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Cotidiano

Pacientes no chão e corredores lotados no Hospital Getúlio Vargas

Uma das sete emergências da Região Metropolitana do Recife, o HGV é referência em ortopedia

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Pacientes amontoados em cadeiras velhas, macas quebradas e deitados no chão. Profissionais entre a prioridade da urgência e a angústia das vidas em atendimento. A noite do último domingo na emergência do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, é o reflexo de um sistema de saúde pública deficitário. Atordoados com a cena que se repete todo fim de semana desde o fechamento de parte da emergência para ampliação, técnicos de enfermagem da unidade resolveram denunciar nas redes sociais os problemas enfrentados.

Uma das sete emergências da Região Metropolitana do Recife, o HGV é referência em ortopedia. Motivo que leva ao local uma infinidade de acidentados de motocicleta. No domingo, eles lotavam a emergência. Junto a eles, pacientes com trombose, em triagem, observação, no setor de graves ou precisando apenas de limpeza. Entre internados e em observação, 82 vidas contadas a dedo pelos quatro técnicos de enfermagem para realizar todos os procedimentos. A situação de dificuldade indignou o técnico de enfermagem Anderson Souza, 29, que fez um desabafo no facebook.

Foto: Anderson Souza/Divulgação

“É inaceitável que umas das maiores emergências de Pernambuco esteja nessas condições há vários anos e nada se faz para melhorar. Sem estrutura, funcionários cada vez mais revoltados e humilhados improvisam para atender os pacientes”, postou. Segundo ele, a situação se agravou com a reforma, que começou há sete meses e deverá ser concluída neste ano, duplicando a quantidade de leitos de 50 para 100. “O regulamento do nosso conselho diz que podemos atender, no máximo, cinco ou seis pacientes de uma vez em clínica médica”, diz. 

O Conselho Regional de Medicina afirma que reuniões já foram realizadas com a direção do hospital e a Secretaria Estadual de Saúde (SES) para amenizar os efeitos da obra. “O HGV recebe muitos pacientes vítimas de acidente de moto. A demanda é alta. A sala de recuperação está funcionando como uma grande enfermaria, e o quadro de profissionais é insuficiente. Mas o problema não é só lá, é generalizado nas outras grandes emergências”, ressalta o vice-presidente do conselho, André Dubeux.

Em nota, a SES reconheceu a alta demanda de pacientes na emergência no domingo e disse que ela foi motivada pelos acidentados de trânsito. Mas garantiu que estava com as escalas de plantão completas, com 20 médicos, cinco enfermeiras e mais de 20 técnicos de enfermagem. No dia, foram realizados 21 procedimentos cirúrgicos. A direção garantiu que realizou visitas das equipes multidisciplinares para agilizar os procedimentos.

Informações DP

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Brasil

Ministério da Saúde começa nesta segunda envio da vacina para Pernambuco e outros estados

Com aprovação da Coronavac pela Anvisa, Ministério da Saúde deve enviar imunizante para os governos estaduais darem início à campanha de vacinação.

PortalPE10 com informações G1

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Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. – (Foto: Carolina Antunes/PR)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que o governo começa a partir das 7h desta segunda-feira (17) a distribuição de vacinas contra a Covid-19 para Pernambuco e outros estados do país. O plano de vacinação de Maceió prevê que a vacinação será iniciada nos hospitais estaduais 24 horas após o recebimento das doses. Já nos municípios, a imunização deve iniciar em 48 horas.

“Está dado o primeiro passo para o início da maior campanha de vacinação do mundo contra o coronavírus”, afirmou, referindo-se à aprovação da Coronavac e a da Universidade de Oxford pela Anvisa.

O ministro da Saúde falou ainda sobre a aplicação da primeira dose da vacina e afirmou que é “uma questão jurídica” e está “em desacordo com a lei”. “Poderíamos num ato simbólico ou numa jogada de marketing iniciar a primeira dose em uma pessoa, mas em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso”, acrescentou o ministro.

Aprovação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou neste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. A reunião que discutiu o tema durou cerca de 5 horas.

Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”.

Depois da aprovação, o governo de São Paulo aplicou a primeira dose da CoronaVac na tarde deste domingo (17). A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, foi a primeira pessoa, fora dos estudos clínicos, a receber a vacina.

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Brasil

Anvisa aprova uso emergencial de vacina de Oxford e da Coronavac

Ainda faltam os votos de outros dois diretores. A reunião que segue em andamento.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução)

O diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Alex Machado Campos, terceiro a votar na análise de liberação de uso emergencial das vacinas de Oxford/AstraZeneca e da Coronavac neste domingo (17), deu parecer favorável à utilização emergencial dos imunizantes no país. Com a decisão, as vacinas poderão ser aplicadas na população brasileira.

Para a liberação do uso emergencial dos imunizantes eram necessários três votos dos cinco possíveis na diretoria da Anvisa. Antes, Romison Rodrigues Mota e Meiruze Freitas, relatora da solicitação, já haviam dado o parecer favorável; mais dois diretores apresentarão suas análises.

A diretora da Anvisa Meiruze Freitas, relatora dos pedidos de uso emergencial das vacinas, foi a primeira a votar neste domingo, e deu parecer favorável à aprovação do uso emergencial temporário dos imunizantes.

“Ressalvadas algumas incertezas pelo estágio das vacinas em desenvolvimento, os benefícios das duas candidatas superam os riscos e ambas atendem os critérios de eficácia e segurança”

Meiruze Freitas, diretora da Anvisa e relatora da análise dos pedidos. Ainda faltam os votos de outros dois diretores. A reunião que segue em andamento.

Os votos seguiram as recomendações de três áreas técnicas da Anvisa: a Gerência-Geral de Medicamentos, a Coordenação de Inspeção e Fiscalização de Insumos Farmacêuticos e a Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária.

Em suas recomendações, as áreas técnicas afirmam que aprovaram o uso, mas que será preciso acompanhar a evolução das duas vacinas.

Análise da eficácia das vacinas

O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, disse que, apesar da falta de dados sobre as vacinas, o uso das mesmas teria benefícios pelo estágio da pandemia no Brasil e ausência de uma alternativa terapêutica contra a Covid-19.

A área técnica do órgão regulador recomendou neste domingo a aprovação do uso emergencial das duas vacinas. Nos dois casos, a recomendação foi para aprovação com monitoramento das “incertezas e reavaliação periódica” dos dados o imunizante.

A eficácia geral da vacina de Oxford/AstraZeneca é de 70,42%, calculou a agência. O dado considera mais de uma forma de aplicação e intervalo entre doses. No Brasil, com duas doses, a eficácia ficou em 62%. No caso da Coronavac, a eficácia calculada é de 50,39%.

Mendes apontou ainda uma série de lacunas de dados para comprovar que o produto importado da Índia é equivalente ao que a AstraZeneca pretende, no futuro, registrar no Brasil. “Pode constituir produtos diferentes, ainda que possuam categorias similares”, disse.

Mendes afirmou também que há dúvidas sobre a eficácia dos imunizantes na população acima de 65 anos e sobre resultados do uso de doses mais baixas ou da aplicação de apenas uma dose.

Mendes ainda afirmou que os dados não permitem conclusões sobre a eficácia na forma mais grave da doenças. “Existe tendência favorável à proteção, mas precisamos acompanhar mais de perto.”

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Cotidiano

Policial militar comete suicídio após matar homem a tiros no Agreste

O PM estava bebendo com os amigos e teria assassinado a vítima usando a própria arma.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Um policial militar cometeu suicídio depois de matar um homem a tiros na tarde do último sábado (16), na cidade de Camocim de São Félix, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a polícia, o PM tinha 24 anos e estaria bebendo com os amigos no Bairro Novo.

As testemunhas informaram à polícia que o policial militar teria ido ao banheiro da casa em que estava com os amigos e, ao retornar, atirou com a própria arma na vítima, de 37 anos. Em seguira, o PM se dirigiu até a cozinha e tirou a própria vida.

Investigação

A Polícia Civil foi chamada para atender à ocorrência junto ao Instituto de Criminalística (IC). Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Caruaru.

A causa do ocorrido ainda é desconhecida e a polícia deve investigar o caso. Familiares do PM chegaram a afirmar que ele estava apresentando sintomas de início de depressão.

*Com informações NE10 Interior.

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