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Brasil

Porta-voz de Israel volta a alfinetar o Brasil e diz que desproporcional é 7 a 1

O porta-voz passou a critica o Brasil após o País condenar o que chamou de “uso desproporcional da força”

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  Em entrevista concedida ao Jornal Nacional, da Rede Globo, ele criticou mais uma vez as decisões do governo brasileiro nesta semana e ainda relembrou o vexame da seleção na Copa do Mundo.

  “A resposta de Israel é perfeitamente proporcional de acordo com a lei internacional. Isso não é futebol. No futebol, quando um jogo termina em empate, você acha proporcional e quando é 7 a 1 é desproporcional. Lamento dizer, mas não é assim na vida real e sob a lei internacional”, disse Palmor. 

  O porta-voz passou a critica o Brasil após o País condenar o que chamou de “uso desproporcional da força” por parte de Israel nos ataques à Faixa de Gaza. Em documento apresentado na quarta-feira (23), o governo mostrou preocupação com o “elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”.

Durante a entrevista para a Globo, Palmor ainda disse que desproporcional seria deixar “centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel”. O porta-voz destacou que o que desequilibrou o número de mortos na guerra foi o sistema antimísseis do país. 

“A única razão para não termos centenas de mortos nas ruas de Israel é termos desenvolvido um sistema antimíssil e não vamos nos desculpar por isso. Se não tivéssemos esse sistema haveria centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel. Isso seria considerado proporcional?”, questionou.

Por fim, Palmor foi questionado se Isarel cogitaria um cessar-fogo, principalmente com os EUA liderando as discussões, mas ele aproveitou novamente para ironizar o Brasil. “Há muitos contatos diplomáticos sendo feitos. […] Infelizmente o Brasil não faz parte.

O Brasil se afastou de todos os movimentos diplomáticos ao convocar seu embaixador. Mas há outros países envolvidos. Um dia desses vai haver um cessar-fogo. A questão é saber quantas pessoas vão pagar com suas vidas pela teimosia e extremismo do Hamas.”Troca de farpasNesta manhã, o The Jerusalem Post divulgou uma entrevista com o porta-voz de Israel, que deu início à discussão com o Brasil após o País, junto com outros 28 países votar pela investigação das ações de Israel na região de Gaza.

“Essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, esse gigante econômico e cultural, continua sendo um anão diplomático”, disse Palmor. Ele ainda completou dizendo que “o relativismo moral por trás dessa atitude faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, que cria problema ao invés de contribuir para solucioná-los”.

Durante a tarde, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, rebateu a nota do porta-voz de Israel. “Somos um dos 11 países do mundo que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU e temos um histórico de cooperação pela paz e ação pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles”, afirmou. Segundo ele, o Brasil nunca contestou o direito de Israel, ou nenhum outro país, de se defender, o problema neste momento esta na “desproporcionalidade das coisas”. 

InfoMoney 

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Brasil

Cinco caminhões com oxigênio da Venezuela chegam a Manaus

Redação PortalPE10

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Cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram na noite desta terça (19) a Manaus (AM), cidade que enfrenta o desabastecimento de insumos hospitalares em meio ao repique de casos da Covid-19.

Os caminhões, que carregam 107 mil m³ de oxigênio, percorreram mais de 1.500 quilômetros de estrada entre o estado venezuelano de Bolívar e a capital amazonense.

A ajuda humanitária chega após vários pacientes morrerem asfixiados em Manaus e em cidades do interior do Amazonas, bem como em cidades no oeste do Pará.

Atualmente, a demanda diária do Amazonas é de cerca de 76 mil m³ de oxigênio hospitalar, mas as empresas fornecedoras não conseguem produzir mais de 28.200 m³ por dia —ou seja, há um déficit diário de aproximadamente 50 mil m³ de oxigênio.

O Presidente Nicolás Maduro disse no domingo (17) que a crise de saúde em Manaus é um “escândalo” e que a “Venezuela estendeu sua mão solidária ao povo do Amazonas”.

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Brasil

Trabalhador que se negar a tomar a vacina contra covid-19 poderá ser demitido por justa causa no Brasil

PortalPE10 com informações UOL

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O Brasil iniciou neste domingo (17) a vacinação contra a covid-19. Por enquanto, apenas profissionais de saúde serão imunizados, mas o plano nacional de vacinação prevê a aplicação de doses em todos os brasileiros, que desejarem, nos próximos meses.

Apesar de o governo federal ter dito que a vacina não será obrigatória, especialistas dizem que os trabalhadores que não forem imunizados poderão ser advertidos e até demitidos por justa causa. O mesmo pode ocorrer se o profissional se recusar a seguir os protocolos de segurança, como o uso de máscaras, por exemplo.

Especialistas destacam que as empresas precisam garantir um ambiente seguro aos seus trabalhadores e, por isso, podem incluir em seu PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) tanto o uso de máscaras quanto a vacinação obrigatória.

O advogado trabalhista Estacio Airton de Moraes, do escritório Faiock Advocacia, diz que o empregador não pode exigir a vacina, mas pode determinar que para trabalhar naquele ambiente o seu colaborador tenha que apresentar um comprovante de vacinação.

“Se o trabalhador não vacinado insistir em ir ao local de trabalho, ele pode ser alvo das punições previstas em lei, desde advertência, suspensão e demissão por justa causa”, diz Moraes.

“O próprio STF já decidiu que a vacina pode ser obrigatória, mas não compulsória. Significa dizer que ninguém pode ser vacinado à força, mas a pessoa pode ser privada de entrar em algum lugar ou ter algum benefício, por exemplo, sem a vacina”, diz a advogada trabalhista Gislaine Santos, do escritório VAS Advogados.

“O STF deu autonomia aos governos estaduais decidirem sobre a obrigatoriedade. Se o Estado definir que é obrigatório, a empresa pode exigir a vacina e quem se recusar pode ser demitido até por justa causa”, explica a advogada trabalhista Vivian De Camilis, do escritório Innocenti Advogados.

Os especialistas destacam que em caso de demissão por conta da não comprovação da vacina, dificilmente o trabalhador conseguirá reverter a demissão na Justiça do Trabalho.

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Brasil

Após novas falhas do governo Bolsonaro, governadores se articulam para ter vacina por conta própria

PortalPE10 com informações UOL

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Pazuello

As sucessivas falhas do governo Jair Bolsonaro no planejamento nacional de vacinação contra o coronavírus fizeram governadores retomar articulações para buscar saídas que não dependam do governo federal. Querem saber por escrito de Eduardo Pazuello (Saúde) qual é o teto de vacinas que pretende comprar, dando liberdade para que possam correr por fora. Nos bastidores, governadores negociam diretamente com laboratórios, mas não conseguem concretizar as aquisições.

No ano passado, a postura negacionista do governo já tinha levado estados a buscar alternativas. Em outubro, no entanto, Pazuello apareceu e deu declaração assertiva de que o ministério compraria todas as vacinas que fossem aprovadas pela Anvisa, o que deu certa tranquilidade aos gestores.

O fracasso do voo para a Índia, as promessas em vão e os problemas diplomáticos com a China tiraram de novo as esperanças.

Nos bastidores, governadores relatam que têm tentado fazer as compras, mas os fornecedores estão cobrando valores muito altos ou querendo vender em quantidades muito grandes, inviabilizando as aquisições, por ora.

A ideia de ter por escrito o número máximo de vacinas que o governo pretende comprar é para os estados terem um documento para convencer as fornecedoras a fazerem vendas individuais.

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