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Brasil

Mulheres são 13% dos candidatos a prefeituras

Com poucos incentivos e barreiras históricas, as mulheres ainda são uma parcela pequena na disputa pelas prefeituras: representam apenas 13,05% (2.495) dos 19.123 candidatos em todo o País nas eleições 2020

Lucas Passos

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© GABRIELA BILÓ/ESTADÃO   A cientista política Flavia Biroli: ‘Isso demonstra a relevância das cotas. No caso das prefeituras, como não há cotas, as práticas históricas de registro de candidaturas masculinas vão sendo reproduzidas a cada eleição. Por isso temos ainda esse patamar tão baixo’

BRASÍLIA – Com poucos incentivos e barreiras históricas, as mulheres ainda são uma parcela pequena na disputa pelas prefeituras: representam apenas 13,05% (2.495) dos 19.123 candidatos em todo o País nas eleições 2020. O porcentual é ainda menor quando se trata de mulheres negras ou pardas – são 857 (4,5%). Homens brancos representam mais da metade (55%) dos candidatos a prefeito, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até as 14 horas de ontem.

Os números deste ano mostram pouco avanço em relação ao registrado na eleição de 2016, quando 16.565 candidatos disputaram o cargo, sendo 2.149 mulheres (12,98%), e ainda está abaixo de 2012, quando o índice foi de 13,3%, com 2.026 candidatas. O prazo para registro de candidaturas para as eleições de novembro se encerrou no último sábado. Há informações residuais que serão atualizadas ao longo da semana, mas não alteram significativamente os dados.

Desde 2010, mulheres precisam ser 30% das candidaturas registradas por um partido para os cargos de vereador e deputado, mas a regra não vale para cargos do Executivo. “Isso demonstra a relevância das cotas. No primeiro caso (prefeituras), como não há cotas, as práticas históricas de registro de candidaturas masculinas vão sendo reproduzidas a cada eleição. Por isso temos ainda esse patamar tão baixo”, disse a cientista política da Universidade de Brasília (UnB) Flavia Biroli. Para ela, as cotas interrompem a dinâmica histórica de dominância masculina, abrindo mais espaço para as mulheres.

Vereadoras

Na disputa por vagas nas Câmara Municipais, a presença de mulheres vem aumentando. Neste ano, são 173.710 (34,37%) do total de 505.461 candidatos, ante 153.313 (33,08%) em 2016 e 134.150 (31,9%) em 2012.

Estudo feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pela ONU Mulheres, divulgado na semana passada, mostrou que o Brasil registra baixos índices de representatividade feminina e de paridade política entre os sexos na comparação com os seus vizinhos da América Latina. Os poucos mecanismos adotados até hoje no País para incentivar mais mulheres na política são considerados insuficientes, pelo estudo. As mulheres, no entanto, são maioria entre os eleitores brasileiros: 52,5%.

“Para se fazer uma reforma política que de fato tenha efeitos no sistema eleitoral e de representação com vistas a mitigar os efeitos dessa história desigual de direitos políticos entre os gêneros, é necessário que se discutam os aspectos de funcionamento intrapartidário que, em geral, mantêm-se cristalizados de velhos hábitos. A estrutura de poder é pouco oxigenada”, disse a cientista política Ariane Roder, professora no Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nas últimas eleições municipais, em 2016, foram eleitas 638 prefeitas, 11,5% do total. O estudo da ONU mostra ainda que apenas 3% dos municípios brasileiros têm prefeitas negras. “A inexistência de uma legislação que impulsione candidaturas femininas para os cargos do Executivo, cuja ocupação é determinada por eleições majoritárias, traz um cenário de muita dificuldade para a eleição de mulheres”, diz o levantamento.

Raça

A disputa pelos cargos de prefeitos também é pouco diversificada no quesito raça. Homens brancos (10.473 ou 55%) dominam o cenário, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda debate sobre a validade de políticas públicas para incentivar candidaturas de pessoas negras. Três ministros já votaram a favor de antecipar para as eleições de novembro o uso do critério racial na divisão de recursos do Fundo Eleitoral – e do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão de cada partido.

Em agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia decidido que a reserva de recursos para candidatos negros só valeria a partir das eleições de 2022, mas uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, antecipou a adoção das novas regras para este ano. No centro da controvérsia, estão os R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral reservados para o financiamento da campanha de vereadores e prefeitos de todo o País.

Fonte: Estadão

Brasil

Homem espanca sobrinho ao descobrir que o jovem é gay

De acordo com a polícia, o homem teria ficado revoltado ao receber a informação e começou a xingar e bater na vítima. Uma foto mostra as costas do rapaz com escoriações.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Um homem de 35 anos, que não teve a identidade revelada, espancou o sobrinho depois que o jovem contou à família que era gay. O caso aconteceu em Porto Velho, em uma casa no bairro Nacional, segundo o site JH Notícias.

De acordo com a polícia, o homem teria ficado revoltado ao receber a informação e começou a xingar e bater na vítima. Uma foto mostra as costas do rapaz com escoriações.

Ao perceber que o sobrinho havia chamado a polícia, o homem teria fugido e ainda não foi encontrado.

*Com informações Revista Fórum

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Candidato a vereador mata esposa a facadas após briga por geladeira aberta

Adílio Sérgio Gomes (PSDB), de 40 anos, cometeu crime na noite do domingo (18/10) na zona rural de Bandeira do Sul, em Minas Gerais

Lucas Passos

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REPRODUÇÃO/FACEBOOK

O candidato a vereador Adílio Sérgio Gomes (PSDB), de 40 anos, matou a esposa a facadas depois de uma discussão por conta da porta da geladeira aberta. O crime ocorreu no domingo (18/10), na residência do casal em Bandeira do Sul (MG).

A filha do casal informou à polícia que os pais passaram o dia em um sítio na zona rural da cidade. Quando retornaram para casa, ela ouviu a mãe, Roberta Camile Araújo Silva, gritando. As informações são do portal IG.

Adílio desferiu 13 facadas contra a esposa no quintal da casa. A filha encontrou o corpo. Uma equipe médica do Pronto Socorro Municipal foi chamada, porém a mulher já estava morta quando chegaram.

A mãe do candidato, que também estava na casa no momento do crime, passou mal após o ocorrido. Uma vizinha que encontrou com Adílio pouco tempo depois que ele esfaqueou a esposa contou aos policiais que o homem sugeriu que ela fosse até a casa da família para “ver a besteira que ele tinha feito”.

Segundo a polícia, o casal é conhecido na cidade e tem três filhos. Nas redes sociais, eles se mostravam muito felizes e sempre mostravam os passeios juntos.

A família explicou que as brigas entre o casal eram comuns, inclusive com agressões físicas. Após o crime, Adílio fugiu e ainda não foi encontrado O caso será investigado pela Polícia Civil e o suspeito deve responder por feminicídio.

REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

Fonte: Metrópoles

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Brasil

Com sintomas de depressão, alagoana desaparece ao visitar parentes em Pernambuco

Com sintomas de depressão, alagoana desaparece ao visitar parentes em Pernambuco

Marcelo Passos

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Há sete dias familiares da dona de casa Josefa Cristina da Silva, de 52 anos, estão aflitos. A mulher saiu de casa, em Girau do Ponciano, no Agreste de Alagoas, para visitar parentes na cidade de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco, e desde último dia 13 está desaparecida.

De acordo com a filha mais velha de Josefa, Tâmara Teresa da Silva, ela foi vista pela última vez quando foi deixada por parentes em uma parada de ônibus, onde embarcaria num transporte com destino ao município de Arapiraca.

“Ela pegou um transporte para ficar numa parada em Caruaru e lá pegaria outro para Arapiraca, para que pudesse seguir até a cidade de Girau, mas a informação que temos é de que minha mãe sequer chegou em Arapiraca”, disse.

Depressão após a pandemia

Tâmara contou ao site TNH1 que Josefa passou a apresentar sintomas de depressão neste período de pandemia da Covid-19 e que também sofre de problemas crônicos de saúde, como a diabetes. “Ela também não enxerga bem e tudo isso tem nos preocupado muito”, lamentou.

Sem histórico de sumiço

Josefa Cristina, segundo a filha, não tem histórico de passar dias sem contato com a família. “Julgando pela ligação que tenho com a minha mãe, ela jamais ficaria tanto tempo sem fazer contato. Somos dois filhos em São Paulo e outros dois em Alagoas e todos estão sem notícias e aflitos”, afirmou.

Familiares de Josefa Cristina procuraram a polícia, no último dia 16, para registrar o boletim de ocorrência do desaparecimento na delegacia de Taquaritinga do Norte.

Quem tiver informações que possam ajudar a localizar a senhora Josefa Cristina, pode entrar em contato com familiares nos números (11) 97034-1605, (82) 99980-7469 e (82) 99952-0378.

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