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Curado da Covid-19, Mourão diz que tomará vacina e que não vai furar fila

Vice-presidente disse que imunização ‘é uma questão coletiva, não individual’ e que tomará vacina na data indicada pelo Ministério da Saúde.

PortalPE10 com informações G1

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© Sérgio Lima/Poder360 O vice-presidente, Hamilton Mourão, falou com a imprensa depois da 3ª reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (11) que vai tomar a vacina contra Covid-19 mas que não vai “furar fila”, ou seja, não receberá o imunizante antes das pessoas que têm prioridade segundo os critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

Mourão voltou ao trabalho nesta segunda após 12 dias em isolamento no Palácio do Jaburu para tratamento da doença. A jornalistas ele defendeu ainda que a imunização contra a Covid-19 é uma questão coletiva, e não individual.

“[Pretendo tomar a vacina] dentro da minha vez. Eu sou grupo dois de acordo com o planejamento [do Ministério da Saúde]. Não vou furar a fila, a não ser que seja propagandística”, disse o vice-presidente se referindo à possibilidade de tomar vacina ante do prazo para incentivar outras pessoas a aderirem à campanha de imunização.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa o pedido de uso emergencial no Brasil de duas vacinas contra a Covid-19. Uma é do Instituto Butantan, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A outra é desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca, do Reino Unido.

O vice-presidente defendeu ainda que “a vacina é para todo o país” e “uma questão coletiva.” As declarações de Mourão vão na direção oposta daquelas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, que tem dito que não vai tomar a vacina e defende que ninguém seja obrigado a se vacinar.

“Eu acho que a vacina é para o país como um todo, é uma questão coletiva, não individual. O individuo aqui está subordinado ao coletivo, neste caso”, disse Mourão.

O vice falou sobre o período de isolamento e os sintomas da doença. “Eu tive três dias ali que realmente os sintomas foram mais pesados e, depois, não”, disse “A partir do quinto, sexto dia, eu estava bem”, descreveu.

Ele também lamentou o “número elevado” de mortes por Covid-19 no Brasil.

Disputa na Câmara

O vice-presidente disse que a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados deve ser apertada, mas que os dois candidatos que disputam o cargo, os deputados Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, e Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e por partidos de oposição, têm um índice alto de votações com o governo em matérias analisadas na Casa.

“Em qualquer hipótese, o governo tem que ter uma boa conexão, uma boa ligação com Câmara e Senado, no sentido de a gente poder aprovar aquilo que é necessário para o país poder avançar”, disse.

“Nós temos aquelas PECs que estão ali desde o começo do ano passado, mais a questão das reformas. Então, precisamos trabalhar forte esse ano”, analisou.

Estados Unidos

Mais tarde nesta segunda, em entrevista à Rádio Gaúcha, Mourão falou sobre a invasão ao prédio do Capitólio, sede do Congresso dos EUA, por apoiadores do presidente Donald Trump.

O vice-presidente condenou a violência dos invasores, que não aceitam a derrota de Trump nas eleições presidenciais do ano passado e, assim como o presidente norte-americano, alegam, sem apresentar provas, que o pleito foi fraudado.

Para Mourão, o processo eleitoral nos EUA foi “correto”.

“Todas as reclamações que foram apresentadas perante as diferentes justiças estaduais, elas foram devidamente analisadas e a Justiça não deferiu essas contestações. Então, eu julgo que o processo eleitoral foi correto”.

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Honda suspende produção em Manaus por pandemia e falta de insumos

Com novo pico de casos de contaminação por Covid-19, Manaus tem vivido um cenário de recorde de hospitalizações e escassez de oxigênio para os internados.

Redação PortalPE10

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Moto da Honda – (Foto: Divulgação)

A Honda Motos anuncia nesta sexta-feira (22) a suspensão de sua linha de produção em Manaus por 10 dias, de 25 de janeiro a 3 de fevereiro. A paralisação ocorre, segundo a empresa, por causa da falta de insumos para a produção e devido ao agravamento da pandemia no estado do Amazonas.

Em comunicado, a montadora afirma que os funcionários das áreas produtivas e administrativas entrarão em férias coletivas neste período. Permanecerá trabalhando um “contigente mínimo” de pessoas para realizar atividades essenciais.

Com novo pico de casos de contaminação por Covid-19, Manaus tem vivido um cenário de recorde de hospitalizações e escassez de oxigênio para os internados.

Em nota, a Honda informou que doou 454 cilindros de oxigênio e 20 mil máscaras para o Estado do Amazonas.

O desabastecimento das cadeias produtivas é um problema que tem afetado a indústria nacional durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com uma Sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizada em outubro, 68% das indústrias consultadas estavam com dificuldades para fazer estoques, obter insumos e matérias-primas.

Segundo o estudo, que ouviu 27 setores das indústrias de transformação e extrativa, 68% das indústrias relataram dificuldades para obter matérias-primas no mercado doméstico enquanto 56% das companhias que utilizam insumos importados com frequência estavam com dificuldades de aquisição no mercado internacional.

A pesquisa mostra, ainda, que 44% das empresas consultadas estavam com problemas para atender aos clientes. As principais razões para a dificuldade de atendimento foram falta de estoques, demanda maior que a capacidade de produção e incapacidade de aumentar a produção.

A interrupção temporária da produção da montadora ocorre 11 dias após a Ford fechar três fábricas no Brasil. Outra baixa sofrida pelo setor automotivo foi o anúncio da paralisação de produção da Mercedes-Benz no Brasil em dezembro.

*Com informações FolhaPress

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À frente do combate à Covid-19, presidente da Vigilância Sanitária morre vítima da doença em Manaus

Desde o início da pandemia, 6.889 pessoas já morreram vítimas da Covid-19 no Amazonas. Em Manaus, 89 pessoas que não resistiram à doença foram enterradas na quinta-feira (21).

Redação PortalPE10

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Diretora-presidente da FSV do Amazonas, Rosemary Costa Pinto – (Foto: Futura Press/Folhapress)

A diretora-presidente da FSV (Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas, Rosemary Costa Pinto, 61, morreu na tarde dessa sexta-feira (22) em Manaus (AM), vítima de complicações da Covid-19.

Ela era farmacêutica bioquímica formada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e especialista em informação e informática em saúde pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas).

Sanitarista e epidemiologista, foi uma das fundadoras da Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas, onde estava havia 25 anos, com farta experiência no enfrentamento a vários tipos de surtos.

Rosemary recebeu o diagnóstico para a doença no dia 5 de janeiro, começou o tratamento em casa, mas precisou ser internada no dia 11. O quadro complicou e ela não resistiu.

Ao longo da pandemia, a profissional era vista como uma “bússola” do Amazonas por causa da capacidade de interpretar os dados do coronavírus, analisar e propor medidas de enfrentamento à pandemia.

“Era a palavra que nos orientava e que tinha o respeito de todos que a ouviam”, disse o governador Wilson Lima (PSC).

“Incansavelmente, esteve reunida, diariamente, com a equipe de linha de frente da instituição, durante toda a pandemia, guiando, estudando e articulando medidas que apontassem o caminho a ser traçado pelo Amazonas no combate à pandemia”, afirma nota divulgada pela FSV.

No final do ano passado, ela recebeu homenagens pelo trabalho. Uma delas foi a medalha da Ordem do Mérito do governo do Amazonas.

O Amazonas decretou luto oficial de três dias no estado. “A mensagem, o compromisso e o respeito ficam. Na luta contra a Covid-19, Rosemary foi incansável, com uma atuação sempre pautada pela busca da melhoria da qualidade de vida da população”, diz nota divulgada pelo governo.

Desde o início da pandemia, 6.889 pessoas já morreram vítimas da Covid-19 no Amazonas. Em Manaus, 89 pessoas que não resistiram à doença foram enterradas na quinta-feira (21).

A região enfrenta o colapso na rede hospitalar e um caos provocado pela falta de oxigênio. A crise começou em Manaus e depois se espalhou para outras cidades do Norte do país.

*Com informações FolhaPress

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Após criticar Coronavac, Secretário de Saúde fura fila no Amapá

O caso entrou para a lista de denúncias de autoridades que furam a fila para receber as primeiras doses em todo o país.

Redação PortalPE10

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Segundo informações do perfil do próprio secretário, ele não é da área de saúde, mas formado em Comunicação e Marketing (Foto: Reprodução)

Circula pelas redes sociais uma foto do secretário de Saúde de Serra do Navio (AP), Randolph Antônio Pinheiro da Silva, se vacinando contra a Covid-19 na primeira fase da campanha de imunização do município. O caso entrou para a lista de denúncias de autoridades que furam a fila para receber as primeiras doses em todo o país.

Conhecido como Randolph Scooth, o secretário recebeu críticas nas redes sociais, uma vez que o primeiro lote de vacinas que chegou à cidade conta com apenas 89 doses, para uma população de 5,4 mil habitantes. Além disso, o político era conhecido por criticar o desenvolvimento da Coronavac publicamente.

“O doente mental quer obrigar nosso povo a usar vacina chinesa”, escreveu na legenda de uma foto em referência ao governador de São Paulo, João Dória (PSDB). Na imagem, há ainda uma crítica ao não uso da cloroquina no tratamento para o novo coronavírus, mesmo que a eficácia do medicamento contra a doença não tenha sido comprovada.

Em outro texto, publicado no mesmo dia, ele argumenta contra o uso da Coronavac: “não somos cobaias”.

Sob investigação

Na quinta-feira (21), o Ministério Público do Amapá (MPAP) abriu inquérito para apurar a responsabilidade de Randolph Scooth no caso. O Plano Nacional de Vacinação prevê que sejam imunizados nesta etapa os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia e os idosos asilados.

“É notória a insuficiência das doses da vacina da Covid- 19 para imunização da população como um todo e por isso as autoridades públicas instituíram a ordem de prioridades. Caso sejam constatados os fatos noticiados, o Ministério Público velará pela restauração da legalidade e responsabilização dos envolvidos”, diz a nota divulgada pela Promotoria de Justiça de Pedra Branca do Amapari.

Pelas redes sociais, Randolph Scooth não se manifestou sobre as críticas em relação à vacinação. A última postagem compartilhada por ele foi na manhã desta sexta-feira (22), com um texto que diz: “Afasta deste lugar toda inveja!”.

O Correio procurou o secretário, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta. O espaço segue aberto, caso ele decida se pronunciar futuramente.

*Com informações Diário de Pernambuco

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