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Primeiro filme brasileiro da Netflix inicia gravações em Pernambuco

O primeiro longa-metragem brasileiro produzido pela Netflix começa a virar realidade.

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A equipe de O matador, dirigido por Marcelo Galvão (Colegas), dá início às gravações da segunda fase do filme no distrito de Cimbres, em Pesqueira, cidade agrestina distante 214 quilômetros do Recife.

O cineasta está no município acompanhado de parte do elenco, de integrantes da produção e do ator principal da obra, o português Diogo Morgado (Filho de Deus). “Como a trama é bastante dinâmica, com as histórias se envolvendo num contexto arcaico, achamos que Pesqueira reunia as condições mais favoráveis para as gravações. Todo o roteiro foi inspirado nas paisagens pernambucanas. A Netflix me deu uma liberdade criativa sem precedentes, além de uma plataforma global que vai permitir que a minha história seja contada para pessoas ao redor do mundo ao mesmo tempo. Como cineasta, é uma chance única”, diz Marcelo.

A região já serviu de locação para dois filmes com DNA pernambucano: A luneta do tempo, de Alceu Valença, e Big jato, de Cláudio Assis, inspirado em livro homônimo do escritor Xico Sá.

A produção da Netflix será espécie de faroeste ambientado entre as décadas de 1910 e 1940, período marcado pela atuação destacada do cangaço nas entranhas nordestinas. O filme joga luz sobre a história fictícia de Cabeleira (Diogo Morgado), um matador temido da região, criado pelo cangaceiro Sete Orelhas (Deto Montenegro, de Colegas) depois de ser achado ainda bebê abandonado na caatinga. A busca dele pelo “pai adotivo”, desaparecido em um crime encomendado pelo poderoso local, o estrangeiro Monsieur Blanchard (interpretado pelo francês Etienne Chicot, do filme O código Da Vinci), movimenta a trama.

“Sete Orelhas não voltará após uma de suas andanças. E Cabeleira decide procurá-lo até encontrar a civilização pela primeira vez. Só que ele descobrirá um mundo novo, um território onde a lei é baseada no sangue, comandado pelo comércio de pedras preciosas na região, chefiado pelo francês Blanchard. É Blanchard quem manda assassinar Sete Orelhas”, adianta.

A história guarda semelhanças – no nome do protagonista, por exemplo – com a narrativa do romance regionalista do cearense Franklin Távora, O Cabeleira, de 1876. Pioneiro no estilo no Nordeste, o livro conta a trajetória dos precursores do cangaço na região. Mas, segundo o diretor, a saga não se inspirou na obra literária, embora contenha elementos típicos associados a Pernambuco e à região.

“Toda a trama é totalmente fictícia, até mesmo o contexto socioeconômico. Na época em que se passa história, a moeda é justamente a turmalina, uma pedra que é amplamente comercializada em Pernambuco e na Paraíba. Não existe dinheiro em espécie. Por ser uma terra sem lei, o comércio é dominado por um gringo, mostrando uma atmosfera de violência. Cabeleira não tem qualquer referência sobre educação, valores e civilização, já que cresceu em uma mata”” explica Galvão, que está no sexto longa-metragem de ficção.

Parte dos atores do eixo principal da trama está em Pesqueira, com exceção do grupo que iniciou as gravações duas semanas atrás, em São Paulo. As filmagens no Agreste se estenderão até o dia 8 de setembro e irão se concentrar, além de Cimbres, em mediações do distrito de Papagaio. Toda a equipe de figurantes, informa o diretor Marcelo Galvão, é formada por moradores locais.

A Netflix não confirma o valor da produção. Quando finalizado, o longa vai mostrar aspectos da cultura e da paisagem do Nordeste brasileiro para mais de 190 países nos quais ela opera. Ainda não há uma data definida para o lançamento do longa, mas o serviço de streaming prevê a estreia no catálogo no segundo semestre de 2017.

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Brasil

‘Estamos vivendo mimimi’, Ana Maria Braga ironiza Bolsonaro ao vivo

Apresentadora e Felipe Andreoli comentavam sobre a pandemia.

Redação PortalPE10

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A apresentadora Ana Maria Braga – (Foto: Reprodução/Tv Globo)

A apresentadora Ana Maria Braga, 71, ironizou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Mais Você desta segunda-feira (8). Em papo com o apresentador Felipe Andreoli, 41, disse que todos vivem um “mimimi”.

Na conversa, Andreoli disse que todos nós tínhamos de fazer a nossa parte para ajudar no controle da pandemia. “Temos que fazer o que a gente pode. Tem países saindo já, a Austrália, a Nova Zelândia, quase tendo uma vida normal. E a gente está no mais fundo do poço”, disse ele.

Na sequência, Ana Maria ironizou uma fala do próprio presidente quando indagado sobre a compra de novas vacinas e o recorde de mortos no país. “A gente está no mimimi, Felipe Andreoli”, rebateu Ana. As informações são da FolhaPress.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta quinta-feira (4) as medidas de isolamento social no país e disse que os problemas precisam ser enfrentados pela população.

“Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos de enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades, mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”, questionou o presidente em São Simão (GO).

Na última semana, Ana Maria já havia sido comentada após falar em “racismo reverso” durante a exibição de seu programa. O papo era sobre a ex-participante do BBB 21 Lumena.

No dia seguinte, a apresentadora pediu desculpas. “É um reflexo da dificuldade da sociedade em lidar com essas questões. Vamos aprendendo. Já descobri algo que não farei mais. Não faz sentido usar essa expressão e peço desculpas. Eu nunca fui racista de qualquer assunto. Sempre tive o maior respeito pelas pessoas. Eu não sabia mesmo e eu errei”, finalizou.

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Brasil

Humorista de ‘A Praça é Nossa’ morre após Covid

Redação PortalPE10

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O humorista Kleber Lopes, de 39 anos, intérprete do personagem ‘Rick Marcos’ no programa “A Praça é Nossa”, do SBT, morreu na manhã deste domingo (7) em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca ocasionada pela Covid-19, segundo a assessoria da emissora.

Ator e bailarino, Lopes estava internado desde sábado (6) no Hospital Municipal de Urgência da cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, por causa da piora do quadro de saúde dele.

“O SBT presta solidariedade à família e aos amigos do ator, e deseja que Deus conforte sua família”, disse a emissora de Silvio Santos.

Nas redes sociais, o programa infantil da casa ‘Turma da Alegria e Cia’, prestou uma homenagem ao ator e disse que a passagem dele pela emissora foi cheia de “ensinamentos e amor”.

“Tio Kleber, porquê? Estamos muito tristes por ter nos deixado, nosso desejo é que isso tudo seja apenas um pesadelo, porque sabemos que você não queria ir, mas também sabemos que você não foi completamente, em nós sempre vai ter um pouco de você, da sua alegria, do seu sorriso, dos seus ensinamentos e do seu amor por nós, nós nos tornamos melhores ao seu lado, você foi o melhor diretor, amigo e irmão. Gostaria de pedir a Deus te deixar mais um pouquinho aqui, mas agora Ele quer você ao lado dEle ensaiando os anjinhos. Pode deixar que vamos te deixar orgulhosos aqui, sempre te amaremos, obrigado”, disse o post.

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Brasil

Rock in Rio 2021 é adiado para 2022 por causa da pandemia

Nona edição do festival aconteceria no Rio em setembro e outubro de 2021

Redação PortalPE10

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(Foto: Artur Meninea/Gshow)

(Foto: Artur Meninea/Gshow)

O Rock in Rio anunciou nesta quinta (4) o adiamento do evento na capital fluminense por causa da pandemia de Covid-19. O festival foi remarcado para os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022 na Cidade do Rock, montada no Parque Olímpico (zona oeste do Rio).

Inicialmente, o evento seria realizado em 24, 25, 26 e 30 de setembro e 1º, 2 e 3 de outubro de 2021.

O movimento acompanha a situação de piora que o Brasil vive com o coronavírus. Com dias de recorde de mortes pela doença e UTIs lotadas pelo país, a capital fluminense decretou toque de recolher e restringiu o horário de funcionamento do que não for essencial.

Nesta quinta, também foi confirmado o adiamento da versão do festival em Lisboa, que passou para os dias 18, 19, 25 e 26 de junho de 2022. As informações são da FolhaPress.

Segundo a organização, as mudanças foram baseadas nas indefinições do cenário mundial da pandemia de Covid-19 e no fato de que a esta altura do ano já começariam a montar o festival in loco, em ambas as praças.

Em nota, o Rock in Rio afirma ainda que as atrações estão com negociações avançadas e há previsão de anúncios ainda no primeiro semestre.

Não foram divulgados artistas da programação, mas entre os nomes confirmados anteriormente estavam Iron Maiden, Dream Theater, Megadeth e Sepultura em uma dobradinha com a Orquestra Sinfônica Brasileira, no palco Mundo, e Living Colour com o guitarrista Steve Vai, no palco Sunset. O DJ Alok também figurava na lista.

A venda de ingressos no Brasil começaria em 9 de março com a disponibilização do Rock in Rio Card, que garante entrada no festival antes mesmo de todas as atrações serem conhecidas, mas também foi adiada e deve ter início ainda em 2021.

A última edição do Rock in Rio da capital fluminense reuniu atrações como Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, Seal, Emicida, Anitta e Imagine Dragons.

Em Portugal, para a próxima edição, já estavam confirmados nomes como Foo Fighters, Post Malone, Black Eyed Peas, The National, Liam Gallagher e Camila Cabello.

Entre os brasileiros, Anitta, Ivete Sangalo, Iza, Ney Matogrosso, Projota e Giulia Be já haviam sido anunciados.

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