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Cotidiano

Entre medo e esperança, palestinos tentam reconstruir vida durante trégua

Os refugiados já vivem há três semanas na escola, em um espaço extremamente apertado

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Gaza sendo bombardeado  Com o cessar-fogo na Faixa de Gaza, iniciado na terça-feira (06/08), muitos palestinos decidiram se arriscar e retornar às suas casas. Vasculhando pilhas de destroços, eles tentam encontrar resquícios da vida que um dia levaram. Objetos de casa, colchão, alguns cobertores e uns poucos brinquedos – quase nada restou que ainda possa ser utilizado.

  Em meio aos escombros, Aische recolhe algumas panelas e uma bacia de plástico que, como por milagre, resistiram aos bombardeios. Na parede da cozinha totalmente destruída está fincado um foguete israelense de cerca de um metro, que não chegou a explodir.”Era uma manhã de domingo quando a região foi bombardeada e toda a casa estremeceu”, conta Aische.

A família fugiu, inicialmente, para o hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, e de lá para a escola da agência da ONU de assistência a refugiados palestinos (UNRWA). “Graças a Deus minha família sobreviveu. Mas meu tio e dois primos ainda estão soterrados sob os escombros”, recorda.

Não sobrou muita coisa depois da bomba jogada por Israel sobre o bairro de Shujaiyyah, em Gaza. Ruas inteiras viraram ruínas. Pedaços de concreto, vigas de ferro retorcido e pedras se amontoam. O cheiro de decomposição espalhou-se por todos os lugares – muitos corpos ainda se encontram debaixo dos escombros. Não é mais possível viver ali. A maioria dos moradores do bairro encontrou refúgio nas escolas da ONU mais a oeste da Faixa de Gaza.

Sono em turnos

Os refugiados já vivem há três semanas na escola, em um espaço extremamente apertado, sem saber quando poderão deixar o local. Eles não têm mais casa. Pequenos aposentos foram separados por cobertores pendurados, para que as famílias possam ter um pouco de privacidade, inclusive para dormir. Raida, moradora de Shujaiyyah, conta que não há espaço suficiente para as famílias maiores. “Aqui vivem 15 pessoas, neste cantinho apertado. Dormimos em turnos. Metade da família dorme à noite e a outra metade, de dia”, conta.

O tempo ela passa alimentando esperanças. “Nós ouvimos as notícias e esperamos para ver o que vai acontecer”, relata Raida, ao lado da irmã e da prima, três belas jovens que tomam conta dos irmãos menores e dos próprios filhos. “Pela manhã, a escola nos traz água. Então tomamos banho e lavamos as roupas. Não há muito o que fazer aqui”, afirmam elas.

As crianças correm, alegres, pelo pátio da escola. Em uma barraca próxima, um ambulante vende limonada em copos pequenos. No canto do pátio ficam três grandes pias de metal e várias torneiras – é ali que os refugiados podem pegar água. Ali perto estão os poucos vasos sanitários, e as longas filas para usá-los. Cerca de 3 mil pessoas vivem na escola. Mil já foram embora. Algumas delas foram em busca de um novo lar. Outras tentam reconstruir a antiga residência.

Órfãos sobreviventes

Criança Palestina agredida por soldados de Israel, segundo ex soldados  Com o fim das batalhas, as coisas ficaram mais calmas no hospital Al-Shifa. A maioria dos pacientes que deu entrada nas últimas semanas não está mais ali: ou porque morreu, ou porque foi transferido para outras unidades. Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão três pacientes graves – uma menina e dois meninos com diversas fraturas pelo corpo e ferimentos internos causados pelas explosões.

A menina de apenas cinco anos apresenta uma séria lesão cerebral. Toda a família dela morreu – ela é a única sobrevivente. Ela mexe as pernas de maneira inquietante, abre os olhos e em seguida, os fecha. Os médicos não sabem ainda se ela ficará com sequelas permanentes.

O médico Ghassan Abu Sitta veio de Beirute ajudar nos trabalhos no Al-Shifa. Cirurgião plástico, Sitta é especialista em ferimentos de guerra. Ele já havia estado no hospital antes, durante a última guerra em Gaza, entre 2008 e 2009, quando ajudou vítimas das granadas de fósforo branco jogadas por Israel à época. Naquela guerra também foram usados largamente explosivos de metal denso (Dime), que costumam provocar amputações.”Desde que cheguei aqui, há cerca de dez dias, realizei entre cinco e seis operações por dia”, conta Sitta. Cerca de 80% de seus pacientes ficarão com algum tipo de deficiência ou sofrerão de alguma deformidade para o resto de suas vidas. “São crianças, meninos, meninas, pessoas amputadas ou com profundas queimaduras. Atendi um menininho de oito anos que perdeu os dois olhos e metade do rosto”, relata.

Sitta, que é palestino e pai de três filhos, diz que a guerra deixou muitas crianças entre mortos e feridos. Ele se mostra ainda mais comovido com o caso daquelas que acabaram sendo único sobrevivente da família: “O que vai ser de uma criança de oito anos que perdeu a visão e ficou órfã? Quem vai cuidar delas?”

Autor: Bettina Marx, da Cidade de Gaza Edição: Rafael Plaisant 

Deutsche Welle 

foto da criança; Criança Palestina agredida por soldados de Israel, segundo ex soldados. 

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Brasil

Mãe que arrancou os olhos da filha e um pedaço da língua com tesoura diz que a criança estava possuída

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução/YouTube)

Em depoimento concedido aos policiais da Delegacia Regional de Santana do Ipanema, Josimare Gomes da Silva, de 30 anos, que matou a própria filha nesse domingo (24), na cidade sertaneja de Maravilha, disse que a criança estava possuída por demônios.

Segundo a suspeita, que arrancou os olhos e parte da língua da filha com uma tesoura, apenas o demônio morreu e a criança estaria viva.

“Os olhos caíram no ralo depois que eu arranquei, mas foi do demônio, minha filha está viva”, teria dito ela, com demonstrações claras de que sofre de problemas psiquiátricos.

Josimare está sob efeitos de medicamentos e segue presa na Delegacia de Delmiro Gouveia, onde permanece à disposição da Justiça.

Policiais que atenderam a ocorrência se surpreenderam ao encontrar a criança sem os olhos, já morta, e a mãe rezando sobre o corpo.

Sobre o caso:

Na noite deste domingo (24) uma mãe que apresentava um quadro grave de depressão e outros problemas psiquiátricos, matou a própria filha de apenas cinco anos de idade. O caso foi registrado no município de Maravilha, no Sertão alagoano.

De acordo com informações, após matar a menina, a mãe, que não teve a identidade revelada, ficou ao lado do corpo da filha, rezando um terço. Ela foi presa em flagrante sem resistir à prisão. Policiais do 7º Batalhão de Polícia Militar (7GBM) encaminharam a mulher até à Delegacia Regional de Polícia Civil.

*Com informações 7Segundos

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Brasil

(Vídeo) Mãe amarra bebê com corda e chama filha de “ratazana”

Conselho Tutelar encaminhou o bebê aos cuidados da avó materna.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução/YouTube)

Uma denúncia de maus tratos a uma bebê resultou na prisão da mãe da criança. O caso foi registrado neste domingo (24) em Girau do Ponciano, no Agreste de Alagoas.

A denúncia foi feita pela avó da criança, que mora na zona rural do município.

A Patrulha Maria da Penha foi acionada e quando os policiais chegaram ao local da denúncia, a avó mostrou o vídeo onde a criança está com as mãos e pés amarrados. Durante o vídeo gravado pela própria genitora, a menina é chamada de “ratazana”.

Os policiais acionaram o Conselho Tutelar que encaminhou o bebê aos cuidados da avó paterna.

A idosa relatou que o filho dela, pai do bebê, mora em outro estado e é separado da mãe da criança.

*Com informações 7Segundos.

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Cotidiano

Após 32 anos, Faustão deixa a Rede Globo em dezembro

O contrato de Faustão não sera renovado, e chega ao fim em dezembro de 2021. O motivo seria a renovação da grade de programas da Globo no ano seguinte, o que não está nos planos do apresentador.

Redação PortalPE10

Publicado

(Foto: Reprodução/TV Globo)

O apresentador Fausto Silva chegou a um consenso com a Rede Globo, e deixará o comando do ‘Domingão do Faustão’. Ao todo, foram 32 anos no ar liderando a audiência nos domingos. As informações são do portal R7.

O contrato de Faustão não sera renovado, e chega ao fim em dezembro de 2021. O motivo seria a renovação da grade de programas da Globo no ano seguinte, o que não está nos planos do apresentador.

Ainda é estudado se o ‘Domingão’ será mantido no ar ou não. Faustão chegou a receber uma proposta de um programa nas noites das quintas, em um horário diferente, mas recusou.

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