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Política

Maior movimento popular da história do Brasil, Diretas Já completa 30 anos

Campanha que levou milhões às ruas do País em 1984 é marco da democracia.

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Politizado, pacífico, objetivo e marcado por uma febre de rebeldia e civismo que contagiou todas as classes, a campanha pelas Diretas Já completa 30 anos como o maior e mais consequente movimento de massas do Brasil.

“Jamais passou pela cabeça do Dante que a emenda se transformaria num fantástico movimento de massas”, revela a ex-deputada Thelma de Oliveira, viúva do deputado federal Dante de Oliveira, autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de 2 de março de 1983 que estabelecia eleições diretas para presidente e seria o estopim do movimento.

Segundo ela, a presença de lideranças, a pauta objetiva e o caráter pacifista (não há registro de que uma lixeira sequer tenha sido virada) despertaram a forte participação popular. “A emenda representou o desejo de mudanças. O objetivo era trocar a ditadura, o inimigo comum, por um presidente eleito”, lembra Thelma, com uma pitada de saudosismo: “É preciso resgatar o espírito da campanha das Diretas.”

 
Da esquerda para a direita, FHC, Mora Guimarães (mulher de Ulysses Guimarães),
Lucy Montoro, Franco Montoro e Lula participam da campanha das Diretas na Praça da Sé em São Paulo

“O povo deixou de ser objeto para se tornar sujeito da história e, se não conquistou a democracia direta que poderia ter vindo, pela primeira vez autorizou a elite política a recorrer ao Colégio Eleitoral para promover as mudanças”, disse ao iG o ex-deputado Domingos Leonelli, coautor, ao lado de Dante de Oliveira, do livro “Diretas Já: 15 meses que abalaram a ditadura”.

A campanha propriamente dita só passaria a valer e pegaria fogo a partir de 25 de janeiro de 1984, no célebre comício da Praça da Sé, em São Paulo, onde 300 mil pessoas ilharam o heterogêneo palanque e tiraram da zona do medo uma oposição que, traumatizada pela violência de 20 anos de arbítrio, ainda resistia em ousar.

Ao fixar os olhos na multidão, Carlos Castelo Branco, um dos mais importantes analistas políticos da época, profetizou: “Pode mudar a história, desde que seja o ponto de partida para outros iguais.”

O papel da imprensa

A mesma imprensa que três décadas antes se deixara envolver em conspirações antidemocráticas – como os movimentos que deram no suicídio do presidente Getúlio Vargas, na deposição João Goulart e no apoio ao golpe civil-militar de 1964 – aproveitaria a campanha das diretas para se redimir.

O primeiro veículo a encampar a Emenda Dante de Oliveira foi a Folha de S. Paulo, seguida por duas emissoras de televisão, a Bandeirantes e a extinta Manchete.

A dimensão do Comício da Sé e a percepção de que a população apoiava incondicionalmente a eleição direta e o fim do regime levariam, de roldão, os demais veículos, e até mesmo a recalcitrante Rede Globo, que até então acompanhava o movimento, mas não noticiava.

O comício uniu os 16 governadores de oposição, artistas e intelectuais – boa parte deles do elenco da Globo – numa época em que internet e redes sociais eram meros exercícios de ficção. A Globo o incluiu discretamente entre os atos de comemoração dos 430 anos de São Paulo, mas depois, forçada pelas vaias e pelo instinto de sobrevivência, se rendeu.

“A convocação era feita por panfletos”, lembra o jornalista Ricardo Kotscho, que trabalhava na Folha de S. Paulo e teve a ideia de sugerir ao comando da redação que o jornal se envolvesse na campanha.

“A Folha foi o único veículo que se engajou. O jornal publicava até o roteiro dos comícios. Os outros noticiaram quando não dava mais para segurar”, diz Kotscho, que trabalhou sem folgas nos quatro meses mais intensos da campanha.

No primeiro comício das Diretas Já, o repórter “Ernesto Varela” (personagem do jornalista Marcelo Tas) entrevista diversas pessoas sobre aquele importante momento. Lula, Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Hélio Bicudo estão entre elas e o ex-presidente afirma: “O prazer da política é sentir que o povo participa, que ele próprio começa a despertar para transformar as coisas no país”. Assista ao vídeo e relembre esse momento:

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Brasil

Presidente faz visita surpresa à igreja Assembleia de Deus e é abençoado pelo Círculo de Oração

Bolsonaro passava por comunidade quando viu igreja aberta e resolveu entrar.

Redação PortalPE10

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Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), fez uma visita surpresa a uma congregação da Assembleia de Deus Ministério de Madureira no bairro Morro da Cruz, em São Sebastião (DF), comunidade perto de Brasília. As informações são do GospelPrime.

Bolsonaro estava passando de moto pelo local quando viu a igreja aberta e resolveu entrar, sendo abençoado por irmãs do Círculo de Oração que estavam presente. O presidente também deu uma rápida saudação para os fiéis antes de deixar o local.

Em sua breve passagem pela congregação, o presidente agradeceu pela recepção e pelas bênçãos, recebendo uma oração das evangélicas presentes.

Na mesma comunidade, o presidente visitou uma casa onde venezuelanas que fugiram do regime socialista de Nicolas Maduro estão abrigadas. Bolsonaro aproveitou para alertar sobre os riscos do Brasil chegar a essa condição, passando a uma ditadura.

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Brasil

Empresário que organizou almoço de Bolsonaro com sertanejos está intubado com Covid-19 em hospital

PortalPE10 com informações G1

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O empresário do ramo artístico Uugton Batista da Silva, amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), está sedado e intubado em estado grave com Covid-19 em um hospital de Goiânia. A informação foi confirmada pelo advogado dele, Edemundo Dias.

“A esposa está pedindo corrente de oração pela saúde dele porque o estado é bem complicado. É muito grave. Todos estão preocupados com ele”, ressaltou Dias.
Em 15 de março, o empresário disse em uma rede social que testou positivo para o coronavírus e estava bem. Também pediu orações aos seguidores e amigos. Uugton tem três filhas.

O empresário promoveu encontros entre artistas sertanejos e o presidente Bolsonaro. Em um desses eventos, em 29 de janeiro, cerca de 50 artistas levaram propostas ao presidente para ajudar o setor artístico, que sofre a crise financeira gerada pela pandemia de coronavírus. Os participantes aparecem em fotos sem máscara.

O encontro entre a classe e Bolsonaro aconteceu em uma churrascaria em Brasília e durou cerca de uma hora e meia.

O empresário trabalha há muitos anos no ramo artístico, segundo o advogado, e promove eventos para cantores sertanejos e outras celebridades, como Amado Batista e o jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. Recentemente, ele se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

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Brasil

Bolsonaro sobre aumento de mortes: “Não vamos chorar o leite derramado”

Redação PortalPE10

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Em meio ao aumento dos casos e das mortes por Covid-19 no país, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (7/4) que não adianta “chorar o leite derramado”. Declaração ocorreu em Foz do Iguaçu, durante cerimônia de posse do novo diretor-geral Brasileiro da Itaipu Binacional, General João Francisco Ferreira.

“Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar o presidente. Todos nós somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Em qual país do mundo não morre gente? Infelizmente, morre gente em tudo que é lugar. Queremos é minimizar esse problema”, apontou.

O chefe do Executivo ainda voltou a defender o tratamento off label do que chama de “tratamento precoce”. Ele relatou fala em Chapecó, por onde passou mais cedo. “Há pouco falei em Chapecó, defendi o direito do médico em, não havendo medicamento específico, que use aquilo que acham que devem usar. O tratamento off label. A imprensa me massacrou dizendo que defendi medicamentos não previstos.O que eu defendi e defendo é o médico na ponta da linha receitar aquilo que ele achar mais conveniente em comum acordo com o paciente”, justificou.

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