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Cotidiano

Segundo dia de greve começa com atrasos nos ônibus e chuva no Recife

Passageiros temem ser obrigados a descer de coletivos, como na segunda.

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Os passageiros que precisam pegar ônibus em Olinda enfrentam mais um dia de dificuldade nesta terça-feira (29), segundo dia de greve dos rodoviários. Muitos temiam ter que voltar andando para casa ou serem obrigados a descer dos coletivos como aconteceu na última segunda (28). Com a manhã de chuva, a preocupação era ainda maior

Passageiros aguardam ônibus em filas no Terminal Integrado do Xambá, em Olinda (Foto: Katherine Coutinho/G1)

Primeiro dia
Na noite de segunda (28), primeiro dia de paralisação, a reportagem encontrou coletivos parados no Joana Bezerra e usuários disputando espaço nos poucos veículos que chegavam ao terminal. Impacientes com a espera, alguns passageiros tentaram subir em ônibus antes do desembarque dos demais usuários, criando um tumulto. Apesar da greve, o terminal estava esvaziado, com número de passageiros abaixo do esperado para o horário.

UFPE suspende aulas nesta terça (29)
Em nota divulgada no fim da noite desta segunda (28), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) informou que as aulas desta terça (29), no campus Recife, também estão suspensas devido à paralisação dos rodoviários. “A decisão foi tomada devido à manutenção da greve que afeta o transporte coletivo na Região Metropolitana do Recife, dificultando o acesso de estudantes e servidores ao campus. Enquanto perdurar a paralisação, a Reitoria fará avaliações diárias sobre a realização das aulas”.

Ônibus parados
O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Urbanos da Região Metropolitana do Recife, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda, informou que a categoria tentou, desde o início da manhã, cumprir a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), colocando 100% dos ônibus nas ruas em horário de pico. O Sindicato creditou o percentual de 75% da frota em circulação, número divulgado pelas empresas de ônibus, às próprias companhias, que teriam impedido os grevistas de trabalhar, reduzindo o número de veículos que saíam das garagens e contratando motoristas e cobradores terceirizados.Procurado a Urbana-PE, entidade que representa os donos das empresas de ônibus, informou que está elaborando nota oficial sobre a denúncia.

Em nota oficial divulgada no começo da noite, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) afirma que, junto com suas associadas, “estão se empenhando para minimizar os transtornos que a greve deflagrada pelos rodoviários causa à população. O sindicato espera restabelecer no menor prazo possível a normalidade do serviço de transporte público por ônibus”. A entidade disse também que, no final da tarde, a média de ônibus em operação foi de 57% da frota.

O Tribunal Regional do Trabalho marcou para a tarde desta terça (29) a audiência de conciliação entre as partes. Em seguida, terá início a sessão que vai julgar o dissídio coletivo. O Urbana-PE informou que pediu à Justiça que a greve seja considerada abusiva.

Técnica em enfermagem Zilma Marques fica preocupada de ter que dobrar horário no trabalho  (Foto: Katherine Coutinho/G1)

O porquê da greve
Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus decidiram cruzar os braços em assembleia realizada no dia 23. Eles aprovaram indicativo de greve e comunicaram a decisão ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A categoria não aceita a proposta de reajuste de 5% nos salários e no tíquete-refeição, feita pelo Urbana-PE. Eles querem aumento de 10%, proposto pelo MPT, e elevação no valor do tíquete-refeição de R$ 171 para R$ 320.

 

A greve deve afetar a vida de cerca de 2 milhões de passageiros que utilizam o transporte diariamente na Região Metropolitana. Atualmente, o sistema conta com aproximadamente 3 mil veículos integrando a frota, distribuídos em 385 linhas e 18 empresas operadoras de ônibus. São feitas, em média, 25 mil viagens por dia. O sistema conta também com mais de 15 terminais integrados.

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Cotidiano

Pernambuco vacina primeira pessoa contra Covid-19 nesta segunda (18)

Os primeiros a receber o imunizante serão profissionais da saúde do Huoc (Hospital Universitário Oswaldo Cruz).

Redação PortalPE10

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Vacina CoronaVac – (Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

As primeiras doses da vacina contra a Covid-19 devem chegar ainda nesta segunda-feira (18) em Recife, capital pernambucana. Após a chegada do imunizante, o Governo do Estado deve iniciar imediatamente a imunização, a começar pelos profissionais de saúde do Huoc (Hospital Universitário Oswaldo Cruz).

O prefeito do Recife, João Campos, anunciou que a primeira pessoa vacinada será um profissional que trabalha na linha de frente do combate ao coronavírus. No dia 25 de fevereiro de 2020, o hospital recebeu o primeiro caso suspeito da doença na cidade.

“A primeira vacina em Pernambuco e no Recife será no Huoc (Hospital Universitário Oswaldo Cruz), com trabalhadores da Saúde que, desde o início da pandemia, estão ajudando a salvar vidas e, com coragem, estão na linha de frente desta pandemia. Ainda hoje (18/1), o governador Paulo Câmara participará deste momento”, disse João Campos.

Vacinas em Pernambuco

O primeiro lote de vacinas contra a Covid-19 deve chegar em Pernambuco às 19h40 desta segunda-feira em um voo da companhia aérea Latam, no Recife. A chegada deve ser acompanhada do Governador Paulo Câmara e dos membros do Gabinete de Enfrentamento ao Novo Coronavírus.

*Com informações NE10 Interior.

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Brasil

Governo assumiu que sabia desde o dia 8 da crise do oxigênio em Manaus

Ainda na resposta ao STF, o AGU afirmou que o governo federal “jamais deixou de oferecer canais de interação aptos a promover a cooperação federativa com os demais entes do estado brasileiro, nem se negou a promover ações em auxílio a unidades em situação de vulnerabilidade”.

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução)

A Advocacia Geral da União (AGU) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o governo federal sabia da crise de falta de oxigênio em Manaus desde o dia 8 de janeiro, sexta-feira, seis dias antes de o sistema entrar em verdadeiro colapso, com paciente na capital do Amazonas morrendo por asfixia.

As informações detalhadas foram enviadas pela AGU ao Supremo no âmbito de uma ação movida pelo PT e PCdoB na qual o ministro Ricardo Lewandowski determinou na última sexta-feira (15) que o governo federal realizasse todas as ações ao seu alcance para colocar fim à crise sanitária em Manaus.

Conforme resposta do advogado-geral da União, José Levi Mello, o Ministério da Saúde foi informado sobre a “crítica situação do esvaziamento de estoque de oxigênio em Manaus” no dia 8, “por meio de e-mail enviado pela empresa”.

“A partir do conhecimento dessa informação, houve alteração da programação da visita do secretariado do Ministério da Saúde a Manaus, que passou a envolver a inspeção das localidades de armazenamento e manejo de oxigênio hospitalar”, afirmou.

A empresa em questão é a White Martins, uma das maiores fornecedoras de oxigênio no estado. Em comunicado na semana passada, a empresa havia dito que informou o governo do estado e o governo federal sobre o “crescimento imprevisível e exponencial da demanda” no início do mês.

Pazuello ficou em Manaus com equipe do ministério até quarta-feira (13), um dia antes de o sistema entrar em colapso. A visita se deu diante do aumento de casos e mortes por covid-19, e a pasta foi ao local para anunciar medidas de enfrentamento à pandemia. Na segunda-feira (11), em pronunciamento, o ministro afirmou que atenderia 100% da demanda na região e citou a falta de oxigênio.

“Estamos vivendo crise de oxigênio? Sim. De abertura de UTIs? Sim. De pessoal? Sim. A nossa saúde de Manaus já começa com 75% de ocupação. Qual é a novidade? Então, é muito importante medidas que diminuam a entrada (hospitalar). Precisa tomar medidas para reduzir a entrada nos hospitais de outras doenças”, disse.

Ainda na resposta ao STF, o AGU afirmou que o governo federal “jamais deixou de oferecer canais de interação aptos a promover a cooperação federativa com os demais entes do estado brasileiro, nem se negou a promover ações em auxílio a unidades em situação de vulnerabilidade”.

“O colapso do estoque de oxigênio hospitalar na cidade de Manaus foi informado de maneira tardia aos órgãos federais, que empregaram toda a diligência possível para contornar a situação, sobretudo mediante a mobilização da Força Nacional de Saúde do SUS”, afirmou.

Conforme informações prestadas por José Levi, o “iminente colapso” já era de conhecimento do Ministério da Saúde desde os dias 3 e 4, quando foram realizadas reuniões de uma comitiva do Ministério em Manaus com gestores estaduais e municipais. A decisão por enviar uma comitiva se deu ainda no fim do ano de 2020, diante do aumento de hospitalizações.

Durante essas reuniões, segundo o AGU, foi concluído que havia “possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde, em 10 dias, devido à falta de recursos humanos para o funcionamento dos novos leitos”.

Nos encontros, também foi concluído sobre as dificuldades de aquisição de materiais de consumo hospitalar, medicamentos e equipamentos, dentre outros pontos, como a estimativa de “um substancial aumento de casos, o que pode provocar aumento da pressão sobre o sistema, entre o período de 11 a 15 de janeiro”.

Plano Manaus

Na resposta ao STF, o advogado-geral cita ainda que “após esse diagnóstico”, o ministério “concebeu o Plano Manaus, com diversas diretrizes voltadas ao apoio das administrações locais com o objetivo de normalizar o atendimento à saúde, tendo ainda sido programada viagem do ministro da Saúde a Manaus”.

Foi aberta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no último domingo (17) uma apuração preliminar para avaliar a conduta de Pazuello no Amazonas, analisando eventual omissão. O ministro tem 15 dias para responder.

*Com informações Correio Braziliense

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Brasil

Isso aí tudo é politicagem, diz Mourão sobre disputa por início de vacinação

O vice-presidente também elogiou a Anvisa que aprovou no domigno, por unanimidade, a autorização para o uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca.

Redação PortalPE10

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Diante do silêncio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) o primeiro inquilino do Palácio do Planalto a se manifestar, nesta segunda-feira (18), sobre o início da vacinação contra a Covid-19, no domingo (17).

Mourão evitou polarizar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que garantiu para si os holofotes ao sair na frente e vacinar a primeira brasileira em território nacional, impondo uma derrota ao governo federal na queda de braço pelo início da imunização contra o novo coronavírus.

Repórteres questionaram Mourão sobre a declaração do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, de que Doria agiu em desacordo com a lei ao vacinar a primeira pessoa no domingo.

“Ah, isso aí eu não vou entrar nesse detalhe. Isso aí tudo é politicagem. Eu não entro na politicagem. O meu caso aqui, você sabe que eu lido com as coisas de forma objetiva. Isso aí eu deixo de lado”, disse Mourão.

O vice-presidente também elogiou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que, no domingo, aprovou, por unanimidade, a autorização para o uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca.

Após cinco horas de reunião, os cinco diretores deram parecer favorável à liberação dos imunizantes, acompanhando a relatora Meiruze Sousa Freitas, primeira a votar.

Em seus votos, os diretores da agência defenderam critérios técnicos e científicos para as decisões referentes à Covid-19, que todos sejam vacinados e também o distanciamento social.

Indiretamente, trata-se de uma crítica ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desde o início da pandemia se posicionou contra políticas de isolamento e vem defendendo que a vacina não deve ser obrigatória, além de propagandear medicamentos sem comprovação científica, como a hidroxicloroquina.

“A Anvisa fez excelente o trabalho dela. Tem aí duas vacinas aprovadas, tem vacina contratada para até o final do ano vacinar 70% da população brasileira, e, consequentemente, a gente chegaria numa situação, ao fim deste ano, com liberdade de manobra em relação a essa pandemia”, afirmou Mourão.

No domingo, o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, aliado muito próximo de Bolsonaro, foi o último diretor a votar e reforçou que a aprovação da vacina não deve significar o relaxamento de outras medidas de proteção.

Nesta segunda, Mourão foi na mesma linha.

“Faço minhas as palavras do almirante Barra Torres, ontem, quando ele disse que não é porque a pessoa tomou uma vacina hoje que amanhã pode estar na rua sem as medidas de proteção”, disse Mourão.

Também divergindo da linha de atuação de Bolsonaro, o vice-presidente disse que é preciso resolver primeiro a questão sanitária e, depois, a econômica.

“Agora é seguir dentro das regras que foram estabelecidas, dos diferentes grupos, ninguém furar fila, não haver, assim, uma falta de solidariedade e, consequentemente, nós vamos resolver esse problema e o principal, que vem depois, é resolver a situação econômica do país de modo que a gente consiga retornar a uma situação melhor de emprego para nosso povo e o país entre em um ciclo de crescimento. É isso que a gente está esperando”, afirmou Hamilton Mourão.

*Com informações FolhaPress

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