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Cotidiano

Mãe é condenada a 80 anos de reclusão por matar filhos

Arlene Régis dos Santos permanecerá no Centro Psiquiátrico em que está internada para tratamento.

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Foto: Caio Loureiro
A ré Arlene Régis dos Santos foi condenada a 80 anos de reclusão por matar seus dois filhos menores, em setembro de 2009. Como foi diagnosticada com transtorno de personalidade, deverá permanecer no Centro Psiquiátrico Judiciário onde passa por tratamento. O julgamento, realizado nesta segunda (19) no Fórum da Capital, durou quase dez horas e foi conduzido pelo juiz John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal.

“A condenada apresenta transtorno e entendo que, se ela for encaminhada diretamente ao presídio, haverá a interrupção do tratamento. Por isso a ré permanecerá no Centro Psiquiátrico, até que novo laudo seja realizado”, explicou o magistrado.

Os jurados acolheram a tese do Ministério Público e condenaram Arlene por duplo homicídio qualificado. “A ré agiu com premeditação e vingança, por não aceitar o término do relacionamento com o marido”, disse o promotor de Justiça Antônio Luís Vilas Boas.

Já o advogado Cristiano Barbosa Moreira pediu a absolvição da ré alegando que ela estava “possuída” e que agiu com “perturbação mental e espiritual”. “Ela não sabia o que estava fazendo. Não era ela naquele momento”, defendeu o advogado, que informou que recorrerá da pena de 80 anos.

O crime ocorreu na madrugada de 29 de setembro de 2009, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió. Antony Pedro Santos Nobre, de 7 anos, foi estrangulado e Abelardo Pedro Nobre Neto, de 12, asfixiado e esfaqueado pela mãe. Arlene ainda tentou asfixiar o filho mais velho, de 15 anos, mas desistiu após o jovem acordar.

Depoimentos

Durante a manhã, foram ouvidas três testemunhas, um psicólogo e um psiquiatra. A ré preferiu ficar em silêncio. O psiquiatra Ronaldo Lopes, que atuou como perito do caso, disse que Arlene sofre de transtorno de personalidade borderline e que o referido transtorno fica no campo da perturbação mental, não se caracterizando como uma doença mental.

“O portador de transtorno borderline tem tendência a agir sem levar em consideração as consequências de seus atos. Está sujeito a um comportamento explosivo”. Para o psiquiatra, no entanto, o ato praticado pela ré foi realizado com “organização, violência e inteligência preservada”.

O psicólogo José Adão Lima atuou em conjunto com o psiquiatra e disse que Arlene agiu com “consciência plena”. “Foram aplicados testes psicológicos e realizada uma entrevista clínica. Não se encontrou patologia, e sim conflitos intrapsíquicos”.

O ex-marido da acusada, Abelardo Pedro, também prestou depoimento. Disse ter sofrido ameaças de Arlene por meses e que não imaginava que ela seria capaz de agredir os filhos. O filho sobrevivente do casal, Arlanicson Pedro Santos Nobre, hoje com 23 anos, contou que a mãe tentou asfixiá-lo com um pano em volta do pescoço, mas desistiu, e que disse a ele que havia matado seus irmãos.

Matéria referente ao processo nº 0027722-63.2009.8.02.0001

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Cotidiano

Consumo de bebidas alcoólicas cresce entre as mulheres

O corpo leva de 1 a 3 horas para metabolizar uma dose de álcool no organismo.

Redação PortalPE10

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(Foto: Fábio Alves / Unsplash)

O consumo de bebidas alcoólicas entre as mulheres tem se tornado cada vez mais frequente. Segundo dados levantados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revela que 17% das mulheres com mais de 18 anos de idade, consumiram bebidas alcoólicas uma vez ou mais por semana em 2019. O estudo foi realizado com base no estado de saúde, estilo de vida, saúde bucal e doenças crônicas destas pessoas.

Para Alfredo Almeida Pina Oliveira, especialista em práticas de promoção da saúde e coordenador do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Enfermagem da Universidade UNG, apesar do consumo do álcool ser muito comum, existem problemas que podem ser reduzidos ou evitados. Os riscos dependem de diversos fatores como a quantidade de álcool consumida, padrão de consumo, vulnerabilidade (genética, psicológica, social), presença de doenças prévias ou uso de medicamentos, outros hábitos de saúde, entre outros.

“Sabe-se que o consumo nocivo do álcool está fortemente relacionado com cerca de 200 tipos de doenças, lesões resultantes de violência e acidentes de trânsito e morte”, explica. Os principais problemas de saúde associados ao álcool são: transtornos por uso do álcool, suicídios, violência doméstica, lesões no trânsito, epilepsia, cirrose hepática, câncer (boca, esôfago, intestino, mama), pancreatite, tuberculose e hipertensão (pressão alta).

Algumas doenças são totalmente atribuíveis ao álcool, como por exemplo, a síndrome de dependência do álcool, enquanto outras têm uma grande parcela atribuível ao álcool, como é o caso da cirrose (em 48% de todos os casos de cirrose estima-se que a causa seja o consumo de álcool). No caso de lesões no trânsito, câncer de boca e pancreatite, mais de 25% dos casos são atribuíveis ao álcool.

“O consumo de álcool causa prejuízos não apenas à saúde de quem bebe, mas também de seus familiares. Problemas de relacionamento, violência, negligência, gastos e perda de patrimônio e da sociedade como um todo, acidentes de trânsito, prisão e redução da produtividade no trabalho”, disse o especialista.

O corpo leva de 1 a 3 horas para metabolizar uma dose de álcool, o tempo é maior em pessoas que apresentam uma menor quantidade de enzimas ou menor quantidade de água no organismo. Por exemplo, mulheres e indivíduos que apresentam alguns problemas de saúde ou fazem uso de determinados medicamentos.

O álcool é processado no organismo mais lentamente do que é absorvido, de modo que além da quantidade total de álcool é importante controlar a velocidade e a forma do consumo. O beber pesado episódico (BPE), também conhecido pelo seu termo em inglês como “bingedrinking”, corresponde à ingestão de quatro doses ou mais em pelo menos uma ocasião no último mês, pode aumentar o impacto negativo do álcool nos órgãos e sistemas.

* Da Assessoria de Imprensa

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Cotidiano

Trump diz que deixará Casa Branca se vitória de Biden for confirmada

Quando perguntado se deixaria a Casa Branca caso o Colégio Eleitoral confirme a vitória de Biden, Trump respondeu: “Certamente irei. E vocês sabem disso”.

Redação PortalPE10

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MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) que deixará a Casa Branca se Joe Biden for confirmado oficialmente como o vencedor das eleições, mas repetiu que pode nunca não admitir a derrota.

Trump liderou uma empreitada sem precedentes ao contestar os resultados da eleição de 3 de novembro, espalhando teorias insanas sobre cédulas roubadas e lançando contestações legais sem fundamento que foram rejeitadas por tribunais de todo o país.

Ao responder às primeiras perguntas de jornalistas desde a eleição, o presidente chegou mais perto de aceitar que teria apenas um mandato antes da posse de Biden, em 20 de janeiro.

Quando perguntado se deixaria a Casa Branca caso o Colégio Eleitoral confirme a vitória de Biden, Trump respondeu: “Certamente irei. E vocês sabem disso”.

Mas, “se o fizerem, terão cometido um erro”, afirmou, acrescentando que “será uma coisa muito difícil de admitir”.

“Esta foi uma grande fraude”, declarou Trump sobre o resultado da eleição, novamente sem fornecer qualquer evidência.

Durante a coletiva de imprensa nesta quinta, feriado de Ação de Graças, ele comparou a infraestrutura de votação dos EUA à “de um país do terceiro mundo”.

O presidente eleito Biden disse na quarta-feira que os americanos “não aceitarão” tentativas de sabotar o resultado da eleição.

*Com informações AFP

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Morre Diego Maradona após parada cardiorrespiratória, diz jornal

Maior jogador da história do futebol argentino sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, segundo o jornal argentino ‘Clarín’.

Redação PortalPE10

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Maradona com sua companheira, Rocio Oliva, durante jogo da Copa Davis — Foto: Darko Bandic/AP

Maior jogador da história do futebol argentino, Diego Armando Maradona morreu nesta quarta-feira (25) aos 60 anos.

Maradona sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, segundo o jornal argentino “Clarín”.

*Com informações G1

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