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Pesquisa comprova: meditar alivia ansiedade, depressão e dor crônica

Segundo revisão de estudos sobre o assunto, benefício pode ser obtido com 30 minutos diários da prática

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Meditação: Técnica budista, praticada 30 minutos ao dia, melhora sintomas de problemas de saúde

Nos últimos anos, pesquisas científicas vêm comprovando que a meditação, mais do que relaxar, pode ter efeitos concretos sobre a saúde de uma pessoa. Um novo estudo feito na Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, é mais um a dar aval científico à pratica: de acordo com o trabalho, meditar durante 30 minutos todos os dias ajuda a aliviar sintomas da ansiedade, depressão e dores crônicas.

“Um grande número de pessoas recorre à meditação, mas esse exercício não é considerado parte de alguma terapia médica. A nossa pesquisa mostrou, porém, que a prática parece aliviar os sintomas da ansiedade e depressão tanto quanto os antidepressivos em outros estudos”, diz Madhav Goyal, professor da Universidade Johns Hopkins e coordenador do trabalho. Segundo Goyal, tais benefícios da meditação valem apenas para aqueles que não sofrem de formas mais graves desses problemas.

As conclusões, publicadas nesta segunda-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA), foram obtidas após os autores revisarem 47 estudos clínicos sobre a meditação que, ao todo, envolveram 3 515 participantes. Os cientistas avaliaram o impacto de diferentes formas de meditação sobre uma série de doenças, como transtornos mentais, insônia, diabetes, câncer e fibromialgia, problema que causa dores musculares crônicas.

Segundo os resultados, a meditação de plena consciência, uma técnica budista que consiste em parar de pensar em si e se concentrar exclusivamente no presente, foi o tipo da prática mais associado a benefícios à saúde. A técnica melhorou especificamente os sintomas de ansiedade, depressão e dores crônicas, especialmente se praticada 30 minutos ao dia. “Os médicos devem estar cientes de que a meditação pode resultar na redução das consequências negativas do stress psicológico. Assim, eles devem estar preparados para falar com os pacientes sobre o papel que um programa de meditação pode ter em certos tratamentos”, escreveram os autores do estudo no artigo.

CONFIRA OS BENEFICIOS DA MEDITAÇÃO:

Redução do stress

Meditar é mais repousante do que dormir. Uma pessoa em estado de meditação consome seis vezes menos oxigênio do que quando está dormindo. Mas os efeitos para o cérebro vão mais longe: pessoas que meditam todos os dias há mais de dez anos têm uma diminuição na produção de adrenalina e cortisol, hormônios associados a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade e stress. E experimentam um aumento na produção de endorfinas, ligadas à sensação de felicidade. A mudança na produção de hormônios foi observada por pesquisadores do Davis Center for Mind and Brain da Universidade da Califórnia. Eles analisaram o nível de adrenalina, cortisol e endorfinas antes e depois de um grupo de voluntários meditar. E comprovaram que, quanto mais profundo o estado de relaxamento, menor a
produção de hormônios do stress.
   Este efeito positivo não dura apenas enquanto a pessoa está meditando. Um estudo conduzido pelo Wake Forest Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, colocou 15 voluntários para aprender a meditar em quatro aulas de 20 minutos cada. A atividade cerebral foi examinada antes e depois das sessões. Em todos os pesquisados, foi observada uma redução na atividade da amígdala, região do cérebro responsável por regular as emoções. E os níveis de ansiedade caíram 39%.
   Para quem já está estressado, a meditação funciona como um remédio. Foi o que os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram ao analisar 28 enfermeiras do hospital da Universidade do Novo México, 22 delas com sintomas de stress pós-traumático. A metade que realizou duas sessões por semana de alongamento e meditação viram os níveis de cortisol baixar 67%. A outra metade continuou com os mesmos níveis. 
   Resultados parecidos foram observados entre refugiados do Congo, que tiveram que deixar suas terras para escapar da guerra. O grupo que meditou ao longo de um mês viu os sintomas de stress pós-traumático reduzir três vezes mais do que as pessoas que não meditaram – índices parecidos aos já observados entre veteranos americanos das guerras do Vietnã e do Iraque.

Melhoria do sistema cardiovascular

     A Universidade de Ciências da Saúde da Geórgia conseguiu melhorar a sobrecarga cardíaca de 31 adolescentes americanos hipertensos. Os jovens apenas acrescentaram um hábito a suas rotinas: meditar duas vezes por dia, durante 15 minutos, ao longo de quatro meses. Outros 31 receberam orientações médicas, mas não meditaram. A primeira metade terminou o período de testes com a massa do ventrículo esquerdo menor – sinal de redução dos riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares. 
    Outro levantamento, este da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mediu o acúmulo de gordura nas artérias de 30 pessoas com pressão alta. Depois de meditar 20 minutos, duas vezes por dia, ao longo de sete meses, a quantidade estava menor, enquanto que ela não havia sido alterada no grupo de controle.
    Meditar também é útil para reduzir em 47% as chances de ataque cardíaco e infarto em adultos. Foi o que concluiu a Associação Americana do Coração, depois de acompanhar um grupo de pacientes de 59 anos de idade, em média, ao longo de nove anos, de 2000 a 2009. Todos continuaram recebendo a medicação necessária, mas metade foi convidada a participar de sessões de meditação sem regularidade definida. Neste grupo, a pressão arterial caiu significativamente. “Foi como se a meditação funcionasse como um medicamento totalmente novo e muito eficiente para prevenir doenças cardíacas”, afirma o fisiologista americano Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention e responsável pelo estudo.

Insônia e distúrbios mentais

Técnicas de relaxamento profundo, colocadas em prática durante o dia, podem melhorar a quantidade e a qualidade do sono. É o que aponta um estudo de 2008, do Northwestern Memorial Hospital, de Illinois. Cinco pessoas, com 25 a 45 anos e sofrendo de insônia crônica, foram submetidas a meditação durante dois meses. Passaram a dormir duas horas a mais por dia e alcançaram níveis de sono REM mais próximos do considerado saudável.
    Em muitos casos, a insônia é sintoma de depressão. A meditação também funciona para atacar a causa. A Universidade da Califórnia conseguiu reduzir os casos de depressão entre 20 idosos com um simples programa de oito semanas de relaxamento, meia hora por dia. “No limite, meditar atrasar o aparecimento de sintomas do Alzheimer. A depressão na terceira idade é um fator de risco para o desenvolvimento desta doença”, afirma o psiquiatra Michael Irwin, professor do Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior da universidade.
   O psicólogo Michael Posner e o neurocientista e professor da Universidade de Tecnologia do Texas Yi-Yuan Tang mediram a densidade dos axônios de pessoas que começaram a meditar. Quanto mais densos, maior a capacidade de realizar conexões cerebrais e menores os riscos de sofrer distúrbios mentais, de depressão a esquizofrenia. “A quantidade de conexões cerebrais está diretamente relacionada à saúde mental. Neste sentido, podemos dizer que a meditação é um exercício para a mente, excelente para deixá-la mais ‘musculosa’ e prevenir doenças”, afirma o professor Posner.

Alívio da dor

Quem tem a meditação como hábito sente menos dor. O pesquisador Joshua Grant, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Montreal comprovou esta hipótese encostando placas aquecidas nas nucas de 26 pessoas, 13 delas sem contato com a técnica e outras 13 com mais de 1000 horas de experiência em meditação. A placa era aquecida a 46 graus, depois 47, e assim sucessivamente, até 56. Todos os meditadores suportaram temperaturas acima dos 52 graus.
   Nenhuma das pessoas inexperientes aguentou mais do que 50 graus. Na medida, o grupo que medita respirou 12 vezes por minuto. O outro respirou 15 vezes, um indício de stress maior. “As pessoas que meditam precisam menos de analgésicos. Elas sofrem menos pela antecipação da dor”, diz Grant, que, no cruzamento de dados, concluiu que o hábito de meditar provocou uma resistência à dor 18% maior. De acordo com um grupo de neurocientistas do Center for Investigating Healthy Minds da Universidade de Wisconsin-Madison, a resistência de quem medita é maior em situações em que o stress influencia diretamente no nível de dor – caso de artrite e inflamações intestinais.

Reforço do sistema imunológico

O sistema imunológico também é favorecido. “O aumento da atividade cerebral relacionada a pensamentos positivos tem influência direta na maior produção de anticorpos. A meditação também intensifica a ação da enzima telomerase”, diz Judson A. Brewer, de Yale. As implicações desta descoberta são fundamentais para o tratamento de tumores malignos. A Associação Americana de Urologia já declarou que a meditação é recomendada para ajudar a conter o câncer de próstata.
    Também ajuda a lidar com o câncer de mama. Um grupo de 130 mulheres com a doença, todas com mais de 55 anos, aceitaram participar de um teste que reforça esta teoria. Ao longo de dois anos, elas foram divididas em dois grupos, um deles fazendo meditação. A situação foi monitorada pelos médicos do Saint Joseph Hospital, em Chicago. A metade que meditou teve maior resistência para lidar com as dores provocadas pela quimioterapia e experimentou uma reação física melhor à doença.

Melhoria na concentração

Na escola estadual Bernardo Valadares de Vasconsellos, em Sete Lagoas (MG), os 1.400 alunos fazem, todos os dias, o Tempo de Silêncio. Quem desejar pode aproveitar os 15 minutos para meditar. Quem não quiser, pode apenas descansar. A iniciativa foi inspirada pela Fundação David Lynch, que já orientou a criação de programas de meditação na escola estadual Presidente Roosevelt, em São Paulo, e na escola estadual Helio Pelegrino, no Rio de Janeiro.
    “Estimamos que 20% dos estudantes continuam meditando por conta própria”, diz Joan Roura, diretor da fundação no Brasil. “Alunos que meditam são mais tranquilos, mais focados e têm maior capacidade de apreender informações.” A prática rende melhores notas: entre 235 crianças de colégios de Connecticut que começaram a meditar, representou um aumento de 15% nas provas e avaliações. 
    As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pela atenção chegam a ficar mais densas quando se medita. Foi a conclusão a que chegaram pesquisadores de Harvard, Yale e MIT, municiados por scanners de cérebro. Pessoas que mediram com frequência ao longo de vários anos também demoram mais para sofrer a redução destas áreas, em especial o córtex frontal. 
    Um estudante que medita pode ter melhores notas, uma vida mais saudável e boas condições de lutar por melhores postos no mercado de trabalho, com menor tendência para sofrer doenças cardiovasculares, stress ou distúrbios mentais”, diz Judson A. Brewer. Em resumo: “Meditar é uma boa forma de alcançar uma vida mais feliz, saudável e produtiva”.
Fonte:Veja


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Funcionário da prefeitura de São Bento do Una morre após acidente na PE-180, em Belo Jardim

Servidor público perdeu o controle do carro e colidiu com um caminhão.

Marcelo Passos

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Servidor público perdeu o controle do carro e colidiu com um caminhão.

Um funcionário público da Prefeitura de São Bento do Una morreu na madrugada da quarta-feira (14) após um acidente na PE-180, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, Sandro José Cavalcante dos Santos, de 40 anos, conduzia um carro quando perdeu o controle do veículo.

O acidente ocorreu em uma lombada, quando a vítima colidiu o veículo na lateral de um caminhão. O servidor público foi socorrido para o hospital local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

O motorista do caminhão acionou o Corpo de Bombeiros e permaneceu no local do acidente.

O acidente ocorreu em uma lombada, quando a vítima colidiu o veículo na lateral de um caminhão.

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Pernambuco

EventosLAB chega ao Cabo de Santo Agostinho

A ação é gratuita e acontece nesta sexta-feira no Vila Galé Eco Resort.

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Francisco Andrade/Divulgação)

(Foto: Francisco Andrade/Divulgação)

O projeto EventosLAB – Prepara Pernambuco desembarca nesta sexta-feira (16), na cidade do Cabo de Santo Agostinho. O evento acontece das 14h às 16h, no auditório do Vila Galé Eco Resort. O projeto do Sebrae-PE, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer e da Empetur, mais a Abeoc/PE, o Recife CVB e o Porto de Galinhas CVB, percorre nove destinos, passando por todas as regiões do Estado.

O EventosLAB tem por objetivo trazer à normalidade o setor de eventos, por meio de oficinas voltadas aos empresários do segmento. O intuito é capacitar os profissionais de eventos para a prática dos protocolos sanitários, buscando ainda identificar ajustes e melhorias nos serviços oferecidos, definir padronização, documentar os processos e, sobretudo, motivar a indústria de eventos do Estado.

“Nossa meta é capacitar os produtores de eventos do Cabo e das cidades vizinhas acerca dos novos protocolos, informando o que é necessário para que se tenha um evento de qualidade e que respeite a saúde dos participantes”, comenta o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

O EventosLAB acontece sempre das 14h às 17h e os interessados podem realizar as inscrições gratuitamente pelo site https://www.even3.com.br/eventoslab A próxima edição será nesta terça-feira (20), em Garanhuns.

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Mala apreendida em operação da Policia Federal guardava aproximadamente R$ 500 mil

Mala apreendida em operação da PF guardava aproximadamente R$ 500 mil

Marcelo Passos

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A mala com dinheiro apreendida nesta quarta-feira, 14, durante a “Operação Seguro-Mamata”, da Polícia Federal (PF), guardava aproximadamente R$ 500 mil. A informação foi passada pelo delegado Leopoldo Lacerda, da PF, em entrevista à TV Pajuçara. O valor exato da quantia será divulgado pela polícia em breve após a recontagem das cédulas.

Operação em AL e outros estados combate fraudes ao Seguro-Desemprego
A ‘Seguro-Mamata’ investiga a organização criminosa que atua desde 2016 em fraudes ao Seguro-Desemprego nos Estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e São Paulo. Segundo a PF, os prejuízos causados pelo esquema criminoso totalizam quase R$ 12 milhões. Uma pessoa foi presa em Alagoas.

FOTOS: Operação Seguro-Mamata, que investiga fraudes no seguro-desemprego

O delegado destacou que a mala com diversas notas de R$ 50 e R$ 100 estava com uma servidora pública no município de Arapiraca. Porém, apesar de ter sido flagrada com a bagagem, a mulher não foi presa pelos agentes. A única prisão aconteceu no município de Boca da Mata e o detido atuava como empresário.

Ainda de acordo com Lacerda, o maior núcleo da organização funcionava em Arapiraca, com ramificações em outros municípios. Entre os integrantes estariam servidores públicos, contadores e empresários. Quarenta mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela PF.

Além do dinheiro, outros materiais recolhidos como documentos, aparelhos eletrônicos, notebooks e pen-drives, foram levados para a sede da PF em Maceió.

Fraudes no seguro-desemprego:Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Palmares

 

A investigação

O inquérito policial foi instaurado há cerca de um ano e meio. A PF informou que foram identificados dezenas de vínculos empregatícios com empresas fantasmas e empregadores individuais inexistentes com o objetivo de criar artificiosamente direito ao seguro-desemprego.

Foram 40 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão expedidos pela Justiça Federal em Alagoas sendo cumpridos em dezesseis municípios em Alagoas, Pernambuco, Sergipe e São Paulo, além do afastamento cautelar de 16 servidores públicos.

​​Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de constituição de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informações, peculato e estelionato, cujas penas máximas, se somadas, atingem 37 anos de reclusão.

Os municípios

Os municípios alagoanos onde a ação aconteceu foram Maceió, Anadia, Boca da Mata, Coruripe, União dos Palmares, Arapiraca, São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios, Atalaia, Limoeiro de Anadia, Maribondo.

As outras cidades foram Aracaju, em Sergipe, Palmares, em Pernambuco, e São Paulo, Franco da Rocha e Barueri, no Estado de São Paulo. Com informações TNH1 Alagoas

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