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Em meio à pandemia, multidão se aglomera em show de Mariana Fagundes no Pará

Governo estadual diz que a fiscalização é responsabilidade da prefeitura de Tailândia, que informou que os protocolos de segurança foram cumpridos, com distribuição de máscaras e álcool em gel.

Marcelo Passos

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A cantora Mariana Fagundes reuniu uma multidão em um show em Tailândia, cidade a cerca de 200 km de Belém (PA). Nas imagens da apresentação, divulgadas pela artista em sua rede social, centenas de pessoas se aglomeram, contrariando as recomendações de médicos e especialistas contra a Covid-19. A prefeitura diz que os protocolos de segurança foram cumpridos. (leia abaixo)

O show, no último fim de semana, fez parte da programação da “Exportai 2020”, exposição agropecuária promovida pelo Sindicato Rural. Nas imagens divulgadas nas redes sociais dela é possível ver as pessoas sem máscara e próximas umas das outras.

Na postagem, a cantora escreveu: “Lancei essa musica e nem pude fazer meus shows cantando ela [a música]. Mas hoje eu voltei pro palco e foi assim brigada brigada brigada! Só Deus sabe viu!”

Por telefone, a assessoria da cantora disse que esta foi a primeira apresentação da artista após oito meses de isolamento. A organização da Exportai 2020 afirmou que a programação aconteceu com autorização da prefeitura e que seguiu as regras do decreto municipal. O público presente no show não foi informado.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) disse que a liberação e fiscalização de eventos é responsabilidade de cada município. A prefeitura de Tailândia disse que o show seguiu todos os protocolos e medidas de controle sanitário tais como medição de temperatura e distribuição de máscara e de álcool em gel.

Covid-19 em Tailândia

A prefeitura de Tailândia disse que a taxa de contágio do novo coronavírus na cidade está em queda desde maio. Segundo a última atualização epidemiológica, na última sexta-feira (16), são 2.615 casos confirmados de Covid-19 no município desde o início da pandemia.

O novo coronavírus deixou 45 mortos e, dos infectados, 2.310 estão recuperados. A taxa de letalidade do município também se mantém baixa, com taxa de 1,62%.

 

 

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Brasil

Cinco caminhões com oxigênio da Venezuela chegam a Manaus

Redação PortalPE10

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Cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram na noite desta terça (19) a Manaus (AM), cidade que enfrenta o desabastecimento de insumos hospitalares em meio ao repique de casos da Covid-19.

Os caminhões, que carregam 107 mil m³ de oxigênio, percorreram mais de 1.500 quilômetros de estrada entre o estado venezuelano de Bolívar e a capital amazonense.

A ajuda humanitária chega após vários pacientes morrerem asfixiados em Manaus e em cidades do interior do Amazonas, bem como em cidades no oeste do Pará.

Atualmente, a demanda diária do Amazonas é de cerca de 76 mil m³ de oxigênio hospitalar, mas as empresas fornecedoras não conseguem produzir mais de 28.200 m³ por dia —ou seja, há um déficit diário de aproximadamente 50 mil m³ de oxigênio.

O Presidente Nicolás Maduro disse no domingo (17) que a crise de saúde em Manaus é um “escândalo” e que a “Venezuela estendeu sua mão solidária ao povo do Amazonas”.

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Brasil

Trabalhador que se negar a tomar a vacina contra covid-19 poderá ser demitido por justa causa no Brasil

PortalPE10 com informações UOL

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O Brasil iniciou neste domingo (17) a vacinação contra a covid-19. Por enquanto, apenas profissionais de saúde serão imunizados, mas o plano nacional de vacinação prevê a aplicação de doses em todos os brasileiros, que desejarem, nos próximos meses.

Apesar de o governo federal ter dito que a vacina não será obrigatória, especialistas dizem que os trabalhadores que não forem imunizados poderão ser advertidos e até demitidos por justa causa. O mesmo pode ocorrer se o profissional se recusar a seguir os protocolos de segurança, como o uso de máscaras, por exemplo.

Especialistas destacam que as empresas precisam garantir um ambiente seguro aos seus trabalhadores e, por isso, podem incluir em seu PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) tanto o uso de máscaras quanto a vacinação obrigatória.

O advogado trabalhista Estacio Airton de Moraes, do escritório Faiock Advocacia, diz que o empregador não pode exigir a vacina, mas pode determinar que para trabalhar naquele ambiente o seu colaborador tenha que apresentar um comprovante de vacinação.

“Se o trabalhador não vacinado insistir em ir ao local de trabalho, ele pode ser alvo das punições previstas em lei, desde advertência, suspensão e demissão por justa causa”, diz Moraes.

“O próprio STF já decidiu que a vacina pode ser obrigatória, mas não compulsória. Significa dizer que ninguém pode ser vacinado à força, mas a pessoa pode ser privada de entrar em algum lugar ou ter algum benefício, por exemplo, sem a vacina”, diz a advogada trabalhista Gislaine Santos, do escritório VAS Advogados.

“O STF deu autonomia aos governos estaduais decidirem sobre a obrigatoriedade. Se o Estado definir que é obrigatório, a empresa pode exigir a vacina e quem se recusar pode ser demitido até por justa causa”, explica a advogada trabalhista Vivian De Camilis, do escritório Innocenti Advogados.

Os especialistas destacam que em caso de demissão por conta da não comprovação da vacina, dificilmente o trabalhador conseguirá reverter a demissão na Justiça do Trabalho.

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Brasil

Após novas falhas do governo Bolsonaro, governadores se articulam para ter vacina por conta própria

PortalPE10 com informações UOL

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Pazuello

As sucessivas falhas do governo Jair Bolsonaro no planejamento nacional de vacinação contra o coronavírus fizeram governadores retomar articulações para buscar saídas que não dependam do governo federal. Querem saber por escrito de Eduardo Pazuello (Saúde) qual é o teto de vacinas que pretende comprar, dando liberdade para que possam correr por fora. Nos bastidores, governadores negociam diretamente com laboratórios, mas não conseguem concretizar as aquisições.

No ano passado, a postura negacionista do governo já tinha levado estados a buscar alternativas. Em outubro, no entanto, Pazuello apareceu e deu declaração assertiva de que o ministério compraria todas as vacinas que fossem aprovadas pela Anvisa, o que deu certa tranquilidade aos gestores.

O fracasso do voo para a Índia, as promessas em vão e os problemas diplomáticos com a China tiraram de novo as esperanças.

Nos bastidores, governadores relatam que têm tentado fazer as compras, mas os fornecedores estão cobrando valores muito altos ou querendo vender em quantidades muito grandes, inviabilizando as aquisições, por ora.

A ideia de ter por escrito o número máximo de vacinas que o governo pretende comprar é para os estados terem um documento para convencer as fornecedoras a fazerem vendas individuais.

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