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Brasil

Governo aumentou imposto sobre cilindro de oxigênio três semanas antes de colapso no AM

PortalPE10 com informações UOL

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O governo Jair Bolsonaro (sem partido) elevou a tarifa de importação de cilindros usados para armazenamento de gases medicinais no fim do ano passado —poucos dias antes de o sistema de saúde de Manaus (AM) entrar em colapso por falta de oxigênio.

Em março de 2020, início da pandemia do coronavírus, a alíquota do imposto de importação foi zerada para esses produtos e demais itens hospitalares, como parte da estratégia de enfrentamento da Covid-19.

Porém, em decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do dia 24 de dezembro, o governo acabou com a isenção da cobrança para parte dessa lista de bens usados em hospitais. Assim, a importação de cilindros de ferro voltou a ser taxada em 14% e os de alumínio, em 16%.

Na prática, isso torna a entrada dos recipientes de armazenamento de gases medicinais no país mais cara.

A Camex é ligada ao Ministério da Economia e responsável por fixar e alterar alíquotas do imposto de importação.

Procurado, o Ministério da Economia disse que a Camex “delibera com base nas recomendações do Ministério da Saúde, que é autoridade finalística sobre o assunto no âmbito do governo federal”. O Ministério da Saúde não havia respondido até a última atualização deste texto.

No mesmo ato, a Camex também retirou a isenção do imposto de importação para outros produtos usados na área de saúde, embora o número de casos e de mortes por Covid-19 tenha voltado a subir desde o fim do ano passado.

Perderam o benefício: sabão medicinal, desinfetante para dispositivos médicos, saco de eliminação de resíduos de risco biológico, cortinas estéreis usadas em salas de cirurgias, torniquete para coleta de sangue, máscaras, luvas, bomba de ar elétrica, gazes, compressas, filtro de ventiladores médicos, partes de aparelhos de monitoramento de sinais vitais, sensores de oxigênio, entre outros produtos.

A alíquota do imposto de importação para todos esses itens também deixou de ser zero a partir do fim do ano passado.

Apesar de não renovar a isenção tarifária de produtos considerados essenciais para o enfrentamento da crise sanitária, o presidente concedeu uma série de benesses a setores da sua base de apoio ao longo da pandemia.

Em outubro, Bolsonaro anunciou um corte de imposto sobre videogames. A tarifa de importação para esses produtos já havia sofrido redução no ano anterior. A nova iniciativa baixou a alíquota de 32% para 22% para partes acessórios de consoles e de 16% para 6% no caso de máquinas de jogos com tela incorporada. O impacto é estimado em R$ 36 milhões neste ano e R$ 39 milhões em 2022.

No mês seguinte, foi a vez de uma redução das tarifas de importação de brinquedos. A medida foi criticada por empresários do setor, que temem uma perda de competitividade do Brasil em relação à China.

Em dezembro, o presidente anunciou que o governo decidiu zerar a tarifa de importação sobre armas de fogo, como revólveres e pistolas. Sobre a decisão, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que o custo anual da medida, de R$ 200 milhões, é baixo e não viola as ações da pasta, mas reconheceu que a isenção concedida em meio à pandemia gerou ruídos.

Brasil

Brasil tem mais de 1.300 mortes por Covid-19 e mais de 60 mil casos em 24 horas

Redação PortalPE10

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O Brasil registrou 1.327 mortes pela Covid-19 e 63.908 casos da doença, nesta sexta-feira (26). Com isso, o país alcança 252.988 óbitos e 10.457.794 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

O elevado número de mortesfica aida mais claro na média móvel de óbitos dos últimos sete dias: 1.148. Com isso, o país completa 37 dias com a média acima de 1.000. A média é recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

Na quinta, o país atingiu o recorde da média móvel de mortes, 1.150.

O Brasil enfrenta o seu pior momento na pandemia.

Os dados do país, coletados até às 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

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Brasil

‘Há grande chance de um colapso nacional. A população precisa acordar para a dimensão da nossa tragédia’, diz Miguel Nicolelis

Redação PortalPE10

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Em entrevista exclusiva ao jornal O GLOBO desta sexta-feira, o médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade de Duke (EUA) Miguel Nicolelis defendeu um lockdown nacional de 21 dias no Brasil para conter colapso às instituições de saúde com o crescimento de casos de Covid-19 nos últimos dias. “Eu estou vendo a grande chance de um colapso nacional. Não é que todo canto vá colapsar, mas boa parte das capitais pode colapsar ao mesmo tempo, nunca estivemos perto disso”, declarou ao veículo.

Nessa quinta-feira, o Brasil ultrapassou a marca de 250 mil mortos pela Covid-19. Com 1.541 óbitos em 24 horas, segundo maior registro feito pelo Ministério da Saúde desde o início da pandemia.

“Ainda dá tempo de reverter. Estou propondo a criação de uma comissão de salvação nacional, sem Ministério da Saúde, organizado pelos governadores, para resolver a logística. É uma guerra, quando vamos bater de frente com o inimigo de verdade? O Brasil é o maior laboratório a céu aberto para ver o que acontece com o vírus correndo solto. Em segundo lugar, um lockdown imediato, nacional, de 21 dias, com barreiras sanitárias nas estradas, aeroportos fechados. E depois ampliar a cobertura, usando múltiplas vacinas. Não dá para ficar discutindo, assina o contrato e vai em frente, deixa para depois, estamos falando da vida de 1.500 pessoas por dia, são 5 boeings caindo. Vacinação, vacinação, vacinação, testagem e isolamento social. Não tem jeitinho numa guerra. Estamos diante de um prejuízo épico, incalculável, bíblico”, foi enfático o médico ao jornal.

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Brasil

Enfermeira bolsonarista morre após se recusar a tomar Coronavac

Redação PortalPE10

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A enfermeira Priscila Veríssimo, de 35 anos, morreu nessa quarta-feira (24), em Arapicara (AL), após reinfecção da COVID-19.
Ela se recusou a tomar a dose de CoronaVac, a vacina chinesa, a que tinha direito por ser profissional da saúde. Apoiadora de Jair Bolsonaro (sem partido), ela compartilhava frequentemente vídeos do presidente na conta do Facebook.
Priscila era funcionária do Complexo Hospitalar Manoel Andre (CHAMA) e já havia sido infectada uma vez. Por isso, achou que não pegaria a doença novamente e, seguindo o raciocínio do presidente, tinha dúvidas quanto à eficácia da vacina chinesa.
O hospital demitiu a enfermeira por ela se recusar a tomar a vacina e, na semana passada, ela pegou a doença novamente. Com complicações do novo coronavírus, Priscila morreu nessa quarta-feira (24/2), deixando um filho de 2 anos.
A reportagem do Estado de Minas tentou contato com o Hospital em que Priscila trabalhava, mas não teve resposta até o momento.
Além da vacina, ela também compartilhava outros vídeos e imagens envolvendo o nome do presidente. “Atirar a pedra é fácil, conveniente! Difícil é encarar uma guerra desta! FORÇA SENHOR PRESIDENTE! O tempo mostrará”, escreveu em uma das publicações. Até mesmo em assuntos polêmicos, como o aborto.
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