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Senadores da Comissão do Pantanal querem criar estatuto jurídico para o bioma

Em reunião remota nesta 4ª feira (23.set.2020), a Comissão Temporária Externa do Senado para acompanhar ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal aprovou o seu cronograma de trabalho

Lucas Passos

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© Mayke Toscano/Secom-MT   Colegiado quer votar ainda este ano Estatuto do Pantanal

Em reunião remota nesta 4ª feira (23.set.2020), a Comissão Temporária Externa do Senado para acompanhar ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal aprovou o seu cronograma de trabalho. A meta do colegiado é elaborar uma norma que está sendo chamada de Estatuto do Pantanal.

O documento vai abrigar uma legislação federal, específica para o bioma, que vai nortear as legislações estaduais e municipais, tanto de Mato Grosso como de Mato Grosso do Sul.

A expectativa dos parlamentares é de que o texto traga regras para que o Pantanal tenha um desenvolvimento econômico sustentável, com ênfase nas características do bioma e nos anseios dos pantaneiros.

O relatório final, que inclui do Estatuto do Pantanal, pode ser apresentado até dezembro, quando termina o prazo de 90 dias de funcionamento da comissão. Mas os senadores não querem deixar a análise do parecer para a última hora.

O esforço é para que o projeto de criação do estatuto do Pantanal tramite ainda este ano em no máximo duas comissões do Senado: a de CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e a de Comissão do Meio Ambiente.

Se tudo correr conforme o previsto, a proposta final aprovada seguirá ainda este ano para análise da Câmara dos Deputados.

Cronograma

Para embasar a construção do texto, o cronograma estabelece o levantamento, análise de dados e avaliações por entidades públicas e privadas e identificação de atores sociais e agentes econômicos relacionados ao tema. Também estão previstas audiências públicas, além da visita a regiões atingidas pelas queimadas. A 1ª foi feita no último fim de semana em 1 trecho da Rodovia Transpantaneira.

Outra audiência foi marcada para 3 de outubro. Várias autoridades estaduais e federais –entre elas, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional)– serão convidadas até esta 5ª feira (24.set.2020) para conhecerem a situação na região de Corumbá (MS).

Os convites serão feitos pelo presidente e pelo relator do colegiado senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Wellington Fagundes (PL-MT), respectivamente. – p

As mesmas autoridades também serão convidadas para debater junto com entidades da sociedade civil o tema em audiência pública remota da comissão.

Com informações da Agência Brasil.


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Brasil

Vacina de injeção única da Johnson & Johnson contra coronavírus será testada em 60 mil pessoas

A vacina experimental que está sendo desenvolvida pela gigante farmacêutica Johnson & Johnson é a quarta nos EUA a entrar nos grandes ensaios da Fase 3, os quais determinarão se é eficaz e segura

Lucas Passos

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A primeira vacina contra o coronavírus que tentará proteger as pessoas com uma única injeção entrou nos estágios finais de testagem nos Estados Unidos, com um ensaio clínico internacional que recrutará até 60 mil participantes.

A vacina experimental que está sendo desenvolvida pela gigante farmacêutica Johnson & Johnson é a quarta nos EUA a entrar nos grandes ensaios da Fase 3, os quais determinarão se é eficaz e segura. Paul Stoffels, diretor científico da J&J, previu que pode haver dados suficientes para se obter um resultado conclusivo até o final do ano e disse que a empresa planeja fabricar 1 bilhão de doses no ano que vem.

Outras três candidatas estão à frente, com testes que começaram no início do verão nos EUA, mas a vacina que está sendo desenvolvida pela Janssen Pharmaceutical Companies, uma divisão da J&J, tem várias vantagens que podem facilitar a logística de sua administração e distribuição, caso sua segurança e eficácia sejam comprovadas.

A empresa inicialmente está testando uma dose única, enquanto as outras vacinas testadas nos EUA exigem um retorno e uma segunda injeção, de três a quatro semanas após a primeira, para desencadear uma resposta imune protetora. A vacina da J&J também pode ser armazenada em forma líquida, sob temperaturas de geladeira, por três meses, ao passo que duas das candidatas favoritas precisam ser congeladas ou mantidas sob temperaturas ultracongeladas para o armazenamento de longo prazo.

“A vacina de dose única, se for segura e eficaz, terá vantagens logísticas substanciais para o controle da pandemia global”, disse Dan Barouch, diretor do Centro de Virologia e Pesquisa de Vacinas do Beth Israel Deaconess Medical Center em Boston, que fez parceria com a J&J para desenvolver a vacina.

Os Estados Unidos investiram bilhões de dólares em uma série de tecnologias de vacinas, entre os quais cerca de US $ 1,5 bilhão para apoiar o desenvolvimento da vacina da J&J e garantir uma compra antecipada de 100 milhões de doses. A vacina da J&J é a segunda a usar uma abordagem de vetor viral, pegando um vírus inofensivo e inserindo nele um gene que contém o diagrama de uma parte característica do novo coronavírus.

“É muito bom termos essa diversidade de plataformas, porque esta é uma crise crucial em termos de nossa situação global”, disse Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Saúde. “Agora, com 200 mil mortes aqui nos Estados Unidos, queremos fazer tudo o que pudermos, sem sacrificar a segurança nem a eficácia”.

Em um estudo com macacos publicado na Nature em julho, Barouch demonstrou que sua abordagem teve sucesso ao ensinar o sistema imunológico a se proteger contra uma infecção de verdade. Dados de testes em estágio inicial com 400 participantes humanos nos Estados Unidos e na Bélgica devem ser submetidos a um servidor de pré-publicação na quarta-feira, mas Stoffels disse que, de maneira geral, a vacina deu provas de que desencadeou uma resposta imune promissora e que seus efeitos colaterais foram toleráveis – como febres que desapareceram em um ou dois dias.

A J&J, como outras fabricantes de vacinas, prometeu publicar o protocolo completo de seu ensaio, o qual traz informações detalhadas sobre como os pesquisadores determinarão se a vacina é segura e eficaz. O protocolo também inclui as regras pelas quais um comitê independente examiná os dados ao longo do estudo para ver se há sinais claros de sucesso ou fracasso.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, disse que, como havia 154 casos de covid-19 no ensaio, seria possível dizer se a vacina foi eficaz. Mas também há intervalos predeterminados nos quais um conselho de monitoramento de dados e segurança avalia o progresso, para ver se a vacina mostra sinais precoces que exigiriam a interrupção do ensaio por alguma de várias razões – se a vacina for muito bem-sucedida, se estiver fazendo mal ou se for inútil, ou seja, se for improvável que produza algum resultado.

O estudo foi projetado para ser duas vezes maior que o desenho inicial de outros testes de Fase 3 nos Estados Unidos, embora o estudo da Pfizer também tenha se expandido para abranger 44 mil participantes. Metade dos participantes receberá a vacina e metade receberá o placebo.

Como os outros estudos sobre coronavírus nos Estados Unidos têm enfrentado dificuldades para recrutar populações diversas, o tamanho e o escopo internacional do estudo da J&J podem ser uma vantagem.

“Os testes de vacinas precisam ter participantes que reflitam a diversidade de nossa nação”, disse Michelle Andrasik, diretora de envolvimento comunitário da Rede de Prevenção à Covid-19, uma rede federal que faz parceria com empresas para realizar os testes. “Precisamos que todos se envolvam para garantir que encontremos uma vacina eficaz para todo mundo”.

Além disso, neste momento em que a segurança da vacina tomou o debate público por causa das preocupações de que colocá-la às pressas no mercado poderia ser um atalho arriscado, os estudos podem fornecer mais dados para tranquilizar as pessoas quanto ao histórico da vacina.

“Com uma testagem maior, também aumentamos o conjunto de dados de segurança”, disse Barouch. “A segurança agora está no foco da atenção pública, e aumentar o tamanho dos testes aumenta também o conjunto de dados de segurança”. / Tradução de Renato Prelorentzou

Informações: Estadão


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Brasil

Dona do Magalu é mulher mais rica do Brasil; veja os 10 maiores bilionários do país

Luiza Helena Trajano viu seu patrimônio crescer 181% no último ano e agora ocupa a 8ª posição no ranking da Forbes. Joseph Safra superou Jorge Paulo Lemann e lidera lista de 2020.

João Marcelo Passos

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Luiza Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza e mulher mais rica do país. — Foto: Reprodução/TV Globo

A empresária Luiza Helena Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza, é a mulher mais rica do país e passou a ocupar a 8ª posição no ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes Brasil. Ela é também a única mulher do top 10 da lista de 2020.

Segundo a Forbes Brasil, Luiza Helena viu seu patrimônio crescer 181% no último ano e subiu 16 posições no ranking de bilionários, em meio à valorização das ações da Magazine Luiza. O patrimônio dela foi estimado em R$ 24 bilhões. Antes, o título de mulher mais rica do Brasil pertencia à Miriam Voigt, da Weg.

Neste ano, o dono do Banco Safra, Joseph Safra, desbancou Jorge Paulo Lemann, que liderava a lista desde de 2013, e assumiu o primeiro lugar geral com uma fortuna estimada em R$ 119,08 bilhões.

Eduardo Saverin, o brasileiro cofundador do Facebook, ficou pela primeira vez na terceira posição do ranking, após sua fortuna subir 61% em relação ao ano anterior, segundo a Forbes Brasil.

O ranking 2020 da Forbes Brasil tem 238 nomes, 32 a mais do que no ano passado. A soma total das fortunas é de R$ 1,6 trilhão.

A lista traz 33 novos nomes de bilionários brasileiros, 16% a mais do que no ano passado.

O mais rico dos estreantes é Alexandre Behring, que aparece na 6ª colocação com patrimônio estimado em R$ 34,32 bilhões. Ele é cofundador da 3G capital ao lado de Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, e também preside o conselho de administração da Kraft Heinz.

Na 9ª posição e com o título de segundo mais rico entre os estreantes do ano aparece o empresário maranhense do setor de varejo Ilson Mateus, presidente e principal acionista do Grupo Mateus.

Patrimônio dos super-ricos brasileiros cresce US$ 34 bilhões durante a pandemia, diz Oxfam
Veja a seguir a lista dos 10 brasileiros mais ricos:

  • Varejo
    Joseph Safra: R$ 119,08 bilhões (setor financeiro)
    Jorge Paulo Lemann: R$ 91 bilhões (bebidas e investimentos)
    Eduardo Saverin: R$ 68,12 bilhões (internet)
    Marcel Herrmann Telles: R$ 54,08 bilhões (bebidas e investimentos)
    Carlos Alberto Sicupira e família: R$ 42,64 bilhões (bebidas e investimentos)
    Alexandre Behring: R$ 34,32 bilhões (investimentos)
    André Esteves: R$ 24,96 bilhões (setor financeiro)
    Luiza Trajano: R$ 24 bilhões (varejo)
    Ilson Mateus: R$ 20 bilhões (varejo)
    Luciano Hang: R$ 18,72 bilhões (varejo)

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Brasil

Com patas queimadas pelo fogo no Pantanal, onças-pintadas recebem tratamento com células-tronco; veja fotos

Ferimentos causados por incêndios sem precedentes motivaram criação de hospital para cuidar desses animais

João Marcelo Passos

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Cuidador mostra feridas de queimadura nas patas de uma onça-pintada adulta chamada Amanaci sofrida após um incêndio no Pantanal, enquanto o animal passava por tratamento com células-tronco, na ONG Instituto Nex em Corumbá de Goiás Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS

Nas últimas semanas, o Pantanal vem sendo manchete no Brasil e no mundo devido às queimadas que atingem e destroem parte de seu ecossistema. Nesta tragédia ambiental, animais feridos e até carcaças daqueles que não conseguiram superar o fogo fazem parte da rotina de quem trabalha na contenção das chamas.

Um hospital específico para tratar onças-pintadas queimadas pelo fogo foi criado na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde os animais são submetidos a tratamento com células-tronco.

O fogo em Mato Grosso, estado epicentro das queimadas, já devastou 1,7 milhão de hectares neste ano, área cinco vezes maior do que o território de Cuiabá, a capital do estado, e onze vezes maior do que a cidade de São Paulo (SP).

Os incêndios na região, em agosto, são os piores em 15 anos, e as chamas ameaçam a biodiversidade local, que inclui antas, onças, capivaras e a maior densidade de onças-pintadas do mundo. Naquele mês, o bioma pantaneiro registrou 5.935 focos de queimadas, sendo o agosto com o segundo maior número de queimadas de sua história, desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998.

 


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