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Política

Fazenda de Campos é conhecida pelo primeiro nome do ex-governador em Brejão, PE

A assessoria do presidenciável também disse que todas as contratações seguem as leis trabalhistas.

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BREJÃO (PE) E SÃO PAULO – Pouco propagada pelo presidenciável, a fazenda de Eduardo Campos não é segredo para ninguém em Brejão, município de 9 mil habitantes. “Lá no Eduardo”, respondem os moradores, quando questionados sobre a propriedade do ex-governador. O sócio dele, Aldo Guedes, porém, é praticamente desconhecido, apesar de a sua propriedade ser maior. Conforme o registro em cartório, a Fazenda Brejão, de Guedes, tem 140 hectares, o dobro dos 70 hectares da Fazenda Esperança, do pré-candidato a presidente pelo PSB.

Na última quinta-feira, a porteira da propriedade de Campos estava fechada a cadeado. Mas pela cerca era possível observar os cafezais e a sede de alvenaria branca, no alto de uma colina.

Não faltam na cidade do agreste histórias de pessoas que trabalharam para o presidenciável. Antônia Maria Filha, de 56 anos, foi safrista (temporário durante a colheita) na propriedade.

– Na “panha” (colheita) de café, eu era campeã. Trabalhei muito lá na Eduardo, ganhei muito dinheiro. Chegava a tirar de 15 a 16 latas por dia. Foi R$ 600 em uma quinzena. Eu adorava trabalhar lá. Ele é uma pessoa jóia. Não tinha covardia. No fim do ano fazia uma festa, para todo mundo. Botava muita comida na mesa. Teve um ano, em 2000, que ele nos deu até dinheiro, R$ 200 extra para cada um -relembra a agricultora.

Hoje funcionária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brejão, Gleice Mary Pinto Caetano, de 34 anos, já trabalhou cinco vezes “lá na Eduardo”, nos quatro meses em que dura a safra do café.

– Aqui na cidade é raro ter uma pessoa que não trabalhou lá na Eduardo. É só lá que tem emprego. A fazenda tem os trabalhadores fichados (formais), mas na época de safra eles chamam a gente pra não perder o café – diz.

Segundo um ex gerente da propriedade, durante a colheita, já houve necessidade de contratação de até 260 trabalhadores temporários. Gleice conta que a propriedade usa defensivos para combater as pragas, mas elogia as condições de trabalho no local.

– As coisas lá são direitas. A gente ganhava bota, porque dá muita cobra no cafezal. E quem aplicava veneno usava a farda completa, com luvas e máscaras – afirma.

A assessoria de Campos informou que os defensivos são usados sob supervisão e orientação de profissionais especializados. Destacou também que todos os funcionários usam equipamentos para se proteger na hora da aplicação.

José Inaldo da Silva, de 52 anos, é registrado há oito anos e faz de tudo um pouco: capina, colhe, arranca mato. Ele reclama que a safra não está sendo boa este ano.

Segundo o Secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer de Brejão, José Normandoo Barbosa, até a década de 1980, 60% da área cultivada do município era ocupado por cafezais. Hoje, o percentual não chega a 1%. Ele afirma que a cultura foi vítima das secas, da desvalorização do dólar durante o Plano Real e da baixa cotação atingida pelo grão em 1997. A partir daí, os produtores locais passaram a não se interessar mais pela cafeicultura.

– Só sobrou a Eduardo mesmo – afirma.

Campos informou que a sua propriedade não contrata mais safrista porque a colheita do café foi mecanizada e houve uma queda na produção nos dois últimos anos, provocada pela seca que atingiu o Nordeste. A fazenda possui apenas 13 empregados fixos, no momento. A assessoria do presidenciável também disse que todas as contratações seguem as leis trabalhistas e são supervisionadas pelo sindicato. Destacou ainda que a propriedade aparece nas declarações de bens feitas à Justiça Eleitoral nas eleições que disputou.

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Política

Eleitor que não votou no primeiro turno tem até quinta-feira para justificar voto

Justificativa para não votar deve ser feita pelo aplicativo e-Título. Para quem faltou no segundo turno, prazo vence em 28 de janeiro.

PortalPE10 com informações G1

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(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

Os eleitores que não votaram no primeiro turno das Eleições 2020 têm até 14 de janeiro para justificar a ausência para a Justiça Eleitoral.

Neste ano, por conta da pandemia, a justificativa deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou por meio do Sistema Justifica. No caso de ausência no segundo turno, o prazo expira em 28 de janeiro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o eleitor não tenha smartphone ou acesso à internet, o processo pode ser feito, excepcionalmente, em qualquer seção eleitoral.

É possível justificar ausência em qualquer local de votação do país no dia da eleição e em postos da Justiça Eleitoral até 60 dias após cada turno. Caso o eleitor esteja fora do país, o cidadão tem até 30 dias contados da data de retorno ao Brasil.

A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu. Assim, se ele deixou de votar no 1º e no 2º turno, terá que justificar a ausência em ambos, separadamente.

Prazos para justificativa

1º turno: 14 de janeiro.
2º turno: 28 de janeiro.
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Multa e consequências

O eleitor que não justificar a ausência dentro do prazo estipulado pelo TSE terá que pagar multa para regularizar a situação. A multa é de R$ 3,50 por turno.

Enquanto estiver em débito com a Justiça Eleitoral, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo – entre outras consequências.

Aquele eleitor que não votar por três eleições seguidas, não justificar nem quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada. A regra não vale para eleitores que não são obrigados a votar, como analfabetos, maiores de 16 e menores de 18, e maiores de 70 anos.

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Entretenimento

Carlos Villagrán, o “Kiko” de Chaves, se candidata a governador no México

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local.

Redação PortalPE10

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Carlos Villagrán (Foto: Reprodução)

O ator Carlos Villagrán, mais conhecido como o Kiko, do seriado Chaves, anunciou sua tentativa de entrar no mundo da política, tornando-se pré-candidato a governador e também à prefeitura em Querétaro, no México.

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local, variando de quantidade de acordo com cada estado. O Partido Querétaro Independiente, ao qual Villagrán se filiou, deve decidir os candidatos finais até o próximo dia 8 de fevereiro.

“Depois de 50 anos fazendo as pessoas rirem, me encontro em outra plataforma, que me traz uma tremenda honra”, afirmou o ator durante coletiva de imprensa, segundo edição local da Forbes.

Em entrevista ao site ADN Informativo no último dia 8 de janeiro Connie Herrera Martínez, presidente do partido, comentou a candidatura de Kiko.

“Alguns tem lhe criticado muito por ser um ator, porém o homem é um extraordinário estudioso, comprometido, e sua profissão não implica que não tenha um conhecimento sólido a respeito das necessidades”, avaliou.

Recentemente, no último mês de abril, Carlos Villagrán chamou atenção por um discurso conspiracionista dado em entrevista à TV mexicana, em que chegou a alegar que “a covid-19 não existe”.

*Com informações Exame.

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Brasil

Ex-prefeita de Novo Lino é acusada de calote milionário em aposentados

Redação PortalPE10

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A Procuradoria-Geral de Justiça acatou a denúncia de um suposto calote milionário aos cofres do Fundo de Aposentados e Pensões da cidade de Novo Lino.

A denúncia foi publicada na manhã desta quarta-feira (06/01) no Diário Oficial do Ministério Público de Alagoas (MP-AL). De acordo com o documento, o dossiê encaminhado a PG está sendo analisado.

Trata-se de uma denúncia contra a ex-prefeita do município, Luciene Maria Ferreira (PSDB-AL), a Lucia de Vasco, que não realizava os repasses previdenciários mensalmente, como é exigido por lei.

Os levantamentos descritos na denúncia mostram que, apenas em 2017, o rombo aos cofres ocasionados pela falta do repasse dos valores chegou a R$ 771.966,92, e os números só cresceram desde então.

Em 2018, por exemplo, o valor chegou a R$ 865.963,09. e em 2019, R$ 278.827,03. Já no ano passado, o salto total do devedor chegou a R$ 977.570,62. O débito chega a mais de R$ 2,8 milhões.

Início da gestão:

A gestão de Lucia de Vasco teve início conturbado devido à oposição apresentar um documento pedindo que sua candidatura fosse inelegível apontando que ela (Lucia) seria analfabeta.

Na época, a prefeita eleita no município foi submetida a um teste de escolaridade, que mesmo com os resultados considerados “péssimos”, conseguiu comprovar que sabia ler e escrever.

Os resultados do exame fiz com que o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) optasse por manter seu mandato como prefeita da cidade de Novo Lino.

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