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Política

Há um ano do impeachment de Dilma, o que mudou no Brasil?

Temer assumiu com promessas, mas crise política continua

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O dia 31 de agosto de 2016 entrou para a história do Brasil como aquele em que a presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu um impeachment e deixou o poder, após cumprir menos da metade de seu segundo mandato.No Senado, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, Dilma foi cassada do cargo, mas não perdeu os direitos políticos. Desde então, seu vice-presidente, Michel Temer, assumiu o comando do país com promessas de reformas e de estabilidade política. Mas, o que mudou com o representante do PMDB no poder?

“Imediatamente após a saída de Dilma, nós tivemos um surto de expectativas quanto à economia. Mas foi apenas um surto, pois as denúncias que vieram sucessivamente, envolvendo o próprio presidente e expoentes de seu governo, refrearam essas expectativas”, afirma o especialista em política da Universidade Presbiteriana Mackenzie Rogério Baptistini, em entrevista à ANSA.

Sobre a economia, Baptistini destaca que, “apesar de alguns indicadores de melhora na economia, não temos a melhora desejada”. “A saída da presidente não serviu para atenuar o desemprego, com a crise econômica continuando a ser muito grave”, observa. Já o professor do departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília Ricardo Caldas disse que é necessário “fazer uma separação entre a pessoa física e o governo Temer”.

“O Temer pessoa física é muito impopular e mal visto pela sociedade, sendo que a imagem que prevalece é a de ‘um golpista’, não no sentido de algo ilegal, mas que assumiu o poder de maneira oportunista”, destaca o especialista à ANSA.

“Mas, ao analisar sem emoção, o governo tem tomado medidas que têm dado resultados, como no combate à inflação, ao atrair investimentos. Ele colocou o mercado em funcionamento de novo. Porém, do ponto de vista fiscal, certamente, não houve um equilíbrio e os problemas persistem”, ressalta Caldas.

Ao assumir o cargo, Temer destacou que seu governo faria uma série de reformas para recolocar o Brasil “nos trilhos” e tirar o país da grave recessão econômica em que se encontrava. No entanto, uma série de denúncias contra ele mesmo e contra alguns dos principais expoentes de seu governo acabaram atrasando ou até paralisando os debates.

“Essas denúncias atrasaram a agenda de reformas, mas não a impediram. A trabalhista saiu, mas em um ritmo mais lento. Já a da Previdência, certamente, para ser aprovada. Temer vai ter que fazer muitas concessões”, diz Caldas à ANSA.

Baptistini, no entanto, lembra que as reformas demoraram a sair também por falta de habilidade de negociações do novo governo. “O presidente Temer não se mostrou um líder à altura do momento.

É lamentável para a sociedade brasileira, mas ele não soube costurar as alianças necessária para sair da crise. Para implementar reformas, era necessário ter feito uma grande coalizão, mas com o sistema de partido e políticos que nós temos, e com as denúncias se avolumando, o momento passou”, enfatiza o professor à ANSA.

Segundo Baptistini, “o ímpeto reformista é falso, é da boca pra fora, porque não tem atores que sustentem isso – e a sociedade desconfia do governo”.

– PT e a perda do poder: A saída de Dilma da Presidência do Brasil também encerrou um ciclo de 13 anos de poder do Partido dos Trabalhadores (PT) no cargo. Primeiramente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois com a sua sucessora, o PT tornou-se a principal força política dos últimos anos.

Porém, com a saída do poder, a sigla acabou se apequenando nas eleições municipais do ano passado e luta para tentar mostrar força. “O PT perdeu a possibilidade de fazer uma atualização. Nesse um ano fora do poder, mostrou ser extremamente dependente da personalidade do Lula, com as bases sem poder de difusão. Foi um partido que não se reformou e não apresentou para a sociedade uma autocrítica”, diz Baptistini à ANSA, ressaltando que se essa postura continuar, a sigla “segue para insignificância”.

Para Caldas, a situação do partido também se divide em duas partes: o PT em si tem uma grande rejeição, mas “se Lula for candidato, ele tem 30% das intenções dos votos”. “Mas, ele não é o partido todo. Se Lula concorrer, o que não acredito que irá acontecer, o PT pode voltar ao poder”, destaca o professor da UNB.

– Eleições 2018: Até mesmo por conta desse momento político, com as principais legendas envolvidas em escândalos como a Lava Jato, o cenário para as eleições presidenciais do ano que vem está completamente indefinido.

“A gente enfrenta um momento bastante confuso e o horizonte é de penumbra, sobretudo porque os partidos estão em descrédito.

Alguns estão tentando se reinventar, alguns fazendo mudanças estéticas, como mudar o nome numa tentativa de iludir os eleitores. É muito provável que surja um aventureiro, que surja alguém sem experiência, o que seria ruim para todos nós”, finaliza Baptistini. 

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Política

E-Título passa a ter foto do eleitor e pode ser usado como documento oficial para votar

O objetivo é facilitar ainda mais a vida do eleitor no dia da votação. Outras mudanças foram feitas para oferecer maior proteção aos dados do usuário.

Marcos Philipe Passos

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E-Título pode ser usado como documento oficial no dia da votação. - (Foto: Reprodução/Gazeta do Povo)

E-Título pode ser usado como documento oficial no dia da votação. – (Foto: Reprodução/Gazeta do Povo)

O e-Título, aplicativo desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que consiste na via digital do título eleitoral, passou recentemente por novas atualizações. A principal alteração é que o app passa a mostrar a foto do eleitor, permitindo que o cidadão apresente apenas o seu perfil no aplicativo para ingressar na seção eleitoral e votar. Tal funcionalidade está disponível somente para quem realizou o cadastramento biométrico.

O objetivo é facilitar ainda mais a vida do eleitor no dia da votação. Outras mudanças foram feitas para oferecer maior proteção aos dados do usuário – confira abaixo.

Baixe o app nas lojas on-line Google Play e App Store.

O Tribunal recomenda que os eleitores baixem o aplicativo com a maior antecedência possível ao dia das Eleições Municipais 2020, cujo primeiro turno acontecerá no dia 15 de novembro. Com mais tempo para utilizar a interface do aplicativo, o eleitor estará mais seguro e apto para usá-lo no dia da votação.

Mais segurança para os dados

O documento digital exigirá a resposta do eleitor a uma série de perguntas. Apenas as pessoas que responderem com sucesso a esse desafio poderão usar o aplicativo e suas funcionalidades. Embora soluções de segurança como essa possam tornar a experiência do usuário menos fluida, elas são relevantes para a proteção dos dados do eleitor.

Atualmente mais de dois milhões de eleitores já baixaram o e-Título, e cerca de 60 mil pessoas têm acessado o documento diariamente.

Além da emissão do documento em meio digital com foto, com as mudanças de segurança implementadas, há também a necessidade de criação de senha de acesso do eleitor ao app.

Entre outras vantagens, estão ainda as de emitir as certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais, que estarão disponíveis ao eleitor a qualquer momento. O app também informa o endereço do local de votação e fornece informações sobre a situação eleitoral.

Justificativa de ausência

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia da eleição poderão utilizar o e-Título para justificar sua ausência, por meio da geolocalização do aplicativo. Essa funcionalidade estará disponível somente no dia da eleição, das 7h às 17h.

Para fazer a justificativa fora do dia da eleição, o eleitor poderá apresentar documento comprobatório que motivou a ausência (60 dias para justificar após cada pleito, ou 30 dias para justificar após retorno ao Brasil).

Nenhum dos serviços prestados pelo e-Título é exclusivo do aplicativo. Isso significa que as certidões também podem ser obtidas pelo computador ou junto ao cartório eleitoral. O app, no entanto, visa tornar esses e outros serviços mais ágeis, seguros e de mais fácil acesso por parte dos eleitores.

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Pernambuco

Paes Mendonça critica inexperiência de candidatos no Recife

Paes Mendonça critica inexperiência de candidatos no Recife

Marcelo Passos

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João Carlos Paes Mendonça

Empresário do ramo de Shopping Center no Recife e dono do Jornal de Comércio, João Carlos Paes Mendonça mostra preocupação com a quantidade de palafitas, a pobreza, os esgotos, a falta de água nos morros. E surpreso com a total inexperiência de candidatos à Prefeitura como a principal dificuldade para a capital superar suas desigualdades.

Numa alusão às três séries do Campeonato Brasileiro, disse que a cidade está parada há 20 anos. Sempre ocupou a série A, infelizmente pulou para B e hoje está na C, perdendo espaço e a hegemonia no Nordeste para Salvador e Fortaleza.

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Brasil

Decreto autoriza uso das Forças Armadas nas eleições de 2020

PortalPE10 com informações UOL

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A Presidência da República editou nesta segunda-feira (19) um decreto que autoriza o uso das Forças Armadas nas eleições de 2020.

O decreto visa, de maneira geral, contribuir para a segurança do processo eleitoral, possibilitando o exercício livre do voto aos eleitores e a apuração adequada dos votos.

Segundo o ato, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, o Ministério da Defesa e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão atuar de forma articulada para cumprir com este objetivo.

Os locais em que as Forças Armadas vão atuar serão definidos em conjunto com o TSE.

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