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Cotidiano

LCD, LED, plasma ou OLED? Conheça os tipos de tela das TVs

Tecnologia LED domina vendas de TVs e deixa para trás o LCD,mas preço baixo coloca plasma de novo no radar do consumidor

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vida digital

Já faz tempo que as clássicas TVs de tubos de raios catódicos, também conhecidas como CRT, deram lugar a modelos mais finos nas prateleiras das lojas. Desde então, diversas tecnologias de tela surgiram. Os primeiros modelos eram de LCD, que foi aprimorado pelos fabricantes e se tornou o LED. A mudança foi um sucesso, e os painéis de LED estão presentes em quase 90% dos televisores vendidos no Brasil. Mas não se trata da única tecnologia disponível no mercado: apesar de ter deixado uma má impressão no passado, as TVs de plasma ainda tentam encontrar seu espaço, com preços mais baixos. Além disso, TVs de OLED, que eram apenas uma promessa para o futuro, começam a aparecer gradualmente nas lojas.

A versatilidade do LCD ajudou a TV de tela fina a se popularizar rapidamente. Ela utiliza um painel de cristal líquido com uma lâmpada incandescente na parte traseira, que ilumina pontos na tela (pixels) nas cores primárias (verde, azul e vermelho). Ao migrar as TVs para o LED, os fabricantes fizeram mudanças pequenas, mas significativas: em vez da luz branca da lâmpada incandescente, um conjunto de LEDs nas cores primárias é instalado atrás do painel de cristal líquido. “Isso melhorou a filtragem de luz e as telas oferecem uma maior variedade de cores, com mais brilho e contraste do que as telas de LCD”, explica Yuzo Iano, professor de comunicação audiovisual da faculdade de engenharia elétrica e de computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A substituição os painéis de LCD também permitiu que os fabricantes reduzissem a espessura das TVs. Nas lojas, é possível encontrar modelos com telas grandes, acima de 50 polegadas, e espessura inferior a 3,5 centímetros. As TVs também passaram a consumir menos energia para funcionar. A economia chega a 40%.

Plasma se recupera – Desde os anos 1980, outro tipo de tecnologia tenta se firmar como opção de tela fina. As TVs com telas de plasma fazem uso de milhões de microtubos, cada um responsável por acender um ponto da tela por meio de uma reação química. Contudo, os primeiros consumidores que apostaram nesta tecnologia tiveram problemas graves com os produtos, e o plasma não decolou.

Uma das falhas mais conhecidas é o fenômeno chamado “burn-in”. Depois de algum tempo de uso, a tela da TV apresentava manchas, como se a imagem exibida estivesse “gravada” no painel. “Atualmente, o efeito é raro, pois a tecnologia evoluiu e passou a não deixar o pixel completamente aceso, mas somente piscando a uma frequência muito alta”, diz Iano. A evolução do plasma permitiu que diversos grandes fabricantes, de olho nas vendas de TVs com tela grande para a Copa do Mundo, apostassem novamente na tecnologia em 2014.

A principal vantagem do plasma em relação ao LED é o preço. É possível comprar TVs de plasma de telas maiores que as de LED a preços mais baixos. Segundo Camila dos Santos, analista do mercado de TVs da consultoria GfK, o consumidor consegue equipar sua casa com uma TV de 65 polegadas, por um valor similar ao de um modelo com tela de LED de 55 polegadas. “As vendas de TVs de plasma representaram 7,6% das vendas no Brasil em 2013, mas tiveram crescimento de 111% em relação ao ano anterior”, diz Camila.

Além do preço baixo, as TVs de plasma oferecem melhor contraste, pois não acendem os pixels ao exibir a cor preta. Dessa forma, a iluminação de outras regiões da tela não “escapa”, o que evita o efeito acinzentado da cor preta nas TVs de LED. As TVs de plasma também têm maior frequência de tela, o que garante que o espectador não verá borrões ou “fantasmas” ao assistir a cenas de grande movimentado.

Contudo, ao contrário das TVs de LED, a tela de plasma não é tão fina, e não há modelos em tamanhos inferiores a 40 polegadas. Além disso, o consumo de energia do plasma é alto: até 60% superior ao das TVs de LED do mesmo tamanho.

OLED chega às lojas – A nova tecnologia de OLED (diodos emissores de luz orgânicos, na sigla em inglês) promete revolucionar o mercado de TVs e substituir, no futuro, o LED e o plasma. Trata-se de um painel flexível feito de materiais orgânicos que, quando estimulados por corrente elétrica, pode exibir quaisquer cores primárias usadas para formar as imagens televisivas. Sem a necessidade de lâmpadas ou microtubos na parte traseira, as TVs de OLED são mais finas e gastam menos energia.

A tecnologia, adotada por poucos fabricantes até o momento, ainda é cara. Um dos primeiros modelos de TVs de OLED com tela curva, lançado pela LG, chegou ao Brasil no final de 2013 com preço de 40.000 reais. No início de 2014, a fabricante sul-coreana anunciou seu primeiro modelo flexível, que passa de tela curva a plana ao acionar um botão, mas o produto ainda não chegou às lojas. “Apenas o tempo confirmará se o uso do OLED vai trazer os benefícios esperados, bem como aceitação pelos usuários”, diz Iano.

 

Para André Romanon, gerente sênior de TVs da Philips, os modelos com tela de OLED devem começar a se popularizar em breve, mas a produção dos painéis precisa amadurecer. Segundo o executivo, grande parte dos painéis de OLED produzidos pelos fornecedores são perdidos ao longo do processo, o que aumenta o custo da tecnologia. “É uma tendência, mas o OLED ainda não está pronto para ser comercializada. Possivelmente, essas telas vão começar a se popularizar a partir do ano que vem”, diz Romanon.


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Cotidiano

Morre Lee Kun-hee, presidente da Samsung

De acordo com comunicado, Lee, que já estava hospitalizado em Seul, passou os últimos momentos ao lado dos familiares, incluindo seu filho Lee Jae-yong — que, com a doença do pai, lidera a Samsung.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução)

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O presidente da empesa de tecnologia Samsung, Lee Kun-hee, morreu aos 78 anos neste domingo (25) (horário local), informou a companhia da Coreia do Sul.

De acordo com comunicado, Lee, que já estava hospitalizado em Seul, passou os últimos momentos ao lado dos familiares, incluindo seu filho Lee Jae-yong — que, com a doença do pai, lidera a Samsung.

Não se sabe a causa da morte. Ele foi hospitalizado em Seul em maio de 2014, quando sofreu ataque cardíaco. Lee, então, recebeu um procedimento para evitar a geração de material tóxico nos vasos sanguíneos ao desacelerar o metabolismo. Na década de 1990, o magnata se recuperou de um câncer pulmonar.

“Todos nós na Samsung vamos celebrar sua memória e somos gratos pela jornada que compartilhamos com ele”, diz o texto.

Crescimento da empresa e problemas na Justiça

Nascido em 1942, Lee ajudou a transformar a pequena empresa de seu pai, Lee Byung-chull, no maior conglomerado sul-coreano. Desde que assumiu a liderança da companhia em 1987, ele acompanhou a transição da Samsung como fabricante de televisores rumo à maior produtora de smartphones e chips de memória.

Com isso, o magnata se tornou o homem mais rico da Coreia do Sul, com fortuna estimada em US$ 20,7 bilhões, segundo a Bloomberg.

Lee também se envolveu em problemas com a Justiça envolvendo pagamentos de propinas a ex-presidentes. Um deles, Lee Myung-bak, que governou a Coreia do Sul entre 2008 e 2013, foi condenado em 2018 a 15 anos de prisão por aceitar US$ 5,4 milhões de propinas da Samsung para conceder perdão ao chefe da empresa por sonegação de impostos.

Um dos filhos de Lee Kun-hee, Lee Jae-yong tomou o controle da empresa sem que o pai deixasse a presidência por causa da doença e também se envolveu em problemas na Justiça. O herdeiro foi condenado em 2017 a 5 anos de prisão por pagamento de propinas a outra ex-presidente, Park Geun-hye, que sofreu impeachment. Ele deixou a prisão no ano seguinte.

As relações de Lee com o poder da Coreia do Sul transformaram a Samsung em uma das maiores impulsionadoras do desenvolvimento econômico do país asiático: sozinha, a empresa de tecnologia responde por 20% do capital na maior bolsa de valores sul-coreana.

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Brasil

Mega-Sena, concurso 2.312: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 45 milhões

Veja também os números sorteados de mais cinco loterias.

Marcos Philipe Passos

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Mega-Sena – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.312 da Mega Sena sorteados neste sábado (24) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. O prêmio acumulou, e o valor previsto para quem acertar as seis dezenas no próximo sorteio subiu para R$ 45 milhões. Veja também os números sorteados de mais cinco loterias.

A Mega-Semana da Sorte ofereceu uma chance extra ao apostador, com três sorteios: o primeiro realizado na terça-feira (20), o segundo, na quinta-feira (22), e o último ocorreu neste sábado (24).

Mega-Sena

Os número sorteados foram: 03 – 27 – 39 – 46 – 47 – 60.

A Quina teve 43 apostas ganhadoras; cada uma receberá R$ 71.554,38.

A Quadra teve 3.773 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 1.164,98.

Quina

Os números sorteados foram: 27 – 32 – 44 – 46 – 49.

Timemania:

Os números sorteados da Timemania foram: 01, 10, 14, 25, 47, 48, 50.

Time do coração: 76 (Vila Nova – GO)

Lotofácil:

Os números sorteados da Lotofácil foram: 21-05-17-19-09-13-11-12-22-06-07-14-08-04-10.

Dupla Sena

Número do 1º Sorteio: 22 – 24 – 30 – 32 – 37 – 39.

Números do 2º Sorteio: 06 – 09 – 28 – 29 – 40 – 47.

Dia de Sorte

Os números sorteados foram: 05 – 10 – 21 – 25 – 26 – 29 – 31.

Mês da sorte: 04 (abril)

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Cotidiano

Em comício, Obama diz que Casa Branca errou na gestão da pandemia

“Essa pandemia teria sido difícil para qualquer presidente administrar”, mas “a ideia de que, de alguma forma, a Casa Branca fez algo além de arruinar tudo é tola”, continuou.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

(Foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, atacou neste sábado (24) o atual presidente Donald Trump por sua gestão da pandemia da covid-19, durante um evento de campanha em apoio ao candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden.

“Oito meses após o início desta pandemia, o número de novos casos continua batendo recordes”, disse o ex-presidente durante um comício democrata realizado em Miami, na Flórida, dez dias antes das eleições de 3 de novembro.

“Essa pandemia teria sido difícil para qualquer presidente administrar”, mas “a ideia de que, de alguma forma, a Casa Branca fez algo além de arruinar tudo é tola”, continuou.

Diante de um público que chegou de carro para um comício realizado na modalidade “drive-in”, Obama, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, criticou Trump por não ter um plano de combate à pandemia.

“Donald Trump não vai nos proteger agora, de improviso. Ele sequer é capaz de tomar as precauções mais elementares para se proteger”, disse ironicamente, três semanas após a hospitalização do presidente republicano, que contraiu o vírus.

“Ele sequer reconhece que há um problema”, continuou Obama, em resposta às declarações feitas neste sábado por Trump, que durante um comício na Carolina do Norte previu que, no dia seguinte à eleição, não se falará mais sobre a pandemia.

Este é o segundo ato em poucos dias em que Obama participa em apoio ao seu ex-vice-presidente.

Em Miami, Obama pediu a mobilização massiva do eleitorado democrata da Flórida, um estado-chave que o apoiou em 2008 e 2012, mas no qual Trump venceu em 2016.

“Você me escolheu duas vezes, Flórida. Agora peço que escolha Joe”, concluiu.

*Com informações AFP

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