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Política

Fogo Cruzado Inaldo Sampaio :O processo do PSB em PE está mal conduzido

João Lyra e Fernando Bezerra só conversam sobre sucessão com o governador Eduardo Campos

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É da tradição política de Pernambuco o governador conduzir o processo para a escolha do candidato que irá disputar a sua sucessão. Bem verdade que Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e pré-candidato a presidência da República, não abdicou dessa prerrogativa. E por isso mesmo soa estranho que o partido ora sob seu comando tenha instituído uma comissão para coordenar este processo. A seus membros foram delegados poderes para conversar, isoladamente, com os pré-candidatos a governador, que seriam quatro: o vice João Lyra Neto, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, o chefe da Casa Civil Tadeu Alencar e o secretário da fazenda Paulo Câmara. Tanto o vice como o ex-ministro irão receber, cavalheirescamente, o trio que forma a comissão: o prefeito Geraldo Júlio, o deputado estadual Aluísio Lessa e o presidente do partido Sileno Guedes. Mas deste assunto só tratarão com o próprio governador.

João Lyra e Fernando Bezerra só conversam sobre sucessão com o governador Eduardo Campos

Olho crítico e provinciano
Dilma foi alvo de críticas por ter gasto com hospedagem em Lisboa, no trajeto Suíça-Cuba, R$ 71 mil (sua comitiva tem 45 pessoas). Isso é cerca de 1/3 do que a banda Garota Safada cobra para fazer um show de música safada. Quando criticaram Collor por ter pago 1.200 dólares por um quarto de hotel na Inglaterra, o então ministro pernambucano Ricardo Fiúza rebelou-se: “Queriam que o presidente da 8ª economia do mundo se hospedassem num hotel de 2ª classe?”

Pesquisa – Está em mãos de Eduardo Campos o resultado de uma pesquisa segundo a qual 77% dos pernambucanos querem a continuidade do grupo político que ora governa Pernambuco. Já na pesquisa que foi encomendada pelo ex-ministro Fernando Bezerra o cenário é diverso deste. Armando Monteiro (PTB) tem entre 45% e 52% de intenções de voto, dependendo do cenário.

Bipolar – Diferentemente de 2010, quando Eduardo Campos foi apoiado na reeleição por 90% das forças políticas de PE, em 2004 haverá “dois lados”: um do governo e outro da oposição.

Trava – Pelo fato de Dilma estar travando a liberação de verbas para PE, Danilo Cabral corre o risco de deixar a Secretaria das Cidades agora em abril sem inaugurar nenhuma grande obra. 

Previsão – Pelas contas de Aécio Neves, o PSDB suplantará Eduardo Campos em seis grandes colégios eleitorais onde o PSB não lançará candidato a governador: SP, MG, RJ, PR, SC e RS.

Mágoa – O ex-ministro Fernando Bezerra (foto) ainda não assimilou o fato de só ter sido chamado para uma reunião da executiva nacional do PSB, da qual é vice-presidente, no Recife, na semana passada, quando faltavam apenas 30 minutos para o seu início.

Risco – À exceção de João da Costa, o PT não lançará novos candidatos nem para a Câmara Federal nem para a Assembleia Legislativa. Isso pode pôr em risco a reeleição de alguns deputados federais e estaduais porque o partido não tem “cauda”.

Tô fora – Embora tenha figurado no início do processo como um dos pré-candidatos do PSB à sucessão estadual, o secretário Antonio Figueira (saúde) auto-excluiu-se da disputa. Ele alega que por pertencer a uma família de médicos e ter responsabilidade com o futuro do IMIP, que foi fundado por seu pai, o velho Fernando Figueira, a sua vocação é a medicina e não a política.

É guerra – A visita feita ontem ao Recife pelo ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) teve caráter apenas simbólico. A vinda dele foi para dar a impressão de que o governo federal não retalia Pernambuco, o que não é verdade. Dilma sabe que Eduardo Campos será seu opositor nas próximas eleições e por sugestão da cúpula petista já passou a tratá-lo como “inimigo”.

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Brasil

Supremo forma maioria e deixar Lula apto para disputar eleição de 2022

Redação PortalPE10

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O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta-feira (15) para anular as condenações do ex-presidente Lula (PT) e devolver os direitos políticos do petista.

Os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso votaram nesse sentido. Indicado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro Kassio Nunes Marques foi o único a divergir. O magistrado defendeu a revogação da decisão de Fachin.

Os demais magistrados concordaram que as ações contra Lula não tratavam apenas da Petrobras e que a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba dizia respeito somente a processos com vinculação direta com a estatal petrolífera.

Os ministros ainda devem decidir se os processos devem ser remetidos à Justiça Federal do Distrito Federal ou de São Paulo.

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Brasil

Um mês após perder esposa, Schiavinato é 1º deputado federal a morrer de Covid-19

Sua esposa, Marlene Schiavinato, morreu no dia 12 de março, também vítima da Covid-19.

Redação PortalPE10

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José Carlos Schiavinato – (Foto: Divulgação)

O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR), 66, morreu na noite desta terça-feira (13) por complicações da Covid-19. Ele foi o primeiro deputado federal em exercício a morrer vítima da doença, segundo a Câmara dos Deputados.

Schiavinato estava internado em um hospital de Brasília desde o dia 3 de março e, uma semana depois, foi transferido para a UTI, onde passou a receber ventilação mecânica. Ele terá o corpo transladado para Toledo (PR), onde foi prefeito por dois mandatos (2005-2012). As informações são da Folhapress.

A mulher dele, Marlene Schiavinato, morreu no dia 12 de março, também vítima da Covid-19. Ela tinha câncer e fazia tratamento havia três anos quando foi contaminada pelo coronavírus. Segundo a assessoria do parlamentar, ele não chegou a ser informado sobre a morte da mulher.

Nascido em Iguaraçu (PR), Schiavinato era engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá. Além de prefeito de Toledo, foi deputado estadual no Paraná (2015-2018).

Estava no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Era membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e participou da CPI do BNDES, entre março e outubro de 2019. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), era considerado um defensor do municipalismo.

Três senadores já morreram em decorrência da Covid-19 ou de complicações da doença: Major Olímpio (PSL-SP), José Maranhão (MDB-PB) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

A morte de Major Olímpio aos 58 anos causou comoção entre os senadores. Ele era um crítico das políticas do governo federal no enfrentamento à pandemia e um dos principais defensores da instalação da CPI da Covid, que acaba de ser instalada.

O parlamentar anunciou em 2 de março que havia contraído a Covid-19. No dia seguinte, foi internado no Hospital São Camilo, em São Paulo, de onde chegou a participar de uma sessão virtual do Senado. Ele morreu no dia 19 de março.

Segundo amigos do senador, ele não tinha nenhuma doença pré-existente, como diabetes ou outras comorbidades. Só reclamava, de vez em quando, de dores das costas (em especial após pequenas corridas que costumava praticar) e do estresse das disputas políticas.

O senador José Maranhão (MDB-PB) morreu no dia 8 de fevereiro. O parlamentar tinha 87 anos e era o mais velho do Congresso Nacional.

Maranhão havia sido infectado no fim de novembro, em João Pessoa (PB), durante o segundo turno das eleições municipais. Uma semana depois, foi transferido para São Paulo para se tratar, onde permaneceu desde então.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83, morreu em outubro do ano passado. Ele estava internado havia mais de um mês e foi o primeiro congressista a morrer vítima da Covid-19.

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Brasil

Após ordem do STF, Senado cria CPI da Covid para investigar gestão Bolsonaro e verba a estados

PortalPE10 Com informações FolhaPE

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), oficializou, nesta terça-feira (13), a criação da CPI da Covid.Pacheco decidiu unir dois requerimentos apresentados por senadores, criando uma única comissão que, além de investigar a gestão do presidente Jair Bolsonaro, também tratará de repasses de verbas federais para estados e municípios.

O requerimento inicialmente analisado, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), previa apenas a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia, em particular abordando o colapso do sistema de saúde de Manaus (AM).

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), oficializou, nesta terça-feira (13), a criação da CPI da Covid.
Pacheco decidiu unir dois requerimentos apresentados por senadores, criando uma única comissão que, além de investigar a gestão do presidente Jair Bolsonaro, também tratará de repasses de verbas federais para estados e municípios.

O requerimento inicialmente analisado, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), previa apenas a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia, em particular abordando o colapso do sistema de saúde de Manaus (AM).

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