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Esportes

Neymar ignora pedidos da diretoria do PSG

Neymar ignora a solicitação

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Neymar na festa da Ligue 1.

Um advogado que participou do processo na Audiência Nacional em fevereiro de 2016 por um caso de suspeita de fraude conta que, quando o juiz José de la Mata pediu para Neymar fazer seu depoimento, o investigado pronunciou com ar sonolento: “Eu só quero que me deixem em paz.”

Na ausência de uma declaração verbal, essa é a mesma atitude que Neymar demonstra em Paris desde que desembarcou procedente do Brasil, em 4 de maio, envolto em uma nuvem de rumores que o colocam no Real Madrid na próxima temporada. “Neymar enlouqueceu”, diz um funcionário do Paris Saint-Germain para explicar o comportamento evasivo do rapaz aos repetidos pedidos da diretoria que, sob o pretexto de ansiedade da torcida, insiste que ele declare publicamente o seu compromisso com o clube, pelo menos nas redes sociais.

Neymar ignora a solicitação. Ele também não fez nada para se preparar para jogar as duas últimas partidas oficiais do PSG nesta temporada. Os médicos do PSG, de acordo com os preparadores físicos, disseram ao presidente Nasser al-Khelaifi que, se Neymar tivesse uma reabilitação rápida, poderia terminar o ano jogando com a camisa do clube que lhe garante a renda líquida anual de de 47 milhões de euros (188 milhões de reais). Esses especialistas apontaram que a fratura que sofreu no pé direito em 25 de fevereiro não tinha por quê invalidá-lo por três meses. Ressaltaram que, se tivesse começado a trabalhar na academia em meados de abril, poderia ter jogado alguns minutos da final da Copa da França na terça-feira 15, e na última jornada da Liga, no dia 19 de maio em Caen.

O PSG lembrou Neymar da importância que teria para o clube de seu reaparecimento antes da Copa do Mundo. Mas o jogador preferiu se calar. Diante do desespero dos diretores, em março e abril, tudo o que ele fez foi adiar prazos, descansar e fazer fisioterapia na maca. O tipo de tratamento que os médicos do PSG desencorajaram, mas que foi aprovado pelo traumatologista da seleção brasileira, dr. Rodrigo Lesmar. Como disse um funcionário do PSG: “Neymar deu exatamente os passos que precisa dar pensando em uma pré-temporada de seis semanas para estar pronto no dia da estreia do Brasil na Copa do Mundo”. Esse dia é 17 de junho em Rostov, contra a Suíça.

“Cada vez que lhe pediram alguma demonstração para tranquilizar os fãs, dizendo pelo menos que espera ganhar a Liga dos Campeões com o PSG no ano que vem, ou algo do gênero, respondeu da mesma maneira”, alarma-se a testemunha que conta que o jogador de 26 anos não disse nem sim, nem não, nem muito pelo contrário. Sua única contribuição para a calma institucional foi uma homenagem à Nike, sua grande patrocinadora. Consistia em postar uma mensagem em inglês no Twitter com uma foto do futuro uniforme do PSG: “Orgulhoso de usar a nova camisa e continuar dando alegria a todos”.

Os dirigentes do PSG ficaram desapontados. Precisam de algo mais explícito. Sugeriram, em até três ocasiões, que fizesse uma declaração mais ampla nas redes sociais, em uma entrevista ou em um vídeo para o canal privado do clube. Neymar, como resposta, exibiu seu famoso meio sorriso. A mesma expressão com que olhou para o presidente Al-Khelaifi e sua comitiva quando o visitaram em sua casa, no Brasil, meses atrás, e o incentivaram a reafirmar publicamente sua lealdade ao PSG “para acabar com os rumores” .

O silêncio desanimou todo o grupo. O diretor esportivo Antero Henrique, o diretor de comunicação Jean-Martial Ribes, o adjunto da diretoria desportiva Maxwell Scherrer e o próprio Al-Khelaifi sentiram que o homem que representa praticamente a totalidade do projeto ameaçava deixá-los na mão. A frieza da recepção foi tanta que eles pensaram que Neymar não gostou da presença da delegação no Brasil, aonde teriam ido preocupados com sua saúde depois da operação. Tentaram convencê-lo a voltar para Paris o mais rápido possível com o argumento de que a primavera é a estação mais suave. Neymar, no entanto, adiou seu retorno por três semanas depois da data prevista.

Al-Khelaifi e as pessoas próximas a ele estão pessimistas. Segundo fontes do clube, o empresário do Catar acredita que antes do fechamento do mercado de verão o telefone vai tocar e será um agente do brasileiro, ou de seu pai, para anunciar que quer uma solução negociada. Os dirigentes estimam que, se planejasse continuar em Paris, Neymar teria feito algum esforço para influenciar a composição do time para a próxima temporada, ou teria se preocupado em apontar a contratação do treinador, mas não o fez. Neymar parece desinteressado. Em todos os sentidos. Até este fim de semana, ninguém tinha telefonado ao PSG para ordenar a rescisão de seu contrato.

Atormentados por seu senso de antecipação e determinados a esgotar todos os recursos antes de resignar-se a deixá-lo ir, os executivos PSG tratam Neymar com uma cautela que beira o medo. Nos gabinetes, contudo, se preparam para o conflito. Uma pessoa ligada à administração do clube garante que, se Neymar insistir em sair antes de 1º de setembro, o preço inicial da negociação pode chegar aos 370 milhões de euros. O montante, indicam, permitiria aos proprietários catarianos salvar a honra com um ganho de capital de 150 milhões em relação ao passe pago há um ano para o Barcelona.

Alheio ao barulho, Neymar voltou tocar a bola no domingo no campo de treino do PSG em Saint Germain-en-Laye. O dr. Lesmar, que foi a Paris, validou a demora de sua preparação: “O objetivo é estar 100% para o início do treinamento com o Brasil [no dia 21 de maio em Teresópolis].”

Neymar tocou a bola e comemorou fazendo permanente, tingindo os cachos de louro e vestindo um terno preto de Balmain com apliques de dragões em brocado dourado. Foi com esse esplendor que compareceu à festa da Ligue 1 no domingo, onde recebeu o prêmio de melhor jogador da temporada e, longe de ceder aos dirigentes do PSG, estabeleceu uma meta distante: “Hoje meu objetivo é a Copa del Mundo na Rússia, não vou falar transferência. Se não, passaria a vida falando sobre isso. Acho um tédio falar de transferência.”

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Brasil

Um dia vamos bater bola no céu, diz Pelé sobre morte de Maradona

PortalPE10 com informações UOL

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Pelé se manifestou em publicação nas redes sociais sobre o falecimento de Maradona, ocorrido nesta quarta-feira, pouco depois da confirmação do falecimento. O Rei do Futebol declarou ter perdido um “grande amigo”, afirmando esperar que “possam jogar bola juntos no céu”.

“Que notícia triste. Eu perdi um grande amigo e o mundo perdeu uma lenda. Ainda há muito a ser dito, mas por agora, que Deus dê força para os familiares. Um dia, eu espero que possamos jogar bola juntos no céu”, escreveu Pelé, em publicação no Instagram com foto de Maradona com a taça da Copa do Mundo de 1986, vencida pela seleção argentina.

Maradona ficou internado por cerca de dez dias no início de novembro, onde se detectou uma hematoma no cérebro, do qual foi operado com êxito. Depois disso, vinha se recuperando na sua residência, em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires, faleceu depois de sofrer uma parada cardíaca, nesta quarta. Ele tinha 60 anos.

Maradona teve ao longo da sua vida uma relação de amor e ódio com Pelé. Nos últimos anos, no entanto, os dois selaram a paz e até trocaram afagos em público. No centro do embate entre o argentino e o Rei do Futebol esteve principalmente a disputa em quem foi o maior jogador de todos os tempos. Apesar de para a ampla maioria dos fãs do futebol de todo o mundo não haver dúvidas de que não existiu ninguém maior do que Pelé, na Argentina muitos colocam Maradona como o melhor jogador da história.

No último dia 23 de outubro, Maradona deu os parabéns a Pelé pelo seu aniversário em uma mensagem publicada nas redes sociais. Pelé retribuiu a gentileza no dia 30, quando Maradona completou 60 anos, e publicou uma foto de ambos antes da final do Copa de 1990, na Itália com a seguinte legenda: “Meu grande amigo, eu vou sempre te aplaudir. Eu vou sempre torcer por você. Que a sua jornada seja longa e que você continue sempre sorrindo, e me fazendo sorrir também!”

 

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Esportes

Morre aos 69 anos o jornalista Fernando Vanucci

Profissional teve passagem pela Globo e cobriu seis Copas do Mundo

PortalPE10 com informações UOL

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Morreu nesta terça-feira em São Paulo, aos 69 anos, o jornalista Fernando Vanucci. Locutor, apresentador e comentarista esportivo, Vanucci deixa quatro filhos. A causa da morte não foi divulgada. Velório e sepultamento devem ocorrer no Rio de Janeiro.

O jornalista passou mal pela manhã, socorrido pela empregada e levado ao Pronto Socorro Central de Barueri, na Grande São Paulo. No entanto, não resistiu.

Vanucci havia sofrido um infarto em 2019 e colocado um marca-passo. Desde então, tinha a saúde comprometida.

Fernando Vanucci trabalhou na Globo Minas entre 1973 e 1977. Em seguida, passou a trabalhar no Rio de Janeiro, apresentando diversos programas, como Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Jornal Nacional, Jornal Hoje e Fantástico.

Na passagem pela Globo, Fernando Vanucci cobriu seis Copas do Mundo: 1978, 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998. Ainda ficou marcado pela criação do bordão “Alô, você!”.

Ele também trabalhou em TV Bandeirantes, TV Record, Rede TV e Rede Brasil de Televisão.

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Esportes

Maradona terá alta do hospital nesta quarta-feira, afirma advogado

Ex-atleta seguirá em recuperação em uma casa adaptada em Buenos Aires.

Marcos Philipe Passos

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O ex-jogador de futebol Diego Maradona “está inteiro” e terá alta ainda nesta quarta-feira (11) do hospital no qual está internado, devido a uma operação na cabeça e outros problemas de saúde, anunciou seu advogado.

Maradona, de 60 anos, foi operado na semana passada de um hematoma subdural e depois, por decisão familiar e médica, permaneceu hospitalizado devido a uma “baixa anímica, anemia e desidratação” e um quadro de abstinência devido ao vício em álcool, segundo os primeiros informes médicos.

“O resultado foi ótimo, Diego está inteiro e com vontade de se recuperar, e hoje está prevista a alta”, disse Matías Morla aos repórteres na porta do hospital. “O bom é que Diego está inteiro, Diego está firme, Maradona ainda dura um tempo.”

Assim que deixar a clínica, Maradona continuará sua recuperação em uma casa especialmente adaptada nos subúrbios da zona norte de Buenos Aires (Argentina), à qual só terão acesso poucas pessoas, informou Morla.

“Diego talvez tenha passado o momento mais duro de sua vida, e acho que foi um milagre que se tenha detectado este derrame em sua cabeça, que poderia lhe ter tirado a vida”, opinou o advogado.

*Com informações Agência Brasil

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