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Política

Twitter: Qual o tamanho dos “exércitos” de Aécio, Dilma e Campos?

Levantamento feito por especialistas da UFES mapeou o número de apoiadores e opositores de cada um dos presidenciáveis.

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Dilma Rousseff

Ainda que o clima seja de pré-campanha entre os partidos, nas redes sociais o exército de militantes de PT, PSDB, PSB já está formado e em clima de guerra para defender e atacar seus candidatos e adversários. Se a internet teve um papel secundário em 2010, neste ano promete impactar as campanhas presidenciais. A quatro meses da eleição, o Facebook já foi protagonista de um atrito envolvendo PT e PSDB em relação ao perfil da personagem Dilma Bolada. Neste contexto, qual deve ser o peso dos partidos no Twitter?

Para tentar entender o tamanho da influência do Twitter, o Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) fez um levantamento exclusivo, a pedido de CartaCapital, que mapeou o número de apoiadores e opositores da presidente Dilma Rousseff (PT), do senador Aécio Neves (PSDB) e do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), os três principais candidatos ao Planalto, assim como a quantidade de postagens que cada um deles publica a respeito dos pré-candidatos na internet durante um mês.

Entre os dias 17 de abril e 21 de maio, o Labic registrou todos os tweets sobre os três candidatos e, com base no conteúdo compartilhado e nas opiniões publicadas, reuniu os apoiadores e opositores de cada um deles. Por ser a presidenta e estar ligada a questões como Copa do Mundo e manifestações, Dilma foi a mais citada dos três. No total, foram 96.989 tweets sobre a petista, aproximadamente 54% das mensagens que citavam algum dos candidatos analisados. Atrás de Dilma ficou Aécio Neves, mencionado em 47.082 (26,73%) publicações, e Eduardo Campos, com 34.419 (19,28%) citações.

Isso não significa que a presidenta está em vantagem. Apesar do PT ser famoso por ter um “exército” de militantes ativos nas redes sociais, a presidenta tem um número de opositores no Twitter muito maior de que seus adversários. É a única dos três presidenciáveis que tem um número de oponentes superior ao de apoiadores no período analisado. De acordo com o estudo do Labic, 4384 perfis fizeram oposição ao governo Dilma no Twitter, enquanto que 2593 usuários defendem sistematicamente a pré-candidata do PT.

Uma das razões para este cenário pode ser o impacto de questões como a realização da Copa do Mundo e a CPI do Petrobras, que foi instalada na mesma época da elaboração do estudo. “O mês de abril foi o mês que se iniciou a CPI da Petrobras e a queda de popularidade de Dilma nas pesquisas de intenção de voto. Isso atraiu muita gente anti-Dilma. Isso faz a rede vermelha (militantes do PT) sentir o baque e se encolher um pouco”, explica Fábio Malini, coordenador do estudo da UFES.

Por outro lado, a rede de apoiadores de Dilma é bastante densa no Twitter. Isso significa que os usuários que apoiam o governo da petista costumam interagir muito uns com os outros. Consequentemente, as informações publicadas ou compartilhadas por eles chegam a um número maior de militantes e ajudam a informar o exército e a construir argumentos para rebater a oposição. “As pessoas que estão falando do PT têm laços muito fortes, se conversam bastante”, diz Malini.

Rede raivosa e a polarização

Dos três candidatos, o que tem maior número de apoiadores é Aécio Neves. Durante a análise, foram identificados aproximadamente 3945 perfis a favor do tucano, contra 2.859 usuários que fazem oposição a ele no Twitter.  A superioridade numérica sobre os rivais não se reflete em uma postura, necessariamente, favorável à campanha do partido. “É uma rede muito mais anti-PT do que propositiva. Eles usam muito mais hashtags para atacar o partido de Dilma: Fora Dilma, Fora PT. A rede raivosa é a rede do Aécio, não é do PT não”, argumenta Malini.

Além disso, o estudo da rede do Aécio encontrou fortes indícios da participação de robôs na divulgação de informações positivas para o candidato. Os robôs são perfis falsos que estão programados para ajudar a disseminar informações específicas sobre algo ou alguém durante algum tempo. No período analisado pelo Labic, um perfil chamado @jpmartins45 foi o que mais se destacou por citar o senador do PSDB em um grande número de mensagens. Como é característico dos robôs, o perfil foi apagado pouco tempo depois de espalhar e compartilhar milhares de mensagens. No entanto, o foco do robô parecia ser disseminar na verdade a escolha do pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga.

Assim como nas pesquisas de intenção de voto, Eduardo Campos vem atrás de Dilma Rousseff e Aécio Neves em números de tweets. Ele foi citado em 34.419 tweets (19,28% do total) e possui uma rede de apoiadores de pouco mais de 2.900 perfis, contra 2.172 usuários que costumam fazer oposição ao pré-candidato do PSB. O número de críticas contra ele no Twitter não é baixo por acaso. Na opinião de Malini, fica claro que Campos é pouco citado porque PT e PSDB preferem a polarização. “Está muito claro que possivelmente o PT avalia que é muito melhor fazer disputa com Aécio, do que com Eduardo”, afirma. “Eduardo não aparece tanto porque está correndo por fora. Ninguém quer polarizar com ele”, complementa.

Nuvem de tags

O levantamento também analisou quais hashtags, as palavras-chave do Twitter, os militantes mais publicaram sobre cada um dos candidatos, tanto por parte dos apoiadores como dos opositores. As hashtags funcionam basicamente como um índice de termos relevantes que resumem algum assunto. Por meio desse sistema, é possível saber quantas pessoas estão falando sobre aquele mesmo tema. Com essas informações, o Labic montou uma “nuvem de tags”, um gráfico que aglomera os principais termos usados pelos usuários para se referir aos candidatos. Na nuvem, quanto maior a palavra, maior o número de menções a ela.

A “nuvem de tags” de Dilma reflete bem as dificuldades pelas quais o PT passou no Twitter em razão das polêmicas envolvendo o governo. Uma das hashtags mais citadas nos tweets referentes a Dilma foi “Crise Polícia Federal”. Entre todos os candidatos, a nuvem da petista é a que mais tem temas desfavoráveis. Há também, por exemplo, os termos “Fora PT”, “Não Vai ter Copa” e “Corruption” (corrupção). Não se sabe, no entanto, qual o tamanho da influência dos robôs utilizados por concorrentes para alimentar isso.

Por ser oposição, a nuvem de Aécio Neves traz muito mais críticas e ataques ao PT do que propostas ou algo que deve ser de um eventual governo Aécio. O termo de maior destaque é “Marco Civil Urgente”, já que o senador do PSDB fez oposição ao projeto do governo federal que regulamenta o uso da internet no Brasil. As outras tags são: “PT Mentindo na TV”, “Fora PT” e “Fora Dilma”. As poucas palavras-chave negativas sobre o tucano na nuvem, disseminadas por opositores, são “Aécio Contra MG” e “Arrocho Neves”, em referência à política econômica de arrocho salarial do tucano.

Já Eduardo Campos foi um pouco mais atingido por militantes petistas que ainda o criticam por ter saído da base aliada para disputar as eleições contra Dilma. Um dos termos de maior relevância na “nuvem de tags” é “Dudutraíra”. Há referências também a ex-senadora Marina Silva, que compõe a chapa com Campos. “Marina Petista” é outra palavra-chave que trata do passado político dela. Por outro lado, a influência de Eduardo Campos no seu estado natal é algo que ainda reflete também nas redes sociais. O termo que teve mais destaque em tweets que citam o político é “Pernambuco”.

 

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Cotidiano

Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

Kamala Harris fez o juramento e é a nova vice-presidente do país

Redação PortalPE10

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Joe Biden, presidente dos Estados Unidos – (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

O democrata Joe Biden tomou posse, nesta quarta-feira (20), como 46º presidente dos Estados Unidos, em cerimônia marcada pela pandemia e ausência de seu antecessor Donald Trump, que deixou Washington poucas horas antes para a Flórida.

Biden, de 78 anos, prestou juramento às 11h50 (hora de Washington; 13h50 em Brasília) perante o presidente da Suprema Corte, John Roberts, em cerimônia solene diante do Capitólio.

O ato foi marcado pela pandemia e pelas fortes medidas de segurança após a tomada do prédio do Congresso no último dia 6 de janeiro.

“Hoje é um dia de história e esperança. Hoje é o dia dos Estados Unidos. A democracia prevaleceu”, disse Biden em seu discurso de posse, no qual pediu a “unidade” do país e prometeu ser o presidente de todos os americanos.

No discurso, o democrata ainda afirmou que irá defender a constituição, a democraria e os Estados Unidos. “Darei a vocês tudo o que posso a serviço do povo. Juntos, construiremos uma história de luz e não de sombras, de decência, de dignidade e de amor”, disse Biden.

Os Estados Unidos enfrentam “a ascensão do extremismo político, a supremacia branca, o terrorismo doméstico, que é algo que devemos enfrentar e que vamos derrotar”, disse Biden

Pouco antes do juramento de Biden, Kamala Harris foi empossada como a primeira vice-presidente dos Estados Unidos, tornando-se também a primeira pessoa negra de origem indiana a ocupar o cargo.

Harris, de 56 anos, prestou juramento com uma mão na Bíblia perante a progressista juíza da Suprema Corte Gloria Sotomayor, que foi a primeira latina a ser eleita magistrada do tribunal superior.

Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos (Foto: Saul Loeb/AFP)

Entre os juramentos, houve a apresentação das cantoras Lady Gaga, que cantou o hino dos Estados Unidos, e Jennifer Lopez.

*Com informações AFP

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Política

Eleitor que não votou no primeiro turno tem até quinta-feira para justificar voto

Justificativa para não votar deve ser feita pelo aplicativo e-Título. Para quem faltou no segundo turno, prazo vence em 28 de janeiro.

PortalPE10 com informações G1

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(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

(Foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS)

Os eleitores que não votaram no primeiro turno das Eleições 2020 têm até 14 de janeiro para justificar a ausência para a Justiça Eleitoral.

Neste ano, por conta da pandemia, a justificativa deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou por meio do Sistema Justifica. No caso de ausência no segundo turno, o prazo expira em 28 de janeiro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o eleitor não tenha smartphone ou acesso à internet, o processo pode ser feito, excepcionalmente, em qualquer seção eleitoral.

É possível justificar ausência em qualquer local de votação do país no dia da eleição e em postos da Justiça Eleitoral até 60 dias após cada turno. Caso o eleitor esteja fora do país, o cidadão tem até 30 dias contados da data de retorno ao Brasil.

A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu. Assim, se ele deixou de votar no 1º e no 2º turno, terá que justificar a ausência em ambos, separadamente.

Prazos para justificativa

1º turno: 14 de janeiro.
2º turno: 28 de janeiro.
Download do e-Título
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Multa e consequências

O eleitor que não justificar a ausência dentro do prazo estipulado pelo TSE terá que pagar multa para regularizar a situação. A multa é de R$ 3,50 por turno.

Enquanto estiver em débito com a Justiça Eleitoral, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo – entre outras consequências.

Aquele eleitor que não votar por três eleições seguidas, não justificar nem quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada. A regra não vale para eleitores que não são obrigados a votar, como analfabetos, maiores de 16 e menores de 18, e maiores de 70 anos.

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Entretenimento

Carlos Villagrán, o “Kiko” de Chaves, se candidata a governador no México

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local.

Redação PortalPE10

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Carlos Villagrán (Foto: Reprodução)

O ator Carlos Villagrán, mais conhecido como o Kiko, do seriado Chaves, anunciou sua tentativa de entrar no mundo da política, tornando-se pré-candidato a governador e também à prefeitura em Querétaro, no México.

No próximo dia 6 de junho de 2021, o México realiza eleições que definiram uma série de cargos de nível federal e local, variando de quantidade de acordo com cada estado. O Partido Querétaro Independiente, ao qual Villagrán se filiou, deve decidir os candidatos finais até o próximo dia 8 de fevereiro.

“Depois de 50 anos fazendo as pessoas rirem, me encontro em outra plataforma, que me traz uma tremenda honra”, afirmou o ator durante coletiva de imprensa, segundo edição local da Forbes.

Em entrevista ao site ADN Informativo no último dia 8 de janeiro Connie Herrera Martínez, presidente do partido, comentou a candidatura de Kiko.

“Alguns tem lhe criticado muito por ser um ator, porém o homem é um extraordinário estudioso, comprometido, e sua profissão não implica que não tenha um conhecimento sólido a respeito das necessidades”, avaliou.

Recentemente, no último mês de abril, Carlos Villagrán chamou atenção por um discurso conspiracionista dado em entrevista à TV mexicana, em que chegou a alegar que “a covid-19 não existe”.

*Com informações Exame.

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