Nos siga nas redes sociais

Brasil

Por 364 a 130, Câmara confirma decisão do STF e mantém prisão de deputado abandonado pelo governo Bolsonaro

PortalPE10 com informações UOL

Publicado

A Câmara decidiu nesta sexta-feira (19) manter preso o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente Jair Bolsonaro.

Por 364 votos a 130 (houve 3 abstenções), o plenário da Casa confirmou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que mandou prender o deputado após a publicação de um vídeo com ataques aos ministros da corte e defesa ao AI-5 (Ato Institucional nº 5), que deu início ao período mais autoritário da ditadura.

A Constituição prevê que, caso um deputado seja preso, caberá à Câmara analisar a acusação, os argumentos do Supremo e, então, avaliar se a medida será ou não mantida. A palavra final, portanto, é dos próprios deputados.

Eram necessários 257 votos para confirmar a ordem de prisão, que partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF, na noite de terça (16) e foi mantida no dia seguinte por unanimidade pelos 11 ministros do plenário da corte.

O placar na Câmara nesta sexta ocorre após Silveira ter ficado isolado, sem apoio de Bolsonaro nem de membros do governo. O presidente evitou manifestações públicas nos últimos dias em defesa do aliado.

Na sessão, a Câmara mandou um recado à corte. O relatório aprovado, redigido pela deputada Magda Mofatto (PL-GO), ressaltou que os parlamentares têm imunidade para opinar, mas que a prisão de Silveira é um caso excepcional, em função do que considerou ameaças gravíssimas à democracia.

A mensagem é que o caso do deputado bolsonarista não abre um precedente, uma brecha, para que a mesma medida seja amplamente adotada, e sim que se trata de uma exceção.

Foi o mesmo tom adotado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em bre

Brasil

Pfizer confirma que governo rejeitou oferta de 70 milhões de doses de vacinas ainda em dezembro de 2020

PortalPE10 com informações UOL

Publicado

Vacina russa contra a Covid
Sputnik V tem eficácia de 91,6%, apontam resultados preliminares

A farmacêutica Pfizer confirma que o governo brasileiro rejeitou a oferta de 70 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 já em agosto de 2020, de um total de três propostas.

Em nota divulgada em 7 de janeiro, o laboratório diz que a proposta inicial encaminhada em 15 de agosto previa a entrega de doses já em dezembro de 2020 e que, com base em acordo de confidencialidade firmado em julho de 2020 com o Ministério da Saúde, não poderia comentar detalhes da negociação em curso.

Reportagem publicada neste domingo (7) pelo Jornal Folha de São Paulo detalha as três ofertas. Do total de doses prometidas, 3 milhões estavam previstas até fevereiro, ou o equivalente a cerca de 20% das doses já distribuídas no país até agora.

Embora tenha feito reuniões anteriores com representantes do governo, a farmacêutica fez a primeira oferta em 14 de agosto de 2020, segundo informações obtidas pela Folha. A proposta previa 500 mil doses ainda em dezembro de 2020, totalizando 70 milhões até junho deste ano.

A Pfizer aumentou a oferta inicial quatro dias depois, elevando para 1,5 milhão o número de doses ainda em 2020, com possibilidade de mais 1,5 milhão até fevereiro de 2021 e o restante nos meses seguintes.

Sem aprovação do governo, uma nova proposta foi apresentada em 11 de novembro. Com o passar do tempo, governos de outros países foram tomando o lugar do Brasil, e as primeiras doses ficariam para janeiro e fevereiro —2 milhões de unidades.

Continuar Lendo

Brasil

Comitiva de Bolsonaro ignora máscara no Brasil, mas é obrigada ao utiliza item ao desembarcar em Israel

Redação PortalPE10

Publicado

A comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pousou em Israel na manhã deste domingo (7), porém deixou a aeronave utilizando máscaras contra o novo coronavírus. No Brasil, entretanto, o chefe do Executivo e sua equipe viajaram sem o item de proteção.

Bolsonaro repete com frequência mentiras a respeito da eficácia das máscaras para conter o vírus da Covid-19, equipamento de uso obrigatório pela população desde o início da pandemia, há um ano. Apoiadores do presidente rejeitam o uso do item por compará-lo a uma “mordaça” imposta por governadores.

Na foto do embarque, publicada pelo chanceler Ernesto Araújo em suas redes sociais, a comitiva presidencial aparece sem máscaras. Na imagem registrada em território israelense, divulgada no perfil do Itamaraty, os presentes já utilizam o equipamento.

Continuar Lendo

Brasil

Bolsonaro muda o tom e admite possibilidade de se vacinar contra a Covid-19

Redação PortalPE10

Publicado

(Foto: Reprodução/Facebook)

O presidente da República voltou a espalhar desinformação sobre a vacina contra o coronavírus. Disse que, por ter se contaminado, estaria mais imunizado que alguém que tomou o medicamento. Na verdade, pesquisas mostram que quem se infectou pode ficar livre da doença por alguns meses. Mas os anticorpos desenvolvidos diminuem até que o paciente esteja novamente vulnerável. A vacina, a máscara e o isolamento social são os meios mais seguros de se proteger contra o vírus.
Apesar disso, Jair Bolsonaro (sem partido) cogitou, pela primeira vez, indiretamente, a possibilidade de fazer uso do imunizante. Em janeiro, o Palácio do Planalto decretou sigilo sobre o cartão de vacina do presidente. O chefe do Executivo foi filmado falando com apoiadores na noite dessa sexta-feira (5). “Eu, por exemplo, tem alguns me perturbando, ‘tome vacina’. O que é a vacina? Não é o vírus morto? Eu já tive o vírus vivo. Estou imunizado. Deixa outro tomar vacina no meu lugar”, disse.
“Lá na frente, depois que todo mundo tomar, seu eu resolver tomar, porque, no que depender de mim, é voluntário, não podemos obrigar ninguém a tomar vacina, eu tomarei”, assumiu. Por diversas vezes, o presidente desdenhou da vacinação contra o coronavírus, e chegou a comemorar quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente os testes. A fala de Bolsonaro mostra uma mudança de postura.
“Estamos disponibilizando vacina para todo mundo no Brasil. Gratuita e voluntária. Alguns governadores votaram uma emenda via parlamentares, para os estados comprarem vacina. Mas quem vai pagar a conta? Eu, não. Se quiserem comprar, podem comprar, mas a vacina vem para o Plano Nacional de Imunização”, avisou o presidente.
O país registrou, nas últimas 24 horas, 1,8 mil mortes por coronavírus, segundo Ministério da Saúde. É o segundo maior número de mortes em um dia. Na quarta-feira (3), a cifra chegou a 1.910. Com pequenas variações, o número de óbitos por semanas epidemiológicas também tem apresentado crescimento.
Continuar Lendo

Mais Lidas

Copyright © 2013 - 2020 PortalPE10. Todos os direitos reservados.