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IBGE lança painel com dados de Covid-19 por município

Marcos Philipe Passos

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IBGE lança painel com dados de Covid-19 por município - Foto Itamar Crispin/Fiocruz

IBGE lança painel com dados de Covid-19 por município – Foto Itamar Crispin/Fiocruz

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou hoje (21) o Painel Covid-19 Síntese por Município. Com a plataforma, que está disponível na internet, é possível acessar mapas interativos, selecionar uma localidade de interesse e visualizar, em um único ambiente, 24 indicadores para o planejamento de ações de apoio contra a pandemia para todos os 5.570 municípios do país.

O painel integra informações de pesquisas do IBGE, do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde e do projeto Brasil.io da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Brasil.IO). Os dados, que podem ser baixados no formato kml, shp e csv, estão separados em três categorias: população vulnerável (2010 e 2019), capacidade de resposta do sistema de saúde (2019) e acompanhamento da pandemia (2020).

O coordenador de Geografia e Meio Ambiente, Claudio Stenner, disse que a intenção é permitir que a sociedade tenha acesso a um conjunto de informações mais integradas de seu município. “O painel integra diversos indicadores coerentes em relação à pandemia, em um ambiente que permite visualizar, facilmente, as informações no mapa e, a partir dele, comparar com outros municípios e com a unidade da federação de forma interativa”, destacou.

De acordo com o diretor de Geociências do IBGE, João Bosco Azevedo, o estudo mostra como as cidades se relacionam e se articulam, desenvolvendo uma hierarquia entre os municípios, e como criam uma área de influência entre eles. “Um desses níveis é a questão de saúde. Como a população busca serviços de saúde em diferentes níveis de complexidade em outras cidades perto da cidade de origem”, apontou, lembrando que estão disponíveis também os dados sobre os serviços de comércio entre os municípios.

“É muito importante que os gestores das localidades e a sociedade consigam entender a característica de onde moram. Então, ter uma plataforma, um ambiente que facilita encontrar, olhar e analisar não só o seu município, mas os seus vizinhos usando geotecnologia, mapas e gráficos é o objetivo da publicação da síntese por municípios”, completou o diretor.

Categorias

Nas informações da categoria população vulnerável, relativa aos anos de 2010 e de 2019, estão o número de pessoas declaradas indígenas (2010), a população com 60 anos ou mais (2010), a população por faixa etária (2010), os domicílios com três ou mais moradores por dormitório (2010), a população geral (2010). Já as referentes a 2019 são as localidades indígenas e as quilombolas, os domicílios em aglomerados subnormais e população geral.

A categoria de capacidade de resposta do sistema de saúde (2019) inclui os números de enfermeiros, enfermeiros no Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecimentos de saúde com suporte de observação e internação, estabelecimentos de saúde de atenção primária, leitos de UTI, leitos de UTI no SUS, leitos hospitalares, leitos hospitalares no SUS, médicos, médicos no SUS, respiradores e respiradores no SUS.

Já na de acompanhamento da pandemia (2020), é possível ver quantos são os casos acumulados, os da última semana e os novos no dia.

Mapas

A gerente de Integração da Produção de Geoinformações, Aline Lopes Coelho, informou que cada categoria tem vários indicadores, que podem ser vistos nos mapas com a informação de todas as fontes dos dados. Quando seleciona um indicador, o usuário, além de visualizar a situação do município escolhido, poderá ver qual é a situação das cidades vizinhas. Aline Lopes destacou que, para cada indicador, a plataforma oferece, também, valores de referência que possibilitam contextualizar o dado municipal e compará-lo à respectiva unidade da federação.

Regiões de saúde

O Painel Covid-19 Síntese por Município tem mapas interativos que trazem as regiões de saúde identificadas pela pesquisa Região de Influência das Cidades. Neles, entre outros dados, os municípios aparecem conforme a procura da população para a obtenção de serviços de saúde de baixa e média complexidades.

O analista de Integração da Produção de Geoinformação, Maurício Gonçalves e Silva, informou que é possível ver alguns municípios cercados por uma borda que indica uma região nas quais as pessoas procuram acessar os mesmos municípios para atendimento de saúde. “Por exemplo, não basta Niterói (RJ) estar bem, se São Gonçalo (RJ) ou o Rio de Janeiro (RJ) não estiverem. Para a decisão sobre se afrouxa o isolamento ou não, é importante que os municípios da mesma região consigam se enxergar”, destacou.

Durante a apresentação virtual da plataforma à imprensa, Aline acessou os dados de Maceió, capital de Alagoas, que conta com 88 leitos para tratamento da doença e os municípios ao redor não têm vagas o que significa que os pacientes precisam ser atendidos na capital. “[Entretanto] na forma branda eles vão conseguir ser atendidos localmente em vários desses municípios, porque eles têm leitos hospitalares para atender a sua população. O mapa está mostrando a quantidade de leitos por 100 mil habitantes. O município de Murici está com mais leitos domiciliares por habitantes do que a capital Maceió”, indicou, afirmando que é possível também acompanhar a evolução epidemiológica regional da doença nas últimas semanas.

A gerente disse que a grande vantagem do painel é a agilidade da informação. É possível conseguir buscar dados interessantes de enfrentamento da covid-19 e visualizá-los nos mapas em ambiente único. Dessa forma, a pessoa interessada consegue olhar não só para o município de interesse, mas perceber o contexto e a situação ao redor daquela localidade.

“Isso traz um ganho e eu consigo fazer uma análise olhando não só localmente, mas também regionalmente. A grande vantagem do painel é agilidade e facilidade na consulta do dado local ou regionalmente”, concluiu.

Com informações Agência Brasil*

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Brasil

Médico preso por abuso sexual de pacientes em São Paulo é investigado por mais cinco estupros em Pernambuco

José Adagmar Pereira de Moraes tem processos nos dois estados, pelo mesmo tipo de crime. Segundo as denúncias, abusos eram cometidos durante consultas.

PortalPE10 com informações G1

Publicado

Médico ginecologista José Adagmar Pereira de Moraes preso em Suzano por suspeita de estupro — Foto: Reprodução/TV Diário

O médico preso por abuso sexual em Suzano, em São Paulo, responde por pelo menos outros cinco estupros, em Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, no Recife, há quatro inquéritos contra José Adagmar Pereira de Moraes, de 41 anos. Esses procedimentos são referentes a cinco mulheres que, em 2018, denunciaram ter sido vítimas do mesmo homem

O ginecologista e obstetra José Adagmar foi preso no dia 5 de outubro, em Suzano. Denúncias apontam que ele cometia os crimes dentro do consultório.

Na capital pernambucana, ele chegou a atuar no Serviço de Apoio à Mulher Vítima de Violência Wilma Lessa, no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), Zona Norte, onde ocorreram alguns dos abusos.

Segundo a polícia pernambucana, os inquéritos foram remetidos à Justiça em 2018. Na época, os casos estavam com a delegada Ana Elisa Sobreira. Ela atuava como delegada na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Santo Amaro, no Centro da cidade.

Nos procedimentos citados, o homem foi indiciado por violação sexual mediante fraude. Esse tipo de crime ocorre quando alguém pratica um ato libidinoso com alguém por algum meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. Nos casos citados, isso ocorria devido à condição de médico do acusado, que utilizava a profissão para cometer os abusos.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco afirmou que um dos processos contra José Adagmar Pereira de Moraes tramita na 12ª Vara Criminal da Capital, mas não soube informar o andamento dele nem dos outros que correm no Judiciário.

O tribunal informou, também, que é possível que as outras ações judiciais corram em segredo de justiça, o que impede a divulgação de dados. A reportagem também pediu informações sobre o processo ao Ministério Público de Pernambuco, que não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Histórico

De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), José Adagmar passou em um concurso público para a rede estadual e foi lotado no Hospital Agamenon Magalhães em agosto de 2015, atuando como obstetra na maternidade. Numa seleção interna, ele foi transferido para o Serviço de Apoio à Mulher Vítima de Violência Wilma Lessa, vinculado à unidade, em 2017.

Sem dar qualquer explicação à direção do hospital, o médico, já denunciado pelas cinco mulheres na capital pernambucana, deixou de comparecer ao serviço em janeiro de 2019. Foi instaurado, então, um processo administrativo contra o servidor, por abandono de cargo. Esse processo segue em andamento.

Depois disso, o médico viajou para São Paulo, onde fez um novo cadastro no Conselho Regional de Medicina (CRM), entrou para a lista de conveniados de um plano de saúde, e seguiu atendendo pacientes em Suzano e na capital paulista.

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Brasil

Butantan quer vacina chinesa no SUS com ou sem ajuda do governo federal

Covas lembrou que 40 milhões das 46 milhões de doses da Coronavac que o Butantan quer comprar serão produzidas nos laboratórios do próprio instituto

Lucas Passos

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Foto: Chaideer Mahyuddin/AFP

Apesar da recusa do presidente Jair Bolsonaro em usar recursos do governo federal para comprar 46 milhões de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac, o presidente do centro de pesquisas, Dimas Covas, garantiu que vai buscar outras fontes de financiamento que viabilizem a aquisição do imunizante e a sua distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta quarta-feira (21), Covas disse que o Butantan fará de tudo para incorporar a Coronavac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, caso a vacina receba um certificado internacional de eficácia e o seu registro seja aceito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com ou sem o auxílio de Bolsonaro.

“Estamos trabalhando dia e noite para que essa vacina chegue o mais rapidamente possível. Esperamos que essa vacina seja receptada pelo PNI. Nesse momento, discutimos financiamento. Se não tivermos um financiamento oficial, certamente o Butantan vai procurar financiamentos alternativos para oferecer essa vacina ao nosso PNI”, garantiu o presidente do Butantan, durante entrevista coletiva.

Covas lembrou que 40 milhões das 46 milhões de doses da Coronavac que o Butantan quer comprar serão produzidas nos laboratórios do próprio instituto. “Essa vacina terá a marca e o rótulo do Butantan e será destinada a vacinar os brasileiros. Todas as vacinas que nós produzimos no Butantan dão suporte ao PNI. Elas atingem todos os municípios do Brasil. Neste ano, um em cada três brasileiros tomou uma vacina da gripe produzida no Butantan”, destacou.

A estimativa de Covas é de que a substância tenha o aval de autoridades sanitárias para ser aplicada à população até dezembro deste ano. “Se acontecer a incorporação ao PNI, essas vacinas estarão já prontas para serem distribuídas por todo o país. Se isso não acontecer,elas estarão também disponíveis. A questão é o financiamento. E, nesse momento, essa é uma questão crítica porque, obviamente, essas vacinas têm custo. Então, as vacinas serão produzidas e estarão disponíveis para o Brasil no final desse ano. Resta saber quem é que vai financiar as vacinas”, reforçou.

Registro
O presidente do Butantan disse que os ensaios clínicos da Coronavac estão na última fase de testes e já alcançaram mais de 9 mil pessoas. Ele explicou que para garantir o registro do imunizante junto à Anvisa o instituto ainda precisa analisar a real eficácia da vacina.

Para isso, de acordo com Covas, falta cumprir uma das etapas do estudo clínico que demanda que 61 voluntários apresentem diagnóstico positivo para Covid-19. “Quando isso acontecer, nós podemos abrir o estudo saber qual e a eficácia do estudo. E, com esses dados, já é um componente importante para o dossiê de registro”, detalhou.

“A outra parte é a produção. A produção já está com a linha certificada do Butantan, e estamos simplesmente aguardando o início da produção dessas 46 milhões de doses. Lá no final, os dois processos se encontram e você tem o dossiê completo. Então, a partir desse momento é que a Anvisa tem os seus prazos regulamentares para deferir o registro”, acrescentou Covas.

Fonte: Correio Braziliense

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Brasil

Bolsonaro sabia da compra de vacinas, mas recuou após pressão de apoiadores em redes sociais

Presidente inicialmente não se opôs à iniciativa, mas mudou de posição após reação, dizem assessores

Marcelo Passos

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O presidente Jair Bolsonaro foi informado no último final de semana da intenção da compra, pelo Ministério da Saúde, de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac com o Instituto Butantan.

Segundo assessores tanto do Palácio do Planalto como do Ministério da Saúde, Bolsonaro, inicialmente, não se opôs à iniciativa, mas mudou de posição no final da tarde da terça-feira (20), após repercussão negativa de seus apoiadores nas redes sociais.

Desde o anúncio feito pelo ministro Eduardo Pazuello, em reunião virtual com governadores, eleitores bolsonaristas iniciaram campanha nas redes contra o que chamam de “vacina chinesa”.

As críticas chegaram ao perfil oficial do presidente, que decidiu adotar um recuo estratégico. Na própria terça-feira (20), segundo relato feito à Folha, ele telefonou a Pazuello para informar que se posicionaria contra o anúncio.

Nesta quarta (21), Bolsonaro e Pazuello se falaram por telefone para ajustar a mudança de discurso e combinar a divulgação de uma nota pública, na qual alegaram que houve “interpretação equivocada”.

Como lembraram auxiliares palacianos, Pazuello costuma informar todas as iniciativas de sua pasta a Bolsonaro e não faz nada sem o conhecimento do chefe do Executivo, o que não foi diferente neste episódio.

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