, a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 em Mutuípe foi a técnica de enfermagem do Hospital Clélia Rebouças, Alvina Sousa.

Mutuípe recebeu 138 doses da vacina contra Covid-19. O prefeito informou que a prioridade na vacinação será para os funcionários da saúde que tratam diretamente com a doença.

“Prioridade divididos entre o Hospital Clélia Rebouças, profissionais do Samu, motoristas de ambulâncias, agentes vacinadores e os funcionários dos hospitais”, explicou o prefeito .

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Brasil

Vacinação contra Covid-19 em Manaus é suspensa para replanejamento

Objetivo é discutir os critérios que definirão quais profissionais de saúde têm prioridade para receber as doses, já que a quantidade de vacinas disponibilizada pelo governo federal é insuficiente e há denúncias de irregularidades.

PortalPE10 com informações G1

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Profissionais da saúde são vacinadas no primeiro dia da campanha em Manaus — (Foto: Matheus Castro/G1)

A vacinação contra a Covid-19 em Manaus foi suspensa nesta quinta-feira (21) para replanejamento da campanha. O objetivo é discutir os critérios que definirão quais profissionais de saúde e de quais unidades têm prioridade para receber as primeiras doses, já que a quantidade de vacinas disponibilizada pelo governo federal é insuficiente. Somente profissionais que atuam no Samu seguem recebendo o imunizante.

Após a definição dos critérios, as unidades de saúde deverão enviar a lista nominal dos profissionais, com o setor em que cada um trabalha, para a Secretaria da Saúde de Manaus reprogramar a vacinação. A previsão é que os trabalhos sejam retomados na sexta-feira (22).

A suspensão da campanha foi definida pelas secretarias de saúde de Manaus e do Amazonas, após uma reunião na noite de quarta-feira (20) com órgãos de controle do estado: Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública Estadual, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público do Trabalho.

Os participantes da reunião concluíram que devem ser priorizados os profissionais mais expostos ao coronavírus e que trabalhem em unidades de referência de média e alta complexidade, que tenham contato direto com pacientes com Covid, considerando também comorbidades e idade. Foi definido ainda que será garantida a segunda dose para os profissionais que já foram vacinados até esta quarta-feira.

A secretária municipal da Saúde, Shádia Fraxe, afirmou a prefeitura organizou 50 equipes de vacinação, com 200 profissionais, porém a definição de locais e de quem deve ser vacinado é de responsabilidade do governo do estado.

Já a Secretaria do Amazonas havia divulgado que a responsabilidade pela campanha era das prefeituras e que não era responsável pela definição das pessoas que receberão as doses, apenas entregava o imunizante aos municípios.

De acordo com a prefeitura de Manaus, nos primeiros dois dias de vacinação na capital, 1.140 profissionais de saúde receberam a primeira dose da CoronaVac. A Prefeitura recebeu, para esta primeira etapa da campanha, um total de 40.072 doses de vacina.

Profissionais da saúde são vacinadas no primeiro dia da campanha em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1
O Amazonas tem mais de 238 mil casos e 6,5 mil mortes por Covid-19. A capital enfrenta colapso no sistema de saúde por falta de oxigênio nos hospitais: a demanda pelo produto cresceu após o recorde de internações.

Na quinta-feira, o prefeito David Almeida disse que iria proibir imagens de pessoas recebendo a vacina, depois que parentes de empresários locais postaram fotos sendo imunizadas em redes sociais. A prefeitura diz que não há irregularidade. O Ministério Público do Amazonas está investigando as denúncias.

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Mulher recebe comanda que a identifica como ‘moça do peitão’ em bar

“Um total abuso e desrespeito. Eu nunca imaginei que isso iria acontecer na minha vida”, afirmou ela.

PortalPE10 com informações G1

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(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Patrícia Melo, de 42 anos, moradora do Rio de Janeiro, estava reunida com o marido e amigos em um bar em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, quando, ao pedir a conta, ficou sem acreditar no que estava escrito na comanda de consumo.

Entre os itens consumidos, a comanda tinha a referência “moça do peitão”. O caso aconteceu no último dia 10 de janeiro.

“Um total abuso e desrespeito. Eu nunca imaginei que isso iria acontecer na minha vida”, afirmou ela.

Patrícia também utilizou as redes sociais para relatar o constrangimento.

O caso foi registrado na Delegacia do Consumidor (Decon) e um processo por danos morais será aberto contra o estabelecimento, segundo o advogado de Patrícia.

De acordo com Patrícia, ao ser questionado, o gerente do bar pediu desculpas e disse que era prática “comum” identificar os clientes utilizando características físicas.

“Um verdadeiro absurdo como mãe, mulher, consumidora e um assédio para mim como cliente! […] Minha indignação é por mim e por tantas mulheres que sofrem diariamente tais abusos e simplesmente se calam… Você não tem que se calar. O desrespeito bate a nossa porta! Não brinque. Nem ache engraçado. Podia ser com você! […] Já sofri muito para ficar quieta. Sou mulher e mereço respeito”, declarou ela.

O que diz o estabelecimento

Em nota, a Ambev, empresa responsável pelo estabelecimento, informou que tem reforçado o treinamento de toda a equipe para que situações como essa não se repitam e que adotou “as medidas cabíveis com os colaboradores envolvidos’.

“Assim que soubemos do ocorrido conversamos com a cliente para pedir desculpas. Lamentamos profundamente pela ocorrência dessa situação – que não reflete o respeito, que é um dos nossos principais valores – e reforçamos publicamente nosso pedido de desculpas. Informamos ainda que apuramos internamente o caso e adotamos as medidas cabíveis com os colaboradores envolvidos, bem como estamos reforçando os treinamentos com toda a equipe para que situações assim não voltem a ocorrer”, declarou a empresa.

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