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Jogos Olímpicos do Rio acabam com chuva, alegria e carnaval

No Maracanã, os mais de 200 países que participaram da Olimpíada de 2016 deram adeus ao Rio de Janeiro…

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Em uma festa que reforçou o que tem de melhor e extrapolou as fronteiras fluminenses para falar da arte e cultura nacional, o Rio de Janeiro se despediu dos Jogos Olímpicos na noite deste domingo (21), em cerimônia realizada no Estádio do Maracanã. Em espetáculo pensado para ressaltar a criatividade do brasileiro e sua capacidade de criar com as próprias mãos, o tom foi de celebração e congraçamento.

No Maracanã, os mais de 200 países que participaram da Olimpíada de 2016 deram adeus ao Rio de Janeiro em uma cerimônia realizada sob chuva e com direito mais uma vez a muita música brasileira, principalmene o samba.

Em comparação à cerimônia de abertura, o encerramento teve orçamento e tempo reduzido, o que tradicionalmente acontece em Jogos Olímpicos. Além de receber um aporte financeiro menor, com cifras finais não reveladas pelos organizadores, a apresentação final também é mais curta. Enquanto a abertura se estendeu por quatro horas, o encerramento teve duração de 2h30.

A grande quantidade de lugares vazios, especialmente os mais próximos do gramado, chamou a atenção. O Maracanã ficou bem mais vazio do que na final do futebol masculino, disputada no dia anterior no mesmo estádio. Além disso, outros empecilhos testaram os criadores do espetáculo: o ensaio geral das coreografias só pode ser realizado horas antes do início da cerimônia. O tempo também não colaborou, com chuva, frio e ventos fortes durante quase toda a cerimônia.

Diante das limitações impostas pelo local da cerimônia, como o pouco espaço disponível, os lugares no nível do campo e as portas com menos de dois metros de altura, recursos artísticos que funcionaram na abertura, como projeções e coreografias, foram novamente utilizados.

Figura que dividiu brasileiros e norte-americanos durante a cerimônia de abertura, Santos Dumont voltou a ser evocado no encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Fotos históricas do inventor foram mostradas no telão do Maracanã. O personagem histórico, interpretado pelo ator Tuca Andrade, conferiu que era hora da festa começar em um relógio de pulso, uma de suas invenções. Projeções de engrenagens foram exibidas no chão do estádio, encerrando o breve ato inicial da festa.

Alguns dos cartões postais do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, tiveram suas formas moldadas pelos dançarinos. No total, três mil pessoas integram o elenco, sendo 300 dançarinos profissionais e 2,7 mil voluntários. O norte-americano Bryn Walters, um dos maiores especialistas em coreografias de massa e montagem e responsável pelas aberturas de Atenas 2004 e Londres 2012, assinou a coreografia do show.

O Hino Nacional brasileiro foi executado no batuque da percussão e entoado por um coro de crianças, representando cada uma das estrelas da bandeira do país, projetada no chão do estádio.

Em seguida, teve início a parada dos atletas, em um clima bem mais informal e descontraído do que se viu no dia 5 de agosto. Os competidores entraram em uma fila única, ao longo de um corredor formado pelos porta-bandeiras, em uma grande confraternização ditada por música eletrônica, repente e frevo.

Trabalho manual

O ato seguinte contou a história da arte popular brasileira, em suas diversas manifestações e extrapolando as fronteiras da cidade-sede. As pinturas e gravuras rupestres encontradas no parque arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí, ganharam vida com movimentos coreografados. No chamado “momento lembrança”, Arnaldo Antunes declamou o poema “Saudade”, de sua autoria, evocando a palavra que só existe em língua portuguesa.

A tradição das rendeiras foi exaltada ao som da tradicional canção “Mulher Rendeira”, entoado pelas Ganhadeiras de Itapuã, grupo que resgata as antigas tradições do bairro de Salvador. Uma projeção criou a ilusão de que uma renda tinha sido tecida no chão do estádio. Em seguida, o grupo Corpo apresentou um trecho do espetáculo Parabelo, em ritmo de forró.

O público levantou-se logo nos primeiros acordes de “Asa Branca”, uma das canções mais conhecidas de Luiz Gonzaga, improvisando uma ciranda nas arquibancadas. Em homenagem a mestre Vitalino e suas esculturas, os dançarinos foram caracterizados como bonecos de barro e mostraram passos do forró.

Vaias

Repetindo uma tradição olímpica, a cerimônia de premiação da maratona masculina aconteceu no meio do encerramento, na entrega das últimas medalhas dos Jogos. O ouro ficou com o queniano Eliud Kipchoge, a prata com o etíope Feyisa Lilesa e o bronze com o norte-americano Galen Rupp. Na apresentação dos atletas recém-eleitos para compor a Comissão dos Atletas do Comitê Olímpico Internacional (COI), a mais aplaudida foi a saltadora russa Yelena Isinbayeva.

Depois da homenagem aos voluntários da Rio 2016, em que o cantor Lenine apresentou uma versão feita para eles de sua música Jack Soul Brasileiro, a bandeira da Grécia foi hasteada e o hino do país entoado para o recolhimento da bandeira olímpica.

Na passagem para a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, o prefeito Eduardo Paes foi anunciado e acabou sendo muito vaiado. Em seu discurso, o presidente do COI, Thomas Bach, pontuou, em português: “Valeu, Brasil! Esses foram Jogos Olímpicos maravilhosos, na Cidade Maravilhosa”.

Toque oriental

Os próximos anfitriões também tiveram tempo de mostrar o que querem fazer daqui a quatro anos, em Tóquio. Em uma apresentação que começou com o hino japonês, se observou uma mistura de luzes, formas geométricas, tambores tradicionais (taikos) e a cultura dos videogames.

Os espectadores vibraram no momento em que o personagem Mario deixou a animação exibida no telão para “saltar” de um cano montado no centro do estádio. Na verdade, era o primeiro-ministro japonês, Shinz Abe, com os trajes do famoso encanador do mundo virtual.

Os japoneses também fizeram questão de agradecer, por meio de projeções da palavra “arigato” (que quer dizer obrigado) em vários idiomas, expressando gratidão ao mundo pela solidariedade e apoio prestados após o terremoto que devastou o país em 2011. No fim, eles fizeram o convite: “vejo você em Tóquio”.
Chuva

Carnaval

No momento em que Bach declarou os Jogos Olímpicos encerrados, um lamento ecoou das arquibancadas. A chama olímpica foi apagada em um ato cheio de simbolismo. Enquanto a cantora Mariene de Castro interpretava a música Pelo tempo que durar, de Marisa Monte e Adriana Calcanhoto, uma chuva, que representa a abundância das águas tropicais, caiu sobre a pira, extinguindo o fogo.

A mensagem passada, no entanto, foi de renovação. Um grande árvore feita de cordas foi içada no centro da cena, em meio a colorida representação da flora brasileira, reforçando o início de um novo ciclo.

E o Maracanã virou carnaval com a chegada do Cordão do Bola Preta e de integrantes de escolas de samba, embalados pela marchinha “Cidade Maravilhosa”, hino da cidade do Rio de Janeiro.

O público ficou de pé para cantar as marchinhas que ganham o carnaval de rua e sambas-enredos consagrados. A festa ficou completa com a chegada de um carro alegórico, convidando os atletas a tomarem o gramado e acompanharem os fogos de artifício. Só faltou avisar que a festa tinha acabado: atletas, voluntários e o público continuou dançando, ao som do samba tocado nos alto-falantes, como se os Jogos estivessem só começando.

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Esportes

Título do Brasileirão rende ao Flamengo premiação de R$ 33 milhões

Redação PortalPE10

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O sucesso no Brasileiro foi a única meta batida pelo time na previsão de orçamento para temporada 2020, que previa a chegada na final da Copa do Brasil e ao menos na semifinal da Libertadores. No caso do Brasileiro, a projeção era de terminar pelo menos em segundo.

Para a temporada 2021, otimismo segue, e a previsão é de, por exemplo, chegar ao menos na semifinal da Libertadores. A estimativa é de alcançar uma receita de até R$ 953 milhões.

Veja a lista de prêmios em dinheiro e leia as observações no fim:

  • Flamengo: R$ 33 milhões
  • Internacional: R$ 31,3 milhões
  • Atlético-MG: R$ 29,7 milhões
  • São Paulo: R$ 28 milhões
  • Fluminense: R$ 26,4 milhões
  • Grêmio: R$ 24,7 milhões
  • Palmeiras: R$ 23,1 milhões
  • Santos: R$ 21,4 milhões
  • Athletico-PR: R$ 19,8 milhões
  • Bragantino: R$ 18,1 milhões
  • Corinthians: R$ 14,2 milhões
  • Ceará: R$ 13,2 milhões
  • Atlético-GO: R$ 12,2 milhões
  • Bahia: R$ 11,9 milhões
  • Sport: R$ 11,5 milhões
  • Fortaleza: R$ 11,2 milhões

OBS: Os valores-base são referentes a 2019, sem correção. As equipes rebaixadas não recebem valor algum. E os times que assinaram com a Turner na TV fechada (Inter, Palmeiras, Santos, Athletico-PR, Ceará, Bahia e Fortaleza) podem apresentar pequena variação.

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Esportes

Sport perde para Galo na Ilha, mas segue na Série A

PortalPE10 com informações UOL

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Sport e Atlético-MG entraram em campo com objetivos claros. Até porque o resultado tem impacto na a permanência do Leão na Série A, nas vagas da Sul-Americana e da Libertadores. Dessa vez, o Galo terminou vencendo por 3 a 2, mas ambas as equipes cumpriram metas em um duelo marcado por confusão e gol decisivo no apagar do luzes. O time mineiro abriu o placar com Jair e viu o rival empatar com Dalberto. No segundo tempo, ampliou com Thyere (contra), viu o Leão empatar de novo – de pênalti, com Thiago Neves -, mas garantiu a vitória com um gol de Marrony no fim.

O Sport segue na 14ª posição, com 42 pontos, e apesar da derrota, está garantindo na Série A 2021. Isso porque o Vasco, que tem 38 pontos e abre o Z-4, empatou com o Corinthians. O Atlético-MG, por sua vez, saltou para 65 pontos e está agora na 3ª posição.

No Brasileirão, o Sport visita o Athletico na Arena da Baixada, enquanto o Atlético-MG recebe o Palmeiras no Mineirão. Ambas as partidas acontecem na quinta-feira, às 21h30, pela despedida do campeonato.

Antes disso, o Rubro-negro estreia no Pernambucano contra o Vera Cruz, às 19h da quarta-feira.

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Esportes

Internada em dezembro, mãe de Ronaldinho morre aos 71 anos de Covid-19

PortalPE10 com informações G1

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Ronaldinho Gaúcho e sua mãe Miguelina de Assis — Foto: Pedro Souza / Atlético

Morreu na noite deste sábado em Porto Alegre Miguelina Elói Assis dos Santos, mãe do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho. Dona Miguelina, como era conhecida, tinha 71 anos e estava internada desde dezembro do ano passado após complicações decorrentes de um quadro de Covid-19.

A informação foi publicada pela Rádio Itatiaia e confirmada pelo ge com pessoas ligadas ao estafe de Ronaldinho. Sobrinho de Ronaldinho e filho de Assis, Diego Assis também confirmou que a avó “foi descansar”.

Em dezembro passado, Ronaldinho usou os seus perfis nas redes sociais para pedir orações para a mãe. Ela havia sido internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, após contrair coronavírus.

– Queridos amigos, minha mãe está com Covid e estamos na luta para que ela se recupere logo. Ela está no centro de tratamento intensivo, recebendo todos os cuidados. Agradeço desde já as orações, as energias positivas e o carinho de sempre. Força mãe – escreveu o ex-jogador.

O Hospital Mãe de Deus não divulga informações sobre pacientes.

Em nota oficial, o Atlético-MG se solidarizou com Ronaldinho e declarou que o clube está em luto pela morte de Dona Miguelina. O meia foi campeão da Libertadores e é ídolo do Galo.

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