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Política

Em SP e sem exercer cargo público Campos receberá 12 mil reais pago pelo PSB

A sigla tem arcado ainda com despesas diversas, como o aluguel do carro com o qual ele tem se deslocado.

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A madrugada da última quarta-feira avançava quando o jatinho alugado pelo PSB aterrissava em Guarulhos (SP). Debaixo da garoa, Eduardo Campos desembarcou na companhia da mulher, de três filhos e de assessores.

Com exceção de alguns cumprimentos e acenos de pessoas que transitavam pelo aeroporto, a chegada a São Paulo foi discreta, diferente da despedida do socialista do governo de Pernambuco, que reuniu no início do mês cerca de 3.000 pessoas nos arredores do Palácio Campo das Princesas, sede da administração estadual.

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, estacionado em um patamar próximo aos 10%, o pré-candidato à sucessão presidencial mudou-se nesta semana para a capital paulista com um desafio: tornar-se conhecido na região Sudeste e conquistar votos no maior colégio eleitoral do país.

Folha de São Paulo  acompanhou parte das atividades de Campos, que, em menos de 48 horas em São Paulo, cumpriu agenda típica de campanha eleitoral: deu entrevistas, tirou fotos com eleitores e viajou para o interior paulista para discursar em evento da sigla.

“Gosto de tomar café na padaria: acordar e tomar um pingado, o que é bem típico daqui. E de fazer caminhada no Ibirapuera ou no Villa-Lobos”, disse Campos, que já se adapta à nova rotina.

Sem exercer cargo público desde que deixou o governo de Pernambuco, o dirigente da legenda receberá do PSB a partir de maio uma remuneração mensal bruta de cerca de R$ 12 mil, teto pago pelo partido. A sigla tem arcado ainda com despesas diversas, como o aluguel do carro com o qual ele tem se deslocado.

“Temos dirigentes da sigla que são profissionalizados e há uma tabela de remuneração. Eu passo a ser profissionalizado a partir de maio. A remuneração não é pelo Fundo Partidário, mas pela contribuição de filiados”, diz.

Eduardo Campos posa para foto na avenida Faria Lima, próximo ao flat onde mora em SP

O partido alugou para Campos até novembro, pensando em um eventual segundo turno, um flat em um bairro nobre da capital paulista. A nova casa, na qual ele passa este feriado com a mulher e os cinco filhos, foi apelidada por socialistas de “Nova República de Pernambuco”.

“Ele reuniu a família inteira no flat, não sei como cabe tanta gente”, brincou um dirigente do partido.

Para os deslocamentos pelo país, quando não houver possibilidade de voo de carreira, a sigla pretende alugar um jatinho com uma empresa de frete. As viagens ao interior paulista, por sua vez, devem ser feitas em uma van.

“Não haverá ônibus, a intenção não é fazer como o PT e criar uma espécie de caravana ‘Bye-bye, Brasil'”, provocou um socialista, em referência à intenção dos petistas de ter um ônibus para a pré-campanha de Alexandre Padilha ao governo estadual.

Anteontem, Campos falou com a Folha antes de se reunir com parte da equipe que coordenará a campanha. Ele defendeu que o Minha Casa Minha Vida, uma das vitrines eleitorais da presidente Dilma Rousseff, seja aperfeiçoado. Para ele, a iniciativa deve ser expandida à faixa de até três salários mínimos.

“Hoje, 80% do deficit habitacional está na faixa de um a três salários mínimos e o Minha Casa Minha Vida oferece para esse grupo 40% só das moradias. Há metade da oferta do que é a demanda.”

Em seu primeiro dia em São Paulo, o pré-candidato viajou a Campinas (SP), a maior cidade paulista administrada pelo PSB. Em discurso a militantes, recorreu à música “Rep”, de Gilberto Gil, para explicar as recentes pesquisas eleitorais.

“Há uma estrofe que diz: ‘O povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe’. O povo já sabe o que quer, quer mudança, mas o povo não sabe ainda o nome e o número da mudança.”

 

Nem bem se instalou na cidade, Campos já sairá de São Paulo na semana que vem. Na segunda-feira, inicia giro por Estados como Santa Catarina, Paraná, Pará, Amazonas, Maranhão e Piauí

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Cotidiano

Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

Kamala Harris fez o juramento e é a nova vice-presidente do país

Redação PortalPE10

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Joe Biden, presidente dos Estados Unidos – (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

O democrata Joe Biden tomou posse, nesta quarta-feira (20), como 46º presidente dos Estados Unidos, em cerimônia marcada pela pandemia e ausência de seu antecessor Donald Trump, que deixou Washington poucas horas antes para a Flórida.

Biden, de 78 anos, prestou juramento às 11h50 (hora de Washington; 13h50 em Brasília) perante o presidente da Suprema Corte, John Roberts, em cerimônia solene diante do Capitólio.

O ato foi marcado pela pandemia e pelas fortes medidas de segurança após a tomada do prédio do Congresso no último dia 6 de janeiro.

“Hoje é um dia de história e esperança. Hoje é o dia dos Estados Unidos. A democracia prevaleceu”, disse Biden em seu discurso de posse, no qual pediu a “unidade” do país e prometeu ser o presidente de todos os americanos.

No discurso, o democrata ainda afirmou que irá defender a constituição, a democraria e os Estados Unidos. “Darei a vocês tudo o que posso a serviço do povo. Juntos, construiremos uma história de luz e não de sombras, de decência, de dignidade e de amor”, disse Biden.

Os Estados Unidos enfrentam “a ascensão do extremismo político, a supremacia branca, o terrorismo doméstico, que é algo que devemos enfrentar e que vamos derrotar”, disse Biden

Pouco antes do juramento de Biden, Kamala Harris foi empossada como a primeira vice-presidente dos Estados Unidos, tornando-se também a primeira pessoa negra de origem indiana a ocupar o cargo.

Harris, de 56 anos, prestou juramento com uma mão na Bíblia perante a progressista juíza da Suprema Corte Gloria Sotomayor, que foi a primeira latina a ser eleita magistrada do tribunal superior.

Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos (Foto: Saul Loeb/AFP)

Entre os juramentos, houve a apresentação das cantoras Lady Gaga, que cantou o hino dos Estados Unidos, e Jennifer Lopez.

*Com informações AFP

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Política

Eleitor que não votou no primeiro turno tem até quinta-feira para justificar voto

Justificativa para não votar deve ser feita pelo aplicativo e-Título. Para quem faltou no segundo turno, prazo vence em 28 de janeiro.

PortalPE10 com informações G1

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(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

Os eleitores que não votaram no primeiro turno das Eleições 2020 têm até 14 de janeiro para justificar a ausência para a Justiça Eleitoral.

Neste ano, por conta da pandemia, a justificativa deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou por meio do Sistema Justifica. No caso de ausência no segundo turno, o prazo expira em 28 de janeiro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o eleitor não tenha smartphone ou acesso à internet, o processo pode ser feito, excepcionalmente, em qualquer seção eleitoral.

É possível justificar ausência em qualquer local de votação do país no dia da eleição e em postos da Justiça Eleitoral até 60 dias após cada turno. Caso o eleitor esteja fora do país, o cidadão tem até 30 dias contados da data de retorno ao Brasil.

A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu. Assim, se ele deixou de votar no 1º e no 2º turno, terá que justificar a ausência em ambos, separadamente.

Prazos para justificativa

1º turno: 14 de janeiro.
2º turno: 28 de janeiro.
Download do e-Título
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Multa e consequências

O eleitor que não justificar a ausência dentro do prazo estipulado pelo TSE terá que pagar multa para regularizar a situação. A multa é de R$ 3,50 por turno.

Enquanto estiver em débito com a Justiça Eleitoral, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo – entre outras consequências.

Aquele eleitor que não votar por três eleições seguidas, não justificar nem quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada. A regra não vale para eleitores que não são obrigados a votar, como analfabetos, maiores de 16 e menores de 18, e maiores de 70 anos.

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Entretenimento

Carlos Villagrán, o “Kiko” de Chaves, se candidata a governador no México

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local.

Redação PortalPE10

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Carlos Villagrán (Foto: Reprodução)

O ator Carlos Villagrán, mais conhecido como o Kiko, do seriado Chaves, anunciou sua tentativa de entrar no mundo da política, tornando-se pré-candidato a governador e também à prefeitura em Querétaro, no México.

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local, variando de quantidade de acordo com cada estado. O Partido Querétaro Independiente, ao qual Villagrán se filiou, deve decidir os candidatos finais até o próximo dia 8 de fevereiro.

“Depois de 50 anos fazendo as pessoas rirem, me encontro em outra plataforma, que me traz uma tremenda honra”, afirmou o ator durante coletiva de imprensa, segundo edição local da Forbes.

Em entrevista ao site ADN Informativo no último dia 8 de janeiro Connie Herrera Martínez, presidente do partido, comentou a candidatura de Kiko.

“Alguns tem lhe criticado muito por ser um ator, porém o homem é um extraordinário estudioso, comprometido, e sua profissão não implica que não tenha um conhecimento sólido a respeito das necessidades”, avaliou.

Recentemente, no último mês de abril, Carlos Villagrán chamou atenção por um discurso conspiracionista dado em entrevista à TV mexicana, em que chegou a alegar que “a covid-19 não existe”.

*Com informações Exame.

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