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Ministério Público investiga concursos públicos em Pernambuco

Convocação de nenhum ou de menos aprovados que previsto, quando há temporários nos cargos, é o maior impasse.

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Fazer concurso público em Per­­­nambuco, além da dura ro­­­tina de estudos típica de qual­­quer certame, também tem exi­­gido perseverança dos candida­­­tos para enfrentar problemas de or­­­dem burocrática. Os impasses vão da existência de aprovados que não são chamados até a ocupa­­­ção de vagas que deveriam ser de ser­­vidores efetivos por funcionários temporários ou terceirizados. Os casos estão na mira do Ministério Públi­­­co Estadual (MPPE), que, de 2013 até agora, já abriu 26 procedimentos para apurar ou até judicializar irregularidades identificadas em seleções em todo o Estado.

Uma lista do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caop) de Patrimônio Público do MPPE indica que foram abertos sete inquéritos civis referentes ao provimento de cargos no Recife, em Olinda, em São Lourenço da Mata e em Garanhuns, a maioria para investigar por que o poder público mantém pessoas desempenhando funções para as quais há aprovados em concurso público que ainda não foram chamados. Mais rigorosas por envolverem a Justiça, inclusive com possibilidade de pedido de liminar, as ações civis públicas também foram usadas por promotores na tentativa de corrigir as distorções em processos seletivos. Foram três até agora.

Já os outros casos foram alvos de recomendações e termos de ajustamento de conduta (TAC) e envolvem desde prefeituras do Interior a órgãos ligados ao Governo do Estado, como Lafepe e Hemope. “Vemos casos de não realização de concurso, de processos com vícios, feitos por empresas inidôneas e sem expertise, e ainda o poder público contratando determinadas empresas que fazem concurso para beneficiar algum interessado. [Essas ocorrências] são uma constante”, diz o coordenador do Caop Patrimônio Público, promotor Maviael Souza, esclarecendo em que situações pode haver contratações temporárias. 

“Servidores afastam-se por doença, aposentam-se, e, por vezes, há uma vacância em quantidade tal que, economicamente, não viabilizaria um concurso públi­­co. Mas é algo excepcional, para aten­­der uma necessidade até que ha­­ja um concurso. Essa vaga deve ser provida por um certame, e não por contratos outros”, alerta.

É o que deveria estar acontecendo no metrô do Recife, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). Num concurso em 2014, 157 pessoas foram classificadas para o cargo de assistente operacional de segurança metroviária, mas só 21 fizeram testes psicólogicos e físicos (etapas após a prova escrita) e nenhuma foi convocada. No lugar delas, estão trabalhando 300 seguranças de uma empresa terceirizada, que, segundo o MPT, teve o contrato renovado pela Companhia Bra­­sileira de Trens Urbanos (CBTU) mesmo após a realização do certame.

O caso motivou uma ação civil pública da procuradora do Trabalho Débora Tito. O pedido é para que a Jus­­tiça determine multa diária de até R$ 50 mil caso o impasse não seja resolvido. “O sindicato já vem alertando sobre esse problema há al­­gum tempo. O sistema tem um grande deficit de profissionais na segurança”, diz o diretor de comuni­­­cação do Sindicato dos Metroviá­­rios, Levi Arruda.

Em nota, a CBTU Recife informou que já foi notificada da ação e que analisa o teor da demanda. A empresa disse ainda que só vai se pronunciar oficialmente após a finalização de sua defesa e envio da resposta à Justiça do Trabalho.

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Cotidiano

Morre Lee Kun-hee, presidente da Samsung

De acordo com comunicado, Lee, que já estava hospitalizado em Seul, passou os últimos momentos ao lado dos familiares, incluindo seu filho Lee Jae-yong — que, com a doença do pai, lidera a Samsung.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução)

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O presidente da empesa de tecnologia Samsung, Lee Kun-hee, morreu aos 78 anos neste domingo (25) (horário local), informou a companhia da Coreia do Sul.

De acordo com comunicado, Lee, que já estava hospitalizado em Seul, passou os últimos momentos ao lado dos familiares, incluindo seu filho Lee Jae-yong — que, com a doença do pai, lidera a Samsung.

Não se sabe a causa da morte. Ele foi hospitalizado em Seul em maio de 2014, quando sofreu ataque cardíaco. Lee, então, recebeu um procedimento para evitar a geração de material tóxico nos vasos sanguíneos ao desacelerar o metabolismo. Na década de 1990, o magnata se recuperou de um câncer pulmonar.

“Todos nós na Samsung vamos celebrar sua memória e somos gratos pela jornada que compartilhamos com ele”, diz o texto.

Crescimento da empresa e problemas na Justiça

Nascido em 1942, Lee ajudou a transformar a pequena empresa de seu pai, Lee Byung-chull, no maior conglomerado sul-coreano. Desde que assumiu a liderança da companhia em 1987, ele acompanhou a transição da Samsung como fabricante de televisores rumo à maior produtora de smartphones e chips de memória.

Com isso, o magnata se tornou o homem mais rico da Coreia do Sul, com fortuna estimada em US$ 20,7 bilhões, segundo a Bloomberg.

Lee também se envolveu em problemas com a Justiça envolvendo pagamentos de propinas a ex-presidentes. Um deles, Lee Myung-bak, que governou a Coreia do Sul entre 2008 e 2013, foi condenado em 2018 a 15 anos de prisão por aceitar US$ 5,4 milhões de propinas da Samsung para conceder perdão ao chefe da empresa por sonegação de impostos.

Um dos filhos de Lee Kun-hee, Lee Jae-yong tomou o controle da empresa sem que o pai deixasse a presidência por causa da doença e também se envolveu em problemas na Justiça. O herdeiro foi condenado em 2017 a 5 anos de prisão por pagamento de propinas a outra ex-presidente, Park Geun-hye, que sofreu impeachment. Ele deixou a prisão no ano seguinte.

As relações de Lee com o poder da Coreia do Sul transformaram a Samsung em uma das maiores impulsionadoras do desenvolvimento econômico do país asiático: sozinha, a empresa de tecnologia responde por 20% do capital na maior bolsa de valores sul-coreana.

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Brasil

Mega-Sena, concurso 2.312: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 45 milhões

Veja também os números sorteados de mais cinco loterias.

Marcos Philipe Passos

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Mega-Sena – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.312 da Mega Sena sorteados neste sábado (24) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. O prêmio acumulou, e o valor previsto para quem acertar as seis dezenas no próximo sorteio subiu para R$ 45 milhões. Veja também os números sorteados de mais cinco loterias.

A Mega-Semana da Sorte ofereceu uma chance extra ao apostador, com três sorteios: o primeiro realizado na terça-feira (20), o segundo, na quinta-feira (22), e o último ocorreu neste sábado (24).

Mega-Sena

Os número sorteados foram: 03 – 27 – 39 – 46 – 47 – 60.

A Quina teve 43 apostas ganhadoras; cada uma receberá R$ 71.554,38.

A Quadra teve 3.773 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 1.164,98.

Quina

Os números sorteados foram: 27 – 32 – 44 – 46 – 49.

Timemania:

Os números sorteados da Timemania foram: 01, 10, 14, 25, 47, 48, 50.

Time do coração: 76 (Vila Nova – GO)

Lotofácil:

Os números sorteados da Lotofácil foram: 21-05-17-19-09-13-11-12-22-06-07-14-08-04-10.

Dupla Sena

Número do 1º Sorteio: 22 – 24 – 30 – 32 – 37 – 39.

Números do 2º Sorteio: 06 – 09 – 28 – 29 – 40 – 47.

Dia de Sorte

Os números sorteados foram: 05 – 10 – 21 – 25 – 26 – 29 – 31.

Mês da sorte: 04 (abril)

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Cotidiano

Em comício, Obama diz que Casa Branca errou na gestão da pandemia

“Essa pandemia teria sido difícil para qualquer presidente administrar”, mas “a ideia de que, de alguma forma, a Casa Branca fez algo além de arruinar tudo é tola”, continuou.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

(Foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, atacou neste sábado (24) o atual presidente Donald Trump por sua gestão da pandemia da covid-19, durante um evento de campanha em apoio ao candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden.

“Oito meses após o início desta pandemia, o número de novos casos continua batendo recordes”, disse o ex-presidente durante um comício democrata realizado em Miami, na Flórida, dez dias antes das eleições de 3 de novembro.

“Essa pandemia teria sido difícil para qualquer presidente administrar”, mas “a ideia de que, de alguma forma, a Casa Branca fez algo além de arruinar tudo é tola”, continuou.

Diante de um público que chegou de carro para um comício realizado na modalidade “drive-in”, Obama, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, criticou Trump por não ter um plano de combate à pandemia.

“Donald Trump não vai nos proteger agora, de improviso. Ele sequer é capaz de tomar as precauções mais elementares para se proteger”, disse ironicamente, três semanas após a hospitalização do presidente republicano, que contraiu o vírus.

“Ele sequer reconhece que há um problema”, continuou Obama, em resposta às declarações feitas neste sábado por Trump, que durante um comício na Carolina do Norte previu que, no dia seguinte à eleição, não se falará mais sobre a pandemia.

Este é o segundo ato em poucos dias em que Obama participa em apoio ao seu ex-vice-presidente.

Em Miami, Obama pediu a mobilização massiva do eleitorado democrata da Flórida, um estado-chave que o apoiou em 2008 e 2012, mas no qual Trump venceu em 2016.

“Você me escolheu duas vezes, Flórida. Agora peço que escolha Joe”, concluiu.

*Com informações AFP

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