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Cotidiano

MPPE ajuíza ação na busca de garantir agilidade nas cirurgias do SUS

Os promotores de Justiça de Defesa da Saúde da 11ª e 34ª da Capital,constataram que há cerca de 4 mil pacientes na lista

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Atento aos problemas da saúde pública que atingem a população pernambucana, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ingressou com uma ação civil pública, nessa quarta-feira (19), na 5ª Vara da Fazenda Pública de Pernambuco para solucionar a espera dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que aguardam a realização de cirurgias nas mais variadas especialidades médicas.

Os promotores de Justiça de Defesa da Saúde da 11ª e 34ª da Capital, Clóvis Ramos Sodré Mota e Helena Capela, constataram que cerca de 4 mil pacientes esperam em lista para a realização de cirurgias eletivas, após a instauração de três Inquéritos Civis, com a finalidade de apurar as dificuldades.

A investigação levantou relatos dramáticos de casos de pessoas que, quando não morreram, ficaram com a qualidade de vida extremamente comprometida pela demora nos procedimentos. As Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde passaram então a requerer ao Poder Público que a demanda fosse resolvida, para isso, foram convocados os diretores dos grandes hospitais do Estado, como o Hospital da Restauração, o Hospital Getúlio Vargas e o Hospital Otávio de Freitas. Todos informaram que há dificuldades em realizar as cirurgias eletivas por causa das demandas das cirurgias de emergência, não sobrando, assim, leitos para os procedimentos eletivos. Por essa ausência, os diretores afirmaram que a quantidade de pacientes do SUS aguardando as cirurgias só irá crescer progressivamente.

Os três referidos hospitais, até a data da propositura da ação, estão ao todo com uma lista de espera de 3.992 pacientes, para cirurgias gerais, traumato-ortopedia, urologia, entre outras especialidades.

Os promotores de Justiça frisam na ação que a demanda reprimida de cirurgias é problema que atinge toda a rede pública estadual de saúde e não apenas nos citados hospitais. Outros foram notificados mas até então não deram respostas ao MPPE.

A Secretaria Estadual de Saúde, após ser provocada pelo MPPE, informou que duas ações iriam ser desenvolvidas pela SES: a realização de mutirões de cirurgias, a fim de dar vencimento a lista de espera; e a contratação de leitos em hospitais particulares e filantrópicos. Quanto aos mutirões, o MPPE não recebeu informação acerca da realização dos mutirões, nem quantitativo, datas e unidades. Já as contratações dos leitos, de acordo com os diretores dos três grandes hospitais públicos, a quantidade contratada se mostrou insuficiente para a diminuição da lista de usuários que aguardam a realização de cirurgias eletivas. A prova disso é o aumento progressivo do número de pacientes nas listas.

Diante da situação, o MPPE requer do Poder Público Estadual para que, em 180 dias, providencie tratamento cirúrgico para os usuários da lista, obedecendo à ordem de chegada e às prioridades médicas. Um cronograma agendando as operações deverá ser apresentado em 30 dias, assim como a fixação de prazo máximo de 90 dias para as novas intervenções cirúrgicas eletivas que sejam demandadas nas unidades da rede própria e conveniada do Estado de Pernambuco, contados da data da indicação da cirurgia pelo médico.

Requer também a implantação de sistema informatizado de gerenciamento dos leitos de cirurgias eletivas, para que a SES possa ter o número exato de usuários que se encontram à espera de procedimentos cirúrgicos, além de gerenciamento e controle racional dessa lista. Durante as investigações, o MPPE constatou que já existe, em âmbito nacional, sistema que se presta para tanto, mas que não é utilizado ou tem sua utilização limitada em Pernambuco ? SISREG, sistema do Ministério da Saúde que controla a marcação de consultas, cirurgias e internação hospitalar.

Além disso, o MPPE cita que cabe ao Poder Executivo do Estado o dever de remanejar verbas 

Ainda requer uma multa diária pelo descumprimento, a ser revertida ao Fundo Estadual de Saúde, no valor de R$ 50 mil por cirurgia não realizada, sem prejuízo da responsabilização criminal e por ato de improbidade.orçamentárias, pelo simples fato de não ser racional a aceitação de gastos com festas, viagens, flores e buffet em detrimento do tratamento da saúde da população, garantido pela Constituição. Segundo a ação civil, verbas originalmente destinadas a atividades não essenciais deveriam ser direcionadas à execução da atual demanda cirúrgica.

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Cotidiano

Rede Globo cogita Ivete Sangalo para substituir Fausto Silva

Apresentador vai deixar a emissora até o final deste ano.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução)

Após o anúncio da saída de Fausto Silva da Rede Globo, de pois de 32 anos no ar, muitos nomes começaram a ser cotados para substituir o apresentador. De todos os nomes cogitados, o favorito seria o da cantora Ivete Sangalo. As informações são do colunista Fefito, do UOL.

A baiana já possui experiência no comando de atrações televisivas, como o programa Estação Globo. Ivete também foi jurada do The Voice Brasil.

Os outros nomes cogitados pela direção global são Xuxa Meneghel, Eliana e Marcos Mion. Nenhuma decisão foi tomada por enquanto porque a grade de programas da emissora para 2022 ainda não foi fechada.

Uma outra hipótese é que atrações jornalísticas e esportivas ganhem mais espaço aos domingos, tendo outros nomes para assumir a programação dominical.

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Brasil

Brasil está entre os 20 países que mais vacinaram contra a Covid

País já vacinou mais de 700 mil pessoas.

Redação PortalPE10

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(Foto: Aluísio Moreira/SEI)

Apesar da pandemia de Covid-19 forte, o Brasil segue avançando no combate à doença. E até esta terça-feira (26), o país já vacinou mais de 800 mil pessoas contra a doença, o que coloca o Brasil entre os 20 países do mundo que mais imunizaram sua população.

De acordo com dados divulgados pela Universidade de Oxford, o Brasil se encontra em 16º lugar na lista.

Até o momento, o Brasil já vacinou cerca de 0,33% da população. A vacinação no país começou no dia 18.

*Com informações Pleno.News

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Brasil

São Paulo confirma três casos de variante da Covid vinda do Amazonas

Nova cepa do vírus surgiu em Manaus em dezembro e vem se disseminando rapidamente pela capital amazonense.

Redação PortalPE10

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Com 48 horas de infecção, células começam a apresentar prolongamento que pode contribuir com o avanço da Covid; em azul, as partículas virais — Foto: LMMV/IOC/Fiocruz, LVRS/IOC/Fiocruz e Nulam/Inmetro

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou, na terça-feira (26), três casos importados de Covid-19 no Estado causados pela nova variante brasileira do coronavírus, identificada pela primeira vez no Amazonas e que vem sendo apontada como uma das razões para a explosão de casos da doença em Manaus.

Esses são os primeiros registros da nova variante fora do Amazonas. De acordo com a secretaria, a confirmação foi feita por meio de sequenciamento genético feito no Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz, que é referência nacional e vinculado à pasta estadual.

– O vírus foi sequenciado a partir de amostras com resultados positivos de exames processados pelo Centro de Virologia de três pessoas que tiveram Covid-19 e passaram por atendimento em serviços da rede pública de saúde em São Paulo, com histórico de viagem ou residência em Manaus – disse a pasta, em nota.

Segundo estudos feitos por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e Fiocruz Amazonas, a cepa teria surgido em Manaus em dezembro e vem se disseminando com rapidez na capital amazonense. A variante, chamada de P.1, tem mutações importantes na proteína spike, responsável por permitir a entrada do patógeno nas células humanas.

A P.1 é derivada de uma das variantes predominantes no país, a B 1.1.28. É provável que ela tenha maior poder de transmissão por causa da mutação N501Y, presente também nas variantes identificadas no Reino Unido e na África do Sul.

– Essas mutações poderiam estar associadas a um maior potencial de transmissão, apesar de ainda não haver comprovação científica de que esta variante seja mais virulenta ou transmissível em comparação a outras previamente identificadas – informou a secretaria.

Outra mutação que causa preocupação é a E484K, já associada em estudos a um potencial de escapar de anticorpos, o que pode favorecer reinfecções e até afetar a eficácia de vacinas. Novas pesquisas estão sendo feitas para determinar se a variante brasileira e as demais são mais contagiosas, letais ou se afetariam o desempenho dos imunizantes.

Os sequenciamentos realizados pelo Lutz foram depositados no banco de dados online e mundial Gisaid (Iniciativa Global de Compartilhamento de Todos os Dados sobre Influenza). De acordo com a secretaria, eles têm alta qualidade e confiabilidade, correspondendo a 99,9% do genoma do vírus.

*Com informações Estadão.

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