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Mata Sul

Representantes de redes municipais de educação em PE decidem manter suspensão de aulas presenciais

Decisão leva em conta diferentes realidades das 184 cidades do estado, segundo presidente da União de Dirigentes de Educação dos Municípios no estado.

Lucas Passos

Publicado

Com datas estipuladas pelo governo de Pernambuco para a volta às aulas presenciais de escolas das redes pública e privada do ensino médio e em meio à pandemia da Covid-19, representantes da educação dos municípios têm tido cautela quanto ao retorno. Segundo o presidente da União de Dirigentes de Educação dos Municípios em Pernambuco (Undime-PE), Natanael José da Silva, secretários municipais de educação decidiram manter a suspensão de aulas presenciais.

“Cada rede tem autonomia, cada município, para observar essa movimentação que se dá em se tratando da evolução do vírus em Pernambuco. Não há nenhum município que tenha se posicionado até o momento quanto ao retorno”, disse Silva.

A decisão, tomada na quinta (24), leva em conta as diferentes realidades dos 184 municípios pernambucanos, segundo Silva. Ainda não há data para o início da retomada dos ensinos infantil e fundamental.

“Temos uma diversidade muito grande em termos de normalidade. Nesse período de pandemia, há um entendimento por parte dos municípios e das famílias [de estudantes] quanto à insegurança para o retorno”, afirmou.

As diferenças entre as situações dos municípios, segundo Silva, podem ser vistas analisando as soluções para manter o ensino diante das recomendações de distanciamento social.

“Desde o primeiro momento da suspensão das aulas, as redes municipais ou a grande parte delas iniciou a elaboração de planejamentos que dessem conta desse período pandêmico. Houve atendimento dos estudantes por meio das tecnologias, mas em alguns casos, em alguns municípios, isso não foi possível num primeiro momento e ocorreu o envio de atividades impressas”, afirmou.

Diante desse cenário, a entidade elaborou um documento com recomendações para a adequação de escolas antes da retomada de aulas presenciais.

“São proposições que trazem orientações para que as redes municipais, escolas, gestores e professores tenham um norte para organizar esse possível retorno”, informou Silva, que também é secretário municipal de Educação no município de Belém de Maria, na Zona da Mata.

“Temos os protocolos sanitários, a organização posta para o retorno, mas tudo isso não garante ainda a segurança na totalidade. A transmissibilidade do vírus ainda existe […] e por mais que se tenha a sensação de que nós não estamos num período pandêmico, isso não é verdade”, disse o representante da Undime-PE.

Veja como ocorre a volta às aulas em Pernambuco

Na segunda (21), o governo de Pernambuco autorizou a retomada das aulas presenciais para alunos do ensino médio, a partir do dia 6 de outubro. A volta ocorre em três etapas, começando pelas turmas do 3º ano. A decisão é válida para as redes pública e privada do estado.

No dia 13 de outubro, poderão retomar às aulas os estudantes do 2º ano e, no dia 20 de outubro, está autorizado o retorno dos estudantes do 1º ano, do ensino técnico concomitante (cursado em conjunto com o ensino médio) e subsequente (após a conclusão do ensino médio) e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Cursinhos e ensino superior já tinham sido liberados pelo governo.

Cabe às escolas particulares a decisão sobre o retorno, ou não, do processo de retomada das aulas presenciais, desde que observem as regras estabelecidas pelo governo. Para os estudantes, o retorno é opcional e, no caso dos menores de idade, a decisão deverá ser tomada pelos pais ou responsáveis. Na rede estadual, há 1.060 escolas.

Estatísticas da Covid-19 no estado

Foram confirmados, na quinta-feira (24), 538 casos e 25 óbitos por Covid-19 em Pernambuco. Com esse acréscimo, o estado passou a totalizar 143.703 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 8.110 mortes por causa da doença. Os números são registrados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) desde 12 de março.

Mata Sul

Aos 72 anos, prefeito de Xexéu testa positivo para covid-19 e é internado

A cidade de Xexéu, na Mata Sul , já registrou 271 casos do novo coronavírus

Redação PortalPE10

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PSB oficializa a candidatura de Ricardo Silva à Prefeitura de Xexéu

O prefeito de Xexéu , Eudo Magalhães (PSB), de 72 anos, segue internado em um hospital da capital por causa da Covid-19.

O chefe do executivo está internado no Hospital no Hospital Santa Joana, na Capital pernambucana. A assessoria de impressa informou que não havia previsão de alta.

De acordo com a nota seu estado de saúde segue estável, seguindo com uso de oxigênio auxiliar, sem a necessidade de intubação e passando pela segunda fase do seu tratamento.

A cidade de Xexéu, na Mata Sul , já registrou 271 casos do novo coronavírus não foi informado o numero de mortes confirmadas. Em todo o Estado, até este domingo (18), foram registrados 156.029 casos da doença e 8.487 mortes.

Pernambuco tem 156.029 casos da Covid-19 e 8.487 mortes, depois de registrar mais 106 infectados e sete óbitos

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Mata Sul

Duplo Homicídio: Homens mortos a tiros, foram levados de carro de Cortês e executados em Joaquim Nabuco,PE

As vítimas teriam sido colocadas em um veículo, em seguida, seus cadáveres foram localizados na zona rural de Joaquim Nabuco

Marcelo Passos

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Um duplo homicídio foi registrado, na tarde, desse sábado (17), em Joaquim Nabuco, na Mata Sul de Pernambuco. De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, dois homens, sendo um de 27 anos e outro de idade não informada, encontrava-se no município de Cortês, na mesma região, quando foram abordados por três suspeitos.

Dois homens são encontrados mortos com marcas de tiros em Joaquim Nabuco

As vítimas teriam sido colocadas em um veículo, em seguida, seus cadáveres foram localizados na zona rural de Joaquim Nabuco. Os dois homens foram assassinados a tiros. Após o levantamento cadavérico do Instituto de Criminalística, os corpos das vítimas foram encaminhados ao IML.

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Brasil

Grupos de renovação terão candidatos em 29 dos 33 partidos do País nas eleições 2020

Postulantes a prefeito ou a vereador formados ou associados a esses movimentos estão em quase 90% das legendas brasileiras e em todas com representação no Congresso

Lucas Passos

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João Victor (PSC/PE)

João Victor (PSC), candidato a vereador em Xexéu/PE Foto: Carlo Ezequiel Vannoni/Estadão

Nas eleições deste ano, todos os 27 partidos com representação no Congresso terão candidatos formados ou associados a movimentos de renovação política. O Estadão identificou em 29 das 33 siglas brasileiras candidaturas ligadas a grupos como RenovaBR, Rede de Ação Política Pela Sustentabilidade (Raps), Agora, Livres e Acredito, uma disseminação que expõe um crescimento do poder de influência dessas iniciativas na política nacional. São candidatos que apostam mais na chancela dos movimentos do que na dos partidos aos quais estão filiados, e que têm tratado a preparação recebida fora das legendas como principal diferencial para conquistar o voto do eleitor.

As marcas dos grupos de renovação estão espalhadas por candidatos a prefeito e vereador por todo o País e não só nas capitais. Em Xexéu, município de cerca de 15 mil habitantes a 140 km do Recife (PE), João Victor Silva Sobrinho é candidato a vereador pelo PSC. Aos 21 anos, o técnico de informática participa da disputa eleitoral já influenciado por movimentos. Há dois anos ele frequenta as organizações e hoje está associado ao Livres, ao Acredito e ao RenovaBR.

“Tive capacitação nos movimentos e participei de processos seletivos para ver quem iria representá-los nas eleições. Ao contrário dos partidos políticos, onde pode entrar qualquer pessoa, independentemente se faz boas práticas na política ou não”, afirmou João Victor.

Com 1.032 ex-alunos candidatos a prefeito e vereador em 398 cidades, o RenovaBR é o grupo que mais terá representantes nas urnas no mês que vem. É um crescimento de 800% em relação aos 117 candidatos que levaram a marca da iniciativa para o pleito de 2018.

A Raps tem 187 líderes disputando as eleições em 95 cidades brasileiras. O Acredito, 100 candidatos em 75 municípios. O Livres está associado a 75 candidaturas em 40 cidades. O Agora lançou apenas cinco nomes em cinco municípios diferentes.

O número de candidatos associados a esses movimentos supera pelo menos cinco partidos: o Novo, que aposta em 620 nomes em todo o País na eleição deste ano, e siglas “nanicas” como PSTU, PCB, PCO e UP, que, somadas, chegam a 555 candidaturas – dentre as quais a reportagem não identificou membros de grupos de renovação.

“É uma tendência que já vem desde a eleição de 2018. Esses movimentos apostaram em variedade, foram ficando mais conhecidos, e agora estão em todo o espectro político”, disse a cientista política Carolina de Paula, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Para ela, o quadro é sintomático da crise dos partidos no Brasil. “A política partidária tradicional envelheceu e não deu espaço nem para a renovação interna. Vai ter que remar para se acostumar a este novo paradigma.”

Integrante da Raps, Madalena Santos é candidata pelo Avante a uma vaga na Câmara Municipal de Hortolândia, no interior de São Paulo. A biomédica está em sua terceira campanha, depois das tentativas de se eleger ao cargo de vereadora em 2012 e de deputada estadual em 2018 pelo PSOL.

Madalena Santos (Avante/SP)

Madalena Santos, candidata a vereadora em Hortolândia/SP pelo Avante Foto: Denny Cesare/Estadão

Antes do pleito deste ano, decidiu apostar na qualificação da Raps e avalia que obteve um “olhar mais amplo para a prática de boas políticas” com base no diálogo cívico. “Os partidos políticos vêm criando uma briga absurda, que foge do foco e do debate político, e quem perde são as pessoas e a democracia. Não vivemos em uma bolha. É fundamental dialogar”, afirmou Madalena.

Currículo

Em capitais, a estratégia para tentar se diferenciar em meio ao número elevado de candidaturas passa até por registrar a experiência nos movimentos de renovação no currículo profissional. É o caso de Michelle Guimarães, candidata pelo PL a vereadora em Manaus (AM). Com quase 15 anos na iniciativa privada, formada pelo RenovaBR e associada à Raps e ao Agora, ela defende a ideia de que político tem de se preparar para exercer o cargo público assim como qualquer profissão.

Michelle Guimarães

Michelle Guimarães (PL), candidata a vereadora em Manaus Foto: Nathália Carvalho/Campanha Michelle Guimarães

“Nunca vi os partidos fazerem essa preparação de forma incisiva como os movimentos. Alguns até entenderam a importância e tentaram fazer algo parecido”, disse Michelle. “Se todo mundo tem que estudar para exercer uma função, por que o político não? Por isso apresento meu currículo.”

Ligado ao movimento Agora desde sua fundação, em 2018, o advogado Diogo Busse (PDT), candidato pela terceira vez a vereador em Curitiba (PR), vê nos movimentos uma saída para fortalecer o diálogo e a democracia, e, assim, melhorar a política.

“Os partidos estão desacreditados. Salvo raras exceções, os partidos são instituições pouco transparentes e ambientes dominados por pessoas que não valorizam a democracia”, afirmou Busse. “Parece que não há muita vontade de educar politicamente, pois cidadãos conscientes escolhem melhor seus representantes e não são passíveis de domesticação.”

Diogo Busse (PDT/PR)

Diogo Busse, candidato a vereador em Curitiba/PR pelo PDT Foto: Denis Ferreira Netto/Estadão

Expansão gerou questionamento

Com diferentes perfis e bandeiras, movimentos como RenovaBR, Agora, Acredito, Livres, MBL e Raps ajudaram a eleger 54 políticos nas eleições de 2018, sendo 30 no Congresso. Mas essa ascensão causou incômodo nos partidos, sobretudo do Centrão.

Após o pleito de 2018, houve questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral sobre a licitude da atividade desses movimentos, bancados por doações privadas. Os grupos foram ainda acusados por parlamentares de promover uma “cortina de fumaça” para burlar a lei eleitoral e incentivar a infidelidade partidária.

Fonte: Estadão

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