Nos siga nas redes sociais

Política

Em sabatina, PSOL defende fim de terminais integrados em Pernambuco

O transporte público também ganhou destaque no discurso de Zé Gomes.

Avatar

Publicado

Candidato do PSOL respondeu a perguntas dos jornalistas. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo PSOL, Zé Gomes Neto, estreou na série de sabatinas promovida pela TV Jornal, nesta quinta-feira (22), destacando pontos controversos do programa do partido como a extinção dos Terminais Integrados (TIs) de passageiros, o controle da mídia pelo Estado e o fim do financiamento de campanha. Com bases fortes no sindicalismo, o político também posicionou-se a favor da greve dos policiais militares e questionou a ilegalidade da proibição dos funcionários em protestarem por melhores condições de trabalho. Com a desistência da vereadora Michele Collins (PP) em disputar o cargo máximo do executivo estadual, o candidato do PSOL deu início às sabatinas promovidas pela emissora de televisão.

Zé Gomes respondeu durante uma hora aos questionamentos do jornalista da TV Jornal Antônio Martins Neto, Daniel Carvalho, da Folha de S. Paulo, e Jamildo Melo, do Blog de Jamildo. Entoando o discurso de que o modelo representativo de democracia chegou ao limite, o pré-candidato criticou os adversários – Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro Neto (PTB) – afirmando que eles farão um “grande esforço retórico para se diferenciar”. “Armando fará um malabarismo para explicar porque deixou o governo”, alfinetou.

Tocando em um tema recente e polêmico – a greve dos policiais militares em Pernambuco – , o pré-candidato se disse a favor dos direitos dos PMs em realizarem paralisações. Gomes elencou uma série de precariedades em torno do ofício para justificar a legitimidade do movimento paredista como a falta de carros e coletes para a categoria, além da pressão colocada para cumprir as metas do programa de segurança Pacto pela Vida, um dos carros-chefe do governo Eduardo Campos.

O transporte público também ganhou destaque no discurso de Zé Gomes. O psolista criticou o formato do Passe Livre estabelecido pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio, na última terça-feira (20), e se comprometeu, caso eleito, a expandir o projeto para o Estado. Pelo projeto de Geraldo Julio, apenas alunos do município do 6º ao 9º ano do ensino fundamental (cerca de 14 mil) teriam gratuidade.

“No nosso modelo, vamos redescutir as concepções do transporte público. As gratuidades serão estendidas. O consórcio de transportes precisa favorecer ao usuário que se desloca de ônibus diariamente”, pontuou Gomes, que afirmou usar, diariamente, transporte coletivo.

Outra questão pontuada pelo político é a extinção dos Terminais Integrados de ônibus. Segundo Zé Gomes, a concepção do modelo não obedece a um padrão lógico. “A integração só seria real se fosse feita entre o sistema rodoviário e o metroviário”, destacou.

O candidato também defendeu o fim das campanhas políticas financiadas por multinacionais, empreiteiras e empresas de transportes. “Vamos priorizar doações de pessoas físicas”, frisou.

Quanto ao projeto do Arco Metropolitano – suspenso por questões políticas e ambientais – o pré-candidato destacou a atuação dos ativistas ligados ao meio ambiente e defendeu uma releitura do projeto. “A gente precisa de um novo rumo para organizar essa BR 101 Norte, que passa no meio da cidade de Abreu e Lima”, afirmou o pré-candidato, sem se prolongar sobre como faria uma mudança. O Arco Metropolitano foi idealizado para facilitar o trânsito nas cidades e vêm recebendo grandes empreendimentos. O projeto foi apresentado pelo ex-governador Eduardo Campos e, agora, depende do financiamento do governo federal para virar realidade.

Zé Gomes também defendeu o projeto Mais Médicos, mas fez ressalvas ao modelo da saúde como um todo, quem segundo ele, peca pela falta de prevenção. “As Organizações Sociais (OS) quebram a lógica da prevenção, porque tratam apenas de remediar o problema”, justificou. “Além de ser a favor do Mais Médicos, somos contra o ato médico, que estabelece uma espécie de privilégio para os profissionais de medicina”, grifou o pré-candidato.

Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cotidiano

Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

Kamala Harris fez o juramento e é a nova vice-presidente do país

Redação PortalPE10

Publicado

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos – (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

O democrata Joe Biden tomou posse, nesta quarta-feira (20), como 46º presidente dos Estados Unidos, em cerimônia marcada pela pandemia e ausência de seu antecessor Donald Trump, que deixou Washington poucas horas antes para a Flórida.

Biden, de 78 anos, prestou juramento às 11h50 (hora de Washington; 13h50 em Brasília) perante o presidente da Suprema Corte, John Roberts, em cerimônia solene diante do Capitólio.

O ato foi marcado pela pandemia e pelas fortes medidas de segurança após a tomada do prédio do Congresso no último dia 6 de janeiro.

“Hoje é um dia de história e esperança. Hoje é o dia dos Estados Unidos. A democracia prevaleceu”, disse Biden em seu discurso de posse, no qual pediu a “unidade” do país e prometeu ser o presidente de todos os americanos.

No discurso, o democrata ainda afirmou que irá defender a constituição, a democraria e os Estados Unidos. “Darei a vocês tudo o que posso a serviço do povo. Juntos, construiremos uma história de luz e não de sombras, de decência, de dignidade e de amor”, disse Biden.

Os Estados Unidos enfrentam “a ascensão do extremismo político, a supremacia branca, o terrorismo doméstico, que é algo que devemos enfrentar e que vamos derrotar”, disse Biden

Pouco antes do juramento de Biden, Kamala Harris foi empossada como a primeira vice-presidente dos Estados Unidos, tornando-se também a primeira pessoa negra de origem indiana a ocupar o cargo.

Harris, de 56 anos, prestou juramento com uma mão na Bíblia perante a progressista juíza da Suprema Corte Gloria Sotomayor, que foi a primeira latina a ser eleita magistrada do tribunal superior.

Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos (Foto: Saul Loeb/AFP)

Entre os juramentos, houve a apresentação das cantoras Lady Gaga, que cantou o hino dos Estados Unidos, e Jennifer Lopez.

*Com informações AFP

Continuar Lendo

Política

Eleitor que não votou no primeiro turno tem até quinta-feira para justificar voto

Justificativa para não votar deve ser feita pelo aplicativo e-Título. Para quem faltou no segundo turno, prazo vence em 28 de janeiro.

PortalPE10 com informações G1

Publicado

(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

Os eleitores que não votaram no primeiro turno das Eleições 2020 têm até 14 de janeiro para justificar a ausência para a Justiça Eleitoral.

Neste ano, por conta da pandemia, a justificativa deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou por meio do Sistema Justifica. No caso de ausência no segundo turno, o prazo expira em 28 de janeiro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o eleitor não tenha smartphone ou acesso à internet, o processo pode ser feito, excepcionalmente, em qualquer seção eleitoral.

É possível justificar ausência em qualquer local de votação do país no dia da eleição e em postos da Justiça Eleitoral até 60 dias após cada turno. Caso o eleitor esteja fora do país, o cidadão tem até 30 dias contados da data de retorno ao Brasil.

A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu. Assim, se ele deixou de votar no 1º e no 2º turno, terá que justificar a ausência em ambos, separadamente.

Prazos para justificativa

1º turno: 14 de janeiro.
2º turno: 28 de janeiro.
Download do e-Título
Android
iOS

Multa e consequências

O eleitor que não justificar a ausência dentro do prazo estipulado pelo TSE terá que pagar multa para regularizar a situação. A multa é de R$ 3,50 por turno.

Enquanto estiver em débito com a Justiça Eleitoral, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo – entre outras consequências.

Aquele eleitor que não votar por três eleições seguidas, não justificar nem quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada. A regra não vale para eleitores que não são obrigados a votar, como analfabetos, maiores de 16 e menores de 18, e maiores de 70 anos.

Continuar Lendo

Entretenimento

Carlos Villagrán, o “Kiko” de Chaves, se candidata a governador no México

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local.

Redação PortalPE10

Publicado

Carlos Villagrán (Foto: Reprodução)

O ator Carlos Villagrán, mais conhecido como o Kiko, do seriado Chaves, anunciou sua tentativa de entrar no mundo da política, tornando-se pré-candidato a governador e também à prefeitura em Querétaro, no México.

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local, variando de quantidade de acordo com cada estado. O Partido Querétaro Independiente, ao qual Villagrán se filiou, deve decidir os candidatos finais até o próximo dia 8 de fevereiro.

“Depois de 50 anos fazendo as pessoas rirem, me encontro em outra plataforma, que me traz uma tremenda honra”, afirmou o ator durante coletiva de imprensa, segundo edição local da Forbes.

Em entrevista ao site ADN Informativo no último dia 8 de janeiro Connie Herrera Martínez, presidente do partido, comentou a candidatura de Kiko.

“Alguns tem lhe criticado muito por ser um ator, porém o homem é um extraordinário estudioso, comprometido, e sua profissão não implica que não tenha um conhecimento sólido a respeito das necessidades”, avaliou.

Recentemente, no último mês de abril, Carlos Villagrán chamou atenção por um discurso conspiracionista dado em entrevista à TV mexicana, em que chegou a alegar que “a covid-19 não existe”.

*Com informações Exame.

Continuar Lendo

Mais Lidas

Copyright © 2013 - 2020 PortalPE10. Todos os direitos reservados.