Nos siga nas redes sociais

Brasil

PF faz operação em empresas que fraudavam espécies de peixe para comercialização

A suspeita de fraude começou em fiscalizações de rotina do Ministério da Agricultura

Avatar

Publicado

EBC

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (10) em Itajaí (SC) a Operação Poseidon para combater fraudes na venda de pescados. Policiais e fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estão cumprindo mandados de busca e apreensão em sete empresas nas quais foi detectada a substituição de peixes nobres por espécies mais baratas ou cuja captura é proibida no Brasil.

A partir desse ponto, começou um trabalho para comprovação da fraude. Amostras foram coletadas e encaminhadas ao laboratório pericial da PF em Brasília, apto a fazer análise de DNA de espécies. A identificação das trocas também foi feita por análise macroscópica, com treinamento dos fiscais para detectar visualmente as diferenças entre as espécies.A suspeita de fraude começou em fiscalizações de rotina do Ministério da Agricultura. “Verificamos a suspeita de troca de espécies”, relata Sidney Liberati, chefe da Divisão de Inspeção de Pescado da pasta. Segundo ele, fiscais agropecuários alertaram a Polícia Federal e o Ministério Público de Santa Catarina.

Liberati explica que, entre as substituições constatadas, estava, por exemplo, a do linguado pelo alabote, peixe cuja carne tem valor 300 vezes menor. Outras trocas comuns que foram identificada foram a da merluza pela polaca do Alasca; e da garoupa pelo mero. “A captura do mero é proibida no Brasil”, informa.

Além de enfrentar inquérito policial, as empresas Vitalmar; JMS Indústria e Comércio de Pescados; Costa Sul Pescados; Pescados Quatro Mares; Indústria e Comércio de Pescados Dona Rose; Leardine Pescados; e M.S. Luzitania entrarão em regime especial de fiscalização por parte do Ministério da Agricultura, com análise de todos os lotes que saírem desses estabelecimentos.

Liberati explica que, após analisadas todas as provas, elas podem ser punidas com penalidades que vão de multa à perda de registro no ministério para funcionamento.

Nesta quinta-feira, as sedes das empresas foram fechadas para análise de todo o estoque e levantamento da documentação de rastreabilidade dos produtos. Novas amostras de pescado devem ser encaminhadas para perícia. Segundo a Delegacia de Polícia Federal de Itajaí, a suspensão da atividade vale apenas para o dia de hoje. Ainda de acordo com a PF, após a análise do material, o próximo passo é o indiciamento dos responsáveis.

 

Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Mulher que deu à luz trigêmeos morre dois dias após parto, em Santa Catarina

Redação PortalPE10

Publicado

Camila Cassimiro da Conceição, que deu à luz trigêmeos em Itajaí (SC) na terça-feira (26), morreu nesta quinta-feira (28), informou o Hospital Marieta Konder Bornhausen, onde os bebês nasceram.

Ela não teve problemas no parto mas, na quarta (27), teve sangramentos, precisou passar por uma cirurgia de emergência e foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A causa da morte não foi revelada.

Os bebês, Vitória, Breno e Valentina, permanecem no hospital, e estão saudáveis.

Ainda não há informações sobre o velório de Camila.

 

Continuar Lendo

Brasil

Brasil é o país que pior lidou com a pandemia, aponta estudo que analisou 98 governos

PortalPE10 com informações G1

Publicado

Parentes de pacientes esperam em fila para encher tanques de oxigênio em empresa de Manaus – Marcio James – 19.jan.21/AFP

O Brasil foi o país que teve a pior gestão pública durante a pandemia, apontou um estudo feito pelo Lowy Institute, centro de estudos baseado em Sydney, na Austrália.

O país ficou na última posição entre 98 governos avaliados. México, Colômbia, Irã e Estados Unidos também tiveram notas muito baixas.

Na outra ponta da lista, a Nova Zelândia foi apontada como país que melhor lidou com a crise sanitária. E Vietnã, Tailândia e Taiwan foram incluídos entre os melhores exemplos. A Nova Zelândia praticamente erradicou o vírus com fechamentos de fronteira precoces e drásticos, entre outras ações.

O estudo levou em conta seis critérios: casos confirmados, mortes, casos e mortes por milhão de habitantes, diagnósticos em relação à proporção de testes e exames feitos a cada mil pessoas. A pesquisa se concentra nos dados registrados nas 36 semanas seguintes após a confirmação do 100º caso em cada país.

O Brasil registra mais de 9 milhões de casos e 220 mil mortes por coronavírus, e é o segundo com mais óbitos no mundo, atrás dos Estados Unidos, que teve 429 mil vidas perdidas até agora.

Os dois países mais populosos do continente americano tiveram em comum governos de líderes populistas —Jair Bolsonaro e Donald Trump— que minimizaram ativamente a ameaça da Covid-19, ridicularizaram o uso de máscaras, opuseram-se a confinamentos e fechamentos e foram pessoalmente infectados pelo vírus.

Continuar Lendo

Brasil

Malafaia diz que ‘quem pede impeachment não representa maioria dos evangélicos’

Pastor chama religiosos que defendem o afastamento do presidente de “esquerdopatas”

Redação PortalPE10

Publicado

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou que os evangélicos que pediram o impeachment do presidente Jair Bolsonaro não representam a maioria dos fiéis desse segmento no País. Na terça-feira, 26, um grupo de líderes religiosos protocolou um pedido de impeachment contra Bolsonaro na Câmara acusando o presidente por crime de responsabilidade na pandemia de covid-19. O pedido foi assinado por católicos e evangélicos críticos ao governo.

“Meia dúzia de esquerdopatas evangélicos, apoiadores de corruptos que produziram o maior esquema de corrupção da história política do Brasil, fazendo manifesto de impeachment de Bolsonaro. Não representam nem 0,5% dos evangélicos”, escreveu Malafaia, aliado de Bolsonaro, no Twitter.

Em seguida, o pastor evangélico publicou uma nota com o mesmo posicionamento e o título “esclarecimento à sociedade brasileira”, assinando como presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil. Silas Malafaia faz parte de uma ala de líderes religiosos que apoiaram Bolsonaro nas eleições de 2018 e fazem parte da base de apoio do governo, mas que também estiveram próximos aos governos do PT.

Os autores do pedido de impeachment reconhecem que são minoria no segmento religioso. O movimento foi feito para mostrar, no entanto, que nem todos os cristãos apoiam as atitudes de Bolsonaro na crise do novo coronavírus, de acordo com eles. “Temos a consciência de quem nem todas as pessoas das nossas igrejas são favoráveis a esse ato que estamos fazendo, mas é importante destacar essa pluralidade e as contradições que existem no âmbito do Cristianismo. Nem todo cristianismo é bolsonarista”, afirmou a pastora Romi Márcia Bencke, representante do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil, na terça.

Continuar Lendo

Mais Lidas

Copyright © 2013 - 2020 PortalPE10. Todos os direitos reservados.