Nos siga nas redes sociais

Brasil

Diaristas usam internet para denunciar assédio de clientes

Grupo troca mensagens sobre ‘clientes perigosos’. Veja como denunciar.

Marcos Philipe Passos

Publicado

(Foto: Reprodução)

Um grupo de diaristas do Distrito Federal foi para as redes sociais, neste mês de novembro, denunciar o assédio de clientes. Elas criaram um grupo para alertar sobre “clientes perigosos”. As informações são o G1.

Um deles mandava mensagens, aparentemente interessado no serviço de faxina, no entanto, no meio das negociações, pedia para que as mulheres trabalhassem com roupas curtas. Para que aceitassem, o homem oferecia dinheiro extra, além do valor da diária (leia mensagem acima).

Quase metade das mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho; 15% delas pediram demissão, diz pesquisa

Homem é preso por importunação sexual após se masturbar em vagão de Metrô no DF

A diarista Girlane Lopes, de 36 anos, foi uma das que receberam a proposta. “Eu coloquei meu anúncio, e um homem entrou em contato. Nessa pandemia, a gente precisando de trabalho, eu sou mãe de família, tenho aluguel pra pagar, meu marido tá desempregado. Ele oferecendo R$ 170, eu estava até feliz”, conta Girlane.

“Mas aí conversando, ele disse que se eu usasse short curtinho, ele pagava mais R$ 300. Eu achei bem constrangedor. Mostrei pro meu marido e ele ficou louco de raiva, indignado”, diz a diarista.

Girlane não foi a única. Franciane Sousa, de 31 anos, também recebeu mensagens parecidas, do mesmo homem.

Ela foi a primeira a falar sobre as mensagens no grupo de diaristas. “Eu quis alertar as outras. Porque se esse homem chegou a esse ponto, fazendo esse tipo de proposta, ele pode ir além, e fazer coisas piores”, afirma Francine.

A delegada Adriana Santana, da Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (DEAM), explica que esse tipo de mensagem não se configura como assédio, mas como perturbação da tranquilidade. No entanto, ela aponta que é o primeiro passo para que outras situações aconteçam.

“Se ela aceita o serviço, vai trabalhar no local combinado, e lá recebe propostas sexuais, estaríamos diante de um caso de assédio. Se essas propostas vem acompanhadas de um toque libidinoso, sem consentimento, passa a ser uma importunação sexual. Se além de tudo isso ainda houver uma violência, uma ameaça, nós poderíamos estar diante de um estupro”, diz a delegada.

Situações repetidas

A diarista Girlane Lopes diz que já viveu muitas situações constrangedoras na profissão. “Isso acontece sempre. A gente vê cada coisa. Tem gente que não tem respeito”, conta.

“Um homem começou combinando comigo de fazer faxina duas vezes na semana, na segunda e na sexta. Eu disse que tudo bem, mas ele começou a perguntar se meu marido se importava de eu fazer faxina pra ele, porque ele morava sozinho e gostava de ficar mais a vontade em casa, tipo só de cueca”, lembra.

Segundo Girlane, ela achou estranho e advertiu o possível cliente. “Ele falou que tava tudo bem, que se acontecesse algo a mais ele pagava mais R$ 500 reais, e se eu gostasse, dava até mil. Falei para o meu marido na hora, e ele foi mandar áudio para o cara. E eles ficaram discutindo por áudio. Depois disso, esse cara achou nossas redes sociais, e ficou mandando mensagem, dizendo que se meu marido topasse também, ele pagava dois mil reais pra gente”, conta.

A diarista Claudiane Resende, de 39 anos, chegou a passar por uma situação de importunação sexual quando trabalhava na casa de uma família, no Lago Sul, área nobre de Brasília, em 2015. “Um dia, eu estava na cozinha lavando louça, e o patrão chegou encostando em mim, por trás, nas minhas costas. Eu acabei empurrando ele, e acho que ele se assustou e saiu”, diz ela.

“Eu nunca mais voltei na casa”, conta Claudiane.

Como denunciar

Assim como outras diaristas, ou empregadas domésticas, Claudiane não chegou a denunciar o que aconteceu. Ela apenas se afastou de serviço.

A delegada Adriana Santana diz que essas mulheres não devem permanecer caladas. “É muito importante que seja registrada a ocorrência policial, para que a gente possa identificar esse agressor”, aponta.

A Polícia Civil do DF disponibiliza diversos meios para recebimento de denúncias:

Telefone 197

Telefone 190

E-mail: [email protected]

Whatsapp: (61) 98626-1197

Delegacias

O DF tem duas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), na Asa Sul e em Ceilândia, mas os casos podem ser denunciados em qualquer unidade.

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

Endereço: EQS 204/205, Asa Sul

Telefones: (61) 3207-6195 e (61) 3207-6212

Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam II)

Endereço: QNM 2, Conjunto G, Área Especial, Ceilândia

Telefone: (61) 3207-7391

Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

TSE aponta 64 mil beneficiários do auxílio emergencial como doadores de campanhas eleitorais

Relatório afirma que esses doadores contribuíram, no total, com R$ 54,5 milhões para candidatos no primeiro turno das eleições municipais deste ano.

PortalPE10 com informações G1

Publicado


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou quase 64 mil beneficiários do auxílio emergencial entre os doadores de campanhas do primeiro turno das eleições municipais deste ano.

Ao todo, esses doadores foram responsáveis por repasses que somam mais de R$ 54,5 milhões. O levantamento obtido pela TV Globo foi concluído nesta segunda-feira (23) pelo Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral do tribunal.

As informações fazem parte de um cruzamento de um banco de dados de seis órgãos federais, como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Ministério Público Eleitoral (MPE).

Na quinta fase da análise de dados, os técnicos conseguiram inserir no sistema a lista dos beneficiados com os pagamentos do auxílio emergencial, além dos que recebem o Bolsa Família.

Segundo os técnicos, a análise do auxílio emergencial impactou significativamente o total de doações e pagamentos com suspeitas de irregularidades. Agora, são investigados cerca de R$ 589 milhões.

A análise identificou 31.725 empresas fornecedoras de campanha cujo quadro societário inclui beneficiários do programa Bolsa Família ou do auxílio emergencial.

Segundo as prestações de contas, essas empresas foram contratadas para prestar serviços às campanhas e, juntas, receberam um total de R$ 386 milhões.

Na etapa anterior da verificação, no último dia 16, os dados só levavam em conta o Bolsa Família. Essa checagem já tinha encontrado 1.289 fornecedores com beneficiários do programa social entre os sócios e que tinham recebido um total de R$ 940 mil.

Continuar Lendo

Brasil

Polícia prende funcionária do Carrefour envolvida na morte de João Alberto

Adriana Alves Dutra acompanhou os dois seguranças, que espancaram José Alberto até a morte. Reportagem está em atualização.

PortalPE10 com informações G1

Publicado

Funcionária que viu e filmou espancamento diz que não ouviu gritos de socorro de João Alberto — Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil informou nesta terça-feira (24) que prendeu temporariamente Adriana Alves Dutra, funcionária do Carrefour envolvida na morte de João Alberto Silveira Freitas. Agente de fiscalização do estabelecimento, ela é a mulher que aparece de blusa branca nas imagens, junto dos seguranças agressores.

Segundo a delegada Vanessa Pitrez, diretora do Departamento de Homicídios, a Polícia acredita que a mulher teve participação decisiva nas agressões sofridas por João Beto, porque ela teria um poder de comando sobre os dois seguranças.

Em gravações feitas no momento do espancamento, Adriana aparece filmando a cena. Um motoboy que registrou o crime afirma que foi ameaçado por ela.

Caso João Alberto: veja perguntas e respostas sobre a morte de um cidadão negro em um Carrefour de Porto Alegre
A Polícia Civil investiga se a funcionária mentiu sobre o caso. Adriana disse, no primeiro depoimento, que o policial militar preso pelo crime era cliente da loja – e não um funcionário da empresa de segurança contratada pelo supermercado. Também afirmou que não ouviu João Beto pedir ajuda. Veja as principais contradições apuradas no depoimento de Adriana.

João foi morto espancado por dois seguranças, no último dia 19. Os dois seguranças, Magno Braz Borges, de 30 anos, e Giovane Gaspar da Silva, de 24, que também é PM temporário, foram presos em flagrante na noite do crime.

Nesta segunda-feira (23), a Polícia Civil informou que sete pessoas são investigadas no inquérito que apura morte de João Alberto.

Continuar Lendo

Brasil

Jovem é morta a tiros pelo ex-marido dentro de motel

O crime aconteceu no último domingo (22) e Wender Martins se matou logo em seguida.

Redação PortalPE10

Publicado

(Foto: Reprodução/Facebook)

Adrielly Gaya, de 18 anos, foi morta com quatro tiros no peito pelo ex-marido, de 34 anos, dentro de um motel em Itararé, no interior de São Paulo. O crime aconteceu no último domingo (22) e Wender Martins se matou logo em seguida.

Segundo a Polícia Militar, a jovem e o ex-marido foram até um motel. Uma funcionária ouviu os disparos e ligou para o quarto, mas ninguém atendeu. Momentos depois, a família da vítima chegou ao local procurando pela jovem.

A recepcionista do local chamou a polícia, que encontrou os dois corpos no quarto. A mulher estava morta ao lado da cama e o homem estava deitado na cama segurando a arma sobre a barriga. Os dois deixam uma filha.

A motivação do crime segue sendo investigada pela Polícia Civil.

*Com informações IstoÉ

Continuar Lendo

Mais Lidas

Copyright © 2013 - 2020 PortalPE10. Todos os direitos reservados.