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Cotidiano

Saiba o que é o exame pré-nupcial que o SUS quer oferecer a casais

Ministério da Saúde debate a ideia de rastrear casais com possibilidades de terem filhos com doenças genéticas.

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A iniciativa do Ministério da Saúde de oferecer a casais um tratamento afim de identificar possíveis riscos de ter filhos com doenças genéticas hereditárias trouxe à tona uma polêmica: seriam estes testes adequados, éticos e morais? Quais seriam os benefícios, riscos e desafios de oferecê-los a todos os casais brasileiros? Na semana passada, a Sociedade Brasileira de Genética Médica publicou uma nota criticando duramente a proposta. Segundo especialistas, outras questões deveriam ser priorizadas como a criação de mais centros de atendimento a pessoas portadoras de doenças raras, por exemplo.

É nesse ponto que está uma das principais críticas de especialistas. Segundo a Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM), a proposta tem um olhar eugenista sobre as doenças genéticas. Já que uma das raízes do programa do Ministério da Saúde seria reduzir o custo de tratamentos para casos desse tipo, induzindo casais em risco a não ter mais filhos.

“Vai contra uma das principais premissas do aconselhamento genético que é a autonomia do paciente. Uma coisa é o aconselhamento, outra é interferir na decisão reprodutiva daquela família”, comenta a presidente da SBGM, Carolina Fischinger Moura.

 Outro argumento dos críticos do exame pré-nupcial tem a ver com o preço. Na rede privada, esses testes estão disponíveis em laboratórios e o valor médio é de R$ 12 mil reais por casal. “O impacto financeiro é absurdo, estamos falando de R$ 2 bilhões por ano investidos apenas em testes genéticos, visto que esse teste não é feito na prática clínica, o Sistema Único de Saúde não pode pagar isso”, comenta Fischinger.

Outras prioridades

Segundo a SBGM, para atender a demanda populacional do Brasil, seria necessário dispor de, no mínimo, cinco vezes o número de centros de atendimento a pessoas com doenças raras. Atualmente, o país tem apenas sete hospitais capacitados nessa área. Além disso, apenas 400 especialistas estão habilitados a realizar acompanhamento genético no país. A maioria concentrada no Sul e Sudeste. 

Segundo o secretário do Departamento Científico de Genética da Sociedade Brasileira de Pediatria (DC-SBP), Salmo Raskin, o ministério deveria se ocupar de outras prioridades, como o desenvolvimento de terapias para doenças raras na rede pública, que ainda são extremamente escassas.

“Já que existem recursos, melhor seria empregar estes recursos para fazer sair do papel a portaria de Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, e atender a milhões de pessoas que necessitam de aconselhamento genético, ampliando os poucos centros já existentes e criando novos centros de referência em doença genética no interior do Brasil”, sugeriu.

O especialista ressalta, ainda, que sem resolver as questões estruturais básicas, não há como iniciar um programa de aconselhamento genético em grande escala, como propõe o ministério. “Sem a perícia de profissionais especialmente treinados, a implantação de testes genéticos para rastreamento de casais com risco aumentado de gerar filhos com doenças genéticas hereditárias pode ser algo catastrófico, especialmente para a população mais carente e desinformada”, alertou.

Segundo o Ministério da Saúde, a proposta ainda está em estudo. “Por enquanto, as ideias estão em debate em parceria com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec), não havendo, por hora, previsão para implantação do programa”, informou em nota.

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Brasil

Brasileira de 9 anos entra para grupo dos mais inteligentes do mundo

Para fazer parte do grupo é necessário apresentar um Quociente de Inteligência (QI) acima de 130 e percentil superior a 99% e o de Laura é equivalente a 99,5%.

Redação PortalPE10

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(Foto: Divulgação / MF Press Global)

Com apenas 9 anos, Laura Büchele passou a fazer parte da mais antiga e respeitada Sociedade de Pessoas com Alta Inteligência do Mundo (Mensa). Para fazer parte do grupo é necessário apresentar um Quociente de Inteligência (QI) acima de 130 e percentil superior a 99% e o de Laura é equivalente a 99,5%. Aos 7 anos, após fazer um primeiro teste de QI, o resultado chamou a atenção: Laura apresentou uma pontuação de 139.

Bruna Büchele, mãe de Laura, conta que os sinais da inteligência avançada da filha começaram a aparecer antes da menina completar um ano, quando ela começou a falar. “Ela falava com clareza o que queria e começou a colocar detalhes nas explicações”, relembra.

Atualmente, Laura e a família moram na Flórida, nos Estados Unidos. A mudança ocorreu há três anos, após Bruna optar por melhores condições de vida no exterior. Antes de embarcar para um novo país, a mãe conta que Laura começou a estudar inglês no jardim de infância. Ao chegar lá, com 6 anos, a filha apresentou excelentes resultados na escola.

Em setembro deste ano, após recomendações de professores, a menina fez os testes necessários para fazer parte do Mensa e após uma semana, a família recebeu a notícia da aprovação. “O teste da Laura foi agendado durante as férias e passamos mais de quatro horas na escola. Ela fez com um profissional qualificado e, finalizado, um grupo de orientadores me convocou para explicar os resultados do teste”, lembra Bruna.

Laura nasceu em Itajaí, município de Santa Catarina, onde foi alfabetizada e fez até a primeira série. Bruna conta que o desempenho escolar da filha sempre foi positivo, bem como a convivência com professores e os amigos. “Eles (professores) tiveram, na minha opinião, um papel muito importante para toda essa bagagem de conhecimento que ela carrega. A Laura sempre foi estimulada a aprender com brincadeiras, desafios e acolhimento. Tanto comigo, antes dos 2 anos, quanto na escola que ela frequentou até os 6 anos, no Brasil”, relata.

Habilidade especial notada cedo

Antes de completar 2 anos, Laura já dominava os alfabetos português e inglês, além de memorizar as sílabas e conjugar os verbos com excelência. “Brincávamos que ela já nasceu com 70 anos, pois com uns 3 anos falava coisas como “Você poderia me servir este cafezinho?, “Mas mamãe, você precisa entender que não funciona assim”, entre outras pérolas”, relembra a mãe.

Portanto, o que mais chamou a atenção da família foi a capacidade de armazenamento de informações que a filha demonstrou ter desde cedo. Bruna Büchele conta que só de olhar para roupas, Laura consegue lembrar com exatidão a ocasião em que a peça foi usada.

De acordo com Bruna, se a família tivesse ficado no Brasil, talvez Laura não teria suas aptidões notadas tão rapidamente. “Sei que no nosso país tem crianças que se destacam, mas, muitas vezes, não recebem orientação ou nem são identificadas. Como a Laura, devem ter muitos outros por aí que, se fossem guiados, seriam pequenos gênios, inventando várias coisas para melhorar e facilitar a nossa vida”, completa.

A infância de um pequeno gênio

Embora Laura se destaque entre as outras crianças de sua idade, ela vive sua infância como qualquer outra, mesclando diversão com aprendizagem. A mãe diz que. após a escola, que vai das 8h às 15h, a única responsabilidade de Laura é almoçar, antes de sair para brincar.

“É uma rotina tranquila tanto para nós, quanto para ela, já que não precisamos ter que ficar dizendo o tempo inteiro o que ela vai fazer. É simples e funciona muito.”, diz Bruna.

Com relação aos estudos, a mãe conta que Laura não é de ficar horas estudando, já que a menina tem memória fotográfica e guarda até informações complexas. Bruna diz que já tentou revisar os conteúdos estudados nas aulas, mas não dava muito certo, pois passado um tempo, Laura ficava entediada.

Segundo a mãe, ela aprende com facilidade os assuntos pelo qual se interessa, ou os que ainda não conhece. Se é algo que ela viu ou aprendeu, Laura fica dispersa e não vai querer ouvir novamente a mesma coisa.

Laura é uma leitora assídua e, segundo Bruna, lê um ou dois livros toda semana. Além disso, matemática não é um problema para a criança, pois ela consegue fazer cálculos complexos de cabeça.

“Ela está na 4ª série, mas, segundo os professores, a leitura dela equivale a de um estudante do 7ª ano. Todos os testes que ela fez para matemática e língua inglesa equivalem ao 7ª ano. É muito provável que quando chegar no ensino médio, ela consiga pular etapas.”, detalha a mãe.

Para o futuro, Bruna Büchele adianta que Laura ainda não tem planos concretos, mas acredita que a filha seguirá caminhos da ciência ou matemática.

*Com informações Correio Braziliense

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Cotidiano

Consumo de bebidas alcoólicas cresce entre as mulheres

O corpo leva de 1 a 3 horas para metabolizar uma dose de álcool no organismo.

Redação PortalPE10

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(Foto: Fábio Alves / Unsplash)

O consumo de bebidas alcoólicas entre as mulheres tem se tornado cada vez mais frequente. Segundo dados levantados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revela que 17% das mulheres com mais de 18 anos de idade, consumiram bebidas alcoólicas uma vez ou mais por semana em 2019. O estudo foi realizado com base no estado de saúde, estilo de vida, saúde bucal e doenças crônicas destas pessoas.

Para Alfredo Almeida Pina Oliveira, especialista em práticas de promoção da saúde e coordenador do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Enfermagem da Universidade UNG, apesar do consumo do álcool ser muito comum, existem problemas que podem ser reduzidos ou evitados. Os riscos dependem de diversos fatores como a quantidade de álcool consumida, padrão de consumo, vulnerabilidade (genética, psicológica, social), presença de doenças prévias ou uso de medicamentos, outros hábitos de saúde, entre outros.

“Sabe-se que o consumo nocivo do álcool está fortemente relacionado com cerca de 200 tipos de doenças, lesões resultantes de violência e acidentes de trânsito e morte”, explica. Os principais problemas de saúde associados ao álcool são: transtornos por uso do álcool, suicídios, violência doméstica, lesões no trânsito, epilepsia, cirrose hepática, câncer (boca, esôfago, intestino, mama), pancreatite, tuberculose e hipertensão (pressão alta).

Algumas doenças são totalmente atribuíveis ao álcool, como por exemplo, a síndrome de dependência do álcool, enquanto outras têm uma grande parcela atribuível ao álcool, como é o caso da cirrose (em 48% de todos os casos de cirrose estima-se que a causa seja o consumo de álcool). No caso de lesões no trânsito, câncer de boca e pancreatite, mais de 25% dos casos são atribuíveis ao álcool.

“O consumo de álcool causa prejuízos não apenas à saúde de quem bebe, mas também de seus familiares. Problemas de relacionamento, violência, negligência, gastos e perda de patrimônio e da sociedade como um todo, acidentes de trânsito, prisão e redução da produtividade no trabalho”, disse o especialista.

O corpo leva de 1 a 3 horas para metabolizar uma dose de álcool, o tempo é maior em pessoas que apresentam uma menor quantidade de enzimas ou menor quantidade de água no organismo. Por exemplo, mulheres e indivíduos que apresentam alguns problemas de saúde ou fazem uso de determinados medicamentos.

O álcool é processado no organismo mais lentamente do que é absorvido, de modo que além da quantidade total de álcool é importante controlar a velocidade e a forma do consumo. O beber pesado episódico (BPE), também conhecido pelo seu termo em inglês como “bingedrinking”, corresponde à ingestão de quatro doses ou mais em pelo menos uma ocasião no último mês, pode aumentar o impacto negativo do álcool nos órgãos e sistemas.

* Da Assessoria de Imprensa

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Trump diz que deixará Casa Branca se vitória de Biden for confirmada

Quando perguntado se deixaria a Casa Branca caso o Colégio Eleitoral confirme a vitória de Biden, Trump respondeu: “Certamente irei. E vocês sabem disso”.

Redação PortalPE10

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MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) que deixará a Casa Branca se Joe Biden for confirmado oficialmente como o vencedor das eleições, mas repetiu que pode nunca não admitir a derrota.

Trump liderou uma empreitada sem precedentes ao contestar os resultados da eleição de 3 de novembro, espalhando teorias insanas sobre cédulas roubadas e lançando contestações legais sem fundamento que foram rejeitadas por tribunais de todo o país.

Ao responder às primeiras perguntas de jornalistas desde a eleição, o presidente chegou mais perto de aceitar que teria apenas um mandato antes da posse de Biden, em 20 de janeiro.

Quando perguntado se deixaria a Casa Branca caso o Colégio Eleitoral confirme a vitória de Biden, Trump respondeu: “Certamente irei. E vocês sabem disso”.

Mas, “se o fizerem, terão cometido um erro”, afirmou, acrescentando que “será uma coisa muito difícil de admitir”.

“Esta foi uma grande fraude”, declarou Trump sobre o resultado da eleição, novamente sem fornecer qualquer evidência.

Durante a coletiva de imprensa nesta quinta, feriado de Ação de Graças, ele comparou a infraestrutura de votação dos EUA à “de um país do terceiro mundo”.

O presidente eleito Biden disse na quarta-feira que os americanos “não aceitarão” tentativas de sabotar o resultado da eleição.

*Com informações AFP

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