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Política

Projeto de Eduardo Campos anunciado como ‘vitrine’ está parado há dois anos

A obra anunciada como vitrine das parcerias público-privadas está parada

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A obra anunciada como vitrine das parcerias público-privadas da gestão de Eduardo Campos (PSB) em está parada, tem falhas estruturais graves e deverá custar o dobro do previsto.

O presídio de Itaquitinga, na zona da mata pernambucana, começou a ser erguido em 2009, sob o título de “maior e mais completa PPP [parceria público-privada] prisional do Brasil”. A previsão de conclusão era 2011.

A unidade deveria receber 3.126 presos. O canteiro de obras, contudo, está às moscas desde 2012. O governo afirma não ter colocado dinheiro público no local e culpa a construtora e o BNB-financiador do projeto- pelos problemas.

Por três semanas, a Folha de São Paulo entrevistou fornecedores e prestadores de serviço da obra. Eles pediram anonimato, sob justificativa de temerem eventuais retaliações. De fornecedores de equipamentos de segurança a refeições, dezenas de empresários estão sem receber da construtora Advance, que era responsável pela obra e faliu.

A obra também utilizou materiais diferentes do que o projeto previa. O piso interno é cinco vezes mais barato, e o chão dos banheiros das celas do primeiro andar não foi impermeabilizado. Na parte externa, a grade que isola o presídio tem metade da espessura prevista, podendo ser rompida e escalada -profissionais da obra batizaram a estrutura de “alambrado de galinheiro”.

Os problemas expõem uma das fragilidades da PPP de Campos: ausência de fiscalização pública durante a execução do projeto. Pelo contrato, o consórcio vencedor deveria construir e entregar a unidade para poder administrá-la por 33 anos. A empresa passaria a receber do Estado somente após a chegada dos presos.

Fachada do Centro Integrado Prisional de Itaquitinga, na zona da mata de Pernambuco
Fachada do Centro Integrado Prisional de Itaquitinga, na zona da mata de Pernambuco

OUTRO LADO

O governador Eduardo Campos disse que não investiu dinheiro público no presídio em Itaquitinga e que a fiscalização cabia ao BNB (Banco do Nordeste do Brasil), controlado pela União.

“Nenhum real será colocado se o equipamento não for entregue nos conformes pelo empreendedor e pelo banco, que foi quem colocou recursos. Na verdade, ao Estado caberia fiscalizar ao receber a obra. O dinheiro lá é do Banco do Nordeste”, afirmou.

Para fornecedores e prestadores de serviço, porém, o Estado funcionava como “fiador” da obra e agora cobram medidas do governo estadual. O governo de Pernambuco nega. “O governo é contratante da PPP, mas não é fiador das obrigações contraídas pelo concessionário”, disse o procurador-geral do Estado, Thiago Norões.

Norões disse que, se o concessionário não terminá-la, o governo terá de declarar a caducidade do contrato. “Só que o BNB tem preferência [para receber]”. Representantes da Advance não foram localizados pela reportagem. O BNB informou ter feito fiscalizações trimestrais no local: “Não foi detectado uso de material diferente do especificado no projeto original”.

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Brasil

Presidente faz visita surpresa à igreja Assembleia de Deus e é abençoado pelo Círculo de Oração

Bolsonaro passava por comunidade quando viu igreja aberta e resolveu entrar.

Redação PortalPE10

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Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), fez uma visita surpresa a uma congregação da Assembleia de Deus Ministério de Madureira no bairro Morro da Cruz, em São Sebastião (DF), comunidade perto de Brasília. As informações são do GospelPrime.

Bolsonaro estava passando de moto pelo local quando viu a igreja aberta e resolveu entrar, sendo abençoado por irmãs do Círculo de Oração que estavam presente. O presidente também deu uma rápida saudação para os fiéis antes de deixar o local.

Em sua breve passagem pela congregação, o presidente agradeceu pela recepção e pelas bênçãos, recebendo uma oração das evangélicas presentes.

Na mesma comunidade, o presidente visitou uma casa onde venezuelanas que fugiram do regime socialista de Nicolas Maduro estão abrigadas. Bolsonaro aproveitou para alertar sobre os riscos do Brasil chegar a essa condição, passando a uma ditadura.

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Brasil

Empresário que organizou almoço de Bolsonaro com sertanejos está intubado com Covid-19 em hospital

PortalPE10 com informações G1

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O empresário do ramo artístico Uugton Batista da Silva, amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), está sedado e intubado em estado grave com Covid-19 em um hospital de Goiânia. A informação foi confirmada pelo advogado dele, Edemundo Dias.

“A esposa está pedindo corrente de oração pela saúde dele porque o estado é bem complicado. É muito grave. Todos estão preocupados com ele”, ressaltou Dias.
Em 15 de março, o empresário disse em uma rede social que testou positivo para o coronavírus e estava bem. Também pediu orações aos seguidores e amigos. Uugton tem três filhas.

O empresário promoveu encontros entre artistas sertanejos e o presidente Bolsonaro. Em um desses eventos, em 29 de janeiro, cerca de 50 artistas levaram propostas ao presidente para ajudar o setor artístico, que sofre a crise financeira gerada pela pandemia de coronavírus. Os participantes aparecem em fotos sem máscara.

O encontro entre a classe e Bolsonaro aconteceu em uma churrascaria em Brasília e durou cerca de uma hora e meia.

O empresário trabalha há muitos anos no ramo artístico, segundo o advogado, e promove eventos para cantores sertanejos e outras celebridades, como Amado Batista e o jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. Recentemente, ele se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

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Brasil

Bolsonaro sobre aumento de mortes: “Não vamos chorar o leite derramado”

Redação PortalPE10

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Em meio ao aumento dos casos e das mortes por Covid-19 no país, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (7/4) que não adianta “chorar o leite derramado”. Declaração ocorreu em Foz do Iguaçu, durante cerimônia de posse do novo diretor-geral Brasileiro da Itaipu Binacional, General João Francisco Ferreira.

“Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar o presidente. Todos nós somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Em qual país do mundo não morre gente? Infelizmente, morre gente em tudo que é lugar. Queremos é minimizar esse problema”, apontou.

O chefe do Executivo ainda voltou a defender o tratamento off label do que chama de “tratamento precoce”. Ele relatou fala em Chapecó, por onde passou mais cedo. “Há pouco falei em Chapecó, defendi o direito do médico em, não havendo medicamento específico, que use aquilo que acham que devem usar. O tratamento off label. A imprensa me massacrou dizendo que defendi medicamentos não previstos.O que eu defendi e defendo é o médico na ponta da linha receitar aquilo que ele achar mais conveniente em comum acordo com o paciente”, justificou.

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