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Brasil

Mulheres são o dobro dos homens entre vacinados contra Covid no país

Foram 5,8 milhões de doses aplicadas nelas e 2,8 milhões injetadas neles até a última sexta-feira (5), incluindo as primeiras e segundas doses, segundo o Ministério da Saúde.

Redação PortalPE10

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(Foto: Getty Images)

Não precisaria nem de números. Basta prestar atenção nas imagens das longas filas na televisão e nos jornais para notar que o público da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil é, até aqui, majoritariamente feminino.

É que, de fato, as mulheres representam o dobro dos homens entre os imunizados. Foram 5,8 milhões de doses aplicadas nelas e 2,8 milhões injetadas neles até a última sexta-feira (5), incluindo as primeiras e segundas doses, segundo o Ministério da Saúde.

Isso pode ser explicado essencialmente por dois outros cálculos. Primeiro, elas são maioria entre os idosos: até a faixa dos 39 anos, a proporção de homens e mulheres na população é praticamente igual, mas a partir daí elas vão prevalecendo até se tornarem 68% dos brasileiros acima de 90 anos.

Segundo, elas são maioria entre os trabalhadores da saúde, profissão ligada ao cuidado: em média, oito a cada dez agentes comunitários, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem do país são profissionais do sexo feminino, segundo números do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Só o perfil dos médicos é mais masculino.

Esses dois grupos prioritários foram os mais imunizados nesta primeira fase em números absolutos. Até sexta, os profissionais da saúde correspondiam a quase 60% do público alvo, e os idosos acima dos 80 anos, 26% -porcentagens que devem diminuir à medida que a campanha avançar. As informações são da FolhaPress.

Mas por que as mulheres são predominantes nesses segmentos? Para a demógrafa Dalia Romero, coordenadora do grupo de estudos sobre envelhecimento da Fiocruz, as respostas a essa pergunta não são positivas.

“O Brasil está entre os países com a maior desigualdade na proporção entre homens e mulheres no mundo. Isso não é uma boa notícia, é triste para as mulheres, que ficam cada vez mais sozinhas e viúvas, sem direito a aposentadorias, gerando vários outros problemas”, diz.

Ela interpreta que, no campo social, essa desigualdade vem principalmente de outras três causas, e a violência é uma das mais importantes. Homicídios tiraram a vida de 149 homens (ante 12 mulheres) por dia em 2018 no país, mostra o “Atlas da Violência” mais recente.

Eles também são vítimas mais comuns das chamadas “mortes evitáveis”, aquelas total ou parcialmente preveníveis ou tratáveis, como tabagismo, certos tipos de câncer, diabetes ou até causas externas como acidentes de trânsito e os próprios assassinatos.

Em terceiro lugar, parte dos especialistas aponta que os homens têm menos práticas de cuidados médicos, como a realização de exames e consultas. Mas Romero defende que essa é a consequência de um outro problema, e não apenas a causa.

“Essa visão culpabiliza o homem em si, como se ele não quisesse se cuidar. Eu prefiro falar que a maior mortalidade masculina acontece especialmente em países com atenção primária fraca. Há pesquisas mostrando como o aumento da estratégia de família diminui a mortalidade por causas evitáveis, onde eles são a maior parcela”, explica.

Ela vai além: “Trabalhando com envelhecimento, vejo tudo sempre como um ciclo de vida. A sociedade não vincula o homem ao cuidado. Quando a criança nasce, quem tem direito a cuidar do filho? A mulher. Quem normalmente falta no trabalho para cuidar dos pais? A mulher”, desenvolve.

A morte precoce do homem, portanto, também seria resultado da própria cultura do machismo e da violência, que sugere que a figura masculina tem que ser forte. “A sociedade tem que permitir que ele cuide de si e do outro”, afirma.

Romero lembra que, apesar de não serem divulgados dados nacionais divididos por cor, a imagem das filas da vacinação contra o coronavírus também é sempre mais branca do que negra. Ter 90 anos no Brasil, diz, é um luxo muito menos frequente entre pretos e pardos.

Além das variantes comportamentais e sociais, porém, há as diferenças biológicas: fatores genéticos, hormonais e imunológicos também podem interferir na mortalidade entre homens e mulheres.

Uma dupla de pesquisadores da Universidade Yale (EUA) explorou essas distinções no caso da Covid-19 em artigo na revista especializada Science em janeiro. Homens representam 46% dos contaminados, mas 55% dos mortos pelo vírus no Rio Grande do Sul, por exemplo.

No campo genético, homens possuem os cromossomos sexuais (estruturas do núcleo celular) X e Y, de modo geral, enquanto as mulheres carregam dois cromossomos X. Esse último abriga alguns genes importantes para a reação a invasores virais, portanto ter dois dele poderia significar uma proteção maior.

No campo hormonal, o estrogênio, um dos principais hormônios femininos, parece regular a presença dos receptores –”fechaduras” moleculares– usadas pelo novo coronavírus para invadir as células, o que poderia ser outro fator protetor para as mulheres.

Por último, as mudanças no sistema imune masculino durante o envelhecimento acontecem por volta de cinco anos antes do que no organismo feminino, tornando-os mais vulneráveis a processos inflamatórios -o que é exacerbado durante casos graves de Covid-19.

Quanto à vacinação, a demógrafa Romero lembra que a proporção entre os sexos começará a se igualar à medida que o país for imunizando grupos mais novos: “Vai equiparar quando vacinarmos as pessoas de 30 anos, em que a proporção é de um homem para uma mulher”. Esse horizonte, porém, ainda está longe.

Brasil

Caso Henry: após enterrar o filho, Monique procurou cursos de inglês e de culinária, diz polícia

PortalPE10 com informações G1

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A Polícia Civil descobriu que, após o enterro de Henry Borel, a mãe do menino, Monique Medeiros, procurou cursos de inglês e de culinária. As informações são do G1.

As mensagens foram publicadas na edição desta terça-feira (13) do jornal O Dia. O RJ1 também teve acesso ao conteúdo.

No dia 10 de março, cerca de três horas depois do enterro de Henry, Monique recebeu uma oferta com desconto de 40% para o curso de inglês.

Segundos depois da mensagem chegar, ela responde, perguntando se o curso é presencial.

No dia seguinte ao enterro de Henry, Monique procura por aulas de culinária.

Ela encontra uma professora, numa rede social, e manda uma mensagem privada:

“Boa tarde. Sou Monique Medeiros, tenho interesse em fazer uma aula prática com você. Como faço para entrar na lista de espera? Um grande beijo em seu coração”.

Monique e Dr. Jairinho estão presos desde o dia 8 deste mês por suspeita de homicídio duplamente qualificado. Henry morreu no dia 8 de março.

Embora o inquérito ainda não tenha sido concluído, a polícia acredita que Henry foi assassinado. Falta esclarecer como o crime foi cometido.

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Brasil

Novos lotes do auxílio emergencial 2021 terão dez dias para contestação

Redação PortalPE10

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Trabalhadores que ainda esperam a concessão do auxílio emergencial 2021 devem redobrar a atenção ao Portal de Consultas da Dataprev. De acordo com o Ministério da Cidadania, ainda há bases de dados em processamento pela Dataprev. Ou seja, ainda é possível ampliar o número de beneficiários. E quem não for aprovado nos próximos lotes, ou receber um valor que julga ser menor do que o devido, poderá contestar a decisão.

Cada novo lote de cadastros analisados pela Dataprev tem um prazo, de dez dias, para uma possível contestação. O prazo é contado somente a partir da disponibilização do resultado da análise da elegibilidade no Portal de Consultas. Para trabalhadores que tiveram o resultado divulgado no lote mais recente, no dia 10 deste mês, o período para contestação será de 13 a 22 de abril.

A contestação é feita no mesmo site da consulta. O sistema só vai aceitar critérios passíveis de contestação, que são os que permitem haver atualização de bases de dados da Dataprev. Neste caso, basta clicar em “Solicitar contestação”. Feita a contestação, a Dataprev fará uma reanálise do cadastro com as novas informações do trabalhador. A análise não tem prazo, por isso é importante conferir o site de consultas diariamente. Até as 13h desta segunda, o Portal de Consultas registrou mais de 65,4 milhões de acessos.

O auxílio emergencial 2021 é limitado a uma pessoa por família e só será pago aos trabalhadores que tinham o direito reconhecido em dezembro do ano passado e se encaixa nas regras deste ano. Inicialmente, serão contemplados cerca de 40 milhões de famílias.

São quatro parcelas mensais de R$ 250, em média, exceção às mulheres chefes de família monoparental (criam os filhos sozinhas), que têm direito a R$ 375, e aos indivíduos que moram sozinhos – família unipessoal -, que recebem R$ 150. ​

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Levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta que 1,5 milhão de brasileiros não voltaram para a 2ª dose

PortalPE10 com informações UOL

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(Foto: Leandro de Santana/PJG)

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta que ao menos 1,5 milhão de pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid não completaram o esquema vacinal com a segunda dose.

Agora, a previsão da pasta é elaborar estratégias com estados e municípios para chegar até os possíveis não imunizados e garantir a proteção desse grupo. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (13).

Segundo a coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Francieli Fontana, a orientação é que mesmo aqueles que já passaram do prazo para receber a segunda dose ainda busquem a vacinação, sob risco de comprometer a proteção caso não o fizerem.

“Fizemos uma análise para entender as pessoas que deveriam ter completado o esquema vacinal. Mesmo que vença o prazo, a orientação é que completem o esquema. Quem atrasou e não conseguiu ir com 28 dias [da segunda dose da Coronavac] ou 84 dias da AstraZeneca deve comparecer [às salas de vacinação].”

Segundo ela, o balanço considerou essas datas para chegar ao número daqueles que ainda estão sem a segunda.

“Fizemos um levantamento contando esses dias [do prazo para a segunda dose] e temos para completar a segunda dose 1,5 milhão de brasileiros que já deveriam ter completado. Esse é o total que estaria no tempo para a segunda dose; os outros ainda estão no prazo para chegar. Vamos emitir uma lista com números e discutir uma estratégia para buscar essas pessoas”, disse a coordenadora.

 

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