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Política

Dois anos após morte de Eduardo Campos, PSB busca alternativa para 2018

Para integrantes da cúpula, partido precisa encontrar liderança nacional.

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Em 2010, o então governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, fala à imprensa após encontro com a presidenta eleita, Dilma Rousseff, no CCBB (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil)

Passados dois anos da morte traumática do ex-governador Eduardo Campos, o PSB ainda busca um sucessor político para seu ex-líder nacional, que era tido como esperança de o partido chegar à Presidência de República. Sem um nome de consenso, integrantes da cúpula da legenda ouvidos pelo Portal G1 divergem sobre a possibilidade de ter um candidato próprio na corrida pelo Palácio do Planalto em 2018.

Enquanto uma ala de dirigentes defende a candidatura própria, outra diz que ainda é “cedo” para pensar no assunto. Atualmente, o PSB – antigo e histórico aliado do PT – integra a base de apoio do governo Michel Temer, inclusive, comandando o Ministério de Minas e Energia, com o deputado licenciado Fernando Bezerra Coelho Filho (PE).

De 2003 a 2013, o PSB integrou a base aliada dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No entanto, um ano antes da eleição de 2014, o então presidente do partido, Eduardo Campos, decidiu romper com o PT para se lançar na corrida presidencial. Campos morreu em 13 de agosto de 2014, em meio à campanha presidencial daquele ano. Ele era um dos passageiros de um jato que caiu no litoral paulista após uma viagem do Rio de Janeiro para Santos (SP).

À época, a morte do jovem líder do PSB, que tinha apenas 49 anos, gerou comoção no país, deixando familiares, amigos e colegas de partido atônitos. Em meio ao trauma político, a ex-senadora Marina Silva – que era a candidata a vice de Eduardo Campos – assumiu a candidatura presidencial do PSB. Ela, entretanto, não conseguiu chegar ao segundo turno, tendo terminado a disputa eleitoral na terceira colocação, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Indagado sobre o cenário eleitoral de 2018, o senador Fernando Bezerra Coelho (PE), vice-presidente de Relações Parlamentares do PSB, defendeu que o partido “tem que ter” uma candidatura própria ao Palácio do Planalto em razão da “projeção nacional” que alcançou em 2014.

“O PSB chega em 2016 com o maior número de candidatos a prefeito de sua história, ou seja, tem todas as condições de defender um projeto próprio em 2018. A nossa candidatura em 2014 foi um momento especial do partido e fez com que o PSB conseguisse ampliar sua representação social e política no Congresso Nacional e, portanto, hoje a nossa principal aspiração é a candidatura própria em 2018”, avaliou o senador.

Por outro lado, o atual presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, pondera que, na opinião dele, ainda é “cedo” para falar sobre a disputa presidencial de 2018 porque seria “questão de futurologia”.

“O PSB falar agora sobre a eleição de 2018 é uma perda de tempo, porque não sabemos como será o cenário daqui para frente. Precisamos saber como vão ser, primeiro, as eleições [municipais] de outubro, até porque estamos assistindo ao desmoronamento do atual sistema político. Não podemos ficar falando sobre o que vai acontecer daqui a dois anos. Seria como a gente se comportar como um vidente”, argumentou.

João Campos tomou posse como novo chefe de Gabinete do estado (Foto: Malu Veiga / G1)

João Campos
No horizonte de alternativas do PSB para unificar o partido surge o nome de João Campos, filho homem mais velho de Eduardo Campos, que é considerado o herdeiro político do pai.

Com pouco mais de 20 anos, João passou a seguir neste ano a carreira política do pai e do bisavô Miguel Arraes, fundador do PSB que também foi governador de Pernambuco. João foi nomeado chefe de gabinete do governador pernambucano Paulo Câmara (PSB).

Parte dos integrantes da cúpula do PSB defendem que João Campos deve começar a disputar eleições a partir de 2018. Há dúvidas, entretanto, em torno do cargo que o herdeiro de Eduardo Campos deve concorrer nas urnas.

Questionado sobre se João tem condições de ser a nova liderança nacional do PSB, o presidente da sigla, Carlos Siqueira, é irônico: “Nunca se sabe essas coisas.”

“A carreira política de uma pessoa depende do protagonismo que ela adota no dia a dia, não depende da vontade dos dirigentes do partido. A verdade é que temos um partido com muitas lideranças estaduais e ele [João], certamente, será uma dessas pessoas, mas, mesmo com um futuro provavelmente promissor, não se pode dizer hoje o [nível de] protagonismo nacional que ele terá”, complementou o presidente do PSB.

Na avaliação de Julio Delgado, o filho de Eduardo Campos está “muito bem preparado” para a carreira política, mas não se pode dizer que ele “será o mesmo fenômeno que foi o pai”.

“Primeiro, ele [João Campos] precisa se consolidar como uma liderança regional, como Eduardo fez, para, depois, pensar em como ele terá um desempenho em nível nacional no PSB”, observou o parlamentar mineiro.

Pai do atual ministro de Minas e Energia, o senador Fernando Bezerra Coelho, por sua vez, diz que João Campos é “muito jeitoso” como político, mas “está começando agora” e, mesmo possível candidato em 2018 a algum cargo eletivo, “não se pode colocar agora sobre os ombros dele a responsabilidade de comandar o PSB em nível nacional”.

“Eu acho o João Campos um jovem muito talentoso, mas falar sobre como será a carreira política dele é um exercício de futurologia, e sobre isso eu não posso falar. Ele é talentoso, jovem, tem um futuro enorme pela frente, mas ainda precisa percorrer caminhos naturais da vida política a atravessar barreiras que possam projetá-lo a um nível nacional no PSB”, ponderou o senador João Capiberibe.

 

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Brasil

Flávio Bolsonaro compra mansão em Brasília por R$ 6 milhões

Casa de luxo é o 20º imóvel que senador adquire em 16 anos; denúncia das ‘rachadinhas’ via elo de negócios imobiliários com lavagem de dinheiro

Redação PortalPE10

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O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2019.EVARISTO SA

O senador Flávio Bolsonaro comprou uma mansão pelo valor de R$ 5,97 milhões em Brasília, no dia 29 de janeiro deste ano.

A informação foi revelada pelo site O Antagonista. O senador, que na semana passada conseguiu no Superior Tribunal de Justiça anular as quebras de sigilo bancário e fiscal no caso das “rachadinhas”, é investigado também por lavagem de dinheiro na compra de imóveis.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, o filho do presidente Jair Bolsonaro lucrou pouco mais de R$ 3 milhões em transações de imóveis, com “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”.

A escritura da mansão foi lavrada em Brazlândia, cidade-satélite que fica a 45 quilômetros de Brasília. De acordo com o documento do cartório, mais da metade do valor do imóvel (R$ 3,1 milhões) foi parcelada em 360 meses no Banco Regional de Brasília (BRB).

A mansão está num terreno de 2,5 mil metros quadrados e conta com diversos recursos de uma infraestrutura de luxo, como academia, piscina e spa com aquecimento solar, além de oito vagas de garagem, sendo quatro cobertas e outras quatro descobertas.

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Entretenimento

Flordelis é internada por ingestão em excesso de medicação após pedido de afastamento

A assessoria da parlamentar emitiu nota oficial sobre o fato.

Redação PortalPE10

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(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) está internada no CTI do Hospital Niterói Dor em Icaraí, no Rio de Janeiro, de acordo com o comunicado divulgado pela assessoria da parlamentar, nesta quarta-feira (24).

Segundo a nota, a internação da parlamentar foi motivada pelo “Excesso de medicação tomado após a injusta decisão do pedido de seu afastamento do mandato de deputada federal”. As informações são do Portal Folha de Pernambuco.

“A deputada Flordelis vem sofrendo um linchamento público, antes mesmo do fim da primeira fase do processo que investiga a morte de seu marido, o Pastor Anderson do Carmo, ela vem sendo condenada e humilhada perante a opinião pública, sem nenhum direito de defesa”, diz o comunicado.

“Flordelis é inocente, nenhuma prova foi revelada contra ela e na última audiência suas filhas além de assumirem a autoria do crime também negaram a participação ou ciência da deputada. Porém, a despeito dos fatos, convicções estão sentenciando o destino de uma mulher integra, honesta, de origem periférica e que tem sua história pautada na defesa da vida”, escreveu a assessoria da parlamentar.

Confira a nota na íntegra:

“O artigo quinto da Constituição Brasileira, garante a todos os cidadãos e cidadãs o legítimo direito a ampla defesa, respeitar a Constituição é um dever de todos e todas que se consideram democráticos e patrióticos.

A Deputada Flordelis vem sofrendo um linchamento público, antes mesmo do fim da primeira fase do processo que investiga a morte de seu marido, o Pastor Anderson do Carmo, ela vem sendo condenada e humilhada perante a opinião pública, sem nenhum direito de defesa.

Flordelis é inocente, nenhuma prova foi revelada contra ela e na última audiência suas filhas além de assumirem a autoria do crime também negaram a participação ou ciência da Deputada. Porém, a despeito dos fatos, convicções estão sentenciando o destino de uma mulher integra, honesta, de origem periférica e que tem sua história pautada na defesa da vida.

Ontem (23/2/2021), por volta das 19h30 a Deputada deu entrada na emergência do Hospital Niterói Dor em Icaraí, sendo encaminhada para o CTI onde se encontra até o momento.

A internação se deu pelo o excesso de medicação tomada após a injusta decisão do pedido de seu afastamento do mandato de Deputada Federal, com a justificativa que atrapalharia as investigações, que pasmem, encerraram em sua primeira fase, não cabendo, portanto, nenhuma possibilidade de utilização de seu cargo para prejudicar o processo.

A expectativa de familiares e amigos é que a Deputada possa estar restabelecida e fora do CTI em breve e que tenha o seu amplo e irrestrito direito de defesa garantido, como prevê a lei”.

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Política

Em meio aumento da gasolina;Bolsonaro anuncia redução no imposto de importação de bicicletas

PortalPE10 com informações UOL

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite desta quarta-feira (17) que o governo vai reduzir de 35% para 20% a alíquota do imposto de importação de bicicletas no Brasil até o final do ano.

Em uma postagem nas redes sociais, em que aparece andando de bicicleta, o presidente escreveu que a medida foi uma decisão da Câmara de Comércio Exetior (Camex), do Ministério da Economia, e será publicada na edição de amanhã (18) do Diário Oficial da União (DOU).

“Atualmente o Imposto é de 35%. A CAMEX deliberou por diminuí-lo. Publicará no DOU de amanhã: para 30% em março/21; para 25% em julho/21; e para 20% em dezembro/21”, postou Bolsonaro.

 

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