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Estreitas e esburacadas, calçadas de SP dificultam distanciamento social

Não é só em praias, bares e transporte público que se vê aglomeração

Lucas Passos

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© Daniel Teixeira/Estadão   Estreitas e esburacadas, calçadas de São Paulo dificultam distanciamento social

Não é só em praias, bares e transporte público que se vê aglomeração. Basta colocar o pé para fora de casa para entender o porquê: as calçadas são estreitas e, via de regra, com manutenção inadequada e frequentes obstáculos, tornando em algumas áreas de São Paulo o distanciamento social quase impraticável.

Na capital paulista, levantamentos recentes evidenciam essa situação. Um deles é o Largura do Passeio, inspirado em um projeto nova-iorquino, que utilizou dados da plataforma municipal Geosampa para concluir que apenas 2,7% das calçadas permitem o distanciamento social, o que significa uma largura de ao menos 4,5 metros, considerando o deslocamentos nos dois sentidos simultaneamente.

“O mapa mostra uma discrepância na qualidade das calçadas, principalmente na periferia”, destaca o idealizador do projeto, o estudante de Arquitetura e Urbanismo Conrado Freire. O mapeamento aponta que 72% dos passeios têm largura de até 1,8 metro e que a concentração dos mais estreitos se dá nas áreas periféricas da cidade.

As próprias regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), anteriores à pandemia do novo coronavírus, não permitem distanciamento, pois preveem um mínimo de 1,2 metro de área livre. Em ruas mais movimentadas e onde há pontos de ônibus, o resultado são pequenas aglomerações.

Para especialistas, a pandemia do novo coronavírus potencializou os deslocamentos a pé, dando ainda mais importância à discussão da questão das calçadas. “O asfalto é muito mais bem cuidado do que a calçada nas cidades brasileiras”, lamenta Leticia Sabino, fundadora da organização Sampapé. “A pandemia trouxe novos argumentos para discutir as calçadas, que precisam ser revistas, com certeza.”

Assim como a largura, ela cita a necessidade de transformar os passeios em espaços mais convidativos e agradáveis, com a presença de árvores. E defende a implementação de mobiliário urbano, como bancos e lixeiras, o uso de materiais e técnicas drenantes e a acessibilidade.

Outros dados sobre a situação na capital paulista são de uma pesquisa do Ibope Inteligência com a Rede Nossa São Paulo de abril de 2019, na qual 86% dos entrevistados apontam a falta de estrutura das calçadas como o principal “incômodo” para andar a pé. Entre as reclamações, as mais citadas foram: buracos (68%), irregularidades, degraus, rampas e falta de continuidade (53%) e dimensões estreitas (47%).

Doutora em Mobilidade Ativa, a urbanista Meli Malatesta destaca a frequente presença de obstáculos nos percursos, como rampas de garagem. “Isso torna as calçadas inacessíveis a pessoas com deficiência, idosas, com carrinho de bebê”, diz. “A lei diz não é para ter degrau. Então, por que as pessoas ficam à vontade para fazer na calçada?”

Embora seja uma infração, esse tipo de interferência é comumente feita em São Paulo e nem sempre recebe atenção da fiscalização. “A calçada é a pior parceria público-privada que existe, porque ninguém faz a sua parte”, lamenta. “É considerada algo secundário, não se dá a importância que merece. Mas é a mais importante, toda viagem que a gente faz começa e termina em um deslocamento a pé.”

Para a urbanista, o ideal seria que as calçadas fossem de responsabilidade das prefeituras, assim como ocorre com as pistas de veículos. Na prática, contudo, ela acha que é uma transformação difícil e defende maior atualização da fiscalização e conscientização da população sobre as normas de largura, área livre e outros elementos.

Em tempos de pandemia, passeios com boa conservação podem contribuir para desafogar outros modais, acredita Malatesta. “Se você tem uma calçada decente, consegue fazer uma viagem de três quilômetros caminhando, que leva mais ou menos uma hora. Com isso, tira viagens do transporte coletivo.”

© HÉLVIO ROMERO / ESTADÃO   Pesquisa aponta descontentamento da população de São Paulo com manutenção de calçadas

Parte das sugestões apontadas por especialistas não foram, contudo, incorporadas ao Plano Emergencial de Calçadas da Prefeitura de São Paulo, que recebe críticas por aplicar um material impermeável (cimento) e não aumentar a presença de vegetação.

Além disso, a ação não é focado no alargamento dos passeios públicos, cuja largura indicada na cidade é de 1,90 metro, com área livre de ao menos 1,2 metro. Segundo a gestão Bruno Covas (PSDB), o objetivo é reformar 1,5 milhão de metros quadrados de calçadas até o fim deste ano, com custo de R$ 200 milhões.

Fonte: Estadão

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Médico escolhido para ser primeiro vacinado contra Covid-19 morre horas antes de ser imunizado

Divaldo Brandão morreu na madrugada desta quarta-feira (20), em Mutuípe, dormindo; não há informações sobre a causa do óbito.

PortalPE10 com informações G1

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Médico escolhido para ser primeiro vacinado contra Covid-19 em Mutuípe morre horas antes de ser vacinado — (Foto: Arquivo Pessoal)

Um médico de 95 anos escolhido para ser o primeiro vacinado contra a Covid-19 em Mutuípe, cidade que fica a cerca de 250 km de Salvador, morreu na madrugada desta quarta-feira (20), horas antes de ser imunizado em evento que aconteceria pela manhã.

Segundo informações do prefeito de Mutuípe, Digão (MDB), Divaldo Brandão, que foi o primeiro médico da cidade, morreu dormindo. Ainda não há informações sobre a causa do óbito.

O velório de Divaldo Brandão ocorreu na manhã desta quarta-feira na Câmara de Vereadores da cidade. Em seguida, o corpo do médico foi levado para Salvador, onde vai ser sepultado.

Divaldo Brandão chegou em Mutuípe em 1952 durante o surto de febre tifoide na região. O médico atendia as áreas de clínica médica geral e ginecologia.

“Ele foi o primeiro médico de Mutuípe, ele trabalhou aqui a sua vida profissional toda. Então, trabalhou no hospital por muitos anos, no posto de saúde do município”, disse o prefeito Digão.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Mutuípe publicou uma nota de homenagem ao médico e disse que ele deixou um “legado de alegrias com seu sorriso sempre contagiante”. Confira a nota:

“É com pesar que a Prefeitura Municipal de Mutuípe, comunica o falecimento do servidor Divaldo Brandão (20/01/21). A passagem de Dr° Divaldo, um verdadeiro líder, um exemplo ativo na construção de Mutuípe, um homem que se dedicou por muitos anos a salvar vidas, deixa um legado de alegrias com seu sorriso sempre contagiante. Um profissional de excelência. Aos familiares e amigos os nossos profundos sentimentos e o desejo de que seus bons exemplos estejam sempre vivos em nossa memória”.

Vacinação em Mutuípe

Com a morte do médico Divaldo Brandão, a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 em Mutuípe foi a técnica de enfermagem do Hospital Clélia Rebouças, Alvina Sousa.

Mutuípe recebeu 138 doses da vacina contra Covid-19. O prefeito informou que a prioridade na vacinação será para os funcionários da saúde que tratam diretamente com a doença.

“Prioridade divididos entre o Hospital Clélia Rebouças, profissionais do Samu, motoristas de ambulâncias, agentes vacinadores e os funcionários dos hospitais”, explicou o prefeito .

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Vacinação contra Covid-19 em Manaus é suspensa para replanejamento

Objetivo é discutir os critérios que definirão quais profissionais de saúde têm prioridade para receber as doses, já que a quantidade de vacinas disponibilizada pelo governo federal é insuficiente e há denúncias de irregularidades.

PortalPE10 com informações G1

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Profissionais da saúde são vacinadas no primeiro dia da campanha em Manaus — (Foto: Matheus Castro/G1)

A vacinação contra a Covid-19 em Manaus foi suspensa nesta quinta-feira (21) para replanejamento da campanha. O objetivo é discutir os critérios que definirão quais profissionais de saúde e de quais unidades têm prioridade para receber as primeiras doses, já que a quantidade de vacinas disponibilizada pelo governo federal é insuficiente. Somente profissionais que atuam no Samu seguem recebendo o imunizante.

Após a definição dos critérios, as unidades de saúde deverão enviar a lista nominal dos profissionais, com o setor em que cada um trabalha, para a Secretaria da Saúde de Manaus reprogramar a vacinação. A previsão é que os trabalhos sejam retomados na sexta-feira (22).

A suspensão da campanha foi definida pelas secretarias de saúde de Manaus e do Amazonas, após uma reunião na noite de quarta-feira (20) com órgãos de controle do estado: Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública Estadual, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público do Trabalho.

Os participantes da reunião concluíram que devem ser priorizados os profissionais mais expostos ao coronavírus e que trabalhem em unidades de referência de média e alta complexidade, que tenham contato direto com pacientes com Covid, considerando também comorbidades e idade. Foi definido ainda que será garantida a segunda dose para os profissionais que já foram vacinados até esta quarta-feira.

A secretária municipal da Saúde, Shádia Fraxe, afirmou a prefeitura organizou 50 equipes de vacinação, com 200 profissionais, porém a definição de locais e de quem deve ser vacinado é de responsabilidade do governo do estado.

Já a Secretaria do Amazonas havia divulgado que a responsabilidade pela campanha era das prefeituras e que não era responsável pela definição das pessoas que receberão as doses, apenas entregava o imunizante aos municípios.

De acordo com a prefeitura de Manaus, nos primeiros dois dias de vacinação na capital, 1.140 profissionais de saúde receberam a primeira dose da CoronaVac. A Prefeitura recebeu, para esta primeira etapa da campanha, um total de 40.072 doses de vacina.

Profissionais da saúde são vacinadas no primeiro dia da campanha em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1
O Amazonas tem mais de 238 mil casos e 6,5 mil mortes por Covid-19. A capital enfrenta colapso no sistema de saúde por falta de oxigênio nos hospitais: a demanda pelo produto cresceu após o recorde de internações.

Na quinta-feira, o prefeito David Almeida disse que iria proibir imagens de pessoas recebendo a vacina, depois que parentes de empresários locais postaram fotos sendo imunizadas em redes sociais. A prefeitura diz que não há irregularidade. O Ministério Público do Amazonas está investigando as denúncias.

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Mulher recebe comanda que a identifica como ‘moça do peitão’ em bar

“Um total abuso e desrespeito. Eu nunca imaginei que isso iria acontecer na minha vida”, afirmou ela.

PortalPE10 com informações G1

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(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Patrícia Melo, de 42 anos, moradora do Rio de Janeiro, estava reunida com o marido e amigos em um bar em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, quando, ao pedir a conta, ficou sem acreditar no que estava escrito na comanda de consumo.

Entre os itens consumidos, a comanda tinha a referência “moça do peitão”. O caso aconteceu no último dia 10 de janeiro.

“Um total abuso e desrespeito. Eu nunca imaginei que isso iria acontecer na minha vida”, afirmou ela.

Patrícia também utilizou as redes sociais para relatar o constrangimento.

O caso foi registrado na Delegacia do Consumidor (Decon) e um processo por danos morais será aberto contra o estabelecimento, segundo o advogado de Patrícia.

De acordo com Patrícia, ao ser questionado, o gerente do bar pediu desculpas e disse que era prática “comum” identificar os clientes utilizando características físicas.

“Um verdadeiro absurdo como mãe, mulher, consumidora e um assédio para mim como cliente! […] Minha indignação é por mim e por tantas mulheres que sofrem diariamente tais abusos e simplesmente se calam… Você não tem que se calar. O desrespeito bate a nossa porta! Não brinque. Nem ache engraçado. Podia ser com você! […] Já sofri muito para ficar quieta. Sou mulher e mereço respeito”, declarou ela.

O que diz o estabelecimento

Em nota, a Ambev, empresa responsável pelo estabelecimento, informou que tem reforçado o treinamento de toda a equipe para que situações como essa não se repitam e que adotou “as medidas cabíveis com os colaboradores envolvidos’.

“Assim que soubemos do ocorrido conversamos com a cliente para pedir desculpas. Lamentamos profundamente pela ocorrência dessa situação – que não reflete o respeito, que é um dos nossos principais valores – e reforçamos publicamente nosso pedido de desculpas. Informamos ainda que apuramos internamente o caso e adotamos as medidas cabíveis com os colaboradores envolvidos, bem como estamos reforçando os treinamentos com toda a equipe para que situações assim não voltem a ocorrer”, declarou a empresa.

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