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Política

Ex-Deputado Federal Pedro Corrêa pagará multa de R$ 1,6 milhão

O valor foi anunciado nesta sexta-feira (17) pelo juiz da 1ª Vara das Execuções Penais do Recife.

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O ex-deputado federal Pedro Corrêa terá que pagar multa de R$ 1,6 milhão por causa da condenação no processo do mensalão. O valor foi anunciado nesta sexta-feira (17) pelo juiz da 1ª Vara das Execuções Penais do Recife, Luiz Gomes da Rocha Neto, e deverá ser pago em no máximo dez dias úteis após Corrêa receber a notificação. O ex-deputado está cumprindo a pena de sete anos e dois meses de reclusão em regime semiaberto no Centro de Ressocialização do Agreste, localizado em Canhotinho, a 207 km do Recife.

O ex-deputado é um dos 25 réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O valor da multa, que antes estava avaliado em R$ 1,1 milhão, foi corrigido por causa do aumento do salário mínimo, que neste mês passou de R$ 678 para R$ 724. Rocha Neto explicou que o cálculo para efeito de contagem remonta a 2003, data em que os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelos quais Corrêa foi condenado, teriam começado a ser praticados.

Ouvido pelo Diario nesta semana, o advogado Fábio Corrêa, filho do ex-deputado, disse que o valor deverá ser pago com base no patrimônio do ex-deputado. Por isso, não haverá campanha para arrecadar dinheiro, como a feita pelo também ex-deputado José Genoino (PT-SP), que tenta arrecadar os R$ 667,5 mil necessários para pagar a dívida com a Justiça.

O juiz Luiz Gomes da Rocha explicou que enviou carta precatória com a notificação para a 3ª Vara de Execuções Penais de Caruaru, que deverá oficiar Pedro Corrêa. O ex-deputado tenta autorização para trabalhar como médico no presídio onde cumpre pena. Caso receba autorização, receberá salário de R$ 508.

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Brasil

Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa, diz Bolsonaro sobre isolamento na pandemia

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Em conversa com apoiadores na manhã desta segunda-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro chamou de “idiotas” as pessoas que ficam em casa ao obedecer medidas restritivas para evitar a disseminação do coronavírus.

Bolsonaro também enalteceu o agronegócio, que o homenageou em um ato na Esplanada dos Ministérios no sábado (15). Ele disse que o homem do campo não parou durante a pandemia e, assim, garantiu alimentos para quem deixou de sair às ruas.

“O agro realmente não parou. Tem uns idiotas aí, o ‘fique em casa’. Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara tinha morrido de fome, esse idiota tinha morrido de fome. Daí, ficam reclamando de tudo”, disse Bolsonaro.

O isolamento é considerada a medida mais efetiva para frear o avanço da Covid-19, uma vez que o coronavírus é transmitido quando se entra em contato com secreções de outras pessoas contaminadas, como espirros ou mesmo como partículas de saliva comuns quando outras pessoas falam.

Junto do isolamento, outra maneira eficiente de conter a doença é o uso de máscaras, que servem justamente como uma barreira para essas gotículas de saliva.

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Brasil

Datafolha: 49% apoiam impeachment de Bolsonaro, e 46% se dizem contrários

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A parcela da população que apoia o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aparece pela primeira vez numericamente à frente dos contrários ao afastamento, de acordo com pesquisa Datafolha. São favoráveis ao processo 49% dos entrevistados ouvidos pelo instituto, ante 46% que se dizem contrários à saída dele do cargo dessa forma.

Os índices representam um empate técnico dentro da margem de erro e praticamente se inverteram em relação a março deste ano, quando 50% afirmavam se opor ao impeachment, ante 46% que se declararam a favor. O Datafolha entrevistou presencialmente 2.071 pessoas em todo o Brasil na terça (11) e na quarta (12). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A tendência detectada em relação ao impeachment reflete os números negativos para Bolsonaro apontados em outros pontos da pesquisa feita nesta semana.

O presidente, por exemplo, atingiu sua pior avaliação no mandato nos levantamentos do Datafolha e apareceu muito atrás de seu principal adversário na corrida eleitoral para 2022, o ex-presidente Lula, do PT.

Avaliam o governo Bolsonaro como ótimo ou bom 24% dos entrevistados, queda de seis pontos percentuais em relação a dois meses atrás.

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Brasil

Atrás de Lula no Datafolha, Bolsonaro diz que petista só ganha eleição na fraude em 2022

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O presidente Jair Bolsonaro voltou nesta sexta-feira (14) a colocar o sistema eleitoral brasileiro em xeque, defendeu a aprovação do voto impresso e afirmou que o ex-presidente Lula (PT) só ganhará as eleições de 2022 na fraude.

“Um bandido foi posto em liberdade, foi tornado elegível, no meu entender para ser presidente. Na fraude. Ele só ganha na fraude no ano que vem”, disse Bolsonaro em Terenos (MS), onde participou de um ato para a entrega de títulos de posse de terra.

As declarações do presidente foram feitas dois dias após a divulgação da pesquisa Datafolha que apontou o ex-presidente Lula liderando a corrida eleitoral do próximo ano.

Segundo o Datafolha, Lula tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro. No segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 55% a 32%, desempenho puxado sobretudo pelas intenções de voto no Nordeste. A pesquisa ainda apontou queda de popularidade do presidente.

Em um segundo pelotão, embolados, aparecem o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 7%, o ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT), com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 4%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obtém 3%, e, empatados com 2%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o empresário João Amoêdo (Novo).

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