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Medo de dirigir atinge dois milhões de brasileiros, estima associação

Desse total, 80% seriam mulheres, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.

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Traumas de infância, estresse, medo do fracasso… As causas são diversas, mas o problema é um só: a fobia de dirigir. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o mal atinge cerca de dois milhões de brasileiros. Para se ter ideia, o número é quase o mesmo que as populações do Acre, do Amapá e Roraima somadas. Ainda de acordo com a Abramet, as mulheres correspondem a 80% desse total.

Médico e um dos diretores da Abramet, Dirceu Rodrigues Alves Júnior explica que o trânsito pode provocar tensão, estresse, desgastes físico e mental, e transtornos comportamentais, como o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), que dá origem a ataques de raiva. Para vencer o medo, Direceu conta que é fundamental identificar a origem do problema. 

“É necessário saber o agente causal. Depois, eles serão tratados convenientemente, estudando os problemas internos ou primários. O TEI, por exemplo, não é um problema psiquiátrico. É um distúrbio comportamental que demanda terapia e um tratamento com um psicólogo para conter a fúria”, detalha.

O medo de dirigir também pode estar relacionado a algum trauma, segundo Júnior. A contadora Eliana Regina, de 54 anos, tirou a habilitação em 1992. À época, até chegou a dirigir sem medo pelas ruas de Brasília. “Eu ia trabalhar de carro e levava meu filho à escola, não tinha nenhum problema”. Tudo corria bem até que Eliana se mudou para Marília, interior de São Paulo, e bateu o carro. A partir daí, ela conta que começou a ficar com muito medo de se envolver em outro acidente e ter de gastar mais dinheiro ou passar por mais desgastes emocionais. 

O acidente ocorreu ainda na década de 1990, mas, até hoje, a contadora não voltou a dirigir. Ainda que o medo a assombre, Regina admite que o comodismo a atrapalhou neste percurso. “Para trabalhar, eu consigo carona, mas nos fins de semana eu fico presa à minha filha, que me leva aos lugares. Mas eu não quero mais ficar dependente dela”, diz, esperançosa de voltar a pegar ao volante ainda este ano.

Prejuízos por não dirigir

Não conseguir levar os filhos a algum lugar é apenas um dos transtornos que a fobia de dirigir pode provocar. Há quem chegue a perder oportunidades de emprego pelo medo de segurar o volante, e os prejuízos são fatores que levam as pessoas a procurarem ajuda.

A psicóloga Neuza Corassa estuda as fobias relacionadas ao trânsito há 20 anos. Autora do livro Vença o medo de dirigir, ela estima que 80% das pessoas que buscam auxílio para vencer o medo já têm CNH. Entre eles, a grande maioria já perdeu alguma oportunidade pelo medo de dirigir. A especialista separa os indivíduos com fobia em três níveis: os que nunca conseguiram tirar a habilitação, os que acabam desistindo antes da prova e os que esperam se aposentar para começar a conduzir.

O problema desse terceiro grupo é que, com o passar dos anos, a fobia pode piorar. “Com a idade, começam a aparecer problemas degenerativos. Então, as pessoas passam a ter um temor maior no trânsito por conta das limitações de visão, audição, dos reflexos e das respostas motoras”, explica Dirceu Júnior. 

Foi o que aconteceu com a juíza aposentada do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Wilde Maria, de 65 anos. Ela tirou a carteira em 1980, aos 27 anos e, desde então, nunca mais dirigiu. “Eu acho que demorei demais, quando a gente tira a CNH com 18 anos fica mais corajoso. Quanto mais idade, mais medo nós temos”, pondera.

No caso da magistrada, também contribuiu para a fobia o fato de ela ter trabalhado em varas criminais de delitos de trânsito. “Eu vi a responsabilização de gente que se envolveu em acidentes com morte e tudo isso reforçou o meu entendimento de que o carro é uma arma”, afirma. “A responsabilidade de dirigir é muito grande. Todo mundo diz que é automático, mas para mim é muito difícil”, acrescenta.

Vencendo o medo

Parar de ver o veículo como uma arma é o primeiro passo para superar a fobia. “É comum entender que o carro é uma máquina perigosa, principalmente para quem está começando. Os iniciantes temem acidentes e são muito cautelosos. Com o tempo, eles vão perdendo isso e passam a atuar sem medo”, afirma o diretor da Abramet.

Se o medo inicial não passar, pode ser a hora de buscar ajuda especializada. Embora ela não seja necessária em todos os casos, segundo Neuza Corassa. “Nem todo mundo vai precisar de um psicólogo. O que precisa é de um plano de trabalho de três a quatro meses para ir se aproximando do carro aos poucos. As pessoas às vezes querem partir para o tudo ou nada e não é assim”.

É o que vai tentar fazer a gestora de Recursos Humanos Bruna de Lima, de 25 anos. Habilitada há três, ela nunca dirigiu. “Meu maior medo vem da falta de domínio, por não conhecer, por não saber exatamente o que fazer com o carro e pelo receio de não poder controlar as outras pessoas que estão no trânsito”, conta. 

Agora, após o nascimento da filha, a rotina intensa passou a demandar um veículo: “É uma questão de necessidade mesmo. Tenho os compromissos do dia a dia e no fim de semana quero sair para algum momento de lazer, mas sempre dependo de ônibus ou de outras pessoas”. Por isso, mesmo sem ainda ter vencido a fobia ou buscado auxílio psicológico, ela decidiu comprar um carro. “Eu queria que o medo passasse por milagre, mas infelizmente não é possível. Acho que, a partir do momento que eu tomar coragem, vou adquirindo experiência e conhecimento, e o medo vai desaparecer”, finaliza.

Curso

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) oferece um curso de iniciação à Superação do Medo de Dirigir para pessoas habilitadas que ainda não venceram a fobia do trânsito. Desde 2007, 2.824 alunos já participaram das aulas teóricas. No fim do curso — cuja carga é de 32 horas —, os estudantes ainda participam de um encontro para compartilharem os avanços conquistados. De acordo com o Detran, uma nova turma deve ser aberta em abril. Quem tiver interesse, pode ficar de olho no site da autarquia. 

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Adolescente acusado de matar manifestantes antirracistas nos EUA é libertado sob fiança

Ele foi libertado depois de pagar uma fiança de 2 milhões de dólares, informou um de seus advogados.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução/Internet)

(Foto: Reprodução/Internet)

Um adolescente americano de 17 anos acusado de assassinato premeditado, por disparar fatalmente contra dois manifestantes antirracistas no estado de Wisconsin em agosto, foi libertado depois de pagar uma fiança de 2 milhões de dólares, informou um de seus advogados nesta sexta-feira (21).

Kyle Rittenhouse “saiu da prisão”, escreveu o advogado Lin Wood no Twitter, agradecendo quem ajudou a arrecadar o dinheiro para pagar a fiança que permitiu sua libertação, incluindo o ator Ricky Schroder.

Segundo a imprensa americana, Kyle Rittenhouse, apoiador do presidente Donald Trump e admirador das armas, foi em agosto para Kenosha – no extremo sudeste de Wisconsin – para, segundo ele, “proteger” a cidade de quem provoca distúrbios em meio às manifestações contra a violência policial.

*Com informações AFP

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Menino pede boneca à mãe para aprender a ser “o melhor pai do mundo”

Natalia Rocío, de Porto Rico, fez uma postagem contando o caso.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução/Facebook)

Um menino pediu uma boneca à mãe com a justificativa de que quer ser um bom pai, e viralizou nas redes sociais. Natalia Rocío, de Porto Rico, fez uma postagem contando o caso e disse que comprou a boneca após a filha não querer emprestar o brinquedo ao irmão.

“Ao ensinar meu filho a cooperar em casa e permitir que ele seja um bom pai, estou garantindo que deixarei um homem excelente para este mundo. É assim que mudaremos esta sociedade… não criando mais machos alfa”, disse a mãe em postagem no Facebook.

As informações são do Metrópoles

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Vídeo: Ladrão tenta roubar lutadora de MMA e apanha no meio da rua

O caso ocorreu no último dia 10 e repercutiu na imprensa local nesta semana.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

A lutadora de MMA Brisa Merlo, de 20 anos, foi assaltada no centro de Mar del Plata, na Argentina. O ladrão pegou seu celular e fugiu. Indignada, a jovem foi atrás do homem, que foi contido por populares, e aplicou nele alguns golpes de jiu-jitsu.

O caso ocorreu no último dia 10 e repercutiu na imprensa local nesta semana. Segundo o jornal La Nación, a jovem tinha acabado de sair do trabalho quando foi assaltada. Durante a perseguição ao assaltante, a jovem pediu carona a uma colega que estava de carro.

Quando desceu do veículo, viu o jovem já ensanguentado e, depois de recuperar seu celular, ela o golpeou e o colocou no chão. Enquanto agarrava o pescoço do homem ela gritava: “Filho da p … vá trabalhar! Estou trancada o dia todo trabalhando para você me roubar em três segundos”.

Ela manteve o homem imobilizado até a chegada da polícia, que levou o ladrão para a delegacia. Em entrevista à rádio Conosco, Brisa explicou que ficou muito irritada pois trabalhou meses para comprar o celular e, em meio a pandemia, está com o salário reduzido.

“Espero que esse garoto nunca mais roube. Tenho sorte de saber me defender porque estudei MMA, mas não quero que isso aconteça com mais ninguém. Estou orgulhosa de como agi e não me arrependo de ter feito isso”, disse a jovem.

Para assistir o vídeo CLIQUE AQUI

*Com informações IstoÉ

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