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Saiba como se proteger de um ataque hacker durante o home office

Professor da USP explica que cibercriminosos podem invadir o computador de um funcionário e obter acesso ao servidor da empresa.

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O trabalho em casa é uma maneira de diminuir o número de pessoas circulando pelas ruas e, também, evitar a aglomeração em empresas. A orientação que pode ajudar a conter a propagação do novo coronavírus (covid-19), porém, pode ser uma brecha para a ação de hackers.

Os profissionais, das mais diversas áreas, estão longe de seus locais de trabalho e, muitas vezes, usando computadores pessoais para seguir com suas tarefas diárias. Segundo Marcos Simplício, professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas da Poli-USP e membro do IEEE, é necessário se proteger e ficar atento para garantir a segurança digital tanto de maneira individual, quanto da empresa.

“O computador e o roteador doméstico não têm o mesmo sistema de segurança de um escritório e são bem mais vulneráveis. Se não existir uma conexão segura entre o equipamento do funcionário e o servidor da empresa, por exemplo, as informações podem circular pela internet de maneira aberta e podem ser interceptadas”, diz o professor da USP.

Simplício explica que um computador que foi invadido pode permitir o acesso livre ao sistema da empresa. “O hacker pode ter controle remoto e ter todos os acessos que o usuário teria no sistema e pode até mudar senhas e logins”

A partir dessa vulnerabilidade seria possível, até mesmo, derrubar o servidor e impedir o trabalho de todos da empresa. Esse tipo de ação, segundo o professor, costuma ter como objetivo obter dados ou sequestrar informações para pedir um resgate em moeda virtual, como bitcoins.

Como são os ataques

Uma das estratégias mais usadas pelos hackers para fazer vítimas é enviar links falsos por e-mail. “Em um sistema corporativo, esse tipo de ataque seria um pouco mais complicado porque existem filtros para barrar esses conteúdos e identificar como um spam”, afirma o especialista.

Marcos Simplício alerta para os links que usam o assunto “home office” como isca. “Um cibercriminoso pode enviar um link falso, em um e-mail que imita um comunicado de um gestor, para que a pessoa faça o download de um programa malicioso sem perceber”, diz.”Clicar em links é uma má ideia nas redes sociais, nos aplicativos de mensagens e nos e-mails”, conclui o professor

Uma maneira de identifcar um link falso é buscar por palavras-chave de uma mensagem suspeita no Google. Assim é possível conferir a veracidade do conteúdo recebido e, também, a existência de vítimas da ação de criminosos digitais.

Outra precaução é buscar pelo cadeado ao lado do endereço do site, no navegador. As páginas falsas não têm esse recurso de segurança e os endereços podem imitar páginas conhecidas.

O ideal, para quem está trabalhando em casa e está usando um computador pessoal no trabalho, é ter instalado um antivírus, mesmo que gratuito, e manter o sistema operacional na versão mais recente.

“As principais empresas de segurança digital oferecem serviços bem parecidos e protegem bem dos ataques mais frequentes. Eu recomendo conferir se o programa escolhido exige muito da capacidade computacional para não prejudicar o desempenho do computador”, diz o especialista.

O usuário que está sendo vítima de um cibercriminoso não consegue saber que sua máquina está permitindo acesso aos dados pessoais e, também, da empresa. “O segredo é muito mais prevenir do que tentar responder a uma ação”, afirma.

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Cotidiano

Ludmilla mostra cabelo natural e ironiza: “Tira a lace e ganha lugar de fala”

Cantora defendeu recentemente João, do BBB21, que teve uma discussão com Rodolffo após um comentário pejorativo sobre seu cabeço black power.

Redação PortalPE10

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Ludmilla mostra cabelo natural e ironiza: “Tira a lace e ganha lugar de fala”. – (Foto: Reprodução/Instagram)

Ludmilla mostrou os fios naturais após a retirada de uma lace. A cantora, que recentemente defendeu João após ele receber um comentário pejorativo sobre o seu black de Rodolffo no BBB21, ironizou internautas que diziam que ela não tinha lugar de fala por sempre usar perucas.

“URGENTE: Ludmilla tira a lace e ganha lugar de fala”, disse ela. “Meu black, minha raiz. Meu cabelo, minhas regras. Respeita nosso cabelo”, continuou por meio de hashtags. As informações são da Revista Quem.

A cantora recentemente negou que tenha interferido no jogo do reality show após falar sobre respeito à cor da pele e do cabelo durante seu show no último sábado (3). A fala aconteceu após Rodolffo comparar uma peruca de fantasia de homem das cavernas com o cabelo de João Luiz, fazendo o professor chorar.

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Cotidiano

Junior Lima e Monica Benini anunciam que esperam segundo filho: “Alegria gigantesca”

Casal, que já é pai de Otto, de 3 anos, usou as redes sociais para dar notícia aos fãs.

Redação PortalPE10

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Junior Lima e Monica Benini com Otto (Foto: Reprodução/Instagram)

Junior Lima e a mulher, Monica Benini, usaram suas redes sociais nesta sexta-feira (9) para anunciar que estão esperando o segundo filho. O casal compartilhou no Instagram uma foto da designer de joias exibindo a barriguinha de gestante e o filho deles, Otto, de 3 anos, a acariciando. As informações são da Revista Quem.

“Em meio a essa loucura toda que estamos vivendo, mais uma bolinha de luz está chegando pra iluminar nossa família! Uma alegria gigantesca, misturada com as preocupações de se ter um filho nos dias de hoje, mas com a certeza de que vamos fazer de tudo para que ele (ou ela – ainda não sabemos, mas o Otto afirma com toda segurança que é um menino de novo!) tenha uma vida iluminada e cheia de amor e saúde! Precisava dividir essa noticia maravilhosa com vocês”, declarou Junior.

“Mais um sopro de luz pra nossa vida… e o coração transborda de amor. Que emoção te receber na nossa família que já te ama muito, nosso bebê!”, disse Monica.

Nos comentários, diversos amigos famosos parabenizaram os dois. “Parabéns, papai. Beijo na família linda”, postou Fernanda Gentil. “Que Deus abençoe essa família linda. Admiro muito vocês”, escreveu Marcos Mion. “A banda tá crescendo”, brincou Lucas Lima, marido de Sandy e cunhado de Junior.

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Brasil

Um ano após morte de Flávio Migliaccio, família luta para receber R$ 33 milhões

Marcos Philipe Passos

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(Foto: Reprodução)

A família de Flávio Migliaccio (1934-2020), ator que morreu no início de maio do ano passado, luta para receber uma indenização de dano material fixada em R$ 33,033 milhões. A disputa que se estende desde 2001 faz parte de processo judicial contra a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), sucessora da extinta TVE (1975-2007). As informações são do Uol.

O artista já havia conquistado em vida o direito de ser indenizado pela destruição das fitas de rolo de 444 episódios da série As Aventuras do Tio Maneco (1981-1985), produzida e protagonizada por ele na TVE. Como a empresa perdeu o acervo, Migliaccio não conseguiu lucrar com a venda do material para exibidoras e procurou a Justiça.

A causa já tinha transitado em julgado a favor do ator, mas o valor da indenização ainda não havia sido decidido. Ele morreu no aguardo do trabalho pericial de um profissional escolhido pela Justiça para definir o valor do dano material. Yvonne e Marcelo Migliaccio, viúva e filho do artista, entraram como sucessores de Flávio na ação.

Em 11 de dezembro de 2020, sete meses depois da morte de Flávio Migliaccio, a juíza Flavia Gonçalves Moraes Alves, da 14ª Vara Cível do Rio de Janeiro, tomou uma decisão baseada em um laudo pericial e fixou o valor em R$ 33 milhões. O Notícias da TV teve acesso ao documento.

Para chegar nesse montante, o perito André Luiz Souza Alvarez usou como base programas contemporâneos de As Aventuras do Tio Maneco (1981-1985), como Chaves (1971-1980), Chapolin (1973-1979) e a primeira versão de O Sítio do Picapau Amarelo (1977), que foram “repetidas inúmeras vezes na TV aberta” no Brasil.

“Verificou-se que o valor de uma propaganda no SBT é de R$ 46.500 para o horário entre de 6h às 8h [faixa em que Chaves ia ao ar aos sábados]. Assim, supondo que pelo menos quatro anunciantes queiram veicular suas propagandas de 30 segundos cada em um intervalo de 120 segundos, teríamos um valor de R$ 46.500 x 4= R$ 186.000. Considerando que existem 444 capítulos inutilizados: R$ 186.000 x 444 = R$ 82.584.000”, explicou o profissional.

“A obra poderia render para uma emissora de TV que exibisse todo o conteúdo da série, pelo menos uma vez, o valor de R$ 82.584.000”, projetou. Para se chegar ao montante de R$ 33 milhões, foi usado “um fator redutor
probabilístico de 0,4” na definição da “perda experimentada pelo autor [Migliaccio] com a impossibilidade da comercialização de sua obra”.

Na decisão em que acatou o valor apontado pelo perito, a juíza Flavia Gonçalves Moraes Alves ressaltou que a Associação Roquette Pinto não teve êxito na tentativa de demonstrar qualquer tipo de equívoco na apuração do montante, “ônus este que lhe competia”.

Batalha sem fim?

Após a quantia de R$ 33 milhões ser fixada, a defesa da Acerp entrou com um pedido de efeito suspensivo em segunda instância para evitar o pagamento e tentar reduzir esse montante. Em decisão no último dia 18, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas, da 11ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, acatou o pedido.

“No caso em apreço, é possível vislumbrar que a estimativa de valor para tentar representar a perda dos autores pela não comercialização da obra aparenta estar dissonante com as premissas fixadas por essa Câmara. Além disso, há que se considerar o elevado montante, que supera R$ 33 milhões, a ser executado e a iminência de medidas constritivas no prosseguimento dos meios executórios. Diante do exposto, defere-se o efeito suspensivo”, determinou o magistrado.

Ao Notícias da TV, Sylvio Guerra, advogado que representa a família de Flávio Migliaccio, defende que esse efeito suspensivo é “natural” em uma liquidação de sentença, considerando que a decisão que fixou a indenização por dano material não transitou em julgado. Ou seja, ainda cabe recurso.

Agora, a defesa do ator vai apresentar uma resposta na tentativa de fazer valer a primeira instância. “A decisão da juíza de primeira instância foi baseada em um laudo pericial técnico e minucioso, por um perito nomeado pela própria Justiça”, argumenta Guerra.

“Acreditamos que o recurso da Acerp será rejeitado para se manter a decisão fixada em primeira instância e assim, finalmente, a família de Flávio Migliaccio vir a ser ressarcida dos prejuízos decorrentes da destruição da obra As Aventuras do Tio Maneco pela TVE, que veio a ser sucedida pela Roquette Pinto”, conclui o advogado.

Em nota, a Associação Roquette Pinto informa que “segundo o seu departamento jurídico, está sendo feita uma nova perícia deste antigo processo, herdado da antiga TVE, que se tornou a atual TV Brasil”.

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